Blog do Nilson Xavier

Atriz Ana Cecília Costa é destaque em “Joia Rara”

Nilson Xavier

Thiago Lacerda e Ana Cecília Costa em cena de "Joia Rara" (Foto: Divulgação/TV Globo)

Thiago Lacerda e Ana Cecília Costa em cena de “Joia Rara'' (Foto: Divulgação/TV Globo)

A novela das seis da Globo, “Joia Rara”, ganha novo fôlego com o retorno de Gaia, personagem vivida por Ana Cecília Costa, que passou dez anos confinada em um campo de concentração e foi dada como morta. Na ausência dela, depois de tanto tempo, seu amado Toni (Thiago Lacerda) apaixonou-se e casou-se novamente, com Hilda Hauser (Luiza Valdetaro). Gaia aparece do nada, viva, para o espanto de todos. O conflito está formado. Assim, “Joia Rara” ganha um novo foco de interesse, pois a união de Toni e Hilda já estava selada e o casal vivia feliz. Este entrecho remete ao filme “O Náufrago'' (de 2001), em que Tom Hanks, dado como morto, reencontra a mulher estabilizada em novo casamento.

Em sequências bem dirigidas, a atriz Ana Cecília Costa destacou-se com sua personagem, em momentos emocionantes, de grande força dramática. Ana Cecília é conhecida de outros tantos trabalhos, desde os tempos da TV Manchete (“Tocaia Grande”, “Xica da Silva”), também com passagem pela Record, Globo e SBT. Desta vez, a atriz chamou a atenção em cenas bonitas e intensas, divididas com Thiago Lacerda e Luiza Valdetaro.

Joia Rara” estava precisando mesmo de um novo drama. A novela estagnou no toma-lá-dá-cá do trio Ernest, Iolanda e Mundo (José de Abreu, Carolina Dieckmann e Domingos Montagner), que dá voltas sem sair do lugar, enquanto os protagonistas Franz, Amélia e Pérola (Bruno Gagliasso, Bianca Bin e Mel Maia) parecem sem trama dentro da novela. Também é o momento em que as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid revezam o destaque entre os vilões Manfred e Silvia (Carmo Dalla Vecchia e Nathalia Dill). Enquanto cozinham Silvia em banho-maria, dão novo impulso a Manfred. Aliás, Carmo precisa parar de exagerar nas caras e bocas de seu personagem. Falta de sutileza na dramaturgia pode ser um pecado mortal.