Blog do Nilson Xavier http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br Blog do Nilson Xavier - UOL Televisão Fri, 15 Dec 2017 11:37:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Momento mais aguardado de “O Outro Lado do Paraíso” não decepciona http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/14/momento-mais-aguardado-de-o-outro-lado-do-paraiso-nao-decepciona/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/14/momento-mais-aguardado-de-o-outro-lado-do-paraiso-nao-decepciona/#respond Fri, 15 Dec 2017 00:56:46 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=11083

Bianca Bin (Foto: divulgação/TV Globo)

“Não imaginam o prazer que é estar de volta!”

Ao som de “Blaze of Glory” (gravação de Jon Bon Jovi), Clara (Bianca Bin) se apresentou à sociedade de Palmas no retorno mais esperado da novela “O Outro Lado do Paraíso“. As redes sociais “bombaram” (leia AQUI) e a audiência, acima dos 40 pontos durante a semana, não é pouca coisa – se considerarmos que há pouco tempo a novela dava mostras de cansaço.

Veio a segunda fase e a trama andou. Uma prova do poder catalisador do autor Walcyr Carrasco ao causar reviravoltas com suas tramas culminando em catarses. A aguardada cena aconteceu no final do capítulo desta quinta-feira (14/12) e contou com a direção sempre arrebatadora de Mauro Mendonça Filho e sua equipe.

Takes dos personagens que temem pelo regresso da mocinha já eram anunciados durante o dia, na programação: “a sogra, a cunhada, o juiz, o delegado, o psiquiatra“. A novela cumpre o que promete e ainda deixa um excelente gancho para o dia seguinte – o clímax, essencial ao folhetim, ensinado por Sherazade desde as Mil e uma Noites e que garante a audiência no dia seguinte.

Marieta Severo (Foto: divulgação/TV Globo)

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Retorno de Clara, rica e linda, faz novela das 9 bater recorde de audiência http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/13/retorno-de-clara-rica-e-linda-faz-novela-das-9-bater-recorde-de-audiencia/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/13/retorno-de-clara-rica-e-linda-faz-novela-das-9-bater-recorde-de-audiencia/#respond Wed, 13 Dec 2017 17:17:56 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=11073

Bianca Bin e Thiago Fragoso (reprodução)

O retorno de Clara (Bianca Bin) a Palmas, rica e repaginada, nesta terça-feira (12/12), rendeu à novela “O Outro Lado do Paraíso” o recorde de audiência em São Paulo: 42 pontos no Ibope, batendo o do dia anterior, 40 pontos, o maior número até então. Ainda foi recorde no Rio de Janeiro,  também com 42 pontos.

A novela chama a atenção do público com o início do plano de vingança de Clara. O capítulo desta terça exibiu uma das cenas mais emocionantes: o reencontro de Clara com o avô Josafá (Lima Duarte) e Mercedes (Fernanda Montenegro), com grandes interpretações do trio de atores. Nesta quinta-feira, a heroína se apresenta em grande estilo em uma festa em que estão os personagens alvos de sua vingança.

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APCA elege Juliana Paes a melhor atriz da TV do ano; veja outros vencedores http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/11/apca-elege-juliana-paes-a-melhor-atriz-da-tv-do-ano-veja-outros-vencedores/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/11/apca-elege-juliana-paes-a-melhor-atriz-da-tv-do-ano-veja-outros-vencedores/#respond Mon, 11 Dec 2017 23:25:04 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=11060

Juliana Paes, “Sob Pressão” e Tatá Werneck entre os melhores de 2017

Juliana Paes não precisa mais ficar triste por ter perdido o prêmio do Faustão (leia AQUI). A APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte – a elegeu a melhor atriz de 2017 por sua atuação como Bibi Perigosa na novela “A Força Do Querer” e como Zana na minissérie “Dois Irmãos“. Em reunião na noite dessa segunda-feira (11/12), a associação escolheu os melhores do ano na Televisão para cada uma de sete categorias. Os vencedores irão receber o Troféu APCA na cerimônia da 61ª edição da premiação, no primeiro semestre de 2018. Veja os demais vencedores.

Novela: “A Força do Querer” (Globo).
Concorreu com “Malhação, Viva a Diferença”, “Novo Mundo”, “Os Dias Eram Assim” e “Rock Story”.

Série/minissérie: “Sob Pressão” (Globo/Conspiração Filmes).
Concorreu com “Dois Irmãos” (Globo), “Filhos da Pátria” (Globo), “3%” (Netflix/Boutique Filmes) e “Um Contra Todos” (Fox Brasil/Conspiração Filmes).

Atriz: Juliana Paes (“Dois Irmãos” e “A Força do Querer”).
Concorreu com Carol Duarte (“A Força do Querer”), Elizângela (“A Força do Querer”), Marjorie Estiano (“Sob Pressão”) e Paolla Oliveira (“A Força do Querer”).

Ator: Júlio Andrade (“Sob Pressão” e “Um Contra Todos”).
Concorreu com Daniel de Oliveira (“Os Dias Eram Assim”), Marco Ricca (“Os Dias Eram Assim”), Tonico Pereira (“A Força do Querer”) e Tony Ramos (“Vade Retro” e “Tempo de Amar”).

Diretor: Luiz Fernando Carvalho (“Dois Irmãos”)
Concorreu com Andrucha Waddington e Mini Kerti (“Sob Pressão”), Dennis Carvalho e Maria de Médicis (“Rock Story”), Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos (“A Força do Querer”) e Vinícius Coimbra (“Novo Mundo”).

Programa: “Terra Dois” (Cultura).
Concorreu com “Bipolar Show” (Canal Brasil), “Estúdio I” (GloboNews), “Papo de Segunda” (GNT) e “Profissão Repórter” (Globo).

Apresentador: Tatá Werneck (“Lady Night”).
Concorreu com Fábio Porchat (“Programa do Porchat”), Fátima Bernardes (“Encontro com Fátima Bernardes”), Fernanda Lima (“Amor e Sexo” e “Popstar”) e Pedro Bial (“Conversa com Bial”).

Além de premiar os melhores do ano na Televisão, a APCA também elege os melhores em Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro e Teatro Infantil.

A APCA originou-se da ABCT, a Associação Brasileira de Críticos de Teatro, criada em 1951. Em 1956, de ABCT passou a ser APCT: Associação Paulista de Críticos de Teatro. Só em 1972, a entidade deixou de premiar apenas o Teatro e estendeu-se a outras áreas artísticas – já como APCA. Portanto, os melhores da Televisão são eleitos desde 1972.

Fotos: divulgação, por suas respectivas emissoras.

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Eva Todor será sempre lembrada como Kiki Blanche: alegre e de sorriso fácil http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/eva-todor-sera-sempre-lembrada-como-kiki-blanche-alegre-e-de-sorriso-facil/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/eva-todor-sera-sempre-lembrada-como-kiki-blanche-alegre-e-de-sorriso-facil/#respond Sun, 10 Dec 2017 13:52:55 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=11048

Eva Todor em “O Cravo e a Rosa” e “Locomotivas” (Foto: Acervo/Globo)

Perdemos a atriz Eva Todor, outro patrimônio das Artes desse país. Ela morreu neste domingo, 10 de dezembro, no Rio de Janeiro, aos 98 anos, vítima de uma pneumonia. Apesar de sua expressiva e importante carreira nos palcos, Eva para sempre será lembrada pelo papel da irreverente Kiki Blanche, da novela “Locomotivas“, de 1977. E essa é a imagem que muitos, como eu, sempre guardarão da atriz: a de uma mulher simpática, de sorriso fácil, alegre.

Eva era húngara, de origem judia, nascida Eva Fodor, em Budapeste, em 9 de novembro de 1919. Com mais de 80 anos de profissão, iniciou a carreira nos palcos ainda menina, como bailarina. Após a Primeira Guerra, a família emigrou para o Brasil. A estreia como atriz foi em 1934, na peça “Quanto Vale uma Mulher“. Casou-se, em 1936, com o dramaturgo Luiz Iglesias, que escreveu vários papéis especialmente para ela em teatros de revista, explorando sua veia cômica. Eva casou-se novamente em 1964, com o diretor teatral Paulo Nolding.

Com Luís Carlos Arutin em “Top Model” (Foto: Acervo/Globo)

Em 1940, Eva já tinha sua própria companhia de teatro: “Eva e Seus Artistas“. A atriz foi premiada tanto por papeis cômicos quanto dramáticos. Entre suas peças mais famosas: “Deus Lhe Pague” (1942), “Cândida” (1946), “Senhora da Boca do Lixo” (1966), “De Olho na Amélia” (1969), “Em Família” (1970) e “Quarta-Feira Lá em Casa Sem Falta” (1977). A atriz fez pouco cinema, com destaque para “Dois Ladrões” (1960), chanchada de Carlos Manga, “Achados e Perdidos” (2002) e “Meu Nome Não é Johnny” (2008).

Eva Todor levou tempo para render-se à televisão. A primeira novela foi “E Nós Aonde Vamos?“, na TV Tupi, em 1970. Em 1975, foi escalada por Daniel Filho para viver Dona Pombinha Abelha, em “Roque Santeiro“, mas a novela foi censurada (foi refeita em 1985, mas sem a atriz no elenco). Eva estreou na Globo, então, em 1977, no papel da ex-vedete Kiki Blanche, em “Locomotivas“, a proprietária de um salão de beleza e mãe de cinco filhos, quatro adotados. Um sucesso! Na sequência, atuou em “Te Contei?“, como a espanhola Lola, dona da pensão que reunia vários personagens da trama.

Com Francisco Cuoco em “América” (Foto: Acervo/Globo)

Ao todo, foram 18 novelas, 4 minisséries e muitas participações em séries e outros programas da Globo. Além de Kiki Blanche, Eva Todor é lembrada ainda por papéis como Santinha Rivoredo de “Sétimo Sentido” (1982), Liúba de “O Outro” (1987), Morgana de “Top Model” (1989-1990), Dona Maria do Carmo de “Suave Veneno” (1999), Dona Josefa de “O Cravo e a Rosa” (2000-2001) e Miss Jane de “América” (2005). Sua última participação na TV foi na novela “Salve Jorge“, em 2012-2013. Em 2007, foi lançado o seu livro de memórias “O Teatro da Minha Vida“, escrito por Maria Ângela de Jesus.

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Com audiência baixa, Belaventura tem limitações em cenários, elenco e texto http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/com-audiencia-baixa-belaventura-tem-limitacoes-em-cenarios-elenco-e-texto/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/com-audiencia-baixa-belaventura-tem-limitacoes-em-cenarios-elenco-e-texto/#respond Sun, 10 Dec 2017 09:00:08 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=11035

Bernardo Velasco e Rayanne Moraes (Foto: Record TV)

A novela medieval da Record, “Belaventura“, chega nessa segunda-feira (11/12) ao seu centésimo capítulo com uma triste marca: a audiência muito abaixo da desejada pela emissora. A meta para o horário (das 19h45 às 20h45) é de 10 pontos no Ibope da Grande SP, alcançado com louvor pelas duas produções antecessoras: “Escrava Mãe” (do mesmo autor, Gustavo Reiz) e a reprise de “A Escrava Isaura” (uma novela de 2004-2005).

A audiência máxima alcançada por “Belaventura” em um capítulo é de 8 pontos, por três dias, assim que estreou, em julho. A novela se estabelece em 6 pontos, mas já passou vários dias nos 5, a metade do pretendido. E constantemente fica em terceiro lugar, perdendo para o SBT. Às vezes perde para a Band. Um dos fatores para a baixa repercussão é a grade da Record, que reprisa “Os Dez Mandamentos” mais cedo derrubando a audiência e fazendo o público migrar para a concorrência e não voltar.

A trama da novela não passa de uma colcha de retalhos de clichês de capa e espada. Isso não seria um problema, não fossem as limitações nos cenários, que acabam por limitar também o roteiro. Esperavam-se grandiosas sequências de batalhas com exércitos a cavalo. Mas os cenários de “Belaventura” limitam-se aos internos (aposentos do castelo ou das casas na vila), uma ou outra cena na floresta e a cidade cenográfica (a vila em si, que é pequena). A parte externa do castelo só é focalizada de longe, do alto, em uma única tomada usada para toda a novela. Parece que a Record e a Casablanca (a produtora parceira) economizaram para as novelas bíblicas.

Belaventura” adota uma direção teatral – uma temeridade em se tratando de um elenco com muitos jovens e/ou iniciantes. Apenas artistas do quilate de Paulo Gorgulho, Giuseppe Oristânio, Helena Fernandes, Floriano Peixoto, Esther Góes, Benvindo Siqueira (ótimos em cena) e poucos outros para dar dignidade ao texto de Gustavo Reiz. No mais, os atores simplesmente repetem falas empostadamente. Alguns ainda exageram nas caras e bocas, como Rayanne Moraes, a escolhida pela Record para viver a protagonista da trama.

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O público deveria prestigiar e valorizar textos como o de “Tempo de Amar” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/o-publico-deveria-prestigiar-e-valorizar-textos-como-o-de-tempo-de-amar/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/o-publico-deveria-prestigiar-e-valorizar-textos-como-o-de-tempo-de-amar/#respond Fri, 08 Dec 2017 09:00:54 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=11017

Bruno Ferrari e Vitória Strada (Foto: divulgação/TV Globo)

Assim que estreou “Tempo de Amar“, fiz coro à crítica de que era uma história pesada, sofrida. Cobrei um alívio cômico para suportar tanto padecimento dos personagens. Crítica revisada!

Pouco mais de dois meses após a sua estreia, a trama da novela fluiu, os personagens se encorparam, ganharam estofo. Ninguém mais sofre tanto assim e nem foi preciso apelar para o alívio cômico ostensivo. Sofrem apenas os vilões, que merecem sofrer, como prega todo bom folhetim, e a mocinha (Maria Vitória/Vitória Strada) perseguida pelo vilão (Teodoro Magalhães/Henri Castelli) – outra receita do folhetim.

Até já temos dois casais estabelecidos com boa torcida e votos de felicidade. O casal Vivi – Vitória e Vicente – vividos (não resisti à aliteração infame!) por Vitória Strada e Bruno Ferrari, dois atores excelentes em seus papéis, esbanjando carisma e charme em cena. E, do outro lado, Inácio e Lucinda (Bruno Cabrerizo e Andreia Horta), jocosamente apelidados de Inércio e Louquinda nas redes sociais – que sejam felizes, mas que não procriem, para evitar vir ao mundo serumaninhos como eles!

Não vou bater na tecla cansada de que a produção de arte, fotografia e trilha sonora são deslumbrantes, pois esta é uma unanimidade já cantada em prosa e verso. “Tempo de Amar” vai além, na direção e nas interpretações, proporcionando diariamente cenas magistrais com Marisa Orth, Letícia Sabatella, Lucy Alves, Cássio Gabus Mendes, Andreia Horta, Tony Ramos, Deborah Evelyn, Françoise Forton, Regina Duarte e outros.

Mérito ainda dos autores (Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago) com um texto irretocável, bonito, sonoro e sutil. Seria bom que o público prestasse mais atenção, prestigiasse e valorizasse textos como o de “Tempo de Amar” nesse momento em que a TV insiste em entregar tudo mastigadinho ao público e enfia goela abaixo frases repetidas à exaustão.

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Dercy, Clodovil, atriz pornô: 10 vetos curiosos da Censura sobre as Novelas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/dercy-clodovil-atriz-porno-10-vetos-curiosos-da-censura-sobre-as-novelas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/dercy-clodovil-atriz-porno-10-vetos-curiosos-da-censura-sobre-as-novelas/#respond Thu, 07 Dec 2017 09:00:14 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10988

Dercy Gonçalves – Clodovil – Sylvia Kristel

Por 24 anos, a TV brasileira (também o teatro, cinema, rádio, música, artes, imprensa e mídia em geral) sofreu com a ação da censura oficial do Governo: de 1964 a 1984 (Regime Militar) e de 1985 a 1988 (Nova República). Claro que antes desse período houve censura, mas estamos tratando aqui de televisão. A Constituição de 1988 extinguiu o DCDP (Divisão de Censura de Diversões Públicas), pondo fim a uma era obscura que fez nossa TV parar no tempo, sem força para discutir temas caros à sociedade. O Governo continuou com poder de vigiar e limitar a programação da TV, mas através de outras instâncias, e não mais com um órgão governamental criado exclusivamente para esta função, ao qual as emissoras eram obrigadas a se submeter.

A transição dos governos militar para democrático (1985 a 1989), na prática, não alterou em nada o poder dos censores de Brasília em vetar, coibir e limitar temas tidos como malditos para as telenovelas, como aborto, drogas, racismo, homossexualidade, política, polícia, adultério, sexo, incesto, gravidez, separação, religião, violência e outros – tudo em nome da moral e dos bons costumes e pela manutenção da tríade tradição, família e propriedade.

É sobre este assunto o livro “Beijo Amordaçado – A Censura às Telenovelas Durante a Ditadura Militar”, de Cláudio Ferreira (Ler Editora). O autor fez um pente fino, no Arquivo Nacional de Brasília, em todos os processos referentes a vetos do DCDP sobre as novelas, de todas as emissoras, entre 1964 e 1988. O livro detalha, novela a novela, os cortes impostos e as negociações com as emissoras. É uma leitura imprescindível para se entender o modus operandi de nossa TV neste particular momento da história recente do país. E ainda brinda o leitor com uma seleção de proibições e argumentos pitorescos e/ou esdrúxulos – pelo menos aos olhos de hoje. Separei 10 deles.

01. Personagem de novela não pode urinar

Várias expressões referentes ao ato de urinar foram cortadas em novelas. Uma criança não pôde dizer “vou fazer xixi” em “Duas Vidas” (Globo, 1976-1977). Em “O Pulo do Gato” (Globo, 1978), a expressão vetada foi “fazendo pipi“. “Dancin´ Days” (1978) sofreu dois cortes: quando a personagem de Sônia Braga diz: “Vou urinar. Tenho direito?“, a expressão foi considerada grosseira. Sessenta capítulos depois, nem o diminutivo – “vou fazer um pipizinho, né!” – evitou mais uma suspensão. Em “Jogo da Vida” (Globo, 1981-1982), um personagem foi proibido de dizer que “estava morrendo de vontade de fazer xixi“.

02. O “jeitinho afeminado” de Clodovil – “Editora Mayo, Bom Dia” (Record, 1971)

A Censura não viu com bons olhos a participação do costureiro na novela. Um censor justificou o veto de uma cena: ‘O personagem Clodovil faz com uma das mãos gestos irreverentes e obscenos.’ Uma censora não acertou o nome do estilista e indicou o corte na cena ‘em que aparece o costureiro Cordovil (sic) com jeitinho afeminado’.” Mas logo Clodovil ganhou um quadro no programa “TV Mulher” da Globo e passou a ser visto mais vezes em novelas.

Clodovil | As crianças de “A Patota”

03. Criançada malcriada – “A Patota” (Globo, 1972-1973)

Curiosa essa observação dos censores: “Chamar a atenção dos produtores quanto à necessidade de amenizar a linguagem agressiva das crianças para com os adultos, vez que, sem ter exemplos, já são malcriados e rebeldes por natureza, ainda mais recebendo estímulos pela TV.” (!)

04. Obrigado censores! – “Quero Viver” (Record, 1971-1972)

Percebe-se uma ponta de ironia no recado dado pelo autor Amaral Gurgel no final da novela. A emissora queria exibi-la às 19h, mas ela só foi liberada para as 20h. Em uma carta à Censura, o autor se explicou: ‘Esta foi uma novela tampão para atravessar férias e carnaval. Projetada para 150 capítulos e espremida em 92. Sem liberdade para escrever devido à faixa etária, assim agradeço a Censura a ter permitido que a história chegasse ao fim’.

05. “Sinto de longe o cheiro de couro!” – “O Rebu” (Globo, 1974-1975)

A novela sugeria um interesse amoroso entre as personagens Roberta (Regina Viana) e Glorinha (Isabel Ribeiro), o que fez os censores cortarem várias cenas. Uma observação no parecer do último capítulo merece destaque: ‘A viagem das duas mulheres, Roberta e Glorinha, aparentemente uma simples viagem de recreio, é na realidade uma atitude consciente de duas criaturas que, quebrando os padrões convencionais da ordem, vivem juntas […] patenteando o tipo de relacionamento das duas no enfoque dos dois bondinhos do Pão de Açúcar se unindo’.”

Isabel Ribeiro, Regina Viana e Lima Duarte em “O Rebu” | Sylvia Kristel

06. Atriz pornô – “Espelho Mágico” (Globo, 1977)

A estrela internacional de filmes eróticos Sylvia Kristel (da série de filmes “Emmanuelle“), de passagem pelo Brasil, gravou uma participação especial na novela. Acabou cortada uma referência à proibição do filme no país. O argumento era de que o longa-metragem tinha sequer chegado oficialmente à Censura para ser examinado. Também foi vetado o comentário sobre o conteúdo do filme como ‘um sucesso porque retratava todo o misticismo e o exotismo da Tailândia’. Os censores reclamaram que todo esse contexto deixava a Censura ‘numa colocação de radical e algo a mais’. (?)

07. Censurar a Censura: PROIBIDO! – “Sem Lenço Sem Documento” (Globo, 1977-1978)

A simples menção da existência da Censura era motivo para encrenca. Apareceu duas vezes nessa novela de Mário Prata. No capítulo 23, quando se falou sobre uma peça, foram três trechos vetados: ‘A Censura cortou cinco cenas inteiras. Tinha oito. E o pior é que já estavam em produção. Perderam tudo’; ‘Escrever com auto-censura, eu não escrevo mais. Não dá!” e ‘Sentar na máquina e ficar segurando é dose pra elefante!’. No capítulo 39, um grupo estava examinando um texto quando um dos personagens ponderou: ‘Isso aqui a Censura não deixa. Nem pensar. Imagine!’ Não deixou mesmo.

08. Fechem a boca da Dercy! – “Cavalo Amarelo” (Band, 1980)

Novela visadíssima pela Censura por causa da presença de Dercy Gonçalves, como a protagonista. Os censores fizeram uma observação curiosa no capítulo 15: ‘Recomendamos que seja solicitado o abrandamento dos pronunciamentos de Dulcinéa que, além de fugirem constantemente do texto previsto, estão a cada dia se tornando inconvenientes para o horário a que se destinam. Informamos que a personagem é representada pela atriz Dercy Gonçalves’. No capítulo 26, os censores retiraram as expressões ‘xiriba’ (umbigo) e ‘lelé da cuca tá a sua progenitora!’. Argumentaram que ‘os tais termos ficam engraçados pela maneira que estão colocados e pela personagem da atriz’. No capítulo 32, uma censora foi mais direta ao vetar a expressão ‘porque não sai nem com bicarbonato’. Ela justificou: ‘Em se tratando por personagem interpretada por Dercy Gonçalves, tal frase tem sentido conotativo direto com ejaculação’ (!). Todavia, o sucesso de Dercy em “Cavalo Amarelo” foi tanto que sua personagem continuou na novela seguinte, “Dulcinéa Vai à Guerra“. E a Censura continuou implicando com a atriz.

09. Lucélia Santos pelada – “Carmem” (Manchete, 1987-1988)

Por causa do atraso na pré-produção de “Carmem“, a Censura deixou passar a nudez de Lucélia Santos no início da novela. O DCDP deve ter recebido cenas dos ensaios para fazer a avaliação, só isso explica o ofício que o diretor geral da TV Manchete, Rubens Furtado, recebeu logo após a estreia: “Fomos surpreendidos com a exibição de uma cena de nudez total da atriz Lucélia Santos no cap 8 (…) cena não constante da gravação apresentada para o exame (…) extrapola o nível de programas similares levados ao ar até esta data, causando-nos perplexidade e estarrecimento. (…) Doravante, esta DCDP só aceitará gravações completas, de sorte a propiciar uma avaliação exata da matéria sujeita à censura prévia”.

Lucélia Santos em “Carmem” | Isabela Garcia e Beatriz Bertu em “Bebê a Bordo”

10. Filha da mãe! – “Bebê a Bordo” (Globo, 1988)

O título primeiramente pensado para essa novela de Carlos Lombardi era “Filha da Mãe“. Foi proibido. Justificativa do veto: “O título, no contexto, sugere ‘… expressão eufemística para filho da puta’ (Novo Dicionário Aurélio), sendo, portanto, apelativo’“. Por sua vez, acabou sendo usado em 2001 para uma novela de Silvio de Abreu: “As Filhas da Mãe“, já sem censura alguma.

Fotos: divulgação.
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Direção de “Outro Lado do Paraíso” se esforça, mas nem sempre o texto ajuda http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/direcao-de-outro-lado-do-paraiso-se-esforca-mas-nem-sempre-o-texto-ajuda/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/direcao-de-outro-lado-do-paraiso-se-esforca-mas-nem-sempre-o-texto-ajuda/#respond Tue, 05 Dec 2017 01:47:39 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10975

Fernanda Rodrigues e Bianca Bin (Foto: reprodução/@RealitySocial)

A segunda fase de “O Outro Lado do Paraíso” deu continuidade à saga de Clara (Bianca Bin), agora sedenta por vingança. O autor Walcyr Carrasco trouxe novos personagens. Alguns bem maniqueístas, com perfis e falas mastigadas, carregados no estereótipo pela mão pesada do autor, sem filtro, nuances, meios-termos ou sutilezas.

O melhor exemplo é Fabiana (Fernanda Rodrigues), a neta má de Beatriz (Nathalia Timberg) – que internou a avó em um hospício para ficar com sua fortuna e para quem Clara está trabalhando como doméstica. Fabiana não é má. Ela é muito má. A personagem é herdeira de um passado da Telenovela em que o maniqueísmo imperava sem pudores. Está mais condizente com os países exóticos de épocas remotas das tramas fantasiosas da cubana Glória Magadan do que com a ambientação contemporânea e realista proposta por “O Outro Lado do Paraíso“.

Há uma dicotomia entre o texto (Walcyr Carrasco) da novela e a sua direção (Mauro Mendonça Filho). A produção é bonita, atraente aos olhos (fotografia e arte), e tem uma trilha sonora caprichada. A direção tira o melhor do ótimo elenco, exibe algumas tomadas sofisticadas, tem decisões criativas – como manter Beatriz nas lembranças de Clara, ao lado dela nas cenas.

Até é possível perceber sutileza (direção e texto) nas sequências entre a anã Estela (Juliana Caldas) e o lapidador Juvenal (Anderson Di Rizzi) – exemplo de um envolvimento que está sendo bem conduzido.

Porém, nem sempre a direção dá conta do que pede o texto. Além das falas de Fabiana, há os jantares na casa de Nádia (Eliane Giardini) – “Eu não sou racista!” e/ou “Eu não sou preconceituosa!” repetidos ad nauseam -, que, descambando para o humor (involuntário?) ficam além das possibilidades de qualquer “direção criativa”. São situações em que o texto contrasta com a direção evidenciando um desnível.

No capítulo dessa segunda-feira (04/12), um personagem soltou: “Menos é mais“. Pena que nem sempre o autor leve essa sua fala à risca.

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Sexo, apologia ao mau-caratismo: 10 fatos sobre Celebridade, de volta hoje http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/sexo-apologia-ao-mau-caratismo-10-fatos-sobre-celebridade-de-volta-hoje/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/12/04/sexo-apologia-ao-mau-caratismo-10-fatos-sobre-celebridade-de-volta-hoje/#respond Mon, 04 Dec 2017 09:00:25 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10943

Márcio Garcia, Cláudia Abreu e Fábio Assunção

O Vale a Pena Ver de Novo estreia hoje a novela “Celebridade“, um dos maiores sucessos da TV da década passada e uma das produções mais lembradas e pedidas pelo público. Foi originalmente exibida às 21 horas entre outubro de 2003 e junho de 2004. Resta saber o quanto será picotada para a reprise, já que muito do seu conteúdo é considerado impróprio para a tarde. Certamente não irá ao ar a cena do primeiro capítulo em que a personagem de Juliana Paes mostra os seios para chamar a atenção de repórteres que cobriam um evento.

1. Apologia ao mau-caratismo

Acusada de fazer apologia ao mau-caratismo, a novela teve uma vasta galeria de vilões carismáticos. Cláudia Abreu e Fábio Assunção brilharam nos papeis de Laura Prudente da Costa e Renato Mendes, em uma acirrada disputa pelo poder. Também Ana Beatriz Nogueira e Nathalia Timberg, que deram às suas Ana Paula e Yolanda um tom de comédia. E Márcio Garcia, como o “michê” Marcos, comparsa nas armações da “cachorra” Laura.

Marcelo Lahan, Juliana Paes e Marcelo Valle

2. Violência, sexo e nudez

O Ministério da Justiça considerou que a novela era inadequada para menores de 14 anos por conter cenas de “violência, insinuação de sexo e nudez”. Para manter a história no ar, a Globo exibiu a trama sempre depois das 21 horas – apesar de o autor Gilberto Braga ter atenuado o uso de palavrões e de nudes, como o topless das atrizes Deborah Secco e Juliana Paes na primeira semana da novela. Mesmo assim, o sexo era um dos alicerces da trama, já que Laura e Marcos não viam problema algum em usar o corpo para conseguir o que queriam. Também Darlene, Jaqueline…

3. Personagens populares

Isabela Garcia ganhou a simpatia do público como a sacoleira Eliete, despachada, sem papas na língua, melhor amiga da protagonista Maria Clara Diniz (Malu Mader). Deborah Secco e Juliana Paes, como a deslumbrada dupla Darlene Sampaio e Jaqueline Joy, capazes de tudo para ficarem famosas. Também o bombeiro bonitão Vladimir, vivido por Marcelo Faria, um sujeito simples, bondoso, sem ambição, alheio à fama, que fazia um bom contraponto com a namorada Darlene.

Deborah Secco, Roberto Bonfim e Bruno Gagliasso

4. A inspiração no cinema

Considerando a vilã Laura (Cláudia Abreu), a ideia da falsa fã que quer destruir a mocinha famosa lembra um clássico do cinema: “A Malvada” (“All About Eve“, filme de Joseph L. Mankiewicz, de 1950), em que a personagem de Anne Baxter conspira contra seu ídolo, uma atriz vivida por Bette Davis. O filme ganhou o Oscar e a atuação de Baxter virou referência de vilã.

5. As participações especiais

Como o próprio título sugere, não faltaram celebridades – da vida real – a participar da novela. O capítulo de estreia contou o escritor Zuenir Ventura, o cantor Ed Motta, o carnavalesco Joãosinho Trinta e a socialite Narcisa Tamborindeguy – além do show da banda inglesa Simply Red. Ainda, ao longo da trama, vários nomes do mundo da música – nacional e internacional – deram “uma palhinha”, como Roberto Carlos, Lulu Santos, Rita Lee, Gilberto Gil, Julio Iglesias, Alanis Morissette, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, e outros. Também escritores, jornalistas, atores, jogadores de futebol e ex-bbbs.

Julio Iglesias e Malu Mader

6. Antologia de Gilberto Braga

O autor promoveu uma verdadeira antologia de sua obra, com referências a personagens e situações de suas novelas anteriores.
Duas irmãs antagonistas – Maria Clara (Malu Mader) e Ana Paula (Ana Beatriz Nogueira) – como em “Dancin’ Days” (1978) – Júlia (Sonia Braga) e Yolanda (Joana Fomm);
Os vilões Laura (Claudia Abreu) e Marcos (Márcio Garcia), uma reedição de Maria de Fátima (Glória Pires) e César Ribeiro (Carlos Alberto Riccelli), de “Vale Tudo” (1988);
Beatriz (Deborah Evelyn), uma referência a Odete Roitman (Beatriz Segall), de “Vale Tudo“.
E não foi difícil encontrar Janete (Lucélia Santos), de “Água Viva” – jovem que vivia em crise com os pais, que eram sustentados pela tia – na Sandra (Juliana Knust) de “Celebridade“, filha de Ana Paula e Nelito (Ana Beatriz Nogueira e Taumaturgo Ferreira), que vivia em conflito com os pais por eles serem sustentados pela tia rica, Maria Clara (Malu Mader).

7. A surra de Laura

O capítulo 169, exibido em 26/04/2004, em que Maria Clara esbofeteia Laura no banheiro de uma casa de shows, foi o de maior audiência da trama, superado apenas no último capítulo (25/06/2004), em que se revela o assassino de Lineu Vasconcelos. A cena da briga, que os espectadores tanto esperaram, registrou picos de audiência de 63 pontos, com média de 57. Foi inspirada na sequência de “Água Viva” em que a protagonista Lígia (Betty Faria) dava uma surra na falsa amiga Selma (Tamara Taxman) na mesma situação: no banheiro de uma casa de shows.

Malu Mader e Hugo Carvana

8. Quem matou?

O gancho “quem matou Odete Roitman?” da novela “Vale Tudo” (1988) – repaginado de “quem matou Miguel Fragonard?”, de “Água Viva” (1980) – foi reformulado mais uma vez como “quem matou Lineu Vasconcelos?” (personagem de Hugo Carvana). As cenas que revelam a identidade do assassino foram gravadas na manhã do dia em que foram exibidas (25/06/2004). Três finais diferentes foram gravados para despistar a imprensa, na tentativa de evitar que vazassem informações. De acordo com o site Memória Globo, “Cláudia Abreu tomou conhecimento de que Laura era a assassina alguns dias antes da gravação. Nos bastidores da novela, elenco e equipe fizeram um bolão para descobrir a identidade do assassino, e o diretor Dennis Carvalho prometeu um jantar ao ganhador. Um segurança do estúdio e uma assistente de figurino foram os vencedores.” Resta saber se nesta reprise a Globo irá optar por algum dos outros finais gravados.

9. Moda

A novela lançou moda através da caracterização de algumas personagens, como o lencinho no pescoço e as sandálias de cordas altas e salto anabela usados por Laura no início. Também chamou a atenção do público a coleira de ouro que a personagem passou a ostentar após ficar rica. As microssaias de pregas, as blusas justas e as sandálias plataforma com meias coloridas de Darlene ganharam as vitrines e bancas de camelôs nas ruas. A pedido da figurinista Marília Carneiro, a designer Júnia Machado criou uma linha de joias para as atrizes Malu Mader, Cláudia Abreu e Deborah Secco.

Cláudia Abreu e Gracindo Jr.

10. Musa do Verão

A música “Musa do Verão“, o pivô da trama, foi composta, na ficção, pelo personagem Ubaldo Quintela (Gracindo Jr.). Na realidade, a canção foi feita por Sérgio Saraceni, diretor musical da novela, Danilo Caymmi e Dalmo Medeiros, do MPB4. Com duas gravações realizadas – uma por Gracindo Jr., na pele do personagem-autor, e outra por Danilo Caymmi -, a música jamais foi executada publicamente. A única vez que “Musa do Verão” teve um trecho exibido na novela foi no capítulo em que Darlene leva Laura até a casa de uma tia para pegar uma fita com a gravação da música. Apesar do lançamento da trilha da novela (nacional, internacional e “Celebridade Samba“), a canção não foi incluída no repertório de nenhum dos três CDs.

Fotos: Acervo Globo.
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“Malhação” manda uma indireta ao presidente Michel Temer e à Lava Jato http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/11/30/malhacao-manda-uma-indireta-ao-presidente-michel-temer-e-a-lava-jato/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/11/30/malhacao-manda-uma-indireta-ao-presidente-michel-temer-e-a-lava-jato/#respond Thu, 30 Nov 2017 20:18:05 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10935

foto: reprodução

Tratem Michelzinho com generosidade, e eu prometo ser generoso na mesma proporção!

Essa foi a fala de Michel, pai do personagem Michel Filho, o MB (Vinícius Wester) de “Malhação Viva a Diferença“, ao diretor do colégio da trama, no capítulo dessa quinta-feira (30/11). O pai foi chamado ao colégio para conversar sobre o mau comportamento do filho. O senhor em questão é um político corrupto e ele tenta comprar a suspensão do rebento: oferece dinheiro ao colégio em troca do perdão pela indisciplina dele.

Qualquer semelhança com fatos reais ou acontecimentos terá sido uma mera coincidência. Ou uma provocação? Ou apenas uma referência às denúncias de corrupção que caem sobre o presidente Michel Temer na Operação Lava Jato. E de seus aliados, que tentam defendê-lo ou formar conchavos para livrá-lo das denúncias.

Essa temporada de “Malhação” (texto de Cao Hamburger) vem se destacando pela realidade dos temas abordados, a maioria em pauta na sociedade, envolvendo o universo adolescente através dos alunos de dois colégios, um rico e um pobre. Referências políticas raramente passam pela “Malhação“. Essa foi uma indireta, digamos, bem espirituosa.

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