Blog do Nilson Xavier http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br Blog do Nilson Xavier - UOL Televisão Sat, 21 Oct 2017 11:48:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 “A Força do Querer” mobilizou audiência, mas não foi unanimidade http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/a-forca-do-querer-mobilizou-audiencia-mas-nao-foi-unanimidade/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/a-forca-do-querer-mobilizou-audiencia-mas-nao-foi-unanimidade/#respond Sat, 21 Oct 2017 01:31:18 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10467

Juliana Paes e Rodrigo Lombardi

Se “A Força do Querer” não foi “a novela que uniu todas as tribos”, chegou bem perto. Foi praticamente impossível permanecer indiferente a ela. E tampouco foi unanimidade. Elogios e críticas vieram de todos os lados. E a autora, Glória Perez, como sempre, a postos e munida para rebater todas as críticas. Da interpretação de Fiuk – escalação infeliz de um ator sem estofo para um personagem tão importante – às acusações de apologia ao crime e glamurização da bandidagem – referência à trama da personagem Bibi Perigosa, de Juliana Paes.

Glória voltou às novelas inspirada. Acho “A Força do Querer” ainda melhor que “O Clone” (2001-2002), seu último sucesso arrebatador. Esse excelente resultado se deve a três fatores que trabalharam juntos e em sincronia: a habilidade da autora na condução de suas tramas; a direção caprichada e original de Rogério Gomes, Pedro Vasconcelos e equipe; e o elenco excepcional (menos o Fiuk). Se algo nesse triunvirato não funcionasse, o efeito para o público não teria sido o mesmo.

Ivan (Carol Duarte)

Parece que Glória aprendeu com os erros da última novela, “Salve Jorge” (2012-2013) – essa sim com críticas indefensáveis. Dessa vez, a autora veio com trama e elenco enxutos. Com vários protagonistas, a história foi costurada de forma que os núcleos se cruzassem e os personagens se conhecessem ou mencionassem os outros. A autora foi hábil na condução de seus núcleos, dando espaço a quase todos e criando oportunidade para a maioria de suas criaturas se destacarem em algum momento.

Claro que houve escorregões. Alguns pontuais, como o personagem Yuri (Drico Alves) e a tentativa de difundir a cultura dos cosplayers e levantar discussão sobre o perigo do jogo da Baleia Azul: abordagens rasas e sem conexão com a novela. Também o desfecho apressado e sem maiores explicações (no último capítulo) do embate Eurico x Nonato (Humberto Martins e Silvero Pereira) e o rompimento de Jeiza e Caio (Paolla Oliveira e Rodrigo Lombardi).

O maior escorregão foi a trama da viciada em jogo Silvana (Lília Cabral): permaneceu a novela inteira praticamente no mesmo patamar para apenas se resolver no último capítulo. Não fosse o talento do quarteto Lília Cabral, Humberto Martins (Eurico), Juliana Paiva (Simone) e Karla Karenina (Dita), não teria sido possível suportar esse núcleo.

O mérito maior de “A Força do Querer” foi a abordagem aos dramas dos transgêneros, através da personagem Ivana-Ivan (Carol Duarte). Glória foi sutil e extremamente feliz no seguimento da história, sem chocar o público e sem causar estardalhaço. Difundiu, explicou (foi didática na medida certa) e alertou sobre o preconceito, tendo o respaldo da direção e elenco. Além de Carol Duarte, a maior revelação da novela, destacam-se os trabalhos sensíveis de Maria Fernanda Cândido e Dan Stulbach. Como complemento ao drama de Ivana, a figura de Nonato, revelando também Silvero Pereira – “que artista!”, como disse Eurico no penúltimo capítulo!

Com um elenco enxuto, menores as possibilidades de atores desperdiçados. Mas houve! Em agosto, listei 6 deles: Juliana Paiva, Gisele Fróes, Mariana Xavier, Edson Celulari, Gustavo Machado e João Camargo (leia AQUI os motivos). Dessa lista, hoje retiro Juliana Paiva, que por fim teve grandes momentos na novela, contracenando com Lília Cabral e Carol Duarte. Entre os coadjuvantes, ainda as atuações irrepreensíveis de Elizângela (Aurora), Tonico Pereira (Abel), Zezé Polessa (Edinalva), Jonathan Azevedo (Sabiá), Silvero Pereira (Nonato), Karla Karenina (Dita) e o pequeno João Bravo (Dedé).

Por fim, o elenco principal com as interpretações brilhantes de Juliana Paes (Bibi), Emílio Dantas (Rubinho), Paolla Oliveira (Jeiza), Marco Pigossi (Zeca), Ísis Valverde (Ritinha), Carol Duarte (Ivana-Ivan), Maria Fernanda Cândido (Joyce), Dan Stulbach (Eugênio), Débora Falabella (Irene), Lília Cabral (Silvana) e Humberto Martins (Eurico), dando vida a tipos complexos, difíceis e ricos. Personagens que despertaram paixões no público e que ainda lembraremos por muito tempo.

A Força do Querer” cumpriu sua missão com louvor: divertiu, informou e levantou o Ibope e a moral do horário mais nobre da Globo como há muito não se via.

Fotos: divulgação/TV Globo.
Leia também:6 coadjuvantes que brilharam na novela“.
A mania dos personagens de minimizar suas falhas“.
Stycer “Salto no Ibope de A Força do Querer não acontecia desde 2003“.
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Sabiá, Kikito e outros 6 coadjuvantes que brilharam em “A Força do Querer” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/sabia-kikito-e-outros-6-coadjuvantes-que-brilharam-em-a-forca-do-querer/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/sabia-kikito-e-outros-6-coadjuvantes-que-brilharam-em-a-forca-do-querer/#respond Wed, 18 Oct 2017 23:36:13 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10438

Jonathan Azevedo | Karla Karenina | Silvero Pereira

Eles não são meras orelhas, personagens que servem apenas para ouvir o que um outro pensa. Ou escadas, personagens que dão suporte a outros. São coadjuvantes que tem uma importância no desenvolvimento de uma trama e que acabam crescendo ou se destacando. Nesta relação, me limito a listar 8 deles que brilharam em “A Força do Querer“, vividos por atores até então pouco conhecidos do grande público.

Jonathan Azevedo | Hylka Maria

Jonathan Azevedo – Sabiá
Sabe a máxima “ia morrer, mas gostaram tanto que ficou“? Se aplica ao bandido Sabiá, chefe do tráfico no Morro do Beco. O personagem voltou para permanecer pelo resto da novela. As gírias e o palavreado característico são a marca registrada de Sabiá. Apesar do peso dos crimes em suas costas, ele caiu nas graças de Elvira (Betty Faria) e do público. Quem já assistiu a alguma entrevista do ator Jonathan Azevedo, percebeu que Sabiá é uma criação: o personagem nada tem a ver com o ator. Que interpretação! Jonathan merece o sucesso que vem fazendo.

Hylka Maria – Aléssia
A atriz já tem uma vasta galeria de personagens em novelas. Porém, certamente, nenhuma lhe deu tanta repercussão quanto a periguete Aléssia, mulher de Sabiá e amiga e confidente de Bibi (Juliana Paes). Aléssia serve de orelha, mas não limita-se a escutar: também alerta e aconselha a Perigosa. E é toda cheia de personalidade!

Silvero Pereira como Nonato e Elis Miranda

Silvero Pereira – Nonato
Uma das grandes revelações da novela, seu talento pode ser medido na comparação de Nonato, o sisudo motorista de Eurico (Humberto Martins), com a esfuziante Elis Miranda, sua personagem quando está longe do escritório, do uniforme e do discreto rabo-de-cavalo. Junto ao talento do ator, a importância do texto de Glória Perez dando visibilidade ao universo LGBT.

Marcos Junqueira – Kikito
Ele tem nome de prêmio de cinema. Premiado foi o ator! Kikito nem tem tantas falas assim. Mas seu nome tem sido repetido em 8 de 10 cenas envolvendo Bibi Perigosa (Juliana Paes). O braço direito de Rubinho e Sabiá (Emílio Dantas e Jonathan Azevedo) também serviu para acobertar as puladas de cerca do ex de Bibi. Ao ator Marcos Junqueira coube a tarefa de conter as explosões da Perigosa. Pensa que é fácil?

Marcos Junqueira com Emílio Dantas e Daniel Zettel

Karla Karenina – Dita
A atriz cearense se destacou na novela com um trabalho meticuloso: Dita é reservada, contida, se expressa com gestos e olhares. E quase nunca sorri. Deve ser o peso da culpa de ver a patroa Silvana (Lília Cabral) se afundar no vício do jogo e não ajudá-la. Cúmplice, Dita acoberta as maluquices de Silvana e ainda leva um por fora. Deve estar rica! Sugestão de finais para Dita: devolver o dinheiro que ganhou por anos escondendo o vício da patroa, ou abandonar a casa dela para viver no apartamento de luxo que já deve ter comprado com esse dinheiro.

Maria Clara Spinelli – Mira
Mira é outra que, aparentemente, parecia apenas uma orelha, de Irene (Débora Falabella) no caso. Porém, a secretária ganhou espaço próprio ao encenar o comportamento desesperado de quem enxerga a realidade que a cúmplice não conseguiu alcançar. Talvez Mira representasse o ponto de equilíbrio para a loucura de Irene. Desestabilizada, Mira caiu e Irene foi junto – inclusive literalmente!

Karla Karenina | Maria Clara Spinelli

João Bravo – Dedé
O filho pequeno de Bibi e Rubinho (Juliana Paes e Emílio Dantas) teve cenas de gente grande durante a novela. À medida que a trama foi avançando, cresceram suas participações e o carinho do público. Como esquecer os momentos de choro e a sequência de seu aniversário?Já li comparações de João Bravo com Bruna Marquezine, que era um regadorzinho quando criança (de tanto que chorava nas novelas).

Lorenzo Souza – Ruyzinho
Este não chegou a atuar de verdade. Bebê de colo, Lorenzo chamou a atenção pela alegria sempre estampada no rostinho e pelo entrosamento com o elenco do seu núcleo familiar. Remete a outros bebês de novelas que conquistaram o público pela graciosidade, como Júlia Magessi, a netinha de Vera Fischer em “Laços de Família” (2000-2001), e Beatriz Bertú, a bebê da novela “Bebê a Bordo” (1988-1989).

João Bravo | Ísis Valverde com Lorenzo Souza

A proposta aqui foi citar os atores menos conhecidos do grande público. Não entram nessa lista, além dos personagens principais (Bibi, Jeiza, Ritinha, Rubinho, Caio, Zeca, Ruy, Ivan, Joyce, Eugênio, Irene, Eurico, Silvana), os coadjuvantes que também se destacaram interpretados por atores já conhecidos (Aurora, Heleninha, Edinalva, Abel, Nazaré, Garcia, Elvira, Simone, Biga, Zu, Carine e outros). 

Fotos: Divulgação/TV Globo.
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A mania dos personagens de “A Força do Querer” de minimizar suas falhas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/a-mania-dos-personagens-de-a-forca-do-querer-de-minimizar-suas-falhas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/a-mania-dos-personagens-de-a-forca-do-querer-de-minimizar-suas-falhas/#respond Tue, 17 Oct 2017 01:09:06 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10423

Ísis Valverde | Marco Pigossi (Foto: reprodução)

Glória Perez deixou o melhor para o final, na última semana de “A Força do Querer“. No capítulo desta segunda (16/10), o público viu Zeca inocentar Ritinha diante do juiz, assumindo uma culpa que era dela. Também o acerto de contas entre Bibi e Rubinho, uma das melhores cenas da novela. O capítulo terminou quando Ruy recebeu das mãos de Cibele o resultado do exame de DNA que comprova que o menino não é filho dele.

Novela de sucesso faz o público se dividir entre os personagens. Há quem ame Ritinha, quem odeie, quem torça para que ela termine com Zeca, ou sozinha. O mesmo para Bibi – uma relação amor e ódio. E as torcidas para que Jeiza tenha um final feliz ao lado de Caio ou ao lado de Zeca.

Impressiona o quanto esses personagens incidem no erro. São humanos. Talvez por isso o público se identifique com eles. Zeca, Ruy, Bibi, Caio, Ritinha, Silvana, Joyce, Eugênio são criaturas de muitas nuances, multidimensionais. Várias vezes agiram errado, sem medir as consequências.

E Glória Perez justifica os atos de seus personagens da forma mais simplista possível. Algo como “Por que você fez isso?” “Porque sim!“. Essa é uma característica da autora. As heroínas de suas novelas sempre agem por impulso, passando por cima de tudo, inclusive da ética, para depois minimizar suas falhas. Casada com Ruy, Ritinha insistia em correr atrás de Zeca. Em nome do amor, Bibi passou por cima de tudo e de todos, inclusive negligenciou o filho. Por que? Poque sim!

Assim foi Clara (Claudia Abreu) de “Barriga de Aluguel“, Dara (Tereza Seiblitz), a cigana de “Explode Coração“, Jade (Giovanna Antonelli) de “O Clone“, Sol (Deborah Secco) de “América“. Todas muito humanas. Talvez daí a penetração de suas histórias e a relação de amor e ódio do público com suas criaturas. Este é o motor de repercussão da novela.

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Sucesso da década passada, “Celebridade” volta no Vale a Pena Ver de Novo http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/sucesso-da-decada-passada-celebridade-volta-no-vale-a-pena-ver-de-novo/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/sucesso-da-decada-passada-celebridade-volta-no-vale-a-pena-ver-de-novo/#respond Mon, 16 Oct 2017 12:37:01 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10405

Claudia Abreu e Malu Mader (Foto: divulgação/TV Globo)

O site Notícias da TV confirmou a substituta de “Senhora do Destino” no “Vale a Pena Ver de Novo”, sua faixa vespertina de reprises. Será “Celebridade“, novela de Gilberto Braga, um dos maiores sucessos da TV da década passada e uma das produções mais lembradas e pedidas pelos telespectadores. Foi originalmente exibida entre outubro de 2003 e junho de 2004.

A novela ficou famosa pela trama envolvente e a galeria de personagens marcantes: a mocinha Maria Clara Diniz (Malu Mader), a vilã Laura Cachorra e seu comparsa Marcos, o Michê (Cláudia Abreu e Márcio Garcia), outro vilão, Renato Mendes (Fábio Assunção), a dupla de arrivistas Darlene Sampaio e Jaqueline Joy (Deborah Secco e Juliana Paes), o bombeiro Vladimir (Marcelo Faria), a sacoleira Eliete (Isabela Garcia), o rico empresário Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) que, assassinado na reta final gerou um “quem matou?“, e outros.

Entre as cenas inesquecíveis, a surra que Maria Clara dá em sua rival Laura, trancadas no banheiro de uma boate; Laura tomando posse da casa que foi de Maria Clara, se jogando na piscina com Marcos ao som de “Sympathy For the Devil“; o desfecho do mistério “quem matou Lineu?“; e a participação de várias celebridades do cenário musical nacional e internacional.

Resta saber o quanto será picotada para a reprise vespertina, devido ao seu conteúdo considerado impróprio para a tarde. Certamente não irá ao ar a cena do primeiro capítulo em que a personagem de Juliana Paes mostra os seios para chamar a atenção de repórteres que cobriam um evento.

Márcio Garcia, Cláudia Abreu e Fábio Assunção (Foto: divulgação/TV Globo)

A trama
O sucesso da produtora musical Maria Clara Diniz (Malu Mader) desperta a inveja da dissimulada Laura (Cláudia Abreu), que planeja dar um golpe na chefe, aliada ao crápula Marcos (Márcio Garcia), seu amante. A arrivista, sedutora, envolve homens como o colunista mau-caráter Renato Mendes (Fábio Assunção), que é obcecado por ela. Maria Clara vive um amor difícil com Fernando (Marcos Palmeira), casado com Beatriz (Deborah Evelyn), filha do poderoso Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana), que morre misteriosamente dando início às investigações do crime. Também a busca desenfreada pela fama das manicures Darlene (Deborah Secco) e Jaqueline (Juliana Paes), que fazem tudo para aparecer.

No elenco, ainda Gracindo Jr., Alexandre Borges, Julia Lemmertz, Nathalia Timberg, Ana Beatriz Nogueira, Paulo Vilhena, Bruno Gagliasso, Juliana Knust, Henri Castelli, Taumaturgo Ferreira, Nívea Maria, Roberto Bonfim, Daniel Dantas e outros.

Volta em dezembro, às 16h30. AQUI tem tudo sobre “Celebridade“, elenco completo, personagens, trilha sonora, curiosidades, etc.

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Ao Mestre com Carinho: TOP 15 professores inesquecíveis de novelas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/ao-mestre-com-carinho-top-15-professores-inesqueciveis-de-novelas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/ao-mestre-com-carinho-top-15-professores-inesqueciveis-de-novelas/#respond Sun, 15 Oct 2017 12:53:24 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10381

Nuno Leal Maia em “Malhação” | Rosanne Mulholland e Jean Paulo Campos em “Carrossel”

Como diria o Professor Raimundo ”e o salário, ó!”. Todavia, independentemente do salário, nossas novelas já mostraram os mais diversos dramas e tipos humanos envolvendo professores, das mais variadas disciplinas, do ensino fundamental ao universitário. Para homenageá-los neste Dia dos Professores, relaciono 15 marcantes mestres de nossas novelas. Se lembrar de outros, cite nos comentários!

01. Professor Luciano – Sérgio Cardoso em “O Primeiro Amor” (1972)
Último trabalho na televisão de Sérgio Cardoso, que faleceu antes da novela terminar (foi substituído por Leonardo Villar). Assumindo a direção da escola, o Professor Luciano encontrava dificuldades com alunos rebeldes, liderados pelo baderneiro Rafa (Marcos Paulo), e com a professora Maria do Carmo (Tônia Carrero), que queria lhe tomar o cargo de direção do colégio.

Sérgio Cardoso em “O Primeiro Amor” | Marco Nanini em “Gabriela”

02. Professor Josué – Marco Nanini em “Gabriela” (1975)
O romântico poeta e professor de Literatura era secretamente apaixonado por uma aluna, Malvina (Elizabeth Savalla), mas rendeu-se aos encantos de Glorinha (Ana Maria Magalhães), a teúda e manteúda do Coronel Coriolano (Rafael de Carvalho). Até que o coronel flagra o tórrido romance dos amantes. No remake da novela (em 2012), o personagem foi interpretado pelo ator Anderson Di Rizzi.

03. Professora Nina – Regina Duarte em “Nina” (1977)
Nina era uma professora contestadora na rígida sociedade paulistana da década de 1920. E acabou pagando um preço alto por semear na cabeça de suas alunas ideias liberais sobre o amor e a posição da mulher na sociedade: perdeu o cargo e o homem de sua vida, Bruno (Antônio Fagundes).

Regina Duarte m “Nina” | Cláudio Cavalcanti em “Água Viva” | Agildo Ribeiro em “De Quina Pra Lua”

04. Professor Edir – Cláudio Cavalcanti em “Água Viva” (1980)
Professor de História que dava aula em cursinho pré-vestibular. Bom caráter e consciente de suas convicções, vivia em conflito com a sogra carreirista, Lourdes Mesquita (Beatriz Segall), cujos ideais de vida divergiam, o que acabou por gerar uma crise em seu casamento com Márcia (Natália do Valle).

05. Professor Cagliostto – Agildo Ribeiro em “De Quina Pra Lua” (1985-1986)
A manicure Mariazinha (Elizabeth Savalla) não via com bons olhos a aproximação de seu namorado, o professor de Matemática Dante Cagliostto, com Angelina (Eva Wilma), uma paixão do passado. O professor se mostrava empolgadíssimo em ajudar Angelina em seus problemas, provocando ciúmes em Mariazinha.

Danton Mello, Nuno Leal Maia e Karine Moura em “A Gata Comeu”

06. Professor Fábio – Nuno Leal Maia em “A Gata Comeu” (1985)
O professor Fábio era querido por seus alunos e amado pela noiva, Paula (Fátima Freire). Porém, ao cruzar o caminho de Jô Penteado (Christiane Torloni), suas vidas mudaram drasticamente. Os dois, a princípio, se odiavam, mas aos poucos nasceu uma paixão arrebatadora e divertida.

07. Professora Clotilde – Maitê Proença em “O Salvador da Pátria” (1989)
Recém chegada à pequena Tangará para lecionar em um curso de alfabetização para trabalhadores rurais, a professora despertou o amor no simplório Sassá Mutema (Lima Duarte), um matuto ignorante e puro de alma, inebriado com a sua beleza. Ela o ajudou quando ele foi vítima de uma armação dos poderosos da região, que queriam usá-lo como bode expiatório para falcatruas políticas e negócios escusos.

Maitê Proença e Lima Duarte em “O Salvador da Pátria” | Leila Lopes em “Renascer”

08. Professora Lu – Leila Lopes em “Renascer” (1993)
Esta foi outra novela a mostrar um lugarejo rural cujos habitantes recebiam uma bela professora para alfabetizá-los. No caso, Lu, que acabava se apaixonando pelo peão Rafael (Kadu Moliterno).

09. Professor Pasqualete – Nuno Leal Maia em “Malhação” (de 1999 a 2005)
O divertido professor de Português Paulo Paqualete foi um dos mais marcantes mestres que já passaram pelos colégios de “Malhação”. Estreou na temporada do “Múltipla Escolha”, em 1999, e ficou até 2005, com algumas interrupções. Segundo professor na carreira de Nuno Leal Maia.

Leandra Leal e Ângelo Antônio em “O Cravo e a Rosa”

10. Professor Edmundo – Ângelo Antônio em “O Cravo e a Rosa” (2000-2001)
Contratado para lecionar Poesia, o romântico Edmundo acabou se apaixonando por sua aluna, Bianca (Leandra Leal). Ele era o autor das poesias que ela recebia das mãos do malandro Heitor (Rodrigo Faro), mais interessado em seu dinheiro. Apaixonada por Heitor, Bianca não imaginava que os poemas eram na realidade de seu professor.

11. Professor Edu – Fábio Assunção em “Coração de Estudante” (2002)
O professor de Biologia Edu se mudou para a cidade mineira de Nova Aliança para lecionar na universidade local. Pai do garoto Lipe (Pedro Malta), era noivo da temperamental Amelinha (Adriana Esteves), mas acabou se envolvendo com a advogada Clara (Helena Ranaldi), provocando a ira de sua noiva.

Helena Ranaldi em “Mulheres Apaixonadas” | Fábio Assunção em “Coração de Estudante”

12. Professora Raquel – Helena Ranaldi em “Mulheres Apaixonadas” (2003)
Entre os vários professores da Escola Ribeiro Alves, destacou-se o drama da professora de Educação Física Raquel, alvo do amor do adolescente Fred (Pedro Furtado), um aluno, e perseguida pelo ex marido, o violento Marcos (Dan Stulbach).

13. Professora Helena – Rosanne Mulholland em “Carrossel” (2012)
Ela assumiu o terceiro ano da Escola Mundial trazendo consigo o desejo de lecionar e a disposição de propiciar aos alunos uma boa formação, nem que, para isso, tivesse que bater de frente com as regras da rigorosa diretora. Helena, sempre disposta a colaborar com todos, não só conquistou a confiança dos alunos, como também acabava se envolvendo com os conflitos pessoais e familiares de cada um.

Bruna Linzmeyer em “Meu Pedacinho de Chão”

14. Professora Juliana – Bruna Linzmeyer em “Meu Pedacinho de Chão” (2014)
A doce Juliana chegou à cidadezinha de Santa Fé para ensinar as crianças do vilarejo e se deparou com um povo ignorante e dominado pelos desmandos do Coronel Epaminondas (Osmar Prado), o homem mais poderoso da região. Remake da novela de 1971 que teve Renée de Vielmond no papel da “Prefessorinha”.

15. Dóris e Bóris – Ana Flávia Cavalcanti e Mouhamed Harfouch em “Malhação Viva a Diferença” (2017)
Ela é diretora do Colégio Estadual Cora Coralina, está sempre às voltas com o sistema e as dificuldades da sua escola. É durona, exigente e disciplinada. Ele é o orientador do Colégio Grupo. Excelente no que faz, é compreensivo, ponderado e um pouco estabanado. Ambos conquistaram o respeito dos alunos das duas escolas. E dividem a vida juntos.

Fotos: divulgação
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Ana Flávia Cavalcanti e Mohamed Harfouch em “Malhação, Viva a Diferença”

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Trama sobre preconceito social é o maior destaque de “Pega Pega” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/13/trama-sobre-preconceito-social-e-o-maior-destaque-em-pega-pega/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/13/trama-sobre-preconceito-social-e-o-maior-destaque-em-pega-pega/#respond Fri, 13 Oct 2017 10:00:58 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10363

Milton Gonçalves e Virgínia Rosa (Foto: reprodução)

Com uma trama central pouco empolgante, um casal protagonista dos mais insossos, e poucos personagens que se salvam, isoladamente (Maria Pia, Sandra Helena, Malagueta, Agnaldo, Pedrinho, Arlete, Elza, Prazeres, Douglas), a novela “Pega Pega” se agarra a uma trama paralela que vem se destacando com ótimos entrechos: a que aborda o preconceito social da chique Sabine Favre (Irene Ravache) contra a família de seu filho adotivo Dom (David Júnior): os pais Cristóvão e Madalena (Milton Gonçalves e Virgínia Rosa) e o irmão Dilson (Ícaro Silva).

A autora Claudia Souto até recorreu a um velho clichê, já usado à exaustão em nossa Teledramaturgia: Sabine convida a família de Dom para um jantar elegante e eles não sabem o que fazer à mesa. Convenhamos, irresistível! Terminou com Cristóvão “explodindo” contra a arrogante, provocando a catarse e lavando a alma do público, que presenciou tantas humilhações a que os pais de Dom foram submetidos.

Essa semana, Madalena preparou uma vingancinha contra a vilã que quase culmina em tragédia. Sua intenção não era fazer o mal ou devolver a humilhação na mesma moeda, mas pregar uma peça em Sabine: a megera foi convidada para uma rabada na casa de Cristóvão. Mas passou mal com a comida de Madalena, sendo levada às pressas para o hospital em estado grave. Mesmo com a preocupação sincera e o pedido de desculpas da família de Dom, Sabine não perdeu a chance de novamente humilhar a todos.

Irene Ravache (Foto: reprodução)

A princípio, pensa-se em racismo, mas Sabine tem um filho adotado que é negro. Trata-se meramente de uma questão classista. A autora não subestima o público: evita o “coitadismo” das vítimas de preconceito, fazendo os personagens jogarem limpo. Sabine não é sonsa, não disfarça que não gosta da família de Dom. A família, por sua vez, também não leva mais desaforo para casa.

É uma trama bem engendrada que tem rendido bons ganchos. O que há de novo? Nada, a não ser a manutenção bem executada de velhos clichês. A telenovela também se adapta aos novos tempos, reciclando o que sempre funcionou com roupagem moderna, em sintonia com a atualidade. Pelo menos com essa trama, “Pega Pega” se sobressai.

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Ficar presa à gorda boba da corte é sofrível, diz Biga de A Força do Querer http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/ficar-presa-a-gorda-boba-da-corte-e-sofrivel-diz-biga-de-a-forca-do-querer/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/ficar-presa-a-gorda-boba-da-corte-e-sofrivel-diz-biga-de-a-forca-do-querer/#respond Wed, 11 Oct 2017 10:00:35 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10346

Mariana Xavier, a Biga de “A Força do Querer” (Foto: reprodução)

Bati um papo com a atriz Mariana Xavier, a Biga de “A Força do Querer“. Sinto a personagem desperdiçada na novela, perdendo-se assim a chance para uma boa abordagem sobre a autoestima dos gordos. Eis o que ela me contou sobre o assunto. Mariana também fez um balanço de sua participação na novela.

  • Biga está desperdiçada? Faz merchan de produto de beleza, serve de escada para Nonato… E a discussão sobre autoestima de gordos? Tudo bem que a personagem já teve falas sobre o assunto, mas foram poucas e muito pontuais.

De verdade? Eu não me sinto desperdiçada! Já fui envolvida em várias situações bacanas totalmente fora do estereótipo da gorda engraçada, o que é uma grande conquista para mim. Biga foi acusada de roubo quando sumiu o dinheiro do Eurico, presenciou a briga de Ruy e Cibele, o ataque homofóbico sofrido pela Elis Miranda…

A grande questão é que ficou todo mundo na expectativa dessa anunciada vida de modelo que, com o sucesso de outras tramas, acabou ficando sem espaço e só vai rolar bem no finalzinho. Novela é obra aberta, as tramas mudam o tempo todo e quem aceita fazer tem que estar ciente de que pode passar por isso: às vezes a personagem cresce horrores (como aconteceu comigo na novela “Além do Horizonte“), outras vezes diminui… E tudo bem, porque nem só de protagonistas vive um folhetim, as escadas são MUITO importantes!

Silvero Pereira e Mariana Xavier (Foto: reprodução)

E sinceramente nunca achei imprescindível essa história de modelo: sempre tive medo de que isso incutisse nas pessoas a ideia totalmente equivocada de que uma gorda só pode se sentir bem e ser considerada bem-sucedida se receber um selo de aprovação pública da sua beleza. Embora não seja tão impactante, acho que é muito mais combativo ao preconceito mostrar a gorda como uma pessoa normal, exatamente como a Biga é. Uma mulher que não é a palhaça o tempo todo, nem a sexy o tempo todo, com questões como qualquer outra mulher. O peso não sendo o centro do universo dela, sabe? Quando você deixa de tratar o peso como protagonista da vida de uma pessoa, já se está falando da autoestima do gordo.

Eu tô muito feliz com a personagem! Ela realmente andou numa fase mais devagar, mas o que aconteceu até aqui já superou minhas expectativas. Ficar presa à gorda boba da corte é sofrível.

  • Entendi! O gordo como uma pessoa comum sem a necessidade de holofote sobre o seu “problema” quando não há um problema de fato.

Uma mulher normal! Que pode ser feliz e tocar a vida sendo secretária, sendo médica, sendo manicure, sendo consultora de beleza… Não precisa ser modelo pra isso! Virar modelo será um plus porque era um sonho da Biga, mas não porque ela precisa disso pra se sentir bem consigo mesma: Biga já é o amor-próprio em pessoa!

  • Um tipo que você gostaria de interpretar?

Uma vilã! Meu sonho! Biga foi um passo muito importante na desconstrução da gorda obrigatoriamente engraçada. Agora a meta é fazer uma vilã pra acabar com essa lenda de que toda gorda é boazinha. Já vi cada gorda má na vida real, que você nem imagina! Hahaha

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“A Força do Querer” reforça o valor do merchandising social em novelas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/10/a-forca-do-querer-reforca-o-valor-do-merchandising-social-em-novelas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/10/a-forca-do-querer-reforca-o-valor-do-merchandising-social-em-novelas/#respond Tue, 10 Oct 2017 10:00:48 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10276

Carol Duarte como Ivan em “A Força do Querer”

Glória Perez desempenha em “A Força do Querer” um importante trabalho de merchandising social na abordagem dos transgêneros, através do personagem Ivan (Carol Duarte), informando o público, dando visibilidade e levando o assunto para o debate da sociedade. Também trata do vício do jogo e suas consequências, com Silvana (Lília Cabral). Entende-se por merchandising social as ações inseridas nas novelas que promovem a discussão e a conscientização ou despertam a curiosidade de questões de interesse social ou que estão em pauta na sociedade. Glória não é a precursora da prática, mas é, entre os novelistas, a que mais utiliza o recurso em suas histórias.

O termo foi criado na década de 1990, quando esse tipo de iniciativa tornou-se comum entre as produções do horário nobre da Globo. Glória Perez foi a primeira a fundir realidade e ficção, já em 1990, em “Barriga de Aluguel“, em que o público, especialistas e celebridades surgiram dentro da novela opinando sobre os assuntos abordados na trama. Cada obra seguinte da autora levantou assuntos ou campanhas: transplante de coração em “De Corpo e Alma” (1992), crianças desaparecidas em “Explode Coração” (1995), clonagem humana, drogas e alcoolismo em “O Clone” (2001), imigração ilegal e homossexualidade em “América” (2005), esquizofrenia em “Caminho das Índias” (2009), tráfico humano e alienação parental em “Salve Jorge” (2012), etc.

As crianças desaparecidas de “Explode Coração” | Carolina Dieckmann em “Laços de Família”

Manoel Carlos é outro novelista lembrado quando o assunto é merchandising social. Em “História de Amor” (1995), tratou de câncer de mama e das dificuldades dos cadeirantes. Em “Laços de Família” (2000), levantou uma importante campanha sobre transplante de medula. Entre outros assuntos, abordou ainda o alcoolismo em “Por Amor” (1997) e “Mulheres Apaixonadas” (2003), a violência doméstica e o descaso com idosos em “Mulheres Apaixonadas“, a síndrome de down em “Páginas da Vidas” (2006) e tetraplegia em “Viver a Vida” (2009).

Benedito Ruy Barbosa não fica atrás. Em 1993, em sua novela “Renascer“, ousou apresentar um personagem hermafrodita e discutir a questão: Buba, vivida por Maria Luísa Mendonça. “O Rei do Gado” (1996) promoveu uma abrangente discussão sobre a reforma agrária e abordou a lisura da classe política (lembra do Senador Caxias?). A política voltou a ser discutida em outras novelas suas, como “Velho Chico” (2016) – que ainda tratou da preservação do meio ambiente e denunciou o uso desmedido de agrotóxicos nas lavouras.

Maria Luísa Mendonça e Taumaturgo Ferreira em “Renascer” | Carlos Vereza em “O Rei do Gado”

Muito antes de merchandising social ter esse nome

É antiga a preocupação dos novelistas em trazer à baila assuntos de interesse social, promover campanhas ou conscientizar o público através de suas histórias. O pioneiro foi Dias Gomes, que em 1970 tratou de reforma agrária em “Verão Vermelho“. Em 1974, o autor popularizou o termo “ecologia”, até então pouco difundido, em “O Espigão“, que ainda abordou a especulação imobiliária e suas consequências para o meio ambiente. O assunto voltou em “Sinal de Alerta” (1978), sobre a poluição das grandes cidades.

A mulher de Dias, Janete Clair, sofreu cortes da censura do Regime Militar em suas novelas. O governo enxergou críticas a duas obras que patrocinava, que estavam em andamento: a hidrelétrica de Itaipu (em “Fogo Sobre Terra“, 1974) e o metrô carioca (em “Duas Vidas“, 1977). Janete quis mostrar as consequências ao meio ambiente e à população da interferência humana em nome do progresso desmedido.

Em 1971, Benedito Ruy Barbosa fez uma campanha de alfabetização para moradores do campo, na primeira versão de “Meu Pedacinho de Chão” – conhecida como a primeira novela educativa da TV brasileira. De forma didática, a atração transmitiu ensinamentos úteis aos trabalhadores e às populações rurais, abordando assuntos como higiene, desidratação, vacinação e técnicas agrícolas. Outro exemplo que merece citação: Lauro César Muniz discutiu eutanásia em “Os Gigantes“, em 1979.

Cena de “Sinal de Alerta” | Carlos Alberto Riccelli em “Aritana”

Na década de 1970, a novelista Ivani Ribeiro – fora da Globo e muito antes de Glória Perez – reivindicou os direitos dos pescadores, explorados pelas cooperativas de pesca, em “Mulheres de Areia” (1973), os direitos dos índios, em “Aritana” (1978), e denunciou o perigo das praias poluídas, em “O Espantalho” (1977).

Tantos outros assuntos já foram retratados em nossa teledramaturgia: racismo, violência urbana, AIDS, autismo, rapto de crianças, fanatismo religioso, aborto, machismo, etc. Não só os autores consagrados, mas também os novatos, em produções de todos os horários, têm a preocupação de escrever em sincronia com os tempos modernos. A responsabilidade nas abordagens é grande, haja vista a penetração da telenovela nos lares brasileiros e o seu caráter formador de opinião.

Fotos: divulgação.
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Policial que prendeu Rubinho em A Força do Querer era bandido em Pega Pega http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/09/policial-que-prendeu-rubinho-em-a-forca-do-querer-era-bandido-em-pega-pega/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/09/policial-que-prendeu-rubinho-em-a-forca-do-querer-era-bandido-em-pega-pega/#respond Tue, 10 Oct 2017 01:51:14 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10316

Luci Ferreira em “A Força do Querer” (foto: reprodução)

Não passou despercebido para quem acompanha as novelas da Globo. O policial que prendeu Rubinho (Emílio Dantas) no capítulo dessa segunda (09/10) de “A Força do Querer” estava até outro dia na novela das sete, “Pega Pega“. O ator é Lucci Ferreira, já visto em outras produções da casa (“Paraíso”, “Escrito nas Estrelas”, “Amor Eterno Amor”, “Império”, “A Regra do Jogo”, “Velho Chico”, a temporada 2016 de “Malhação”, etc).

Lucci tinha um personagem no elenco fixo de “Pega Pega“, Cássio, e seu nome consta nos créditos da abertura. De acordo com o site da novela, “Ex-sócio de Eric. Diferentemente do empresário, é interesseiro, corrupto e o prejudicou em alguns negócios. Só pensa em dinheiro e tem envolvimento com Malagueta e Timóteo. Preso em uma operação policial, acabou morrendo ao tentar fugir do presídio“.

Recém saído da trama das sete, em que vivia um bandido, o ator entrou rapidinho na novela das nove para interpretar um policial. Uma boa evolução de personagem!

Ótimo que Lucci Ferreira tem o seu trabalho reconhecido! Por outro lado, a emissora não parece muito preocupada em evitar a repetição de elenco, considerando que o ator saiu de uma produção que ainda está no ar.

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“Malhação” acumula uma das maiores audiências de toda a história da atração http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/malhacao-acumula-uma-das-maiores-audiencias-de-toda-a-historia-da-atracao/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/malhacao-acumula-uma-das-maiores-audiencias-de-toda-a-historia-da-atracao/#respond Fri, 06 Oct 2017 10:00:23 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=10268

Daphne Bozaski e Aline Fanju (Foto: reprodução)

Embalada pelo ótimo momento da Globo (com audiência crescente do fim da tarde até o horário nobre), a atual temporada de “Malhação” comemora 23 semanas no ar com a audiência entre as mais altas da história da atração. A média semanal é em torno de 21, 22 pontos no Ibope da Grande São Paulo, o melhor resultado em muito tempo. Veja a média geral até o capítulo 104:

Viva a Diferença: 20.98
Pro Dia Nascer Feliz (2016-2017): 17.63
Seu Lugar no Mundo (2015-2016): 14.61
Sonhos (2014-2015): 14.29
Casa Cheia (2013-2014): 13.88
temporada 2012-2013 13.58
temporada 2011-2012 15.48
temporada 2010-2011: 17.53
temporada 2009-2010: 18.24

A novelinha – escrita por Cao Hamburger com direção artística de Paulo Silvestrini – atingiu também a maior média das últimas nove temporadas no Painel Nacional de Televisão (PNT): 22 pontos. Já em São Paulo e no Rio de Janeiro, é a maior das onze últimas temporadas: 21 e 24 pontos, respectivamente.

Não há dúvida de que é uma das atrações que levantam o horário nobre da Globo. É um efeito bola de neve. Recebe bem de “Senhora do Destino” (com a maior audiência do Vale a Pena Ver do Novo na década), entrega em alta para a novela das seis (“Tempo de Amar” teve uma das melhores -primeira semana- do horário dos últimos tempos) e a audiência continua subindo até o pico, na novela das nove “A Força do Querer” (44, 45 pontos).

Não é para menos: sucesso entre os jovens e os mais velhos, a trama, repleta de personagens cativantes, tem ótimas abordagens do universo adolescente sem perder o foco no folhetim.

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