Blog do Nilson Xavier http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br Blog do Nilson Xavier - UOL Televisão Tue, 15 Aug 2017 10:00:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 20 frases ácidas de Susana Vieira em “Por Amor” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/15/20-frases-acidas-de-susana-vieira-em-por-amor/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/15/20-frases-acidas-de-susana-vieira-em-por-amor/#respond Tue, 15 Aug 2017 10:00:36 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9703

De acordo com o canal Viva, a novela “Por Amor” é líder de audiência em seus dois horários de exibição, 13h30 e 23h30. Com apenas dois meses no ar, a trama já era acompanhada por mais de 15 milhões de pessoas. No Viva Play (plataforma on demand), “Por Amor” é o segundo programa mais assistido, abaixo somente de “Tieta”, a campeã de audiência do Viva.

Os méritos são muitos! A novela – originalmente exibida entre 1997 e 1998 – é uma das melhores de Manoel Carlos, seu autor. Elogiar elenco, direção, trama, texto e produção é “chover no molhado”. Só não dá para ficar imune ao veneno de Branca Letícia de Barros Mota, a arrogante vilã vivida por Susana Vieira, um de seus trabalhos mais aplaudidos na televisão. A fina ironia da personagem, os comentários espirituosos, ácidos ou desagradáveis renderiam ótimos memes. Selecionei 20 pérolas da loura má.

“Nada melhor que sanduíche de pão com pão para se aprender a dar valor ao queijo.”

“Gosto não se discute, se lamenta!”

“Branca Leticia de Barros Mota não merece a morte. Tenho que ficar para semente, pois a Humanidade me merece!”

“Quando eu sou boa, eu sou boa. Mas quando eu sou má, eu sou ótima!”

“Até uma mulher burra vale por dois homens. Nós temos o sexto sentido!”

“Diga que eu morri, dispensei o funeral hipócrita e me enterrei sem a ajuda de ninguém!”

“Qualquer defeito é perdoável em uma pessoa… menos a pobreza!”

“Eu odeio surpresas, principalmente de marido, que geralmente são as mais desagradáveis.”

“Quero uma dessas mortes em que o corpo não é descoberto. Faz bem ao ego do defunto. Ninguém vai saber ao certo se ele morreu ou não.”

“Sou feliz, mas não sou alegre… A mulher chique não ri. No máximo sorri.”

“Que foi filhinha, quer um autógrafo? Tô bonita? Essas empregadinhas suburbanas me adoram, né? Tão sempre me olhando como se eu fosse uma artista de televisão!”

Sobre Arnaldo, o marido, e Isabel, a amante dele: “Isabel quis pegar o Arnaldo milionário pra ela. Do Arnaldo, ela que faça bom proveito. Mas o milionário é só meu.”

Milena: “Branca querida, se você for matar alguém, todo mundo vai saber que foi você, por conta do seu perfume.”
Branca: “Não se preocupe querida, pois no dia que eu matar alguém, estarei usando o seu perfume para todo mundo pensar que foi você!”

Para a empregada: “Zilá, conte um pouco de sua vida para eu me distrair…”

AQUI tem tudo sobre “Por Amor“: trama, elenco, personagens, trilha sonora, curiosidades.
Fotos: Acervo Globo.
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Dia dos Pais: relembre 10 pais heróis das novelas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/13/dia-dos-pais-relembre-10-pais-herois-das-novelas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/13/dia-dos-pais-relembre-10-pais-herois-das-novelas/#respond Sun, 13 Aug 2017 10:00:14 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9712 Carinhosos ou severos, modernos ou antiquados, legítimos ou adotivos, a Teledramaturgia Brasileira já apresentou pais de todos os tipos. Relembre alguns que marcaram a nossa TV.

Theresa Amayo e Lima Duarte em “Pecado Capital”

1. Salviano Lisboa, personagem de Lima Duarte na novela “Pecado Capital” (1975-1976), era um pai viúvo e solitário que sonhava com a união de sua prole: Vitória (Theresa Amayo), Vicente (Luiz Armando Queiroz), Vilma (Débora Duarte), Vinícius (Marco Nanini), Válter (João Carlos Barroso) e Virgílio (Lauro Góes).

Danton Mello, Nuno Leal Maia e Katia Moura em “A Gata Comeu”

2. O Professor Fábio (Nuno Leal Maia) de “A Gata Comeu” (1985) tinha dois filhos pequenos: Cuca (Danton Mello) e Adriana (Kátia Moura). Mas também fazia as vezes de pai de seus alunos, coleguinhas dos filhos que juntos formavam o Clube do Curumim.

Ary Fontoura, Paulo Gracindo e Cláudio Corrêa e Castro em “Hipertensão”

3. “Hipertensão” (1986-1987) tinha como mote central a história de Carina (Maria Zilda), que não conhecia seu pai, até encontrar três velhinhos que passaram a disputar sua atenção: Candinho (Paulo Gracindo), Napoleão (Cláudio Corrêa e Castro) e Romeu (Ary Fontoura). Um deles era seu pai e o mistério foi desvendado no último capítulo, quando Carina descobriu, teve uma conversa em particular com cada um e ficou claro que sua emoção era maior com Romeu.

Carla Marins, Myrian Rios, Claudio Marzo e Thaís de Campos em “Bambolê”

4. Na novela “Bambolê” (1987-1988), Álvaro (Cláudio Marzo) era um pai relapso para as coisas práticas da vida, quase irresponsável e um mulherengo inveterado. Porém, amoroso na relação com suas três jovens filhas: Ana (Myrian Rios), Yolanda (Thaís de Campos) e Cristina (Carla Marins).

Gaspar (Nuno Leal Maia) e seus filhos em “Top Model”

5. Um dos destaques da trama de “Top Model” (1989-1990) era a relação do surfista quarentão Gaspar (Nuno Leal Maia) com seus cinco filhos, de mães diferentes: Elvis Presley (Marcelo Faria), Olivia Newton-John (Gabriela Duarte), Jane Fonda (Carol Machado), Ringo Starr (Henrique Farias) e John Lennon (Ígor Lage).

A família de Jonas (Reginaldo Faria) e Carmem Maura (Joana Fomm) em “Vamp”

6. Em “Vamp” (1991-1992), o capitão Jonas (Reginaldo Faria) era um viúvo com seis filhos – Lipe (Fábio Assunção), João (Pedro Vasconcelos), Jade (Luciana Vendraminni), Nando (Henrique Farias), Isa (Fernanda Rodrigues) e Tico (José Paulo Jr.) – que viu a família aumentar quando se casou com Carmem Maura (Joana Fomm), também viúva e mãe de seis filhos – Lena (Daniela Camargo), Scarleth (Bel Kutner), Rubinho (Aleph Del Moral), Dorothy (Carol Machado), Leon (Rodrigo Penna) e Sig (João Rebello).

Marcos Palmeira e Antônio Fagundes em “Renascer”

7. Em “Renascer” (1993), José Inocêncio (Antônio Fagundes) tinha uma difícil relação com o filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), a quem ele culpava – veladamente – da morte de sua mulher, durante o parto do garoto. A situação se complicou quando o pai passou a disputar com o filho o amor da jovem Mariana (Adriana Esteves). O Painho – como era conhecido José Inocêncio – tinha outros três filhos, José Augusto (Marco Ricca), José Bento (Tarcísio Filho) e José Venâncio (Taumaturgo Ferreira).

A família de Álvaro (Herson Capri) em “Era Uma Vez”

8. “Era Uma Vez” (1998), claramente inspirada no filme “A Noviça Rebelde”, apresentou o viúvo Álvaro (Herson Capri) que se apaixonou pela nova governanta Madalena (Drica Moraes) e tinha o total apoio dos filhos pequenos Glorinha (Luiza Curvo), Zé Maria (Alexandre Lemos), Marizé (Alessandra Aguiar) e Fafá (Pedro Agum).

Pedro Malta e Fabio Assunção em “Coração de Estudante”

9. O melhor de “Coração de Estudante” (2002) era a relação afetuosa entre o professor Edu (Fábio Assunção) e seu filho pequeno, Lipe (Pedro Malta), que ele criou praticamente sozinho.

Totó (Tony Ramos) e seus filhos em “Passione”

10. Em “Passione” (2010), a vida de Totó (Tony Ramos), que morava na Itália com seus quatro filhos – Adamo (Germano Pereira), Agnelo (Daniel de Oliveira), Agostina (Leandra Leal) e Alfredo (Miguel Roncato) – mudou drasticamente quando foi procurado pela sua mãe, que ele não conhecia, Bete Gouveia (Fernanda Montenegro).

PS: A novela “Pai Herói” (1979), sucesso de Janete Clair, contava o drama do jovem André Cajarana (Tony Ramos) em sua luta para limpar o nome de seu falecido pai, conhecido como um contraventor.

Fotos: Acervo Globo.
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Irene Ravache queria ser bailarina; em seu aniversário, relembre sua carreira http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/06/irene-ravache-queria-ser-bailarina-em-seu-aniversario-relembre-sua-carreira/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/06/irene-ravache-queria-ser-bailarina-em-seu-aniversario-relembre-sua-carreira/#respond Sun, 06 Aug 2017 10:00:32 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9621

Irene Ravache em “Pega Pega” e “Além do Tempo”

Atualmente em “Pega Pega”, como a esnobe Sabine Favre, a atriz Irene Ravache completa, neste dia 6 de agosto, 73 anos de vida – 54 deles dedicados à arte de interpretar.

Minha lembrança mais remota da atriz é da novela “Cara a Cara”, da Band, em 1979. Irene vinha da TV Tupi, na qual se tornara conhecida do grande público por papéis em novelas, como Neide em “Beto Rockfeller” (1968-1969), Majô Prado em “Super Plá” (1969), Inês em “Simplesmente Maria” (1970), Dinorá em “O Machão” (1974-175), Estela em “A Viagem” (1975-1976) e Teresa em “O Profeta” (1977-1978).

3 momentos na TV Tupi: “Beto Rockfeller”, “O Machão” e “A Viagem”

Irene Yolanda Ravache é carioca e desde pequena sonhava em ser bailarina. Mas nos palcos realizou-se como atriz. Formou-se profissional em 1963, pela Fundação Brasileira de Teatro. Sagrou-se em peças como “Eles Não Usam Black-Tie” (1963), “A Ratoeira” (1971), “Bodas de Papel” (1978), “Pato com Laranja” (1980), “De Braços Abertos” (1984), “Uma Relação Tão Delicada” (1989), “Brasil S.A.” (1996) e “Intimidade Indecente” (2001), entre outras.

A atriz firmou-se na Globo na década de 1980. Em 1983, Irene emocionou o Brasil com seus depoimentos pela morte do amigo Jardel Filho, com quem contracenava na novela “Sol de Verão”, em que interpretava a protagonista feminina, Raquel. Nesta época, também viveu a cômica Antônia Regina, em “Champagne”, e foi apresentadora do programa feminino “TV Mulher”. Voltou às novelas em 1987, na comédia “Sassaricando”, como a divertida Leonora Lammar.

Com Edson Celulari em “Sassaricando” e com Jardel Filho em “Sol de Verão”

Na década de 1990, Irene teve uma passagem pelo SBT: emocionou o público como a sofrida Dona Lola de “Éramos Seis” (1994), e viveu a Princesa Isabel em “Sangue do Meu Sangue” (1995) e Luzia, outra mãe abnegada, em “Razão de Viver” (1996). Passou pela Globo, em 1999 (Eleonor em “Suave Veneno”), e Record, em 2000 (Dete em “Marcas da Paixão”).

A atriz retornou à Globo em 2001, de onde não desligou-se mais, com destaque para papeis como a grega Katina de “Belíssima” (2005-2006), a amarga Loreta de “Eterna Magia” (2007), a perua Clô Souza e Silva de “Passione” (2010), Charlô no remake de “Guerra dos Sexos” (2012-2013) e as duas vidas de Vitória em “Além do Tempo” (2015): a condessa Vitória Castellini e Vitória Ventura.

A família de Lola, em “Éramos Seis”

Irene também atuou no cinema. Foram 17 filmes, entre eles: “Lição de Amor” (1975), “Vital Brazil” (1977), “Doramundo” (1978), “Que Bom Te Ver Viva” (1989), “Ed Mort” (1997), “Amores Possíveis” (2001), “Depois Daquele Baile” (2005) e “Entre Abelhas” (2015). Premiada, a atriz tem, entre outros, 6 Troféus APCA e 2 Troféus Imprensa (por suas personagens em “Éramos Seis” e “Passione”). Irene é casada com Edison Paes de Mello Filho, tem dois filhos e dois netos.

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Katina de “Belíssima” e Clô de “Passione”

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10 programas da extinta TV Manchete que deixaram saudade http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/03/10-programas-da-extinta-tv-manchete-que-deixaram-saudade/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/03/10-programas-da-extinta-tv-manchete-que-deixaram-saudade/#respond Thu, 03 Aug 2017 10:00:23 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9655

Cristiana Oliveira em “Pantanal” | Roberto Maya no “Documento Especial” | Xuxa no “Clube da Criança”

Foram apenas 16 anos no ar: de junho de 1983 a maio 1999. O suficiente para fazer da TV Manchete uma das emissoras mais cultuadas de nossa Televisão. Na semana em que a Netflix anuncia a produção de uma série inédita de “Os Cavaleiros do Zodíaco” – um dos clássicos da programação da Manchete, exibido nos anos 1990 dentro do “Clube da Criança” – listo, além do próprio “Clube da Criança“, outros 9 programas icônicos da “televisão de primeira classe” (o primeiro slogan da emissora).

1. Documento Especial

Com o subtítulo “Televisão Verdade”, o programa jornalístico fez fama e sucesso por retratar com crueza (e, às vezes, sensacionalismo) os temas de suas reportagens. Apresentado por Roberto Maya, ficou no ar de agosto de 1989 a maio de 1992, quando migrou para o SBT. Entre as edições de maior sucesso, destacam-se os programas sobre os travestis, a Igreja Universal do Reino de Deus, o suicídio dos índios Caiowá no Mato Grosso, os refugiados de Cuba e a seca no Nordeste. Quando o “Documento Especial” foi para o SBT, entrou em seu lugar, na Manchete, o similar “Documento Verdade“, pois a emissora não era detentora do título “Documento Especial“.

2. Jornal da Manchete e Manchete Esportiva

O “Jornal da Manchete” foi o mais longevo programa da emissora: ficou no ar da inauguração ao fechamento. Concorria diretamente com o “Jornal Nacional“, da Globo. Com o tempo, ganhou duas outras edições: o vespertino “Edição da Tarde” e o “Segunda Edição”, tarde da noite. Já o telejornal esportivo de maior projeção foi o “Manchete Esportiva“. Exibido da inauguração da emissora até outubro de 1997, foi o principal concorrente do “Globo Esporte“. Vários apresentadores passaram por esses telejornais: Ronaldo Rosas, Carlos Bianchini, Roberto Maya, Eliakim Araújo, Leila Cordeiro, Márcia Peltier, Augusto Xavier, Berto Filho, Leila Richers, Marcos Hummel, Márcio Guedes, Mylena Ciribelli, Osmar Santos e outros.

Eliakim Araújo e Leila Cordeiro no “Jornal da Manchete” | Roberto Maya no “Documento Especial”

3. Carnaval da Manchete

Marcou época pela originalidade das transmissões e por apresentar uma opção diferente da recebida pelo público da Globo. Alcançou o primeiro lugar de audiência em fevereiro de 1984, com a Globo fora das transmissões naquele ano. Outra vitória aconteceu no carnaval de 1987: a Manchete envolveu cerca de mil funcionários e inovou ao operar com uma câmera-robô durante a transmissão. Nesta ocasião, um enorme back-light com o símbolo da emissora (a letra M) ficou bem ao lado do da concorrente.

4. Os documentários

A Manchete revolucionou a linguagem jornalística televisiva com o chamado “new journalism“, em que os repórteres se integram ao modo de vida de um lugar ou de um povo, convivendo com esses elementos diariamente. Alguns títulos: “Os Brasileiros, o retrato falado de um povo“, com depoimentos de escritores, como Gilberto Freyre e Jorge Amado, políticos, religiosos e outros membros da sociedade; “Japão, uma Viagem no Tempo” e “China, o Império do Centro“, dirigidos por Walter Salles, mostrando o cotidiano dos dois países; “Xingu, a Terra Mágica dos Índios“, exibido em 1985, uma das maiores audiências da emissora na época; “Kuarup“, em que, pela primeira vez (1987), foi exibido na televisão esse ritual dos povos indígenas do Alto Xingu; e “Pantanal” – o documentário, não a novela -, exibido em 1986.

5. Clube da Criança

Programa infantil que marcou a estreia de Xuxa e Angélica na TV. Estreou no dia da inauguração da emissora, às 17 horas, comandado por Xuxa, que apresentava brincadeiras, sorteios, anunciava desenhos animados e recebia convidados. É do “Clube da Criança” o famoso meme “Aham, senta lá, Cláudia!“. Após a ida de Xuxa para a Globo (1986), o programa foi cancelado e substituído por outro infantil: “Lupu Limpim Claplá Topô” (com Lucinha Lins e Cláudio Tovar). Voltou em 1987, apresentado por Angélica, então com 14 anos de idade. Quando a loura mudou-se para o SBT (1993), o programa passou a ser apresentado por Milla Christie e, depois, por Patrícia Nogueira, a Pat Beijo, até sair do ar em 1995, por falta de dinheiro. Após dois anos, retornou à grade da Manchete com a apresentação da garota Debby. Com a grave crise da emissora, o programa saiu do ar definitivamente em 1998.

Desenhos que fizeram sucesso no “Clube da Criança“: Os Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, A Turma do Abobrinha, A Família Trololó, Candy Candy, Dartagnan e os Três Mosqueteiros, Dom Drácula, Garfield e Seus Amigos, Goldie Gold, Lord o Gato, Marmaduke, O Pirata do Espaço, Patrulha Estelar, Supertiras, os desenhos da Hanna-Barbera, e as séries japonesas Jaspion, Changeman, Jiraya, Lion Man, Jiban, Cybercop e muitos outros.

Xuxa no “Clube da Criança” | Angélica no “Milk Shake”

6. Milk Shake

Programa musical juvenil apresentado por Angélica. Estreou em agosto de 1988. Exibido aos sábados à tarde, alcançou ótimos índices de audiência. A cada semana, era exibido um tema sobre o qual Angélica e seus assistentes se caracterizavam e encenavam pequenos esquetes de humor entre uma atração musical e outra. Alguns temas: cinema mudo, material girl (Angélica caracterizou-se de Madonna e reproduziu o famoso clipe da cantora), punk, Marilyn Monroe, sertanejo, Pantanal, Grécia e até uma sátira ao “Cassino do Chacrinha”. À frente do “Milk Shake” e do “Clube da Criança“, Angélica consagrou-se como apresentadora de apelo infanto-juvenil e, nessa época, lançou seu disco com a música “Vou de Táxi“. O programa terminou em dezembro de 1992, com o fim do contrato de Angélica com a Manchete e sua ida para o SBT.

7. Cabaré do Barata

Divertido programa humorístico apresentado por Agildo Ribeiro em que ele contracenava com bonecos manipulados (muppets) caracterizando políticos brasileiros. Estreou em abril de 1989, em plena efervescência da primeira eleição para presidente da República pós Governo Militar. Uma fina e – ao mesmo tempo – popular sátira à classe política do país. A começar pela abertura, em que os bonecos estão reunidos e fechando acordos e maracutaias por baixo da mesa de reunião, ao som de “É Por Debaixo dos Panos“, sucesso de Ney Matogrosso. Ficou no ar até 1991.

8. Cinemania

Programa sobre os bastidores do cinema que cobria lançamentos de filmes nacionais e estrangeiros. Exibido entre 1989 e 1993, aos sábados, escrito e apresentado por Wilson Cunha. O sucesso levou a emissora, em 1991, à produção de uma segunda edição, o “Cinemania 2: Mais Forte Ainda“, exibido nas madrugadas de segunda para terça-feira, destinado aos bastidores de filmes “picantes”. Foi no “Cinemania” que muitos ouviram falar pela primeira vez de filmes como “Batman” (de Tim Burton, 1 e 2), “Dança com Lobos“, “Ghost“, “A Pequena Sereia“, “A Bela e a Fera“, “Uma Linda Mulher“, “O Silêncio dos Inocentes“, “Esqueceram de Mim” (1 e 2), “O Vingador do Futuro“, “Instinto Selvagem“, “Mudança de Hábito“, “Jurassic Park” e outros.

“Brizola”, “Lula” e Agildo Ribeiro no “Cabaré do Barata” | Wilson Cunha no “Cinemania”

9. Bar Academia

Apresentado pelo ator Walmor Chagas, a atração, que estreou em agosto de 1983, era um misto de conversa de bar e show musical, com a presença da nata da música popular brasileira, dos mais antigos aos que entravam na moda. Os convidados papeavam e cantavam. Normalmente, havia um homenageado principal. No especial sobre Fagner, por exemplo, o cantor foi entrevistado por Walmor Chagas, Cauby Peixoto, Zé Ramalho, Chico Buarque, Ivan Lins e outros, que também fizeram números especiais. Surgiram duetos improvisados, como o de Chico Buarque e Tom Jobim e Gilberto Gil e Maria Bethânia, em outras edições do programa.

10. As novelas

Entre as várias novelas de sucesso da Manchete, algumas entraram para a História da TV: “Dona Beija“, com a nudez de Maitê Proença (1986), a novela-reportagem “Corpo Santo” (1987), “Kananga do Japão” (1989), “Pantanal“, com a fórmula erotismo-fantasia-natureza (1990), a novela itinerante “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1991) e “Xica da Silva” (1996-1997). Passaram pela emissora nomes consagrados (José Wilker, Maitê Proença, Christiane Torloni, Reginaldo Faria, Lídia Brondi, Lucélia Santos, Cláudio Marzo, Herval Rossano, Walter Avancini, Jayme Monjardim, Bráulio Pedroso, Benedito Ruy Barbosa, Geraldo Vietri, Manoel Carlos e outros) e novatos que seguiram em carreiras de sucesso (Cristiana Oliveira, Marcos Palmeira, Marcos Winter, Carolina Ferraz, Paulo Gorgulho, Chico Diaz, Alexandre Borges, Taís Araújo, Giovanna Antonelli, Glória Perez, Walcyr Carrasco e outros).

Fonte de pesquisa: o livro “Rede Manchete, Aconteceu, Virou História“, (Elmo Francfort, Imprensa Oficial do Estado de SP). Fotos: divulgação e reprodução.
Leia também: “5 coisas que você precisa saber sobre Os Cavaleiros do Zodíaco da Netflix“.
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Cristiana Oliveira em “Pantanal” | Taís Araújo em “Xica da Silva”

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“A maior dificuldade foram os sotaques”, diz Vinícius Coimbra, diretor de “Novo Mundo” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/02/a-maior-dificuldade-foram-os-sotaques-diz-vinicius-coimbra-diretor-de-novo-mundo/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/08/02/a-maior-dificuldade-foram-os-sotaques-diz-vinicius-coimbra-diretor-de-novo-mundo/#respond Wed, 02 Aug 2017 10:00:12 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9630

Vinícius Coimbra dirige Isabelle Drummond (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)

Estive no Rio a convite da Globo e bati um papo com Vinícius Coimbra, diretor artístico de “Novo Mundo”, a novela das seis que é sucesso de público e crítica. Ele me disse que prefere o trabalho com os atores, que imaginou uma novela cinematográfica, e que apostou na sinopse, porém achava uma temeridade falar de um Brasil político no horário. Também revelou que a maior dificuldade foi com os sotaques: “O maior risco que tomamos!

Diretor de TV e cinema, Vinícius Coimbra está há 18 anos na Globo, onde ingressou através de uma oficina de direção. Dirigiu no cinema os filmes “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (2016) e “A Floresta que se Move” (2015), e foi assistente de direção em “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, e “A Hora Mágica” (1999), de Guilherme de Almeida Prado. Na TV, tem experiência em produções de época como “Lado a Lado” (2012-2013), “Ligações Perigosas” (2016) e “Liberdade, Liberdade” (2016) – as duas últimas já assinando como diretor artístico. Também trabalhou nas novelas e minisséries “Celebridade” (2003-2004), “JK” (2006), “Queridos Amigos” (2008) e “Insensato Coração” (2011), entre outras.

Sobre os sotaques em “Novo Mundo“: “Uma novela de muitos núcleos com sotaques diferentes: índios, negros, europeus (ingleses, austríacos, portugueses, espanhóis). As pessoas não falavam sem sotaque naquele tempo. Eu queria um mínimo de veracidade. A premissa era de que fosse bem feito. Letícia Colin fez o seu teste já com sotaque. Alguns tiveram dificuldade no começo. E depois ainda precisamos fazer alguns ajustes. Caio Castro e Ingrid Guimarães (por exemplo) estavam falando rápido demais.”

Vinícius com Felipe Camargo e Letícia Colin (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

Sobre a estética da novela, o diretor buscou inspiração nas pinturas de Debret (francês que pintou o cotidiano da corte no século 19) para a fotografia, figurino e cenografia: “Me encantei muito com o trabalho de Debret. Ele usa uma paleta de cores mais fria. (…) Existe um padrão no uso das lentes, da luz, do colorimetria. E restringi o uso das lentes: fizemos a novela muito próxima do olho humano.”

Sobre o trabalho com os atores, Vinícius incitou o elenco: “Digo para o ator: vá no caminho contrário ao da cena, ao que o texto está indicando.”

Márcia Cabrita ia viver Germana, mas ficou doente. E eu não estava querendo que fosse uma comediante, porque o comediante vai fazer o que já é esperado. Se é um ator com recursos, ele vai fazer a comédia de outro jeito. Chamei Vivianne Pasmanter.”

“Gosto muito de ensaiar com eles. O ator tem que ser uma massa de modelar, flexível, não pode ser uma coisa rígida. Ele não pode encontrar o personagem dentro do set. Já tem que ter encontrado lá atrás, antes. O set deve ser um trampolim. O ator já tem que chegar seguro. Se não der material para ele antes, fica perdido. Ou então, o que é pior, faz o que fez na novela anterior.”

“Para mim, a composição do personagem é o mais importante, é o que vejo mais graça. Os atores se desafiaram muito. Todos saíram do conforto, todos se expuseram, se arriscaram. Caio já estava cansado de ser o bad boy, Ingrid de fazer a Sarah Jessica Parker, Vivianne de ser a mulher de família. Todo mundo ficou muito feliz com o que alcançou.”

Novela de personagens complexos, multidimensionais: “Leopoldina poderia ser uma chata. Uma mulher politicamente correta, que sofre, submissa, aceita as traições do marido. Mas Letícia Colin faz com tanto encanto que reverteu essa situação. Pedro é um adúltero, mas é uma figura humana, ama os filhos. E as pessoas perdoam.”

Vinícius com Daniel Dantas e Isabelle Drummond (Foto: Maurício Fidalgo/TV Globo)

Por que aceitou esse projeto: “Apostei na sinopse. Eu não tinha certeza do que ia dar, mas tinha uma boa sinopse. (…) Queria algo cinematográfico. Defendia que parte da novela fosse inspirada em “Piratas do Caribe”. Mas uma novela não é um filme.”

“Tínhamos medo de contar essa história. Colocar no enredo temas políticos é perigoso e pode deixar a novela enfadonha. ‘Novo Mundo‘ teve esse mérito: levou a História do Brasil e as pessoas gostaram.”

O próximo projeto de Vinícius Coimbra é no cinema: com previsão de começar a produzir entre março e abril de 2018, ele tem um projeto baseado no livro “Oeste, A Guerra do Jogo do Bicho”, de Alexandre Fraga. O novo trabalho envolve a Globo Filmes e deve virar uma minissérie de quatro episódios. Vinícius quer Rodrigo Santoro para viver o protagonista.

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“Malhação” prega que Ensino Público cabe ao governo, professores e comunidade http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/29/malhacao-prega-que-ensino-publico-cabe-ao-governo-professores-e-comunidade/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/29/malhacao-prega-que-ensino-publico-cabe-ao-governo-professores-e-comunidade/#respond Sat, 29 Jul 2017 13:49:53 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9591

Ana Flávia Cavalcanti como Dóris em “Malhação” (Foto: reprodução)

“A escola é um bem público, é de todo mundo. Todos têm que usar e têm que cuidar!”

Essa foi uma das falas do discurso de Dóris em “Malhação, Viva a Diferença“, cena que repercutiu no capítulo de sexta-feira (28/07). A personagem, vivida por Ana Flávia Cavalcanti, é diretora da Escola Cora Coralina, que foi parcialmente destruída em uma tempestade. Professores e alunos se mobilizaram para uma festa julina a fim de arrecadar fundos para a reforma. Em uma sequência bonita, Dóris discursou defendendo a qualidade de ensino em sua escola, a garra dos professores e alunos e a escola pública como instituição e patrimônio da comunidade. Fiquei particularmente tocado.

Eu estudei na mesma escola pública (estadual) por todo o ensino fundamental (em meu tempo era da 1ª à 8ª série), dos 7 aos 15 anos. Mesmo quando minha família mudou-se para outro bairro, preferi continuar naquela escola a trocar por outra mais perto da nova casa. Tive a sorte de conviver com professores exemplares que não só me deram um ensino de qualidade como também ajudaram a formatar meu caráter. “Minha” escola era de fato uma extensão de minha casa, a tratava assim. Hoje, a Escola Básica Monsenhor Scarzello (em Joinville, SC) está abandonada, por má administração e descaso do governo do Estado. A comunidade tem se movimentado para reerguê-la. Um triste reflexo do quanto a qualidade de ensino decaiu nas últimas décadas.

Claro que o discurso de Dóris é muito bonito na teoria e na ficção. Na realidade, existem muitos professores e diretores relapsos – que a novela também mostra, como contraponto, na figura de Edgar (Marcello Antony), diretor do colégio vizinho. “Malhação” reforça a ideia de que uma instituição de ensino só é possível como uma força conjunta de responsabilidade do poder público, professores, alunos, pais e comunidade. Discurso pertinente para uma atração destinada ao jovem.

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Belaventura“, estreia da Record, começou movimentada. Ponto para a novela de Gustavo Reiz: a exemplo de “Escrava Mãe“, seu trabalho anterior, “Belaventura” abre um leque de possibilidades folhetinescas que prometem render nos próximos meses. Gosto da proposta despretensiosa: mesmo com referências (“GoT“, “The Tudors” e outras séries), “Belaventura” é o que é: um conto de fadas em forma de novela. O Ibope caiu muito, mas acredito que é questão de tempo para audiência embarcar nessa história. Tem seu público e vejo potencial.

Carol Duarte e Tarso Brant em “A Força do Querer” (Foto: divulgação/TV Globo)

A Força do Querer” está arrembentando. Que linda a sequência do aniversário do filho de Bibi! Há muito estávamos órfãos de uma novela que movimentasse o público, que cumprisse sua função “catalisadora das massas”. Além de Bibi, deslanchou o drama de Ivana (Carol Duarte), que finalmente teve um clique sobre sua condição de transgênero. E concordo com a crítica do amigo Maurício Stycer: uma pessoa como Ivana, com acesso a todo tipo de informação, há muito tempo já teria descoberto tudo o que se passa dentro de si – principalmente se considerarmos que houve uma passagem de tempo na novela. (leia AQUI).

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Errata

Eu havia publicado aqui que em “Novo Mundo” o vilão Thomas (Gabriel Braga Nunes) iria internar a mocinha Anna (Isabelle Drummond) como louca, usando essa informação para comprovar minha tese de que a novela das seis e “Os Dias Eram Assim“, a supersérie das onze, além de terem uma trama muito parecida, caminhavam juntas, já que o vilão Vitor (Daniel de Oliveira) está prestes a internar a mocinha Alice (Sophie Charlotte) como louca.

A coluna errou, pois a informação sobre “Novo Mundo” não procede. Alessandro Marson, que escreve a novela com Thereza Falcão, chamou minha atenção para este fato. A única menção a uma suposta loucura de Anna foi feita em um comentário de Thomas sobre ela, de que Anna deveria estar louca. “Mas daí a dizer que ele irá interná-la há uma grande distância!“, comentou Marson.

Peço desculpas pelo equívoco. E que bom que não haverá essa similaridade entre as tramas das duas novelas!

Leia também:Nada de Game of Thrones: Belaventura está mais para conto de fadas
A Força do Querer avança para se tornar o maior sucesso da TV desde Avenida Brasil
O melhor de Sob Pressão é o realismo ao tratar o caos nos hospitais públicos
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Há 20 anos, “Chiquititas” divertia crianças com música, fantasia e melodrama http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/28/ha-20-anos-chiquititas-divertia-criancas-com-musica-fantasia-e-melodrama/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/28/ha-20-anos-chiquititas-divertia-criancas-com-musica-fantasia-e-melodrama/#respond Fri, 28 Jul 2017 11:16:48 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9575

Detalhe da capa de um dos CDs da novela (Foto: divulgação)

As crianças do orfanato Raio de Luz chegaram na TV brasileira pela primeira vez há exatos 20 anos. Quem foi criança, ou pai e mãe, na segunda metade dos anos 1990, lembra bem. Por pelo menos dois anos, “Chiquititas” foi uma febre entre a molecada. Em meio a músicas, coreografias, namoricos, e muito melodrama, as tramas da novela encantaram o público infantil. Criada na Argentina por Cris Morena, a esposa do dono da rede de televisão Telefé, “Chiquititas” foi vendida para muitos países e coube ao SBT contar essa história no Brasil.

O sucesso

Por aqui, “Chiquititas” foi uma coprodução, entre a Telefé e o SBT. Um sucesso que estourou em 1997 com médias de audiência em torno dos 18 pontos e que gerou uma série de subprodutos, como brinquedos, revistas, álbuns de figurinhas, vestuário e outros itens infantis. Mas esse sucesso ocorreu apenas no primeiro e segundo anos (1997 e 1998). Com o passar do tempo, a audiência foi minguando. Enquanto a versão argentina contou com sete fases completas, até 2002, no Brasil a novela terminou na quinta temporada, em janeiro de 2001. Com o fim do contrato com a Telefé, o SBT encerrou a novela, que já não fazia o mesmo sucesso, com 9 pontos no Ibope em SP contra 43 da atração da Globo no horário, a novela “Uga Uga“.

Em janeiro “Chiquititas” saía do ar e voltava em abril. Durante essas “férias” da novela, o SBT exibiu as mexicanas “Luz Clarita“, em 1999, e “O Diário de Daniela“, em 2000 – que, a essa altura, já davam mais audiência que a atração brasileira. Apesar do total de 807 capítulos em quase quatro anos, por conta dessas interrupções “Chiquititas” não pode ser considerada a mais longa novela de nossa Teledramaturgia. Entre 2007 e 2008, o SBT exibiu a continuação da saga das “Chiquititas“, mas a versão original argentina (a partir da sexta temporada).

Detalhe do álbum de figurinhas (Foto: divulgação/Editora Panini)

Locações

Chiquititas” foi totalmente gravada em Buenos Aires, na Argentina, nos mesmos estúdios da Telefé e locais utilizados para a novela original, com Buenos Aires aparecendo como São Paulo no enredo. Muitos videoclipes exibidos durante a novela foram filmados no Brasil, utilizando locais da capital paulista (como o Parque do Ibirapuera, a Avenida Paulista, o Theatro Municipal e o Memorial da América Latina), além de outros por todo o país. Videoclipes da quinta temporada foram filmados na ilha de Fernando de Noronha.

O elenco

Os únicos atores a permanecer do início ao fim da novela foram as crianças Aretha Oliveira (Pata) e Piérre Bittencourt (Mosca) – que logo se tornaram adolescentes -, e a atriz Flávia Monteiro, que vivia Carolina, a diretora do orfanato. Ao longo da novela, Carolina teve quatro pares românticos. Vários nomes do elenco infanto-juvenil foram contratados pela Globo após a novela: Fernanda Souza, Carla Diaz, Débora Falabella, Stefany Brito, Kayky Brito, Jonatas Faro, Paulo Nigro, Giselle Frade, Bruno Gagliasso, e outros.

Chiquititas” tornou-se muito popular entre as crianças e várias sonhavam em participar do elenco, com audições movimentando milhares de candidatos nas principais capitais do país. Em 1999, mais de 15 mil crianças e adolescentes em São Paulo, 10 mil no Rio e 6 mil em Recife participaram das audições para a terceira temporada, um recorde entre as seleções de elenco desse tipo.

Detalhe da capa do álbum de figurinhas (Foto: divulgação/Editora Panini)

As músicas

Os CDs gravados com a trilha sonora tiveram grande sucesso de público (ao todo foram 6). As músicas foram traduzidas e adaptadas para o português. Diferente da novela argentina, as canções no Brasil foram, em sua maioria, gravadas por cantores profissionais adultos, jovens e crianças, e dubladas pelos atores da novela em videoclipes e shows. As exceções foram Flávia Monteiro, Gésio Amadeu, Omar Calicchio, Magali Biff e Débora Olivieri, do elenco adulto. Flávia Monteiro chegou a ter aulas de canto.

Quase todas as músicas da trilha sonora originaram videoclipes, que eram exibidos durante os capítulos da trama ou ao final, enquanto apareciam os créditos de encerramento. As coreografias foram inspiradas em musicais clássicos norte-americanos. O elenco principal também apresentou-se ao vivo em vários shows pelo país.

Elenco infantil do remake de 2013 (Foto: divulgação/SBT)

O remake

Em 2012, o SBT comprou os direitos da novela da Telefé e, em 2013, produziu uma nova versão de “Chiquititas“, totalmente gravada no Brasil, sem mais vínculos com a Argentina. O remake foi adaptado por Íris Abravanel e tinha no elenco Manuela do Monte (Carolina), Giovanna Grigio (Mili), Júlia Olliver (Pata) e outros.

AQUI tem tudo sobre “Chiquititas“: elenco completo, trama, personagens, trilhas e curiosidades.

Leia também: “Ex-chiquititas se reúnem após 20 anos
Dez atores famosos que passaram por Chiquititas
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“A Força do Querer” avança para se tornar o maior sucesso da TV desde “Avenida Brasil” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/26/a-forca-do-querer-avanca-para-se-tornar-o-maior-sucesso-da-tv-desde-avenida-brasil/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/26/a-forca-do-querer-avanca-para-se-tornar-o-maior-sucesso-da-tv-desde-avenida-brasil/#respond Thu, 27 Jul 2017 01:24:22 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9566

Drico Alves e João Bravo (Foto: reprodução)

Glória Perez, além de garantir um bom entretenimento que conquistou a audiência como há muito não se via na televisão, também tem emocionado o público de “A Força do Querer”. A novela já ultrapassou os 40 pontos de Ibope e é, diariamente, um dos produtos de maior engajamento nas redes sociais. Caminha a passos largos para se tornar o maior sucesso da TV desde “Avenida Brasil” (2012).

Depois da surra em Irene (Débora Falabella) na segunda-feira (24/07), a emoção tomou conta dos capítulos de terça e quarta. Primeiro o drama de Ivana (Carol Duarte), que teve sua primeira vez com Claudio (Gabriel Stauffer) e decidiu abandoná-lo. Cenas bem dirigidas, com forte carga dramática e a interpretação contundente da jovem atriz. Já elogiei seu trabalho AQUI.

Nesta quarta-feira, Glória Perez criou uma situação até previsível, mas cuja condução emocionou o público. Bibi (Juliana Paes) organizou uma festinha de aniversário para o filho pequeno, Dedé (João Bravo). Nenhuma criança da rua compareceu, por causa do pai dele, Rubinho (Emílio Dantas), que está preso.

A vizinha Heleninha (Totia Meirelles) presenciou o momento em que Bibi soube que os pais das crianças as proibiram de ir à festa. Compadecida, Heleninha entregou o convite (que havia escondido) ao filho Yuri (Drico Alves) e ele foi à festa, vestido de Goku, para a alegria de Dedé.

Carol Duarte (Foto: reprodução)

Para encerrar o capítulo (que termina mais cedo às quartas por causa do futebol), uma cena com Ivana em que se ouviu pela primeira vez na novela a música “É o Amor”, em uma gravação de Maria Bethânia. É tiro capítulo após capítulo! (como se diz na internet).

Novela boa é assim: tem uma história envolvente com personagens cativantes. Movimentada, traz novidade todo dia. E ainda emociona o público. Mérito da autora, que teceu sua teia com maestria, respeitando seu público. Também da direção, do elenco e de toda a produção.

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O melhor de “Sob Pressão” é o realismo ao tratar o caos nos hospitais públicos http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/o-melhor-de-sob-pressao-e-o-realismo-ao-tratar-o-caos-nos-hospitais-publicos/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/o-melhor-de-sob-pressao-e-o-realismo-ao-tratar-o-caos-nos-hospitais-publicos/#respond Wed, 26 Jul 2017 02:26:03 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9543

Marjorie Estiano, Júlio Andrade e Stepan Nercessian (Foto: reprodução)

A Globo exibiu o filme “Sob Pressão” (de Andrucha Waddington, de 2016) antes da estreia da série nesta terça, 25/07. O filme funcionou como um cartão de visitas para a nova atração. Mas está claro que são formatos independentes, apesar da mesma temática, ambientação e alguns personagens.

A série perdeu o ritmo do filme. Não que sua narrativa não seja ágil e dinâmica: o filme que é alucinado. Se no cinema foi impossível tirar os olhos da telona, na TV há um respiro. O que significa que o produto foi devidamente ajustado ao novo formato.

Apesar de funcionar no cinema, “Sob Pressão” é mais apropriada para a TV. O tema médico e a abordagem realista do caos em nossos hospitais públicos sugerem um poço sem fundo de possibilidades de roteiro que garantiriam temporadas até o esgotamento. Principalmente porque “Sob Pressão” entrega bem o que promete: tensão e realismo em cenas bem dirigidas e um elenco eficiente.

Há um arco a ser desenvolvido ao longo dos episódios: a possibilidade de envolvimento mais que profissional entre o cético Dr. Evandro (Júlio Andrade), que não conseguiu superar a perda da mulher na mesa de cirurgia, e a espiritualista Drª Carolina (Marjorie Estiano), que se flagela para expurgar traumas de infância, formando-se assim um bom contraponto dramático.

Porém, ao que parece, não serão os dramas de Evandro e Carolina que fisgarão o telespectador. A isca maior de “Sob Pressão” – e seu principal diferencial – é a luta e a criatividade de profissionais médicos para salvar vidas diante da precariedade de um hospital público. Abordados com realismo e sem concessões.

Nesta batalha inglória, os competentes protagonistas se valem dos recursos mais esdrúxulos para garantir a vida de seus pacientes – o que faz a série parecer uma espécie de “MacGyver” médico. Este é o seu maior apelo.

MacGyver“, lembra? Aquele agente secreto que escapava de ciladas usando clipes, cotonete, tampa de caneta e conhecimentos de química e física. A série americana foi chamada no Brasil de “Profissão: Perigo” – que também seria um bom título para “Sob Pressão“.

Júlio Andrade e Marjorie Estiano estão excepcionais, é preciso registrar.

A equipe médica de “Sob Pressão” (Foto: Maurício Fidalgo/TV Globo)

Leia também a entrevista com Andrucha Waddington, o diretor geral, e Jorge Furtado, o redator final, no blog de Maurício Stycer.
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Nada de “Game of Thrones”: “Belaventura” está mais para conto de fadas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/nada-de-game-of-thrones-belaventura-esta-mais-para-conto-de-fadas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/07/25/nada-de-game-of-thrones-belaventura-esta-mais-para-conto-de-fadas/#respond Wed, 26 Jul 2017 00:11:16 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=9558

Rayanne Moraes e Bernardo Velasco (Foto: Blad Meneghel/TV Record)

Houve quem enxergasse semelhança entre a abertura de “Belaventura” e a de “Game of Thrones”. Gustavo Reiz, o autor da nova novela da Record (estreia dessa terça, 25/07) afirmou que nunca foi uma intenção emular a série da HBO. De fato, a julgar pelo primeiro capítulo, “Belaventura” mais lembra um conto de fadas qualquer do que “GoT”. Mesmo com a disputa de tronos da trama.

Cenografia e figurinos bonitos, direção segura e medalhões da Record no elenco garantiram um bom entretenimento. Todavia, o destaque maior foi o texto de Reiz, recheado de acontecimentos. Em mais de uma hora de exibição, muitos conflitos foram armados, apresentando vários personagens. Mas sem confundir.

Roteiro e edição trabalharam a favor do telespectador. Trata-se de um texto simples e direto, que fala despretensiosamente ao público, com tramas conhecidas de todos envolvendo arquétipos de contos de fadas e famosos romances de Idade Média. Estes, de acordo com o autor, suas verdadeiras inspirações. Com tantos dramas bem armados, deu vontade de continuar nessa história. Promete.

Leia também: “Não é inspirada em Game of Thrones, diz autor da nova novela medieval da Record“.
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