Blog do Nilson Xavier http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br Blog do Nilson Xavier - UOL Televisão Thu, 30 Mar 2017 15:09:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Em fase de títulos ruins de novelas, relembre 10 nomes criativos do passado http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/30/em-fase-de-titulos-ruins-de-novelas-relembre-10-nomes-criativos-do-passado/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/30/em-fase-de-titulos-ruins-de-novelas-relembre-10-nomes-criativos-do-passado/#respond Thu, 30 Mar 2017 12:15:18 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8246

Meu amigo Flavio Ricco anunciou os títulos definitivos de duas das próximas novelas da Globo, que estreiam ainda nesse ano: Tempo de Amar” entra às seis horas (no lugar de “Novo Mundo“) e O Outro Lado do Paraíso” às nove (substituindo “A Força do Querer“). Incrível como a emissora tem optado por nomes de novela tão óbvios, para não dizer cafonas – remete à programação vespertina do SBT, repleta de produções mexicanas.

O horário das nove apresenta uma sucessão de títulos de romance de banca de jornal: “A Lei do Amor“, “A Força do Querer” e “O Outro Lado do Paraíso“. Parece que usam alguma espécie de gerador automático de títulos que apenas concatena palavras com Amor, Paixão, Vida, Força, Desejo, Coração, Sonho, Paraíso.

Lógico que não é um título de novela que garante seu sucesso ou qualidade. Fosse assim, “Por Amor” e “Força de um Desejo” não teriam sido excelentes produções. Mas é importante que o título tenha a ver com a história exibida. “A Força do Querer” vai abordar o desejo de mudança. Mas, qual é “A Lei do Amor” contada na novela mesmo?

A Globo já foi mais criativa na hora de nomear uma novela. Listo a seguir 10 títulos (de várias emissoras e épocas) se não criativos, no mínimo curiosos, que, certamente, chamaram a atenção!

2-5499 Ocupado” (Excelsior, 1963): Foi o título da primeira telenovela diária exibida no Brasil. Referia-se ao número de telefone de um presídio feminino, para onde o mocinho da trama (Tarcísio Meira) ligou por engano e apaixonou-se pela voz de uma detenta (Glória Menezes), que trabalhava como telefonista. Reza a lenda que, no sul do país, um rapaz foi obrigado a mudar o número de seu telefone por coincidir com o título da novela.

Quem Bate” (Record, 1965): Na década de 1960, a Record não conseguia concorrer com as novelas da Tupi e Excelsior (campeãs de audiência), muito por conta de seu elenco reduzido. No entanto, se destacava com um invejável time de comediantes. Por isso, levou ao ar novelas humorísticas, como “Ceará Contra 007“, que parodiava os filmes de OO7, e esta “Quem Bate“, sátira à série americana “Combate“, que fazia sucesso no Brasil naquele tempo. No elenco, Otelo Zeloni, Renato Corte Real, Carmem Verônica, Rony Rios e Carlos Alberto de Nóbrega, entre outros.

O Bofe” (Globo, 1972): Nada a ver com a gíria usada hoje para designar homem bonito ou atraente. Pelo contrário: “bofe” na novela servia como metáfora a homem mal cuidado, sujo, mal educado e pilantra, mais precisamente os protagonistas da trama vividos por Claudio Marzo e Jardel Filho, dois mecânicos grosseirões.

Claudio Marzo em “O Bofe” | Maria Claudia e Luiz Gustavo em “Te Contei?” (Foto: Acervo/TV Globo)

Te Contei?” (Globo, 1978): Sugere fofoca, intriga e o que mais ligava esse título à novela era a trama das cartas anônimas comprometedoras que assustavam vários personagens. A música tema de abertura – de Rita Lee e Roberto de Carvalho, gravada por Sônia Burnier – foi um sucesso e imediatamente remete à produção: “Você se lembra daquela sirigaita / que tentou roubar o meu marido? / Te contei, não? / O marido dela agora está comigo!”.

Como Salvar Meu Casamento” (Tupi, 1979-1980): Adivinha do que se tratava? Bingo se você pensou em casamento em crise! Claro que o marido (Adriano Reys) tinha uma amante (Elaine Cristina) e a esposa (Nicette Bruno) lutava por esse casamento. Mais famosa por ter sido a última novela da Tupi e por ter ficado incompleta, já que a emissora fechou as portas antes do final da trama, faltando 20 capítulos para o seu término.

Pão Pão, Beijo Beijo” (Globo, 1983): Deliciosa novela! – no sentido de que havia muita comida envolvida, desde a abertura, ao som de “Sanduíche de Coração” do Rádio Táxi, à rede de cantinas italianas que fazia parte da trama. O título, dos mais criativos, fez um jogo de palavras dando um sentido romântico à expressão “pão pão, queijo queijo”, que quer dizer “às claras”, “sem rodeios”, “preto no branco”.

A Gata Comeu” (Globo, 1985): Quando a novela estreou, todos queriam saber o que a gata havia comido afinal. Novamente um jogo de palavras, agora com a expressão “o gato comeu”, ligando à protagonista da história, Jô Penteado (Christiane Torloni), uma espécie de devoradora de homens que já havia ficado noiva sete vezes. A música da abertura, de Caetano Veloso gravada pelo grupo Magazine, também explica: “Ela comeu meu coração / trincou, mordeu, mastigou, engoliu, comeu!

De Quina Pra Lua” (Globo, 1985-1986): Definitivamente o jogo de palavras para nomear novelas estava na moda na década de 80. Na trama desta, um pobretão fica milionário quando joga na loto e acerta a quina. Ou seja, ele nasceu virado para a lua, expressão popular que indica que a pessoa é muito sortuda. Vulgarmente falando, “com o (pontinhos) virado pra lua“. O problema foi a capa do disco internacional da novela, que até hoje faz esse título soar de grande mal gosto.

O Sexo dos Anjos” (Globo, 1989-1990): “Discutir o sexo dos anjos” significa chegar a lugar nenhum numa conversa. O que a expressão tem a ver com a novela? Absolutamente nada. A não ser a palavra “anjo”. Na trama, um anjo apaixonado (Felipe Camargo) desce à Terra para livrar uma humana da morte (Isabela Garcia). Curioso que essa novela era a adaptação de outra, da década de 60, originalmente batizada de “O Terceiro Pecado” (o anjo tinha que evitar que sua amada cometesse o terceiro pecado, senão ela morria). Caso fosse ao ar hoje, certamente o título original seria mantido.

Pícara Sonhadora” (SBT, 2001): Silvio Santos fez questão de manter o título original dessa versão brasileira de uma novela mexicana. Pícara quer dizer astuta, mas o dono do SBT sabia que se mantivesse a palavra original, chamaria mais a atenção. Na época, virou piada e “pícara” ganhou correlatos, c̶o̶m̶o̶ ̶b̶ú̶n̶d̶a̶r̶a̶.

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87 anos de Lima Duarte: 10 fatos sobre o ator que você não sabia http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/29/87-anos-de-lima-duarte-10-fatos-sobre-o-ator-que-voce-nao-sabia/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/29/87-anos-de-lima-duarte-10-fatos-sobre-o-ator-que-voce-nao-sabia/#respond Wed, 29 Mar 2017 10:00:45 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8181

Shankar em “Caminho das Índias” | Oscar em “Marron-Glacé”

Lima Duarte, um dos mais respeitados e queridos atores do Brasil, completa 87 anos nesse dia 29 de março. A maioria aqui cresceu vendo esse homem na TV! Inspirado por sua brilhante carreira e invejável galeria de personagens e tipos humanos, listo 10 curiosidades que você precisa saber sobre Lima. Ou melhor, sobre Ariclenes!

1. Seu nome de batismo é Ariclenes Venâncio Martins. O amigo Cassiano Gabus Mendes o homenageou ao batizar de Ariclenes um dos protagonistas da novela “Ti-ti-ti” (em 1985), interpretado por Luiz Gustavo (que, na trama, virou o costureiro Victor Valentim).

“I-eu?” (Sassá Mutema em “O Salvador da Pátria)

Egisto Ghirotto em “Os Ossos do Barão” (1ª versão) | Sassá Mutema em “O Salvador da Pátria”

2. Sassá Mutema, um de seus personagens mais famosos, tem suas origens na própria origem de seu intérprete. Ele era mineiro, como Lima, e citava o lugarejo Desemboque, onde o ator nasceu. Na verdade, Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e Santíssimo Sacramento, distrito de Sacramento, Minas Gerais (região de Araxá e Uberaba). Lima nasceu em 29 de março de 1930, filho de um boiadeiro e uma artista circense. Ele conta que chegou em São Paulo, em 1946 (tinha 16 anos), a bordo de um caminhão de manga para tentar a vida na capital paulista. Ariclenes foi parar no rádio, onde fez de tudo, até se tornar radioator, adotando o nome artístico de Lima Duarte.

“Hilda, minha filha!” (Murilo Pontes em “Pedra Sobre Pedra”)

Murilo Pontes e Pilar Batista (Renata Sorrah) em “Pedra Sobre Pedra”

3. Lima foi pioneiro da TV brasileira. Estava lá em 1950, por ocasião da inauguração da primeira emissora no Brasil, a TV Tupi de São Paulo, onde trabalhou por 22 anos, como ator e diretor, até mudar-se para a TV Globo, em 1972. Lima esteve no elenco da célebre primeira telenovela brasileira, “Sua Vida Me Pertence“, em 1951-1952.

“Eu quero melão!” (Dom Lázaro Venturini em “Meu Bem Meu Mal”)

4. Lima Duarte é pai adotivo da atriz Débora Duarte – filha da também atriz Marisa Sanches (falecida em 2002), com quem Lima foi casado. Quando sua mãe se casou com Lima, Débora tinha um ano e oito meses. Ao entrar para a carreira de atriz, Débora adotou o sobrenome artístico do pai, Duarte. Lima é avô de Daniela e Paloma Duarte, filhas de Débora – Paloma, também atriz.

Boneco em “O Rebu” (1ª versão) | Zé Bolacha em “A Próxima Vítima”

5. Lima Duarte teve sua vida artística quase toda voltada ao rádio, à televisão, veículo que ajudou a profissionalizar, e ao cinema. Em 1961, foi atuar no Teatro de Arena, que fez história no teatro brasileiro, tendo participado de peças como “O Testamento do Cangaceiro“, em 1961, e “Arena Conta Zumbi“, em 1966. No cinema, o ator teve uma presença constante. Foram mais de 30 filmes, entre eles, “Chão Bruto” (1958), “A Queda” (1976), “Os Sete Gatinhos” (1980), “Sargento Getúlio” (1983), “A Ostra e o Vento” (1997), “O Auto da Compadecida” (2000), “Eu, Tu, Eles” (2000), “Dois Filhos de Francisco” (2005) e “Assalto ao Banco Central” (2011).

Lima também foi dublador, lá nos anos 60. Entre suas vozes célebres estão personagens famosos de desenhos animados dos estúdios Hanna-Barbera, como o gato Manda Chuva, o jacaré Wally Gator e o cão Dundum (parceiro da Tartaruga Tuchê).

Tatuapu (Claudio Heinrich) e Nikos em “Uga Uga”

6. Em 1984, Lima substituiu Rolando Boldrin na apresentação do programa dominical “Som Brasil“, sobre música regional brasileira. Lima ficou à frente do programa até seu término, em 1989. Foi também um dos apresentadores do “Você Decide“, na temporada de 1993.

Lucinha (Betty Faria) e Salviano Lisboa em “Pecado Capital” (1ª versão)

7. Lima Duarte foi um dos responsáveis pela nacionalização da telenovela brasileira. Esteve na equipe de “Beto Rockfeller” (1968-1969), novela da TV Tupi que revolucionou o gênero. Cassiano Gabus Mendes foi o idealizador, Bráulio Pedroso, o roteirista, e Lima Duarte e Walter Avancini, os diretores. Nessa novela, além de dirigir, Lima chegou a atuar, mas seu rosto nunca foi visto pelo público. Ele viveu uns cinco personagens efêmeros, que vinham e desapareciam, mas que o telespectador só ouvia a voz, via as mãos ou via de costas.

“Ooooooooouro!” (Major Bentes em “Fera Ferida”)

Afonso Lambertini em “Da Cor do Pecado” | Major Bentes em “Fera Ferida”

8. Pode-se afirmar que Lima foi contratado pela TV Globo quase que “por acaso”. Ao lançar a novela “O Bofe“, em 1972, a Globo quis reeditar a dupla responsável pelo sucesso de “Beto Rockfeller” da Tupi: Bráulio Pedroso como roteirista e Lima Duarte como diretor. Os dois vieram para o Rio para trabalhar na Globo, porém “O Bofe” foi um fracasso retumbante e teve seu fim antecipado. A novela substituta, “O Bem Amado“, de Dias Gomes, precisava de um ator para viver o matador Zeca Diabo, um papel, a princípio, pequeno. Lima estava sem fazer nada e sem contrato, e o diretor Daniel Filho perguntou se ele tinha interesse no papel. Lima aceitou, o personagem fez o maior sucesso e ganhou grande destaque na trama graças à interpretação marcante do ator. Lima Duarte nunca mais deixou a Globo. O personagem Zeca Diabo voltou em 1980, quando a emissora transformou a novela numa série semanal, que ficou no ar até 1984.

“Juro pelo meu padim padi Ciço Romão Batista!” ( Zeca Diabo em “O Bem Amado”)

Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz) e Zeca Diabo em “O Bem Amado”

9. Não se pode dizer que Lima foi um “galã romântico” de nossas novelas. Nessa função, o ator trocou beijos apaixonados com poucas atrizes. As mais marcantes foram Betty Faria em “Pecado Capital” (1975-1976), Regina Duarte em “Roque Santeiro” (1985-1986), Maitê Proença em “O Salvador da Pátria” (1989) e Renata Sorrah em “Pedra Sobre Pedra” (1992). Não existe “uma atriz com quem Lima mais contracenou”. Mas existe um ator: João Carlos Barroso, que viveu seu filho em três novelas: “O Bem Amado” (1973), “Pecado Capital” (1975-1976) e “Marron-Glacé” (1979-1980) e com quem trocou muitas cenas em “Roque Santeiro” (1985-1986), “O Salvador da Pátria” (1989) e “Pedra Sobre Pedra” (1992).

“Tô certo ou tô errado?” (Sinhozinho Malta em “Roque Santeiro”)

Viúva Porcina (Regina Duarte) e Sinhozinho Malta em “Roque Santeiro”

10. Lima Duarte é um dos maiores criadores de tipos de nossa televisão. Já interpretou os mais variados sotaques: o carioca malandro em “O Rebu“, o mineiro matuto em “O Salvador da Pátria“, o nordestino matuto em “O Bem Amado“, o nordestino arrogante, ao estilo dos coronéis, em “Roque Santeiro” e “Pedra Sobre Pedra“, o italiano em “Meu Bem Meu Mal“, “Os Ossos do Barão” e “I Love Paraisópolis”, o português em “Rainha da Sucata“, o grego em “Uga Uga“, o indiano em “Caminho das Índias“, o turco em “Belíssima” e na minissérie “Agosto“, o gaúcho em “Araguaia” e na minissérie “O Tempo e o Vento“.

Fotos: Acervo/TV Globo.
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5 anos de Avenida Brasil: como explicar seu sucesso e por que nenhuma novela conseguiu repeti-lo http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/26/5-anos-de-avenida-brasil-como-explicar-seu-sucesso-e-por-que-nenhuma-novela-conseguiu-repeti-lo/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/26/5-anos-de-avenida-brasil-como-explicar-seu-sucesso-e-por-que-nenhuma-novela-conseguiu-repeti-lo/#respond Sun, 26 Mar 2017 10:00:49 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8136


Sucesso de audiência e repercussão, “Avenida Brasil” completa cinco anos de estreia nesse dia 26 de março. Foi a primeira novela coqueluche da Internet, vide os memes referenciando a trama, a “cascata” diária de “oioiois” no Twitter (aos primeiros acordes do tema de abertura), as charges no Facebook, os bordões “é culpa da Rita!”, “me serve vadia!”, “quero ver você me chamar de amendoim” e “hi hi hi”, os GIFs animados com as caretas de Carminha e suas frases de efeito, e os avatares “congelados” ao estilo das fotos dos personagens sobre o fundo com bolinhas coloridas, ao final de cada capítulo.

Durante seus sete meses de exibição, a novela reuniu todas as noites, nas redes sociais, milhões de brasileiros ávidos em compartilhar opiniões em um mesmo sofá, virtual. O último capítulo parou o país, se não literalmente, quase. Um fenômeno poucas vezes visto na história de nossa televisão.

Independentemente da repercussão dentro ou fora da Internet, acredito que “Avenida Brasil” seja aquele caso raro de novela certa na hora certa. De quando o público encontra na ficção televisiva uma forma de extravasar a realidade de um momento político-sócio-econômico muito particular e favorável. Lembro apenas de duas situações semelhantes ocorridas anteriormente:

Roque Santeiro”, 1985. Com o fim do governo dos militares e início da Nova República, pairava sobre o país um tom ufanista e de esperança. A novela se propunha a discutir os problemas de nossa sociedade pintando um microcosmo do Brasil através da fictícia cidadezinha de Asa Branca, cenário da história.

Vale Tudo”, 1988. Com uma proposta repleta de crítica social, a novela levou o público a discutir a honestidade do brasileiro e a corrupção dos poderosos. O Brasil passava por uma onda de descrença nas instituições ao mesmo tempo em que ansiava por um futuro melhor com a promulgação da nova Constituição e a iminência das primeiras eleições diretas para presidente da República em 29 anos (no ano seguinte).

Avenida Brasil”, 2012. O país vivia o auge da ascensão da “nova classe C” (a que emergiu após o governo Lula), marcada por uma certa estabilidade econômica e um boom de consumo. A novela refletiu essa situação para retratar na tela um quadro pitoresco da realidade. Assim como em Asa Branca, o Brasil foi representado no fictício bairro do Divino, onde se passava a trama, com cores fortes, euforia e uma galeria de personagens carismáticos que arrebatou o público.

Roque Santeiro” e “Vale Tudo” também tiveram personagens carismáticos e marcantes, lembrados até hoje. Outras semelhanças unem as três novelas: produções caprichadas, elencos excelentes e, acima de tudo, tramas cativantes, de forte apelo popular, aliadas ao bom e velho folhetim. O mais curioso é notar que a crítica social de “Roque Santeiro” e “Vale Tudo” são atemporais, valem para os dias de hoje, inclusive.

Avenida Brasil”, por sua vez, nunca teve a pretensão de fazer crítica social, a não ser refletir um momento do povo brasileiro através de uma batida trama de vingança, filão já fartamente explorado em nossa Teledramaturgia. Porém, os clichês do folhetim vieram em uma nova roupagem, em tom de novidade, camuflada na fotografia cinematográfica e no ritmo de série americana.

Com uma história repleta de plot twists (*), cada capítulo terminava com um gancho contundente envolvendo algum personagem da trama central. Apesar da barriga saliente (**), dos furos do roteiro (lembra do pendrive da Nina?) e do “quem matou Max?” ao final, o saldo sempre foi positivo.

As novelas do horário das nove após “Avenida Brasil” foram vítimas de um outro momento do país: a crise política-sócio-econômica deflagrada em 2013 e que se arrasta até hoje. Não que a situação do Brasil seja o vilão. Mas ela serve como o contexto dentro do qual cada novela deve ser analisada separadamente, cada uma com suas qualidades e defeitos próprios. A seguir.

Observação: os números entre parêntesis são as médias finais de audiência (pontos no Ibope da Grande SP, fonte Fábio Dias). “Avenida Brasil” fechou em 39 pontos. Eles não são bons parâmeros de comparação, já que a quantidade de domicílios em 2012 (ano de “Avenida Brasil”) é menor do que a quantidade hoje em dia.

Salve Jorge” (34): criticada pelas incoerências de sua trama e, curiosamente, com uma boa repercussão por causa dessas incoerências. Apesar dos excessos, a autora Glória Perez desenvolveu uma interessante trama sobre tráfico de mulheres para o exterior.

Amor à Vida” (36): a mais bem sucedida novela após “Avenida Brasil”, principalmente por conta do personagem Félix, vivido por Mateus Solano. Mas também alvo de críticas, mais pelos exageros do autor Walcyr Carrasco em seu texto.

Em Família” (30): uma queda brusca de audiência motivada por uma trama extremamente lenta e pouco atraente dentro do estilo pasteurizado e já bastante saturado do autor, Manoel Carlos.

Império” (33): outra novela que pode ser considerada bem sucedida, principalmente pela trama bem amarrada de Aguinaldo Silva e o carisma do protagonista vivido por Alexandre Nero.

Babilônia” (25): um dos maiores fracassos da história da Globo. A principal crítica veio do público: o excesso de realidade em um momento crítico do país onde tudo o que se esperava de uma novela era a fuga da realidade. A Record é que se deu bem, abocanhando parte da audiência com o fenômeno “Os Dez Mandamentos“.

A Regra do Jogo” (28): se em “Avenida BrasilJoão Emanuel Carneiro contou uma história simples e batida, porém irresistível, aqui ele resolveu ousar: novela pretensiosa, com uma trama policial complexa de pouco apelo popular.

Velho Chico” (29): assim como a anterior, uma novela que não abriu concessões para o público, logo, pouco popular. O diretor Luiz Fernando Carvalho abusou no estilo barroco da estética, o que desagradou parte da audiência. Grandes interpretações do elenco, porém em uma trama com ritmo arrastado.

A Lei do Amor” (previsão de 27 pontos): aqui o inverso das duas anteriores: todas as concessões para o público foram feitas, o que acabou resultando numa trama retalhada, que descaracterizou vários personagens. Uma “novela Frankenstein” que vai terminar melancolicamente amargando a segunda pior audiência do período.

Concluo meu texto com uma frase que ficou famosa na internet e que resume bem esse momento: falta uma novela que reúna todas as tribos, como foi “Avenida Brasil”. Será que a “A Força do Querer” (que substitui “A Lei do Amor” a partir do dia 03/04) vai conseguir essa proeza? #Oremos

(*) plot twist: reviravolta na trama.
(**) barriga: aquele momento na trama em que nada acontece.
Fotos: divulgação/TV Globo.
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“Novo Mundo” surpreende pela cenas de ação dignas dos melhores filmes de piratas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/novo-mundo-surpreende-pela-cenas-de-acao-dignas-dos-melhores-filmes-de-piratas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/novo-mundo-surpreende-pela-cenas-de-acao-dignas-dos-melhores-filmes-de-piratas/#respond Wed, 22 Mar 2017 22:53:10 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8128

Chay Suede (Foto: reprodução)

A estreia da novela “Novo Mundo” (nesta quarta, 22/03) foi marcada pelo cuidado estético e capricho da direção nas cenas de ação e perseguição. Foram várias, porém conduzidas com uma mão leve e certo humor, como todo bom filme de piratas e capa-e-espada da “Sessão da Tarde”, livre para todos os públicos.

Alguns personagens também contribuíram para o tom leve dessa estreia, principalmente os interpretados por Ingrid Guimarães, Chay Suede e Letícia Colin – que faz uma Princesa Leopoldina ainda risonha e deslumbrada com tudo o que a cerca.

Chamou a atenção também a trilha incidental que pontuou as cenas de ação e do baile. A trilha, aliás, é exclusivamente instrumental (leia mais AQUI). A abertura é das mais interessantes dos últimos tempos. Os figurinos, caracterizações e ambientações são irrepreensíveis, como já visto nas chamadas.

A cidade cenográfica é a mesma de “Liberdade Liberdade”, assim como o diretor artístico, Vinícius Coimbra, e boa parte da equipe técnica e elenco. Mas o tom pesado da trama sobre a Inconfidência Mineira cede lugar para um cenário bem mais condizente com o horário das seis.

Causou estranhamento (que talvez se dissipe com o tempo, ou não):

– O sotaque de alguns atores. Se a maioria dos personagens é estrangeiro (portugueses, austríacos e ingleses), por que alguns tem sotaque e outros não?

– O filtro que deixa a imagem embaçada, já visto nas chamadas. Confesso que senti um alívio ao perceber que ele não foi usado nas cenas noturnas. Mas nas diurnas prevalecem.

– O efeito de luz de vela balançando, nas cenas noturnas, para dar a impressão que a iluminação do ambiente é com velas. É interessante. Mas será que, com o tempo, não cansa ou incomoda?

No mais, todas as referências a filmes de piratas e aventura – no texto, na direção, na ação, na trilha sonora – são bem vindos. “Piratas do Caribe” é o primeiro que vem à mente. Mas é bom lembrar que o próprio bebeu de fontes bem anteriores: os filmes de pirata e capa-e-espada de Hollywood das décadas de 1940 e 1950 – que também serviram de inspiração para “Novo Mundo”.

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Isabelle Drummond, Rodrigo Simas e Letícia Colin (Foto: Ellen Soares/TV Globo)

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Canal Viva vai reprisar a novela “Fera Radical”, com Malu Mader http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/canal-viva-vai-reprisar-a-novela-fera-radical-com-malu-mader/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/canal-viva-vai-reprisar-a-novela-fera-radical-com-malu-mader/#respond Wed, 22 Mar 2017 13:42:03 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=7640  

O canal Viva fechou a última novela a estrear nesse semestre, juntamente com “Tieta” e “Por Amor“. Será “Fera Radical“, escrita por Walther Negrão, exibida em 1988 e reprisada no “Vale a Pena Ver de Novo” entre 1991 e 1992.

Uma novela “cult”, é das mais pedidas pelo público do Viva. Sucesso do horário das seis da Globo, tem uma trama de vingança, em que a motoqueira Claudia (Malu Mader) se infiltra na família Flores com a intenção de vingar o extermínio de sua própria família, ocorrida no passado. Para tanto, ela seduz os filhos dos Flores, Fernando (José Mayer) e Heitor (Thales Pan Chacon), mas acaba apaixonando-se pelo primeiro.

Fera Radical” foi o último trabalho da atriz Yara Amaral (que viveu a vilã Joana Flores). Ela foi vítima da tragédia do barco Bateau Mouche IV, na baía da Guanabara, durante o réveillon de 1989, pouco mais de um mês após ter concluído seu trabalho na novela. No elenco, também Paulo Goulart, Carla Camuratti, Elias Gleizer, Laura Cardoso, Denise Del Vecchio, Rodrigo Santiago, Claudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Cazarré e outros.

Fera Radical” volta em 5 de junho, às 14h30, em substituição a “Torre de Babel“.

AQUI tem tudo sobre “Fera Radical“: elenco completo, trama, personagens, curiosidades, trilha sonora.

Fotos: Acervo TV Globo.
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Trilha sonora de “Novo Mundo” será apenas instrumental e o CD já está à venda http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/trilha-sonora-de-novo-mundo-sera-apenas-instrumental-e-o-cd-ja-esta-a-venda/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/trilha-sonora-de-novo-mundo-sera-apenas-instrumental-e-o-cd-ja-esta-a-venda/#respond Wed, 22 Mar 2017 13:26:04 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8107  

A nova novela das seis da Globo, “Novo Mundo“, nem estreou e a sua trilha sonora já está à venda. A novidade está no tipo de trilha. Pela primeira vez, a Globo faz um CD de novela das seis totalmente instrumental. Condiz com a proposta da produção, já que “Novo Mundo” é uma trama de época. A história se passa há quase 200 anos, durante a juventude de Dom Pedro até a Independência do Brasil.

Anteriormente, em tramas de época das seis horas, as trilhas mesclavam músicas cantadas, populares ou não, com temas instrumentais. É a primeira vez que uma novela da faixa apresenta exclusivamente temas orquestrados.

O diretor artístico Vinícius Coimbra encomendou ao produtor musical Sacha Amback (com quem já havia trabalhado em “Liberdade Liberdade“, outra novela histórica) uma trilha totalmente instrumental para embalar e ambientar os dramas históricos de “Novo Mundo“. Sasha compôs a maioria das músicas e o CD foi gravado na República Tcheca. Veja as faixas:

01. Abertura
02. Anna
03. Anna Iluminada (versão suspense)
04. Anna Iluminada
05. Joaquim
06. Paixão de Anna d Joaquim
07. Leopoldina
08. Pedro
09. Sir Thomas
10. Elvira
11. Piatã
12. Cantiga de Amália
13. Trovão
14. Amor
15. Piratas
16. Taberna
17. Taberna
18. Domitila
19. Sir Thomas (versão suspense)
20. Anna (versão piano)
21. Índios
22. O Oceano
23. A Terra
24. Anna Iluminada (versão piano)
25. Tänze Des Brassilianischen Ballfestes
26. Meu Amor Marinheiro (bonus track)

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“Sol Nascente” será mais lembrada pelos problemas que passou do que pela sua trama http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/sol-nascente-sera-mais-lembrada-pelos-problemas-que-passou-do-que-pela-sua-trama/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/sol-nascente-sera-mais-lembrada-pelos-problemas-que-passou-do-que-pela-sua-trama/#respond Tue, 21 Mar 2017 22:07:55 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8088

Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli (Foto: Ramon Vasconcelos/TV Globo)

Considerando apenas os números de audiência, “Sol Nascente” (novela que terminou nessa terça, 21/03) foi uma produção vitoriosa: fecha com o maior Ibope entre as produções do horário desde de 2013 – excluindo a anterior, “Eta Mundo Bom!”, tida como fenômeno para os padrões atuais. Veja abaixo.

Porém, audiência e boa dramaturgia nem sempre andam juntas. A embalagem era linda: fotografia caprichada, tomadas de natureza deslumbrantes, boa trilha sonora. Tecnicamente, “Sol Nascente” fez bonito sob a direção de Leonardo Nogueira e sua equipe. Mas e o conteúdo?

A novela começou em 29 de agosto do ano passado e, por mais de sua metade (até o fim de 2016) patinou em uma trama mal alinhavada e preguiçosa, num texto piegas, sobre os quais o maior questionamento era “qual é a história dessa novela?” – em minha opinião, a pior pergunta a se fazer nesse caso, o mesmo mal que acomete “A Lei do Amor”.

Na ausência de um fio condutor consistente, a trama reuniu, sem a menor cerimônia e sutileza, um amontoado de estereótipos humanos em clichês novelísticos: a família italiana, a família japonesa, motoqueiros tatuados e um núcleo de pescadores caiçaras em personagens pouco atraentes, algumas escalações equivocadas (como Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli para o par romântico central) e a total ausência de grandes personagens que pudessem fazer bons atores renderem – a única exceção foi Laura Cardoso, o ponto fora da curva dessa história toda.

Laura Cardoso e Malvino Salvador (Foto: César Alves/TV Globo)

No início, a acusação de “yellow-facing” pegou mal: a comunidade japonesa pediu explicações sobre a escalação de Luís Mello para o papel de Tanaka ao invés de um ator com ascendência oriental. Os autores preferiram remendar explicando na trama que Tanaka era filho de um japonês com uma americana, o que justificava ele não ter traços orientais marcantes. Só que isso apenas soou como uma desculpa esfarrapada, já que o fato do personagem ser mestiço em nada implicava na novela.

Para piorar a situação, dois desfalques por doença: o autor Walther Negrão, que acabou definitivamente afastado, e Laura Cardoso, como Dona Sinhá, uma personagem importante na história, que ausentou-se por um bom tempo e retornou depois.

Uma força tarefa foi deflagrada para dar um rumo a “Sol Nascente”. O próprio chefão da dramaturgia da Globo, Silvio de Abreu, passou a orientar os destinos dos personagens. Também o experiente Sérgio Marques foi acionado para contribuir com Suzana Pires e Júlio Fischer, os autores titulares, que já estavam sem Negrão.

Finalmente, a partir de janeiro, ficou claro para o público do que se tratava a história: uma vingança de Dona Sinhá contra Tanaka. As tramas paralelas também ganharam força, o que ajudou a encorpar a novela. E a audiência subiu. Faltando pouco mais de dois meses para acabar, “Sol Nascente” disse a que veio.

Mas tudo isso ao custo de um amontoado de clichês – a Lei da Inércia Dramatúrgica, que expliquei AQUI. Alguns atores cresceram, como Letícia Spiller, Claudia Ohana e Giovanna Lancelotti, dignas de citação. Laura Cardoso brilhou com o tom caricato de Dona Sinhá. Aracy Balabanian, após as modificações, saiu da zona de conforto da nonna italiana bonachona e até rendeu melhor. Porém, os sussurrantes Francisco Cuoco e Luís Mello, já sem fôlego, quase ficaram sem voz no final. A cereja do bolo: o clichê do rapto da mocinha no último capítulo, um desfecho batidíssimo para uma novela… sobre o quê, mesmo?

Rafael Cardoso (Foto: Miguel Jr./TV Globo)

Média final das últimas novelas das seis no Ibope da Grande SP (colaborou Fábio Dias):
Sol Nascente 21
Eta Mundo Bom! 27
Além do Tempo 20
Sete Vidas 19
Boogie Oogie 17
Meu Pedacinho de Chão 18
Joia Rara 18
Flor do Caribe 21

Leia também: “Dona Sinhá parece vilã do Batman“.
Maurício Stycer: “A audiência cresceu mas não fez de Sol Nascente uma novela melhor“.
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Novelas resgatam atores afastados da TV, como Claudia Alencar, de volta em “Rock Story” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/19/novelas-resgatam-atores-afastados-da-tv-como-claudia-alencar-de-volta-em-rock-story/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/19/novelas-resgatam-atores-afastados-da-tv-como-claudia-alencar-de-volta-em-rock-story/#respond Sun, 19 Mar 2017 10:00:06 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8046

Claudia Alencar em “Rock Story” / João Carlos Barroso em “Sol Nascente”

Afastada das novelas há seis anos, a atriz Claudia Alencar está de volta numa participação especial em “Rock Story”. A última na Globo foi “Kubanacan”, em 2003. Em seguida, a atriz migrou para a Record, onde atuou em quatro produções. Nos últimos anos, foi vista na minissérie “Felizes para Sempre?” e na série “Beleza S/A”.

Com mais de 40 anos de carreira, Claudia é lembrada pelo público por papeis marcantes em novelas do passado, como Patativa de “Roda de Fogo” (1986-1987), Laura, a Mulher de Branco, de “Tieta” (1989-1990) e Perla Menescau de “Fera Ferida” (1993-1994).

Percebe-se um louvável esforço dos produtores de elenco, de todas as emissoras, em resgatar atores que em algum momento brilharam na TV, e ainda são lembrados pelo público, mas que andavam afastados da telinha, ou em participações bissextas em novelas. Vide Joana Fomm – as eternas Perpétua e Yolanda Pratini – vista na atual temporada de “Malhação”.

Joana Fomm | Cristina Mullins | Alcione Mazzeo | Eduardo Tornaghi

Rock Story” traz em seu elenco fixo a atriz Cristina Mullins (a Santinha da primeira versão de “Paraíso”). E já passaram pela trama, em participações especiais: Alcione Mazzeo (mãe de Bruno Mazzeo), Eduardo Tornaghi, Tamara Taxman e Tessy Callado, atores de sucesso entre as décadas de 1970 e 1980.

No elenco fixo de “Sol Nascente”, está João Carlos Barroso (o delegado Mesquita), que foi galã jovem da Globo na segunda metade dos anos 70 e estava há mais de uma década sem atuar em novelas (preso ao humorístico “Zorra Total”). Em participações, apareceram ainda em “Sol Nascente“: Aracy Cardoso, Léa Garcia, Selma Lopes e João Vitti (o Xampu de “Despedida de Solteiro”, pai de Rafael Vitti).

Tamara Taxman | Léa Garcia | João Vitti | Regina Braga

No elenco fixo de “A Lei do Amor”, temos Regina Braga (como Dona Silvia) e Priscila Camargo (a secretária Suely). Pela novela também já passaram Iléia Ferraz e Esther Jablonski (atriz que por décadas foi apresentadora do programa “Pequenas Empresas Grandes Negócios”).

Priscila Camargo | Esther Jablonski | Dedina Bernadelli | Ernesto Piccolo

O Rico e Lázaro”, estreia da semana passada na Record, traz em seu elenco Dedina Bernadelli e Ernesto Piccolo, conhecidos do público de televisão de novelas da década de 80. A produção anterior, “A Terra Prometida”, trouxe Guilherme Leme, pouco visto na TV nos últimos anos. “Escrava Mãe” teve a participação especial de Patricia Mayo, que foi atriz da TV Tupi nas décadas de 60 e 70.

Guilherme Leme | Patrícia Mayo | Cristina Mutarelli | Tânia Bondezan

Carinha de Anjo” tem em seu elenco Cristina Mutarelli, bissexta na televisão. Da mesma forma, Tânia Bondezan, Bárbara Bruno e Cléo Ventura, que atuaram na novela anterior, “Cúmplices de um Resgate”. A série “Sem Volta”, da Record, resgatou a veterana atriz Ivone Hoffmann.

José Augusto Branco, astro global da década de 70, foi visto rapidamente na minissérie “Dois Irmãos” e na novela “Velho Chico”. “Dois Irmãos” também trouxe a atriz Carmem Verônica, e “Velho Chico”, Marcélia Cartaxo. “Haja Coração” fez voltar à TV: a hoje aposentada Beatriz Lyra (participação) e Grace Gianoukas (elenco fixo). E promoveu o retorno de Cristina Pereira à Globo.

Bárbara Bruno | Cléo Ventura | José Augusto Branco | Carmem Verônica

O público sente falta de atores que julgam “sumidos” – já que não são vistos na TV com mais frequência. A televisão, por seu poder de penetração nos lares, cria esse laço afetivo e é natural a cobrança do telespectador. A máxima “morreu ou tá na Record?” é o maior exemplo disso! Muitos estão bem vivos, na Record, no SBT, na Globo, ou em qualquer outra emissora, no teatro ou no cinema, vendendo sanduíche na praia, exercendo qualquer outro trabalho, pedindo emprego no programa da Luciana Gimenez, ou simplesmente aposentados – desejando – ou às vezes não – um papel na TV. Que os produtores de elenco criem mais oportunidades como essas.

Leia também:
Aos 66, Claudia Alencar topa ficar de maiô para participar de “Rock Story”.
Mário Gomes volta à TV e mostra sua casa de frente para o mar.
Fotos: divulgação.
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Marcélia Cartaxo | Beatriz Lyra | Grace Gianoukas | Cristina Pereira

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Dona Sinhá de “Sol Nascente” parece vilã do Batman http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/dona-sinha-de-sol-nascente-parece-vila-do-batman/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/dona-sinha-de-sol-nascente-parece-vila-do-batman/#respond Thu, 16 Mar 2017 13:54:36 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8024

Todo mundo sabe que Dona Sinhá, a “vovozinha diaba” vivida por Laura Cardoso em “Sol Nascente”, é o maior atrativo e trunfo da novela. A atriz deita e rola em caras e bocas e disfarces num texto aguçado e até espirituoso. De velhinha indefesa, doceira prendada de olhar carente e fala mansa, à pérfida chefona de uma organização criminosa com um exército de belos afilhados ao seu dispor, prontos para executar todo serviço sujo que ela imaginar.

Qualquer semelhança com os vilões do Batman terá sido mera coincidência? Nem creio que serviu propositalmente de referência aos autores da novela. Mas não me passou despercebido! Remete, mais pontualmente, à famosa série de TV da década de 60 – aquela do ZOK! BONG! POW! com Adam West e Burt Ward como a “dupla dinâmica”. Tanto pelo perfil da personagem quanto pelas suas vilanias e métodos na novela.

Dona Sinhá tem um quê de Coringa, e Pinguim, Charada, Mulher Gato, Rei Tut, Senhor Frio e tantos outros. Seus afilhados fazem as vezes daqueles capangas dos vilões, sempre ávidos por executar os planos de seus mestres. Só faltou o cenário desalinhado do quartel-general dos malfeitores.

No capítulo dessa quarta-feira (15/03), Tanaka (Luís Mello) foi raptado e levado até Dona Sinhá, que fez o japa assinar um documento de transferência de seus bens para o nome dela. Em seguida, houve uma perseguição com os policiais do Chefe O´Hara de Gotham City, digo, do delegado de Arraial de Sol Nascente. Foi mesmo uma sequência digna do seriado de TV, com direito a banana para a polícia! Dona Sinhá conseguiu escapar e Tanaka acabou baleado.

Se Batman e Robin tivessem chegado a tempo, a vilã já estaria atrás das grades. Santa mancada, Batman!

Fotos: reprodução.
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Durante eliminação de Roberta, Leifert protagoniza um momento constrangedor desse BBB http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/15/durante-eliminacao-de-roberta-leifert-protagoniza-um-momento-constrangedor-desse-bbb/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2017/03/15/durante-eliminacao-de-roberta-leifert-protagoniza-um-momento-constrangedor-desse-bbb/#respond Wed, 15 Mar 2017 12:13:57 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=8014

Foi antes do anúncio da eliminada da noite dessa terça (14/03), durante o resultado do paredão entre Ieda, Emilly e Roberta. Tiago Leifert já havia confortado Ieda: ela foi a menos votada e continuava na competição. Porém, antes de anunciar que Roberta havia sido eliminada, o apresentador tentou, ao vivo, forçar uma reaproximação entre ela e Emilly, cuja amizade, lá do início do programa, estava abalada por uma série de circunstâncias ao longo do jogo.

Roberta, visivelmente descompensada pela ansiedade de aguardar o seu destino dentro da casa, mal acreditava no que ouvia de Leifert. O apresentador insistia que ela e sua amiga-rival fizessem as pazes. Foi uma das forçadas de barra mais contundentes da história do programa. Emilly, mais calma, tentou se defender, afinal foi Roberta quem havia se distanciado dela. Roberta, por sua vez, chorando sem parar, fez o possível para explicar o inexplicável num momento de forte pressão e tensão como aquele.

Sem conseguir ordenar seu raciocínio, a sister tentou finalizar: “Não dá pra explicar agora!“. E Leifert insistiu: “Essa é a última chance de vocês fazerem as pazes. Vai dar certo?“. Roberta deu a resposta mais lúcida para aquele momento: “Tudo bem! A gente já tá no paredão mesmo!“. Leifert, por fim, arrematou com uma frase digna de Pedro Bial: “Vocês precisam acreditar mais no poder do beijinho na bochecha!“.

Agora faço eu as vezes de Pedro Bial: amizades vão e vêm e apenas o tempo e o distanciamento podem por à prova as reais e genuínas. E desentendimentos não se resolvem de forma obrigatória ou pressionada. Tão ruim quanto o paredão em si a que Roberta foi submetida, foi a cobrança de se acertar com Emilly ao vivo, diante de milhões de brasileiros. No fim, a situação serviu apenas para expor Roberta e reiterar a posição de Emilly dentro da casa, que se saiu, novamente, como vítima da intransigência de seus colegas de programa.

Finalizo com o melhor tweet que a gente respeita de meu amigo Chico Barney:

Leia também: Com 79,43%, Roberta é a sétima eliminada do BBB17.
Maurício Stycer: Emilly ou Leifert? Quem é o protagonista do BBB17?
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