Blog do Nilson Xavier http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br Blog do Nilson Xavier - UOL Televisão Tue, 22 Jan 2019 13:21:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 3ª vez que Aguinaldo promete uma boa personagem a Lília Cabral e não cumpre http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/22/3a-vez-que-aguinaldo-promete-uma-boa-personagem-a-lilia-cabral-e-nao-cumpre/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/22/3a-vez-que-aguinaldo-promete-uma-boa-personagem-a-lilia-cabral-e-nao-cumpre/#respond Tue, 22 Jan 2019 12:18:39 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14975

Valentina Marsala em “O Sétimo Guardião” (foto reprodução)

A novela “Fina Estampa“, de Aguinaldo Silva, estreou em 2011 com um grande chamariz: a caricata personagem Pereirão (ou Griselda), vivida por Lília Cabral. Apesar de todo maniqueísmo, Pereirão era, a princípio, um tipo muito interessante. Foi em torno da personagem que “Fina Estampa” se manteve durante algum tempo. Porém, no meio do caminho, Pereirão se transformou, ficou rica, ganhou um banho de loja e boas maneiras e passou a ser apenas Griselda.

Foi quando a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni) e o mordomo Crô (Marcelo Serrado) passaram por cima de Griselda como um trator, roubando a cena e o protagonismo de “Fina Estampa“. Com a transformação (não poderia ser diferente, esse era o mote central da novela), Pereirão perdeu o que tinha de melhor, inclusive o apelo e carisma. Até Tia Íris (Eva Wilma), Pereirinha (José Mayer) e Baltazar (Alexandre Nero) passaram a ter mais destaque que ela.

Em 2014, Lília Cabral voltou à cena com uma grande promessa de Aguinaldo Silva: Maria Marta, a personalística esposa do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero), o protagonista da novela “Império“. Com traços de vilã, Maria Marta era menos chorosa que Griselda. Posuda, arrogante, soberba e de temperamento forte, MM só não era a grande vilã da novela porque havia outros nessa função: Cora e Fabrício Melgaço.

Maria Marta em “Império” (reprodução) | Griselda em “Fina Estampa” (Acervo/ TV Globo)

Maria Marta não entrou para a galeria dos tipos inesquecíveis da TV. Dessa novela, só o Comendador e (sendo bem bonzinho) Cora. MM era apenas uma mulher classuda e esnobe, que falava e fazia o que bem queria, capaz de tudo para defender os seus interesses. Mas sem nenhum grande diferencial. Não vou dizer que passou batida, porque Lília Cabral é uma atriz que impõe sua marca até nos personagens mais desinteressantes.

Agora Lília é Valentina Marsala, ou Marlene, vendida como a grande vilã de “O Sétimo Guardião“. Ao menos foi isso o que Aguinaldo Silva prometeu à atriz. E Lília, na divulgação da novela, passou adiante essa ideia. Porém, passados mais de dois meses, Valentina/Marlene ainda não disse a que veio. A personagem tem um quê de Maria Marta de “Império“, é arrogante, esnobe e cínica. Porém, mais falastrona, cheia de frases de efeito e com a cara sempre amarrada.

O que era para ser “a grande vilã” da carreira da atriz (como ela chegou a afirmar), está se esvaziando na personagem chata. Era nítida a intenção de Aguinaldo em emular vilãs de sucesso de suas novelas, como Altiva (Eva Wilma), Maria Regina (Letícia Spiller), Adma (Cássia Kiss) e Nazaré Tedesco (Renata Sorrah). Mas Valentina apenas parece uma mistura de Tereza Cristina e Maria Marta. Nem para “vilã-meme” está funcionando. Falta nela o que faz uma megera ser adorada pelo público: carisma.

Sheila em “História de Amor” | Marta em “Páginas da Vida” (foto: Acervo/ TV Globo)

Lília Cabral é uma grande atriz, de fartos recursos. Veja Silvana, sua personagem anterior, da novela “A Força do Querer“, de Glória Perez: uma coadjuvante mais sutil que Pereirão, Maria Marta e Valentina, porém, mais rica, justamente por ser mais humana. A caricatura vem bem quando o texto ajuda, vide Nazaré Tedesco. Embora toda a tentativa de fazer Valentina emplacar, a personagem só soa forçada e chata, a todo momento humilhando subalternos e se dirigindo aos outros com uma frase desagradável, por mais espirituosa que seja.

O texto pouco tem ajudado. A bem da verdade, Valentina é a síntese de “O Sétimo Guardião“. A cena do restaurante, exibida nessa segunda-feira (21/01), dá o tom da novela: um samba maluco sem sentido. Valentina faz toda uma cena com falsa emoção, afirmando que voltou a Serro Azul por causa dos moradores, e, em seguida, humilha o garçom. Esperamos que os desdobramentos dessa sequência possam ao menos explicá-la.

Aliás, o prato no vestido de Valentina foi obra de Mirtes (Elizabeth Savala). Não seria ela a verdadeira malvada da novela?

No mais, só Manoel Carlos presenteou Lília Cabral com vilãs ricas e carismáticas: Sheila de “História de Amor” (1995-1996) e Marta de “Páginas de Vida” (2006), este, um dos melhores trabalhos da carreira de Lília.

Leia também: “A vilã que Lília Cabral tanto prometeu ainda não aconteceu“.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Isabela Garcia está tão bem em “O Sétimo Guardião” que dá gosto de ver http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/18/isabela-garcia-esta-tao-bem-em-o-setimo-guardiao-que-da-gosto-de-ver/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/18/isabela-garcia-esta-tao-bem-em-o-setimo-guardiao-que-da-gosto-de-ver/#respond Fri, 18 Jan 2019 12:27:34 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14962

Isabela Garcia (fotos: reprodução)

A personagem Judith começou pequena. Parecia que Isabela Garcia iria novamente viver uma daquelas coadjuvantes inexpressivas que a atriz vinha há uns quinze anos fazendo na TV. Sua última personagem de peso foi a Eliete de “Celebridade“, em 2004. As que vieram depois, é preciso recorrer à internet para lembrar.

Há um ano, a atriz foi dispensada da Globo, após 46 anos de colaboração. Isso significava que ela não tinha mais vínculo empregatício com a emissora e que poderia acertar contratações por obra, em qualquer emissora. E foi o que aconteceu. O novelista Aguinaldo Silva e o diretor Rogério Gomes a resgataram para o elenco de “O Sétimo Guardião“.

Judith é discretíssima. E é na sutileza que Isabela Garcia mostra segurança ao dar vida à personagem. Muito diferente da exuberante Eliete de “Celebridade“, igualmente um tipo interessante, mas vários tons acima. Como uma espécie de “guardiã” do casarão, a governanta guarda também segredos e sabe mais do que qualquer reles mortal. É, portanto, uma personagem-chave da trama.

A carismática Isabela Garcia vive aqui uma mulher contida, porém firme e sempre disposta a defender o que acredita. A discreta Judith, que começou pequena na novela, é hoje uma das personagens mais interessantes de “O Sétimo Guardião“. A bem da verdade, uma das poucas. Dá gosto de ver Isabela Garcia em cena.

Uma dica de reviravolta ao Sr. Aguinaldo: já que o amor de Gabriel e Luz (Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa) não pode se concretizar porque ele é o sétimo guardião, que tal ele abdicar do posto e delegar seus poderes a Judith, que se tornaria no final a Sétima Guardiã! #dica

Leia também:De estrela mirim a capa da Playboy, relembre a carreira de Isabela Garcia“.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Viva exibe famosa cena do mambo caliente de “Vale Tudo”, com Renata Sorrah http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/16/viva-exibe-famosa-cena-do-mambo-caliente-de-vale-tudo-com-renata-sorrah/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/16/viva-exibe-famosa-cena-do-mambo-caliente-de-vale-tudo-com-renata-sorrah/#respond Wed, 16 Jan 2019 09:00:00 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14951

Denis Carvalho e Renata Sorrah em “Vale Tudo” (foto: reprodução)

O canal Viva exibe nesta quarta-feira (16/01), às 15h30, a famosa cena da novela “Vale Tudo” em que Heleninha (Renata Sorrah), bêbada em uma boate, pede ao disc jockey um “mambo caliente“. Claro que o alcoolismo não tem graça nenhuma. Porém, a sequência entrou para a história da TV pelo incrível desempenho da atriz, virou meme e é lembrada até hoje, 30 anos depois da primeira exibição da novela.

Renata se entregou ao papel da alcoólatra de tal forma que a discussão sobre a doença em novelas ganhou um novo patamar a partir de então. Outros alcoólatras da ficção ajudaram a informar o público sobre o alcoolismo, como Orestes (Paulo José em “Por Amor“) e Santana (Vera Holtz em “Mulheres Apaixonadas“). Contudo, Renata Sorrah ficou tão marcada pela personagem e pelo tema que virou uma referência de interpretação.

Na cena, Heleninha incita seu acompanhante William (Denis Carvalho, o próprio diretor da novela) a dançar. Reclama da música e pede ao DJ que a troque por um “mambo caliente“. Ela dança até cair, literalmente. No chão, suplica a William que a ajude.

Helena, não liga não! Faz de conta que é um sonho, que não tá acontecendo nada. Eu vou ajudar a tirar você desse sonho. Você vai acordar!

Foto: reprodução.

E William a ajuda mesmo. Ele a leva a uma reunião de Alcoólicos Anônimos e Helena inicia um tratamento. O passo a passo é mostrado na novela. Para comemorar a cena icônica, o Viva vai levantar nas redes sociais a hashtag #ValeDançarMambo.

AQUI tem tudo sobre a novela “Vale Tudo“: trama, elenco, personagens, trilha sonora e muitas curiosidades sobre a produção.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
YouTube e fofoca mataram o “Vídeo Show” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/11/youtube-e-fofoca-mataram-o-video-show/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/11/youtube-e-fofoca-mataram-o-video-show/#respond Fri, 11 Jan 2019 17:11:30 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14934

Joaquim Lopes e Sophia Abrahão (foto: reprodução)

Lembro quando o “Vídeo Show” estreou, lá em 1983, tendo Tássia Camargo como apresentadora. Passava aos domingos à tarde. Basicamente um programa sobre o universo pop, sua ideia já era explorar bastidores e memória da TV. O tempo foi passando e o “Vídeo Show” foi mudando de cara e apresentadores, várias vezes. Até a década de 1990, conseguiu manter intacta a sua essência: bastidores e memória. Aí veio a Internet. Aí a Internet se popularizou. Aí veio o YouTube (anos 2000), depois o Instagram (anos 2010).

O quadro “Falha Nossa” é um clássico. Até hoje é bacana ver os erros de gravação, mesmo aqueles repetidos à exaustão: a barata que sobe o vestido de Betty Lago; Bruno de Lucca tentando segurar um bicho (um gambá?); a charrete, com Natália do Valle, que quase capota; Marcos Frota e Christine Nazareth num tombo homérico no Play Center; Malu Mader gargalhando na cena do elevador em que os atores precisam dar um pulinho para simular movimento; e tantos outros. Quer rever? Hoje não precisa mais do “Vídeo Show“. Tem tudo no YouTube, na internet.

Há mais de dois anos, escrevi sobre a boa iniciativa do programa em resgatar imagens de arquivo ainda não disponíveis por aí. “Até a década de 1990, eram garantia de audiência pelo poder de despertar a memória afetiva do público. Haja vista o quadro “Túnel do Tempo”, um dos mais longevos (a voz de Cissa Guimarães ecoa no inconsciente coletivo: “direto… do túnel… do tempo!”). A partir de meados dos anos 2000, muito da memória da TV brasileira já estava disponível no Youtube, o que a fez perder espaço e relevância dentro do “Vídeo Show”. A própria Globo tem canal no Youtube e já disponibiliza imagens de arquivo pela internet.” (leia AQUI a matéria completa).

4 fases do Vídeo Show: Tássia Camargo, Marcelo Tas, Miguel Falabella e André Marques (foto: reprodução)

Lembro que até os anos 1990, início dos 2000, os saudosistas se estapeavam por uma VHS (depois DVD) com capítulo de alguma novela antiga. Eu mesmo, já tive amizades abaladas por causa disso! O “Vídeo Show” era a única oportunidade de matar a saudade de uma ceninha de 3 minutos de um programa qualquer das décadas de 1970 ou 1980. Foi com a digitalização dos acervos no YouTube (por meio de anônimos ou da própria Globo), que o “Vídeo Show” começou a perder para a Internet.

Hoje, quem se importa com bastidores floreados de TV e famosos? Enquanto a concorrência traz um conteúdo mais atraente ao grande público, com sabor de veneno (“A Hora da Venenosa” e “Fofocalizando“), os próprios artistas já expõe suas vidas, seus bastidores, nas redes sociais, em stories do Instagram por exemplo (“Vídeo Show” perdendo para a internet de novo).

A TV Globo é o maior teto de vidro de mídia brasileira, na medida em que atrai atenção de todos, de onde tudo repercute e, portanto, fácil para quem está de fora jogar pedra. Não faz sentido jogar pedra em si mesma, nem na concorrência. Por isso creio que o “Vídeo Show” nunca se igualaria ao “Fofocalizando” ou à “A Hora da Venenosa“.

O fato é que o “Vídeo Show“, de pouco mais de dez anos para cá, foi cada vez mais perdendo graça e identidade e deixando de ter relevância. Os quadros saudosistas já não atraíam mais e os bastidores perderam para a fofoca. O desafio agora é trazer algo novo, com sabor da novidade. No caso, um novo programa, com poder de fogo maior que a concorrência. Como o “Vídeo Show” já foi um dia.

PS: Sabe um tipo de programa que, eu acho, substituiria bem o “Vídeo Show“? Algo nos moldes do antigo “Furo MTV“, com Dani Calabresa e Bento Ribeiro. Paródias e piadas das notícias quentes do dia. #dicona

Leia também: “Imagens inéditas de acervo são um bom diferencial do Vídeo Show“.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Há 30 anos, novela com Sassá Mutema foi acusada de ajudar campanha de Lula http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/09/ha-30-anos-novela-com-sassa-mutema-foi-acusada-de-ajudar-campanha-de-lula/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/09/ha-30-anos-novela-com-sassa-mutema-foi-acusada-de-ajudar-campanha-de-lula/#respond Wed, 09 Jan 2019 09:00:18 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14892

Sassá Mutema (Lima Duarte) (foto: Acervo/TV Globo)

Há exatos 30 anos, a Globo lançou em seu horário mais nobre a novela “O Salvador da Pátria“, de Lauro César Muniz, cujo protagonista era Sassá Mutema, um catador de laranjas matuto e analfabeto, numa caracterização impecável de Lima Duarte, um de seus personagens mais populares, dos mais icônicos da história de nossa televisão.

No início, Lauro César Muniz declarou: “Trata-se de uma parábola sobre a liderança. Quero falar de um Brasil forte, num ano decisivo para a nossa história, quando vai surgir um presidente eleito pelo povo. Como é um ano de esperança, quero falar de um país que acredita na luz no fim do túnel.
O título da novela expressava a preocupação do autor. Era janeiro de 1989 e começava a campanha pelas primeiras eleições diretas para presidente da República em 29 anos, tendo Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva como principais candidatos. (Ismael Fernandes em “Memória da Telenovela Brasileira”)

Sassá (Lima Duarte), Professora Clotilde (Maitê Proença) e Paulo (Marcos Paulo) (foto: Acervo/TV Globo)

Porém, Lauro César Muniz afirmou que mais tarde teve de mudar a história de “O Salvador da Pátria” porque “houve uma interferência direta de Brasília na cúpula da Globo“. Segundo ele, a trama foi considerada, “por algumas pessoas do governo“, uma apologia à candidatura do petista Lula à presidência. A declaração foi dada pelo novelista na Escola de Comunicações e Artes da USP em maio de 2002, durante a comemoração do aniversário de dez anos do Núcleo de Pesquisa de Telenovela.

Em 1989, já não havia mais a censura formal, mas houve uma interferência direta de Brasília na cúpula da Globo. Era o primeiro ano de eleições diretas, Lula contra Collor, e acharam que o Sassá Mutema fazia apologia à esquerda. Assim, acabou vindo uma pressão na emissora para que a trama fosse mudada. Cheguei a ouvir, nos bastidores, ‘o autor dessa novela vai eleger o presidente do Brasil’. Tive de abandonar o aspecto político da história e focalizar apenas o policial“, declarou Lauro César Muniz.

O autor não esconde que ficou sob o fogo cruzado dos dois partidos. Para Flávio Ricco e José Armando Vannucci (no livro “Biografia da Televisão Brasileira”), declarou: “O PT achava que o personagem favorecia o Collor porque fazia certa chacota com o Lula por não ter ensino superior. E era justamente o contrário. Ele representava a ascensão do povo ao poder.

Como bem lembrou o leitor Antônio Carlos, se a novela ajudou na campanha do PT, não se sabe ao certo, mas a música tema de abertura era “Amarra o Teu Arado a uma ESTRELA“, de Gilberto Gil, futuro ministro do governo Lula (de 2003 a 2008). Na época em que gravou a música, Gil era vereador de Salvador pelo PMDB.

Sassá (Lima Duarte) e Bodão (Lutero Luiz) (foto: Acervo/TV Globo)

Na mesma época, ia ao ar no horário das sete a novela “Que Rei Sou Eu?“, de Cassiano Gabus Mendes, por sua vez acusada de fazer apologia à campanha de Fernando Collor, já que enxergaram o político na figura do herói da trama, Jean-Piérre (vivido por Edson Celulari). Em seu livro “Gabus Mendes, Grandes Mestres do Rádio e Televisão”, o pesquisador Elmo Francfort afirma que essa nunca foi a intenção de Cassiano: ele pretendia que Jean-Piérre representasse o povo brasileiro, cansado de sofrimento e querendo justiça e igualdade social a todos.

A André Bernardo e Cíntia Lopes, para o livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo“, Lauro César Muniz revelou qual era a proposta inicial para Sassá Mutema na trama de sua novela: “Segundo a sinopse original, Sassá Mutema seria cooptado para ser candidato a vice-presidente de um candidato com ligações com o narcotráfico. Um cartel de droga ligado a Medellín (…) O candidato a presidente, então, seria assassinado e Sassá assumiria o governo nas mãos de um grupo de narcotraficantes (…) Só que durante o processo, ele toma consciência de tudo o que está acontecendo, desmantela o cartel e se torna um bom governante. Infelizmente, não pude fazer nada disso.

Em um primeiro estágio, a boa ideia foi correspondida, com uma trama consistente, bem amarrada e inteligente. Foi nesse momento que brilharam (além de Lima Duarte) Luiz Gustavo e Tássia Camargo. Seus personagens morreram no capítulo 17 e a novela mudou de polo, com os conflitos dramáticos diluídos em um excesso de personagens. As situações acabaram se esvaziando a cada bloco de capítulos. Isso até surgir a fase mais infeliz: a volta de Juca Pirama (do bordão “Meninos, eu vi!”) por meio de uma rádio-pirata. Mas só a voz do personagem “retornou”, já que o ator Luiz Gustavo não mais apareceu na novela. (Ismael Fernandes em “Memória da Telenovela Brasileira”).

Juca Pirama (Luiz Gustavo) e Marlene (Tássia Camargo) (foto: Acervo/TV Globo)

O radialista Juca Pirama (Luiz Gustavo) era uma das figuras principais da novela, ainda que morresse no capítulo 17. No desenrolar da história, o autor promoveu uma “volta” do personagem como parte da trama engendrada pela organização criminosa da história. Mas Luiz Gustavo não quis voltar à cena. Foram então utilizados áudios gravados por um imitador, que reproduzia quase que perfeitamente a voz e o timbre do ator. (Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”).

O ponto de partida de “O Salvador da Pátria” foi o Caso Especial da TV Globo “O Crime do Zé Bigorna“, também estrelado por Lima Duarte, escrito pelo próprio Lauro César Muniz, exibido em 1974 e transformado em filme em 1977. Sassá Mutema era, praticamente, uma reedição de Zé Bigorna. O Salvador da Pátria” foi reprisada apenas uma vez, no “Vale a Pena Ver de Novo“, entre abril e agosto de 1998. Aí uma boa pedida para o canal Viva.

AQUI tem tudo sobre “O Salvador da Pátria“: trama, elenco, personagens, mais curiosidades e trilha sonora.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Viva vai reprisar “Terra Nostra” editada; veja as outras novelas escolhidas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/08/viva-vai-reprisar-terra-nostra-editada-veja-as-outras-novelas-escolhidas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/08/viva-vai-reprisar-terra-nostra-editada-veja-as-outras-novelas-escolhidas/#respond Tue, 08 Jan 2019 18:19:47 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14907

Thiago Lacerda e Ana Paula Arósio | Adriana Esteves e Eduardo Moscovis (Foto: Acervo TV Globo)

O canal Viva, por meio de sua assessoria de imprensa, informou na tarde dessa terça-feira (08/01) as próximas novelas de sua programação que estreiam nos próximos meses.

No dia 11 de fevereiro, no horário de “Vale Tudo” (às 15h30 e meia-noite), estreia “Porto dos Milagres“, sucesso de 2001 escrito por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, com Camila Pitanga, Marcos Palmeira, Flávia Alessandra, Antônio Fagundes e Cássia Kiss no elenco.

Também em fevereiro, a partir do dia 28, “Terra Nostra“, de Benedito Ruy Barbosa, chega para substituir “Baila Comigo” (às 14h30 e 0h45). No elenco, Thiago Lacerda, Ana Paula Arósio, Antônio Fagundes, Raul Cortez, Maria Fernanda Cândido e outros. Exibida pela primeira vez em 1999, a obra será reapresentada em sua versão distribuída internacionalmente, com 150 capítulos, devido a questões de direitos autorais da trilha sonora. A versão original da Globo, de 1999, contou com 221 capítulos, e a reapresentação no Vale a Pena Ver de Novo, em 2004, com 106. Esta será a terceira vez que o Viva exibe uma versão editada: a primeira foi com “Dancin´ Days“, reapresentada em 2014, e a segunda, “Bebê a Bordo“, no ano passado.

Camila Pitanga, Marcos Palmeira e Flávia Alessandra (Foto: Acervo TV Globo)

E, para finalizar a lista, no dia 25 de março, “O Cravo e a Rosa“, sucesso de Walcyr Carrasco em 2000, entra no lugar de “A Indomada” (às 13h30 e 23h). Com Adriana Esteves, Eduardo Moscovis, Luís Mello, Drica Moraes, Leandra Leal, Rodrigo Faro, Ângelo Antônio, Ney Latorraca, Maria Padilha e outros.

O VIVA ressalta ainda que – em conjunto com a Globo – faz a análise do acervo das novelas, considerando, inclusive, o que já foi ao ar no Vale a Pena Ver de Novo, e seleciona possíveis títulos para exibição. Após a seleção, é realizada a checagem de todos os direitos, o número de capítulos, de modo que os finais das novelas não coincidam com períodos festivos e também com início e fim das três novelas. A diversidade de temas e elencos entre elas é outro ponto considerado na escolha.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Tem muito de “Samantha!” e “Segundo Sol” na nova novela das 7, “Verão 90” http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/03/tem-muito-de-samantha-e-segundo-sol-na-nova-novela-das-7-verao-90/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/03/tem-muito-de-samantha-e-segundo-sol-na-nova-novela-das-7-verao-90/#respond Thu, 03 Jan 2019 10:41:46 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14872

Rafael Vitti, Isabelle Drummond e Jesuíta Barbosa (foto: João Cotta/TV Globo)

A próxima novela das sete da Globo vai mexer com a nostalgia do público. “Verão 90” – que se passa no ano de 1990 – tem um pouco de “Segundo Sol“, trama musical (que tentou promover um revival do axé do anos 90) sobre um cantor que fez sucesso naquela década e que havia caído no ostracismo – inclusive com irmãos rivais (Beto e Remy), elemento presente também na nova novela (João e Jerônimo).

Verão 90” tem mais ou menos o mesmo ponto de partida: um trio infantil que fez sucesso nos anos 80 e que acabou se desfazendo. Crescidos, os jovens se reencontram em 1990.

A trama remete também à novela “Rock Story” (Gui Santiago, lembra?, ex-cantor dos anos 90 que tentava se relançar no cenário musical) e à série “Samantha!” (disponível na Netflix), com Emanuelle Araújo como a protagonista, uma menina-cantora amada na década de 1980 cuja carreira entrou em decadência. Verão 90“, “Samantha!“, “Rock Story“, “Segundo Sol” são tudo variações de um mesmo tema.

A nova novela estreia dia 29, uma terça-feira, e promete ser uma comédia romântica musical. Com direção artística de Jorge Fernando, a trama é escrita por Paula Amaral e Izabel de Oliveira – esta última escreveu a novela “Cheias de Charme” (com Filipe Miguez), outra trama musical, sucesso em 2012. A trilha sonora é toda de gravações originais de hits dos anos 80 e 90. O tema da abertura é “Pump Up the Jam“, que já toca nas chamadas.

Melissa Nóbrega (foto: João Cotta/TV Globo)

As Músicas
Rio 40 Graus – Fernanda Abreu
Zanzibar – A Cor do Som
Salve Simpatia – Jorge Benjor
Preta – Beto Barbosa
Olhos Coloridos – Sandra de Sá
Pro Dia Nascer Feliz – Barão Vermelho
Me Chama Que Eu Vou – Sidney Magal
Saideira – Skank
Acelerou – Djavan
As Canções Que Você Fez Pra Mim – Maria Bethania
Mania de Você – Rita Lee
Uma Noite e Meia – Marina Lima
Óculos – Paralamas do Sucesso
Partido Alto – Cássia Eller
Bem Que Se Quis – Marisa Monte
Flores – Titãs
Menino do Rio – Baby Consuelo
Grand Hotel – Kid Abelha
Esotérico – Gilberto Gil
Nós Vamos Invadir Sua Praia – Ultraje A Rigor
Você – Tim Maia
Do Leme Ao Pontal – Tim Maia
Boy – Deborah Blando
Freak Le Boom Boom – Gretchen
Pump Up The Jam – Technotronic
The Best – Tina Turner
Wipe Out – The Surfaris
Good Vibrations – Marky Mark
Your Love – The Outfield
Please Don’t Go – Double You
Rhythm Of The Night – Corona
Step By Step – New Kids On The Block
Unbelievable – EMF
Your Song – Elton John
Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop) – Scatman John
Repetition – Information Society
What’s On Your Mind – Information Society

Isabelle Drummond, Melissa Nóbrega e Cláudia Raia (foto: João Cotta/TV Globo)

A Trama
Na infância nos anos 1980, Manuzita (Melissa Nóbrega) era a menina mais amada do Brasil. E quando os irmãos Guerreiro, João (João Bravo) e Jerônimo (Diogo Caruso), se juntaram a ela, a Patotinha Mágica virou sinônimo de sucesso e mania nacional. Mas os anos de fama e reconhecimento ficaram no passado assim como o término do grupo.

Em 1990, João (Rafael Vitti) é universitário e comanda um programa de rádio para o público jovem. Já Manuzita (Isabelle Drummond), uma aspirante – com pouco talento – a atriz, segue em busca de trabalho, e conta com o apoio incondicional da mãe Lidiane (Cláudia Raia), ex-atriz de pornochanchada e um tanto sem noção.

Desde a infância, uma grande afinidade une Manuzita e João. Algo que sempre incomodou Jerônimo (Jesuíta Barbosa), que alimenta uma inveja e rivalidade contra o irmão e nunca abandonou o desejo de ser famoso novamente. De caráter duvidoso, Jerônimo vai lutar para reviver os dias de glória. Uma personalidade muito diferente de Janaína (Dira Paes), a mãe dos rapazes, mulher íntegra que criou os filhos com dignidade.

Os caminhos de João, Manuzita e Jerônimo vão se cruzar novamente. Com o reencontro do trio, sentimentos que estavam adormecidos voltam à tona. O que vai revelar que os anos de afastamento do casal, Manuzita e João, não foram suficientes para apagar o amor e afinidade entre eles.

Débora Nascimento, Totia Meireles, Alexandre Borges e Caio Paduan (foto: João Cotta/TV Globo)

O Elenco
Rafael Vitti – João
Isabelle Drummond – Manuzita (Manuela)
Jesuíta Barbosa – Jerônimo
Cláudia Raia – Lidiane (Lidi Pantera)
Dira Paes – Janaína Guerreiro
Camila Queiroz – Vanessa
Gabriel Godoy – Galdino
Totia Meireles – Mercedes Ferreira Lima
Alexandre Borges – Quinzão (Joaquim Ferreira Lima)
Humberto Martins – Herculano
Débora Nascimento – Gisela
Caio Paduan – Quinzinho
Marina Moschen – Larissa
Giovana Cordeiro – Moana
Bárbara França – Nicole
Cláudia Ohana – Janice
Luiz Henrique Nogueira – Jofre (Cachorrão)
Bernardo Marinho – Tobé
Fabiana Karla – Madá
Flávio Tolezani – Raimundo
Marcos Veras – Álamo
Jeniffer Nascimento – Kika
Kayky Brito – Candé
Sérgio Malheiros – Diego
Klebber Toledo – Patrick
Bel Kutner – Celestine
Dandara Mariana – Dandara
Marcelo Valle – Murilo
Maria Carol – Diana
Val Perré – Otoniel
Alana Cabral – Clarissa
Alexandre David – Floriano
Ricardo Viana – Magaiver
Bernardo Mendes – Tutano
Marília Martins – Dirce
Marcela Siqueira – Tânia
Renata Motta Lima – Vera
Renata Imbriani – Marta
Fábio Beltrão – Louro
as crianças
João Bravo – João
Melissa Nóbrega – Manuzita
Diogo Caruso – Jerônimo
Duda Wendling – Isadora
e as participações de Nívea Stelmann e Mário Frias.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Novelas registram as piores audiências dos últimos anos em época de festas http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/02/novelas-registram-as-piores-audiencias-dos-ultimos-anos-em-epoca-de-festas/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/02/novelas-registram-as-piores-audiencias-dos-ultimos-anos-em-epoca-de-festas/#respond Wed, 02 Jan 2019 16:47:53 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14864

Nany people e Lília Cabral em “O Sétimo Guardião” (foto: divulgação/TV Globo)

Tempo ruim para as novelas. A semana de festas de fim de 2018 registrou as piores audiências dos últimos tempos quando comparado ao mesmo período de festas de anos anteriores. Quase todas as novelas, de todas as emissoras, tiveram as piores médias no Ibope da Grande SP dos, pelo menos, últimos 4 anos.

As únicas exceções foram “O Sétimo Guardão” da Globo, que só não foi pior que “A Lei do Amor” em 2016;
As Aventuras de Poliana” do SBT, que só não foi pior que “Cúmplices de um Resgate” em 2015;
e “Jesus” da Record TV, que só não foi pior que “Apocalipse” em 2017.

As médias abaixo referem-se às novelas inéditas no período de 24 de dezembro a 1º de janeiro.

Malhação
Seu Lugar no Mundo (2015): 14,2
Pro Dia Nascer Feliz (2016): 16,8
Viva a Diferença (2017): 17,8
Vidas Brasileiras (2018): 13,2

Novela das 6
Além do Tempo (2015): 17,7
Sol Nascente (2016): 18
Tempo de Amar (2017): 21,1
Espelho da Vida (2018): 15,1

Novela das 7
Totalmente Demais (2015): 21,6
Rock Story (2016): 20
Pega Pega (2017): 27,5
O Tempo Não Para (2018): 18,8

Novela das 9
A Regra do Jogo (2015): 25,2
A Lei do Amor (2016): 21,5
O Outro Lado do Paraíso (2017): 36,4
O Sétimo Guardião (2018): 23,7

SBT
Cúmplices de um Resgate (2015): 7,4
Carinha de Anjo (2016): 9,2
Carinha de Anjo (2017): 9,1
As Aventuras de Poliana (2018): 9

Record TV 1º horário (não houve novela inédita em dezembro de 2015 e 2018)
Escrava Mãe (2016): 9,4
Belaventura (2017): 4,8

Record TV 2º horário (não houve novela inédita em dezembro de 2015)
A Terra Prometida (2016): 13,2
Apocalipse (2017): 5,8
Jesus (2018): 8,2

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Trama de “O Tempo Não Para” roda, roda e não sai do lugar http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/02/trama-de-o-tempo-nao-para-roda-roda-e-nao-sai-do-lugar/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2019/01/02/trama-de-o-tempo-nao-para-roda-roda-e-nao-sai-do-lugar/#respond Wed, 02 Jan 2019 13:02:51 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14856

Rosi Campos e Christiane Torloni (foto: reprodução)

As novelas passaram por um período de estagnação nessas festas de fim de ano, com tramas em marcha-ré por causa da baixa audiência. Os autores preferiram não queimar cartucho e deixar para as histórias voltarem a andar após o réveillon.

Mas “O Tempo Não Para“, convenhamos, está parada há uns três meses. As falsas gravidezes de Dona Agustina (Rosi Campos) e Carmem (Christiane Torloni) foram apenas um subterfúgio para encher linguiça entre Natal e Ano Novo. Porém, a história dos congelados acabou bem antes da metade da novela.

O que se vê agora é um vai e volta sem sentido para preencher cronograma (a novela acaba em janeiro). A trama dá voltas em torno de si mesma. O tempo parou.

João Baldasserini como Lúcio (foto: reprodução)

Primeiro o vilão Emílio (João Baldasserini) tirou a empresa SamVita do protagonista Samuel (Nicolas Prattes). Depois Emílio morreu e apareceu um igual a ele para substituí-lo, o gêmeo Lúcio (para quê mesmo?). E agora, Lúcio, por meio de Maria Carla (Regiane Alves), faz o mesmo que Emílio fizera: tira a SamVita de Samuel! Quer dizer, voltou ao começo.

Esperamos que o autor Mário Teixeira tenha guardado um bom trunfo para explicar a repetição de trama e a troca sem sentido de um vilão por outro.

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0
Carrasco, Malhação e Marquezine entre os mais repercutidos de 2018 no blog http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2018/12/31/carrasco-viva-a-diferenca-e-marquezine-entre-os-melhores-de-2018-no-blog/ http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/2018/12/31/carrasco-viva-a-diferenca-e-marquezine-entre-os-melhores-de-2018-no-blog/#respond Mon, 31 Dec 2018 12:24:02 +0000 http://nilsonxavier.blogosfera.uol.com.br/?p=14843

Bianca Bin em “O Outro Lado do Paraíso” | As 5 de “Viva a Diferença” | Bruna Marquezine em “Deus Salve o Rei” (fotos: divulgação/TV Globo)

Fiz um ranking dos posts mais repercutidos durante o ano em meu blog. Entre os 10 textos de maior audiência, 6 eram sobre o fenômeno “O Outro Lado do Paraíso” – a maioria, críticas pesadas. Fale bem, fale mal, a novela de Walcyr Carrasco deixou feliz o autor e a Globo e gerou o maior buxixo no ano. Entretanto, o post mais repercutido em 2018 foi justamente um elogio à novela: “Cena do julgamento do pedófilo foi a melhor de O Outro Lado do Paraíso” – foram quase 31 mil compartilhamentos só no Facebook.

Em segundo lugar, ficou o texto sobre a estreia da novela “Deus Salve o Rei“, em que chamo Bruna Marquezine de robótica: “Neymar não concordará, mas Marquezine está robótica em Deus Salve o Rei“.
O balanço final de “Malhação, Viva a Diferença“, outro grande sucesso, aparece em 4º lugar: “Malhação discutiu diferenças sem ser piegas, impositiva ou panfletária“.

Veja o ranking dos 10 mais em 2018:

01: “Cena do julgamento do pedófilo foi a melhor de O Outro Lado do Paraíso“;
02: “Neymar não concordará, mas Marquezine está robótica em Deus Salve o Rei“;
03: “Pedofilia na novela das 9 perde foco para polêmica dos psicólogos“;
04: “Malhação discutiu diferenças sem ser piegas, impositiva ou panfletária“;
05: “Novela das 9 exibe cena bonita sobre amor na velhice, mas erra feio depois“;
06: “A Globo extinguiu o Zorra Total e Carrasco o ressuscitou na novela das 9“;
07: “Por que uma novela mediana como Pega Pega conquistou audiência alta?“;
08: “Haja fôlego! Maior qualidade de O Outro Lado é a trama ágil e dinâmica“;
09: “Morte de atriz, nudez na abertura: 12 curiosidades sobre Mulheres de Areia“;
10: “Anã de O Outro Lado não passa de atração grotesca para chamar audiência“.

Agora listo os posts que mais gostei de ter escrito em 2018 e que repercutiram muito bem:

Globo proíbe SBT de reprisar a novela Éramos Seis“;
Carrasco mirou em Nelson Rodrigues e acertou em Sarah Sheeva“;
Tempo de Amar: autor e diretor rebatem críticas à sofrência e protagonistas“;
De estrela mirim a capa da Playboy, relembre a carreira de Isabela Garcia“;
Sem graça e ultrapassado, humor em O Outro Lado só reforça preconceitos“;
Por que as novelas das seis são as melhores?“;
Trama frágil: Deus Salve o Rei é muita embalagem para pouco conteúdo“;
O ano em que a Globo se arrependeu de não transmitir o Carnaval carioca“;
Sob Pressão encerra a 2ª temporada como um dos melhores produtos da TV“;
Cansou das frases irritantes de O Outro Lado? Fizemos um bingo com ela“;
Malu Mulher votaria em Bolsonaro?“;
Série Conselho Tutelar da Record merece mais episódios e temporadas“;
Português é uma língua tão chinfrim, e outras 20 pérolas de Odete Roitman“;
Mais que cinebiografia, Bohemian Rhapsody é um tributo a Mercury e sua arte“;
Como Ana Furtado, 16 famosos que apareceram antes em aberturas de novelas“;
Odiada pela internet no passado, Gabriela Duarte vira o jogo na novela das 6“;
Ator também tem contas para pagar, vide o elenco de O Outro Lado do Paraíso“;
Difícil defender Segundo Sol: é a pior das novelas de João Emanuel Carneiro“;
Sutilmente, O Tempo Não Para discute dívida histórica entre brancos e negros“;
Onde Nascem os Fortes é um ótimo exemplo da mistura de série e novela“;
Tímida ou nervosa, Tatá Werneck se reinventa no Lady Night“;
Em minha cabeça eu já havia saído da TV, diz Regina Volpato do Mullheres“;
85 anos de Eva Wilma: o teste com Hitchcock e outros fatos de sua carreira“;
Grandioso, filme Roma” está na Netflix, mas deveria ser visto no cinema“;
Gosta de rir? Dupla leva às gargalhadas com Teatro Para Quem Não Gosta“.

Também repercutiram as retrospectivas das carreiras das atrizes Eloísa Mafalda, Tônia Carrero e Beatriz Segall, falecidas em 2018:

Relembre a carreira de Eloísa Mafalda, uma das atrizes mais queridas da TV“;
Beatriz Segall não quis mais viver vilãs nem falar de Odete Roitman“;
Ícone do teatro e cinema, Tônia Carrero fez pouca TV, mas deixou sua marca“.

Feliz 2019!

Siga no Facebook – Twitter – Instagram

]]>
0