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50 anos de carreira de Regina Duarte: relembre seus trabalhos na TV – Anos 2000 em diante
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Nilson Xavier

Com José de Abreu em “Desejos de Mulher”

Em 2002, Regina Duarte voltava à TV na pele da estilista Andréa Vargas de Desejos de Mulher, novela de Euclydes Marinho, com direção geral de Denis Carvalho e José Luiz Villamarim. Regina contracenou novamente com Glória Pires. Desta vez, elas eram irmãs, que, a princípio, se odiavam, o que prometia novamente um bom embate entre as atrizes. Mas a esperada dobradinha Regina-Glória não repetiu o sucesso de Vale Tudo, em que elas viveram mãe e filha. Desejos de Mulher capengou na audiência, e a relação de amor e ódio entre Júlia e Andréa acabou não acontecendo porque as irmãs tomaram rumos opostos. De antagonista, Júlia se tornou a mocinha da história. Regina Duarte, por sua vez, viveu uma Andréa Vargas muito sofrida. Além das diferenças com Júlia, descobria que não era filha legítima, foi traída pelo marido (José de Abreu) e por sua amiga Selma (Alessandra Negrini), descobriu o paradeiro da verdadeira mãe e que Selma era sua irmã e queria destruí-la. Por fim perdeu a memória e viu-se novamente com o ex-marido mau-caráter querendo aproveitar-se dela. Uma pena.

Em “Kubanacan”

Em 2003, Regina fez uma participação em Kubanacan, trama de Carlos Lombardi que teve a direção geral de Wolf Maya e Roberto Talma. A novela tinha uma estrutura episódica que permitiu a rápida participação de vários atores ao longo de sua história. Regina entrou para ser a mafiosa Maria Félix, uma mulher perigosa, suspeita de ser a mãe do protagonista Esteban (Marcos Pasquim), já que ela fora amante do pai dele (Werner Schünemann).

Com a menina Joana Mocarzel em “Páginas da Vida”

Depois das Helenas de História de Amor e Por Amor, Regina Duarte viveu sua terceira Helena de Manoel Carlos, em Páginas da Vida (2006-2007), novela com direção geral de Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti. A médica Helena faz o parto da jovem Nanda (Fernanda Vasconcellos), que dá a luz a um casal de gêmeos. A moça não resiste e morre, mas Helena consegue salvar os bebês. No entanto, uma das crianças, portadora de Síndrome de Down, é rejeitada pela avó da moça, Marta (Lília Cabral). A médica decide adotar a criança, Clara (Joana Mocarzel) e faz da menina a razão de sua existência. O dilema de Helena no decorrer da trama era revelar ou não ao pai da criança – Léo (Thiago Rodrigues) – que a filha dele estava viva e era criada por ela. Enquanto isso, Helena era disputada por dois homens que brigavam pelo seu amor: Diogo (Marcos Paulo), uma paixão do passado, e Greg (José Mayer), o ex-marido. Vale destacar as ótimas cenas de Regina com a menina Joana Mocarzel, sua filha com Síndrome de Down na novela.

Com Ana Rosa em “Três Irmãs”

Sabe aquela personagem que não é a protagonista mas sabe o segredo da novela? Assim era “Waldete com W”, vivida por Regina em Três Irmãs (2008-2009), trama de Antônio Calmon com direção geral de Denis Carvalho e José Luiz Villamarim. Regina ia viver Virgínia, a mãe das três irmãs do título, mas a atriz preferiu interpretar a governanta Waldete, alegando ser esta a primeira personagem do tipo em sua carreira (Virgínia ficou a cargo de Ana Rosa). Waldete tinha um quê de Mary Poppins, inclusive no figurino. O guarda-chuva de Waldete, foi sugestão de Regina. Apesar de a personagem da novela ser alto-astral, divertida e amiga de todos, Três Irmãs não fez sucesso.

Em “Araguaia”

Envelhecida e com uma peruca grisalha – foi assim que Regina Duarte apareceu em sua rápida participação no início da novela Araguaia (2010-2011), de Wálter Negrão, com direção geral de Marcos Schechtmann e Marcelo Travesso. Amada no passado pelo vilão Max Martinez (Lima Duarte) – a quem sempre rejeitou -, Antoninha era uma mulher de fibra, mas solitária. Tinha por volta de 70 anos e estava gravemente doente. A chegada de seu único filho, Fernando (Edson Celulari), e a sua morte, com a revelação de um segredo, deram início à trama da novela.

Com Sônia Braga no episódio “A Adúltera da Urca” da série “As Cariocas”

Na série As Cariocas, Regina fez uma participação especial no episódio A Adúltera da Urca, exibido em 23/11/2010, contracenando com Sônia Braga, Antônio Fagundes e Dalton Vigh. A série, baseada na obra de Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta -, tinha texto final de Euclydes Marinho e direção geral de Daniel Filho. A personagem de Regina no programa se chamava Malu, numa homenagem à emblemática atuação da atriz em Malu Mulher (1979-1980), seriado de Daniel Filho. Já o casal vivido por Sônia Braga e Antônio Fagundes em As Cariocas era Júlia e Cacá, numa alusão aos personagens deles na novela Dancin´s Days (1978), dirigida por Daniel. Malu, uma mulher liberada, era a melhor amiga de Júlia, uma mulher atraente, mas muito séria, que confiava cegamente na fidelidade do marido Cacá. Malu influencia Júlia para que ela seja mais livre e moderna.

Como Clô Hayalla em “O Astro”

Concluindo a obra televisiva de Regina Duarte, sua atuação na novela O Astro (2011), remake da famosa trama de Janete Clair, assinada por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro (com a colaboração de Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira), dirigida por Mauro Mendonça Filho, Fred Mayrink, Allan Fiterman e Noa Bressane, com direção de núcleo de Roberto Talma. A interpretação que Regina deu à sua Clô Hayalla – vários tons acima, condizente com a proposta kitsch da novela -, fez o sucesso da personagem, marcada pelas caretas, olhares profundos, atitudes e gestos melodramáticos, figurino exagerado e penteado extravagante. Clô era uma mulher infeliz no casamento com o rico e prepotente Salomão Hayalla (Daniel Filho). Ela procurou carinho nos braços do jovem Felipe (Henri Castelli), um playboy de caráter duvidoso. O assassinato de Salomão mudou os rumos da história. Ao final, o ápice da trama policial com a revelação de que Clô era a principal assassina de Salomão.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 60.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 70.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 80.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 90.

Finalizo essa retrospectiva da carreira televisiva de Regina Duarte com a imagem abaixo (captada na Internet, autor desconhecido) que reproduz uma foto de Clô Hayalla imitando a capa do último álbum de Madonna. Sim, Regina também é diva pop!


Restrospectiva 2011: As Novelas Amadas e Odiadas do Ano
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Nilson Xavier

Ti-Ti-Ti (Globo): a novela de Maria Adelaide Amaral, baseada na obra de Cassiano Gabus Mendes, foi, antes de tudo, uma homenagem a todas as novelas do autor e à telenovela em si. Os aficcionados divertiram-se com as mil e uma referências a novelas antigas e famosas, personagens, tramas e situações. Em minha opinião, a melhor novela de 2010, e está nessa relação porque ela avançou mais de três meses em 2011 (de julho de 2010 a março de 2011).

Araguaia (Globo): a novela de Wálter Negrão foi apresentada metade em 2010 e metade em 2011. As belezas da região do Araguaia, mostradas em HD, foram um chamariz, mas a história de Negrão deixou a desejar. Lima Duarte comentou publicamente que não gostou de seu personagem, o vilão Max. De resto, mais um grande momento de Laura Cardoso, e ótimas cenas com as novatas Flávia Guedes e Luciana Carnielli, que viveram as divertidas empregadas Aspásia e Lurdinha.

Ribeirão do Tempo (Record): a novela de Marcílio Moraes ficou praticamente um ano no ar, apresentada quase metade em 2010 e metade em 2011. O autor conseguiu segurar o seu texto à medida que era solicitado que a trama fosse espichada. A audiência foi constante, não estourou, tampouco fez feio. Mas também não causou burburinho, não chamou a atenção, não deu o que falar. E o que escrever.

Malhação: a fase 2010/2011, escrita por Emanuel Jacobina, não apresentou nada de novo, mas manteve uma audiência regular, que vinha em queda a cada ano. Destaque para a relação do jogador de futebol Maicon (Marcello Melo) com sua simplória mãe Dona Zica (Inez Vianna).

Malhação Conectados: a Globo estreou a nova fase da “novelinha teen” com grande alarde. Trouxe Ingrid Zavarezzi da TV a cabo para roteirizar e lançou a temporada de 2011 prometendo tramas sobrenaturais repletas de mistério e suspense. À medida que a audiência foi caindo, o sobrenatural foi sumindo da história. O alerta vermelho é o aviso de que a fórmula já está desgastada há muito tempo e que nem apelar para o sobrenatural resolve. Um passeio pelo baixo Augusta (em São Paulo) no sábado à noite, daria uma noção da realidade do jovem moderno de uma grande cidade, completamente diferente da juventude pasteurizada e fake do Projac. Além da fraca história, vale destacar que o capítulo de Malhação já começa com a audiência lá embaixo, herdada dos filmes da Sessão da Tarde – não justifica o seu fraco desempenho, mas é uma questão a ser considerada.

Insensato Coração (Globo): a novela escrita por Gilberto Braga, Ricardo Linhares e equipe tinha tudo para ser um estouro. Mas não foi. Primeiro problema detectado: o casal romântico central – Pedro e Marina (Eriberto Leão e Paola Oliveira) – mostrou uma química broxante. Paola bem que tentou, mas fazer a mocinha sofredora é realmente muito difícil, não é para qualquer atriz. Já Eriberto canastrou feio em várias situações. Segundo problema: a novela só deslanchou por volta do centésimo capítulo, quando Norma (Glória Pires) saiu da cadeia e iniciou sua vingança contra Léo (Gabriel Braga Nunes). Até lá, várias participações especiais, tramas rodando soltas, e personagens chatos, como o triângulo Raul-Carol-André (Antônio Fagundes, Camila Pitanga e Lázaro Ramos). Mas a novela teve personagens que caíram no gosto popular: o casal Douglas e Bibi (Ricardo Tozzi e Maria Clara Gueiros), Tia Neném (Ana Lúcia Torre), Eunice (Déborah Evelyn), Natalie Lamour (Deborah Secco) e Cortez (Herson Capri). Vale destacar também a correta abordagem dada pelos autores aos personagens gays da novela. E a monstruosa participação – em todos os sentidos – de Cristiana Oliveira como a presidiária Araci.

Morde e Assopra (Globo) começou mal. Dinossauros e uma Flávia Alessandra robótica não agradaram. A trama do casal romântico central, vivido por Adriana Esteves e Marcos Pasquim, não foi suficiente para chamar a atenção do público para uma história com tantos elementos requentados que Walcyr Carrasco trouxe de novelas anteriores. Foi quando o autor teve a grande sacada: pegou a melhor atriz do elenco e elevou uma trama paralela à categoria de trama central. Assim, a simplória, sofrida e maniqueísta Dulce (Cássia Kiss) foi promovida a protagonista. Destaque também para o confronto entre a Flávia Alessandra robô e a real, um caipira abestado apaixonado por um malandro travestido e a empregada que fica rica a partir da avareza da patroa. Mas tirando Dulce, quem brilhou mesmo nesta novela extremamente popular foi a dupla Áureo e Celeste (André Gonçalves e Vanessa Giácomo) – ele, um gay afetadíssimo e divertido, ela, a vilã safada. Carrasco pôde respirar aliviado: a audiência já estava conquistada.

Cordel Encantado (Globo) – em minha opinião, a melhor novela de 2011 – não teve a audiência da novela das 9, mas o quesito qualidade independe do número de telespectadores sintonizados. A ousadia da novela de Thelma Guedes e Duca Rachid era grande: misturar contos de fadas com cangaço brasileiro. Mas o risco foi pensado: elenco de primeira, fotografia de cinema, direção de arte e figurinos arrebatadores. Mas nem tudo foram flores. A história conquistou, mas cansou: a barriga (aquele momento da novela em que nada acontece) fez o vilão Timóteo (Bruno Gagliasso) e o herói Jesuíno (Cauã Reymond) darem voltas e voltas tal qual um desenho animado de gato e rato. O elenco de coadjuvantes brilhou bonito: Osmar Prado, Marcos Caruso, Zezé Polessa, Débora Bloch, Nathalia Dill, Heloísa Périssé, Mohamed Harfouch, João Miguel e outros.

O Astro (Globo): o remake da clássica novela de Janete Clair – roteirizado por Alcides Nogueira, Geraldo Carneiro e equipe – trouxe uma opção a mais para o fim de noite, com cenas mais picantes e livres da vigília da classificação indicativa pela qual passam as novelas dos demais horários. Cenas com cigarro, violência, sexo, palavrões deram aquela sensação de resgate das novelas de décadas passadas, quando a televisão brasileira era menos careta. O proposital tom acima, em estética e interpretações, soou como uma homenagem ao gênero telenovela, neste ano em que ela completou 60 anos. Regina Duarte brilhou depois de mais de dez anos sem uma personagem à altura de seu talento. Rosamaria Murtinho brilhou também, assim como Marco Ricca e Humberto Martins, em interpretações marcantes. A audiência respondeu a altura e a novela das 11 terá uma nova temporada em 2012 (!). Momento mágico de O Astro: a homenagem à falecida atriz Dina Sfat, em que o personagem de Francisco Cuoco relembra um amor do passado e cenas da primeira versão da novela mesclam com a atual.

Amor e Revolução (SBT): o clipe de lançamento da novela já dava seu tom de desacerto: mais revolução do que amor. A direção capenga, o tom didático do texto (você sabe o significado da sigla DOPS?), interpretações equivocadas, trilha sonora aleatória, pouca ou nenhuma sutileza e muitas cenas de violência gratuita, desanimaram o telespectador. Alguns atores veteranos saíram ilesos: Lúcia Veríssimo, Reynaldo Gonzaga e Claudio Cavalcanti demonstraram segurança em seus papeis. A bela abertura e os depoimentos ao final dos capítulos são dignos de nota. Mas nem um beijo lésbico entre as personagens de Luciana Vendraminni e Gisele Tigre despertou a audiência adormecida do SBT – que, diga-se de passagem, preferiu as reprises das novelas da tarde à trama inédita do horário nobre.

Vidas em Jogo (Record): mexer na estrutura do folhetim é perigoso, mas estimulante. A novela de Cristianne Fridman não tem um protagonista, mas vários: os vencedores da loteria. E no final, o que chama a atenção mesmo são os dramas de cada personagem. Como a taxista estuprada e contaminada pelo vírus da Aids (Simone Spoladore), a mulher que apanha do marido (Lucinha Lins), ou a transexual que esconde – com um lencinho no pescoço – sua condição do filho de criação ingrato (Denise Del Vecchio e Rômulo Arantes Neto). Tramas interessantes com atores à altura. Mas falta a essa novela um borogodó, um charme, ou pelo menos uma melhor divulgação que chame a atenção do “grande público”.  Dica: excesso de cenas de ação cansa.

Rebelde (Record): versão brasileira da novela teen que fez sucesso no Brasil através da versão mexicana da Televisa, apresentada pelo SBT entre 2005 e 2006. Foi o programa que mais sofreu com a grade flutuante da Record. Não há audiência cativa que resista a constantes mudanças de horário. Mas não para Rebelde, ao que parece. Apesar da audiência considerada baixa, e dos horários de exibição voláteis, a novela tem fãs adolescentes que garantem o sucesso dos shows reais da banda da ficção. Isso sem falar da repercussão nas redes sociais, os produtos licenciados e a garantia, por parte da emissora, de uma segunda temporada no ano que vem.

Fina Estampa (Globo): Amada e odiada nas redes sociais, mas amada pelo Brasil na audiência. A novela de Aguinaldo Silva chega a ser um fenômeno se considerarmos audiência x qualidade das novelas anteriores. A resposta é uma só: Fina Estampa foi milimetricamente pensada para atender ao público da “nova classe C”, tão em voga no momento. Definitivamente, essa não é uma novela realista, ou naturalista – como, aliás, a maioria das novelas do autor não é! Fina Estampa não é para ser levada a sério. Cativa pelo humor, voluntário e involuntário, pelo talento de alguns atores, e pelo texto afiado de Aguinaldo, que consegue estruturar sua trama mantendo-a sempre com ganchos interessantes (regra primordial na carpintaria da telenovela). Tem tramas e personagens absolutamente dispensáveis. Mas tem outros muitos bons. Lília Cabral carrega nas tintas com sua Griselda, tão maniqueísta quanto a Dulce de Morde e Assopra. Christiane Torloni e Marcelo Serrado (Tereza Cristina e Crô) fazem uma boa dobradinha quando juntos. Definitivamente, não é uma novela que passa despercebida. E quando se sente atacado, o autor dispara: “o que importa é audiência!”. Para ele e para a Globo.

A Vida da Gente (Globo): a novela mais angustiante da cidade! – como poderia ser interpretada uma resolução do Ministério da Justiça que reclassificou a trama. Este foi o ano das novelas das seis. Completamente diferente da trama anterior – Cordel Encantado -, mas, igualmente, trazendo ares de renovação à nossa teledramaturgia. A novela de Lícia Manzo conquistou fãs pela seriedade, delicadeza e bom gosto de seu texto. Aliados a isso, direção eficiente, fotografia bonita e ótimas interpretações de Fernanda Vasconcellos, Marjorie Estiano, Ana Beatriz Nogueira, Nicette Bruno, Gisele Fróes e Maria Eduarda, com personagens femininas fortes e marcantes. Aliás, esta é uma novela feminina. Os dramas bem que poderiam ser vividos por homens, mas a novela é escrita por uma mulher, para mulheres, sob uma ótica feminina – inclusive no que diz respeito aos personagens masculinos (não é um defeito, apenas uma observação que em nada diminui os louros da novela).

Aquele Beijo (Globo): narrada por um Miguel Falabella sempre inspirador, a sua novela é bonitinha, com um universo peculiar às suas tramas, repleto de personagens ricos e interessantes, alimentados por um texto sempre afiado e original. Mas falta um je ne sais quoi à novela, que a faça deslanchar. A trama principal – do quadrilátero Cláudia-Rubinho-Lucena-Vicente – é fraca para nortear a novela toda. Sabemos que tem uma vilã (Maruschka, de Marília Pêra), mas quem seria a mocinha e o herói? Sarita e Alberto (Sheron Menezes e Herson Capri)? Construir uma novela apenas com tramas soltas é um recurso já usado e que pode ser interessante. Mas em uma novela que pouco empolga, pode ser um problema.