Blog do Nilson Xavier

Arquivo : Canal Viva

Canal Viva substitui a reprise de “Pecado Capital” por “Anjo Mau”
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Nilson Xavier

Glória Pires como a babá Nice em “Anjo Mau” (Foto: Divulgação/TV Globo)

O canal Viva desistiu de reprisar “Pecado Capital”, o remake, escrito por Glória Perez, em 1998, a partir da obra original de Janete Clair. A novela iria substituir “Felicidade”, de Manoel Carlos, na faixa das 15h30. Em seu lugar, entra “Anjo Mau”, o remake, escrito por Maria Adelaide Amaral, em 1997, a partir da obra original de Cassiano Gabus Mendes.

Provavelmente a troca se deu ante a avalanche de reclamações dos assinantes do canal frente a opção por “Pecado Capital”. O que era de se esperar. Com tantas boas opções no acervo da Globo, por que reprisar uma novela que não fez sucesso, não é lembrada e nem era pedida pelo público? Este remake foi lançado como uma promessa, já que era uma adaptação de uma novela clássica de Janete Clair (exibida entre 1975 e 1976) escrita por Glória Perez, conhecida como “pupila” de Janete. Mas na verdade, além de enfrentar rejeição, “Pecado Capital” teve problemas que culminou com uma crise nos bastidores: Carolina Ferraz e Francisco Cuoco, que viviam o par romântico Lucinha-Salviano, se desentenderam. Para acalmar os ânimos, Gloria criou um novo interesse amoroso para Salviano, Laura (vivida por Vera Fischer) – uma personagem que não existia na novela original.

Anjo Mau”, por sua vez, é uma escolha mais acertada. A novela foi sucesso tanto na exibição original, entre 1997 e 1998, quanto em sua reprise no Vale a Pena Ver de Novo, em 2003. Esta é uma adaptação de Maria Adelaide Amaral de outro clássico de nossa Teledramaturgia: a novela homônima de Cassiano Gabus Mendes, originalmente exibida em 1976. Glória Pires e Alessandra Negrini se destacaram em seus papeis: a babá Nice e a vilã Paula, respectivamente. A direção geral foi de Denise Saraceni, com direção de núcleo de Carlos Manga. Maria Adelaide escreveu sob a supervisão de Silvio de Abreu, com a parceria de Bosco Brasil, Vincent Villari e Djair Cardoso. Foi o primeiro trabalho de Vincent na Globo – atualmente, ele e Maria Adelaide assinam a novela das sete, “Sangue Bom”.

 ”Anjo Mau” estreia no canal Viva em 8 de julho, às 15h30 (com reprise à 1 da manhã).

No elenco, também Kadu Moliterno, Leonardo Brício, Maria Padilha, Daniel Dantas, Lília Cabral, Jackson Antunes, Beatriz Segall, José Lewgoy, Ariclê Perez, Cláudio Corrêa e Castro, Regina Dourado, Márcio Garcia, Lavínia Vlasak, Raul Gazola, Mila Moreira, Sérgio Viotti, Mauro Mendonça, Luísa Brunet, Emílio Orciollo, Taís Araújo, Léa Garcia, Luciano Szafir, Bel Kutner, Gabriel Braga Nunes, Luís Salem, Samara Felippo e outros.

Saiba mais sobre “Anjo Mauno site Teledramaturgia.


“As Noivas de Copacabana” é a próxima minissérie a estrear no canal Viva
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Nilson Xavier

Patrícia Pillar e Miguel Falabella em “As Noivas de Copacabana” (Foto: TV Globo)

O canal Viva já tem a minissérie substituta de “Um Só Coração” na faixa das 23h15. É “As Noivas de Copacabana”, originalmente exibida em junho de 1992 (em 16 capítulos).

Uma das minisséries de maior repercussão na década de 1990, “As Noivas de Copacabana” é um thriller policial escrito por Dias Gomes, Ferreira Gullar e Marcílio Moraes, com direção geral de Roberto Farias. Dias baseou-se em uma história real, sobre um assassino que matava suas vítimas vestidas de noiva.

A História

Donato Menezes (Miguel Falabella), um conceituado restaurador de arte, acima de qualquer suspeita, que leva uma vida pacata ao lado da noiva Cinara (Patrícia Pillar), é na realidade um serial killer que usa um método bastante peculiar com suas vítimas: ele as seduz, leva para a praia, pede para colocarem um vestido de noiva, e as estrangula durante o sexo. Donato caça as mulheres pelos classificados de jornal: ele as procura através de anúncios de vestido de noiva. Uma de suas vítimas era conhecida do detetive França (Reginaldo Faria), que fica obcecado em descobrir a identidade do assassino.

No elenco, também Christiane Torloni, Raul Cortez, Hugo Carvana, Yara Lins, Zezé Polessa, Branca de Camargo, Tássia Camargo, Ana Beatriz Nogueira, Ricardo Petráglia, Nelson Dantas, Chica Xavier, Patrícia Perrone, Marcelo Faria e outros.

As Noivas de Copacabana” estreia no Viva em 21 de março, às 23h15.

Saiba mais sobre “As Noivas de Copacabanano site Teledramaturgia.


Canal Viva reprisa minissérie “Um Só Coração” em janeiro
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Nilson Xavier

Ana Paula Arósio como Yolanda Penteado em “Um Só Coração” (Foto: TV Globo)

O Canal Viva estreia em janeiro – na faixa das 23h15 – a minissérie Um Só Coração, escrita por Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, com direção geral de Carlos Araújo e direção de núcleo de Carlos Manga, originalmente apresentada na Globo entre 6 de janeiro e 8 de abril de 2004.

Uma das mais belas produções da TV, a minissérie foi a maior contribuição da Globo para as comemorações dos 450 anos de São Paulo (em 2004). Um Só Coração contou a história da cidade do início da década de 1920 até o ano de 1954, quando aconteceu a Festa do IV Centenário de São Paulo – período escolhido por causa das transformações pelas quais a cidade passou, de potência rural a grande metrópole. Foram abordados, entre outros momentos históricos, a Semana de Arte Moderna, a Revolução de 1924, a crise de 1929, a Revolução de 1932, a adaptação às diretrizes da era Vargas, os ecos do nazismo e do fascismo, os refugiados da Segunda Guerra, a influência americana, e a inauguração da TV no Brasil.

Tramas e personagens reais e fictícios se misturaram ao ser retratada a vida de Yolanda Penteado (Ana Paula Arósio), uma das mais famosas damas da alta sociedade paulistana nos anos 1950, fundadora do Museu de Arte Moderna, ao lado de Ciccillo Matarazzo (Edson Celulari), seu segundo marido. Ela conviveu com personalidades como Santos Dumont (Cássio Scapin), Assis Chateaubriand (Antonio Calloni), Mário de Andrade (Paschoal da Conceição), Anita Malfatti (Betty Gofman), Oswald de Andrade (José Rubens Chachá), Tarsila do Amaral (Eliane Giardini), Menotti Del Picchia (Ranieri Gonzalez), Guilherme de Almeida (Marcelo Várzea) e Pagu (Mírian Freeland). Yolanda fazia parte da família Penteado, uma das famosas “famílias quatrocentonas” (as mais antigas de São Paulo).

A emissora gastou 10,5 milhões de reais na produção da minissérie, com destaque para a direção de arte e a caracterização física dos personagens reais: atores como Paschoal da Conceição e Cássio Scapin – que interpretaram Mário de Andrade e Santos Dumont – ficaram a cara dos originais.

O esmero se repetiu em reconstituições como a da Semana de Arte Moderna de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Cerca de 300 pessoas participaram das gravações e mais de trinta obras de arte foram reproduzidas para a ocasião, de esculturas como “Pietá“, de Victor Brecheret, a pinturas como “O Homem Amarelo“, de Anita Malfatti, e “Mulher com Chapéu” de Di Cavalcanti.

A minissérie foi prorrogada por causa do sucesso no Ibope. Na primeira semana, a atração registrou média de 38 pontos na Grande São Paulo. Na segunda e na terceira, 31 – números considerados ótimos para os padrões da época.

No grandioso elenco, também: Tarcísio Meira, Marcello Antony, Maria Fernanda Cândido, Letícia Sabatella, Cássia Kis Magro, Herson Capri, Leopoldo Pacheco, Ângelo Antônio, Daniel de Oliveira, Júlia Feldens, Selma Egrei, Pedro Paulo Rangel, Cássio Gabus Mendes, Tato Gabus Mendes, Tuna Dwek, Carlos Vereza, Débora Falabella, Leandra Leal, Dira Paes, Murilo Rosa, Renato Scarpin, Erik Marmo, Fernanda Paes Leme, Marcos Winter, Celso Frateschi, Helena Ranaldi, Maria Luisa Mendonça, Ana Lúcia Torre, Mika Lins, Paulo Goulart, Paulo José, Glória Menezes, Ariclê Perez, Chica Xavier, Yoná Magalhães, Mauro Mendonça, Sérgio Viotti e outros.

Estreia no Canal Viva em 7 de janeiro de 2013, às 23h15. A minissérie estará no ar no aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro (a cidade completa 459 anos em 2013).

Saiba mais sobre Um Só Coração no site Teledramaturgia.


Canal Viva vai reprisar a minissérie “Presença de Anita”
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Nilson Xavier

José Mayer e Mel Lisboa em “Presença de Anita” (Foto: TV Globo)

O Canal Viva já tem a minissérie substituta para JK nas noites de segunda a sexta-feira às 23h15: é Presença de Anita, que estreia dia 22 de novembro.

Presença de Anita foi originalmente ao ar entre 7 e 31 de agosto de 2001, em 16 capítulos. Já teve duas reprises: em 2002 e 2005, esta última pelo canal Multishow. Com direção de Ricardo Waddington, Alexandre Avancini e Edgard Miranda, a minissérie foi escrita por Manoel Carlos, a partir do romance de Mário Donato.

A História: Para escapar da rotina de São Paulo, Lúcia Helena (Helena Ranaldi) passa as festas de fim de ano na casa da família, no interior. Ela quer aproveitar o clima familiar para reacender a paixão em seu casamento com Nando (José Mayer), um escritor que vê nas férias a oportunidade de iniciar um novo livro. Em busca de inspiração, ele encontra Anita (Mel Lisboa), a personagem ideal, uma jovem que se mudou para um sobrado onde no passado aconteceu um crime de amor. A garota seduz Nando ao mesmo tempo em que desperta a primeira paixão no adolescente Zezinho (Leonardo Miggiorin). Com os dois, forma um triângulo amoroso que termina de forma trágica.

Presença de Anita teve uma ótima repercussão na época de sua estreia. A escolha para a protagonista foi concorrida. Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida. A estudante Mel Lisboa foi escolhida entre mais de 100 jovens, e não decepcionou: mostrou segurança ao interpretar uma Anita sensual e ao mesmo tempo terna.

Além das cenas de sexo e nudez, a minissérie também ficou marcada pela presença do cigarro. Para o autor, o excesso de cigarros ajudou a compor o perfil destrutivo dos personagens.

Saiba mais sobre Presença de Anita no site Teledramaturgia.


Estreias das reprises de “Da Cor do Pecado” e “Felicidade” movimentam a TV e as redes sociais
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Nilson Xavier

Paco e Preta (Reynaldo Gianecchini e Taís Araújo) em “Da Cor do Pecado” (foto: TV Globo)

A tarde de segunda-feira (24/09) foi de estreias nostálgicas na TV. O Vale a Pena Ver de Novo da Globo voltou a reprisar a novela Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro (direção de núcleo de Denise Saraceni). Originalmente, ela foi ao ar em 2004 e já havia sido reprisada em 2007. Apesar dos vários protestos e reclamações de telespectadores que prefeririam assistir a uma reprise inédita – alguma novela não reprisada antes -, o primeiro capítulo de Da Cor do Pecado bombou no Twitter. Durante toda a apresentação da novela (entre 14h30 e 15h30) a hashtag #DaCorDoPecado esteve em primeiro lugar nos TT´s (os assuntos mais comentados do Twitter). Sinal de que repercutiu bem.

O primeiro capítulo da novela já mostrou os principais personagens e núcleos. Belas imagens do Maranhão serviram de cenário para o início de romance entre Paco e Preta (Reynaldo Gianecchini e Taís Araújo), embalado por canções da trilha sonora.

Já percebemos em Da Cor do Pecado similaridades com personagens que João Emanuel Carneiro usa hoje em sua novela Avenida Brasil: o casal de amantes Bárbara e Kaíke (Giovanna Antonelli e Tuca Andrada) pretende engabelar o ricaço Paco através de uma gravidez – de um filho deles, no caso. Tal qual Carminha e Max (Adriana Esteves e Marcello Novaes) em Avenida Brasil, que fizeram Tufão (Murilo Benício) acreditar que Ágata (Ana Karolina Lannes) era filha de Genésio (Tony Ramos). E a personagem de Karina Bacchi é uma versão amenizada da periguete Suelen (Ísis Valverde): ela escolhe qual dos Sardinhas namorar de acordo com o desempenho dos irmãos lutadores no tatame.

Mário e Helena (Herson Capri e Maitê Proença) em “Felicidade” (foto: TV Globo)

Assim que terminou o primeiro capítulo de Da Cor do Pecado, os noveleiros puderam trocar de canal a tempo de curtir a estreia da reprise de Felicidade, no Canal Viva. De autoria de Manoel Carlos (também direção de núcleo de Denise Saraceni), Felicidade é mais antiga que Da Cor do Pecado: foi ao ar em 1991 e teve uma reprise no Vale a Pena Ver de Novo em 1998.

Em capítulo com menos de uma hora de duração, foi apresentado os protagonistas vividos por Maitê Proença, Herson Capri, Tony Ramos e Vivianne Pasmanter (estreando em novelas). A cidadezinha mineira de Rochedo serviu de locação para a fictícia cidade da novela, Vila Feliz. Em outro núcleo, a ação se passou em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Também vale destacar nesta estreia as presenças das saudosas atrizes Ariclê Perez, Yara Côrtes e Marly Bueno.

O Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo) fez uma grande campanha de lançamento para a estreia de Felicidade, que incluiu banners espalhados pela internet e até em shopping centers, além de uma ampla divulgação através de sua fanpage no Facebook e do perfil oficial do canal no Twitter.


Canal Viva troca a estreia da novela “A Próxima Vítima” por “Renascer”
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Nilson Xavier

Em evento realizado em maio – em comemoração ao seu segundo aniversário -, o Canal Viva divulgou algumas estreias para o segundo semestre de 2012, entre elas, as novelas da tarde, Felicidade e A Próxima Vítima (em substituição às reprises de Top Model e Barriga de Aluguel).

Leia AQUI o texto que escrevi sobre este assunto.

Felicidade já está com chamadas no ar – estreia em 24/09, às 15h30, com reprise à 1h15. A dois meses do término de Barriga de Aluguel, o Viva decidiu mudar: não exibirá mais A Próxima Vítima – apesar de já ter divulgado sua estreia no site do canal. Em seu lugar, entra a novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. O canal nega, ainda, os planos de abrir um quarto horário de novelas em sua grade.

De acordo com o Viva, a mudança ocorreu porque Renascer está entre as novelas mais pedidas pelos assinantes do canal. Por esse motivo, o Viva decidiu antecipar a exibição de Renascer assim que conseguiu a liberação de seus direitos. Mas A Próxima Vítima continua em seus planos: entra no ano que vem, após a exibição de Renascer. Ou, quem sabe ainda, após Que Rei Sou Eu?, que é apresentada à 0h15 (com reprise ao meio-dia do dia seguinte).

Renascer foi originalmente exibida entre março e novembro de 1993 – com uma reprise no Vale a Pena Ver de Novo, entre 1995 e 1996. Com a direção cinematográfica de Luiz Fernando Carvalho, a novela foi a estreia de Benedito Ruy Barbosa no horário nobre da Globo e tornou-se um de seus maiores sucessos. Representou o retorno do autor à emissora após seu êxito com Pantanal, na TV Manchete (em 1990).

Benedito Ruy Barbosa ousou falar sobre hermafroditismo, através da personagem Buba (Maria Luísa Mendonça). Também discutiu o celibato religioso e a questão dos meninos de rua – tema sugerido num congresso da Unicef para autores latino-americanos de telenovelas.

Outro bom motivo para acompanhar a trama é a presença no elenco de Adriana Esteves, que hoje brilha como a vilã Carminha de Avenida Brasil. Sua personagem em Renascer (Mariana) foi o seu primeiro papel de destaque em uma novela, e a atriz foi muito criticada na época por essa atuação.

Renascer narra a saga de José Inocêncio (Leonardo Vieira/Antônio Fagundes), um fazendeiro da zona cacaueira de Ilhéus, Bahia. Ao chegar à região onde vai fazer sua vida, finca um facão aos pés de um frondoso jequitibá. Este gesto passa a ser o símbolo de sua coragem e do sonho de se tornar eterno. Apaixona-se e casa-se com Maria Santa (Patrícia França) e torna-se pai de quatro filhos: José Augusto (Marco Ricca), José Bento (Tarcísio Filho), José Venâncio (Taumaturgo Ferreira) e João Pedro (Marcos Palmeira), o caçula, que perde a mãe no parto.

O fato faz com que Zé Inocêncio desenvolva um relacionamento de ódio com o filho mais novo, com quem vive entrando em conflito. As desavenças aumentam quando Inocêncio, já cinquentão, conquista e casa-se com a namorada de João Pedro, a jovem Mariana (Adriana Esteves). Esta é neta do seu maior desafeto no passado, Belarmino (José Wilker), assassinado de forma misteriosa, onde as suspeitas recaem sobre o próprio Inocêncio.

No elenco, também Patrícia Pillar, Maria Luísa Mendonça, Herson Capri, Eliane Giardini, Luciana Braga, Jackson Antunes, Leila Lopes, Kadu Moliterno, Osmar Prado, Roberto Bomfim, Regina Dourado, Chica Xavier, Luís Carlos Arutim, Paloma Duarte e Fernanda Montenegro (participação na primeira fase), entre outros.

Renascer estreia no Canal Viva em novembro, exibida de segunda a sexta-feira, às 16h30, com reprise às 2h15 da manhã.

Saiba mais sobre Renascer no site Teledramaturgia.

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No centenário de Nelson Rodrigues, Viva reprisa novamente a minissérie “Engraçadinha”
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Nilson Xavier

A partir de quinta-feira, 23 de agosto, o canal Viva volta a reprisar a minissérie Engraçadinha, desta vez em comemoração ao centenário do aniversário do escritor, dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues (nascido no Recife em 23/08/1912 e falecido no Rio de Janeiro em 21/12/1980), autor do romance no qual a minissérie foi baseada.

O Viva já havia apresentado Engraçadinha antes, entre outubro e novembro de 2010 – tal qual acontecera com a minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos, já apresentada pelo canal e re-reprisada neste ano (em fevereiro), em homenagem ao centenário de Jorge Amado, o autor.

Uma boa pedida teria sido a série A Vida Como Ela É…, baseada em contos de Nelson Rodrigues, apresentada originalmente dentro do Fantástico, em 40 episódios, no ano de 1996 (será reprisada no próprio Fantástico a partir de domingo, 26). Mais difícil – por serem programas mais antigos – teria sido o Viva reprisar a minissérie Meu Destino É Pecar, de 1984, ou a novela O Homem Proibido, de 1982, ambas baseadas em romances do Anjo Pronográfico – como era conhecido Nelson Rodrigues.

Engraçadinha foi uma das melhores minisséries apresentadas pela Globo na década de 1990 – direção geral de Denise Saraceni. A história é uma adaptação de Leopoldo Serran do folhetim Asfalto Selvagem: Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados, publicado no jornal Última Hora entre agosto de 1959 e fevereiro de 1960. O texto é o primeiro a ser assinado por Nelson Rodrigues com seu nome verdadeiro.

Ótima adaptação, com personagens inflamados, apaixonados e também toda a postura conservadora e ao mesmo tempo hipócrita da sociedade nas décadas de 1940 e 1960. A minissérie foi marcada pelo rigor na retratação das décadas, desde a fachada das casas até a linguagem própria de Nelson Rodrigues.

Com sequências fortes e impactantes, a minissérie destacou a presença no elenco da então iniciante Alessandra Negrini, que viveu a Engraçadinha jovem. Também um ótimo trabalho de Cláudia Raia (Engraçadinha na segunda fase) e Maria Luísa Mendonça (como Letícia, amiga de Engraçadinha e apaixonada por ela).

O romance já havia rendido versões para o cinema: Asfalto Selvagem (1964) e Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), filmes de J.B. Tanko; e Engraçadinha (1981), de Haroldo Marinho Barbosa, com Lucélia Santos.

Engraçadinha, minissérie em 18 capítulos, entre 23 de agosto e 17 de setembro, de segunda a sexta-feira, às 23h15.

Saiba mais sobre Engraçadinha no site Teledramaturgia.


“A Próxima Vítima” e “Felicidade” são as próximas novelas reprisadas no Canal Viva
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Nilson Xavier

Em evento realizado na manhã desta terça-feira (15/05) em São Paulo – em comemoração aos seus dois anos de existência – o Canal Viva divulgou as suas próximas estreias de novelas: Felicidade (substituindo Top Model, às 15h30), e A Próxima Vítima (substituindo Barriga de Aluguel às 16h30 – as novelas têm horários alternativos nas madrugadas).

Felicidade – novela de Manoel Carlos, escrita por ele e Elizabeth Jhin, com direção geral de Denise Saraceni – foi ao ar originalmente entre outubro de 1991 e maio de 1992 (com uma reprise no Vale a Pena Ver de Novo em 1998). Marcou o retorno definitivo de Maneco à Globo, depois de quase dez anos afastado da emissora. Maitê Proença viveu a segunda das Helenas do autor. Foi a primeira novela de Vivianne Pasmanter, estreando com um papel importante, a antagonista Débora, que dividia com Helena o amor de Álvaro (Tony Ramos). Helena, por sua vez, era também disputada pelos personagens de Herson Capri e Marcos Winter. Também se destacaram as então crianças Tatyane Fontinhas Goulart (como Bia, a filha de Helena e Álvaro) e Eduardo Caldas (como Alvinho, filho de Álvaro e Débora). Ainda no elenco Laura Cardoso, Othon Bastos, Esther Góes, Yara Côrtes, Umberto Magnani, Ariclé Perez, Monique Cury, Edney Giovenazzi, Milton Gonçalves e outros.

A Próxima Vítima – novela de Silvio de Abreu, escrita por ele, Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, com direção geral de Jorge Fernando – foi ao ar entre março e novembro de 1995 (com reprise no Vale a Pena Ver de Novo em 2000). O grande sucesso daquele ano, a novela – essencialmente policial – inovou ao despertar a atenção do telespectador não somente pelo mistério da identidade do serial killer da história, mas também pela expectativa sobre qual personagem seria a próxima vítima do assassino. Grande destaque para a família Ferreto, encabeçada por Filomena (Aracy Balabanian), com a sobrinha maléfica Isabella (Cláudia Ohana), o cunhado Marcelo (José Wilker), as irmãs Francesca (Tereza Rachel), Carmela (Yoná Magalhães) e Romana (Rosamaria Murtinho). No elenco, também Tony Ramos, Susana Vieira, Natália do Valle, Vivianne Pasmanter, Marcos Frota, Lima Duarte, Paulo Betti, Gianfrancesco Guarnieri, Cecil Thiré e outros. Resta saber qual dos finais gravados será o apresentado no Viva, já que no Vale a Pena Ver de Novo e no mercado internacional o assassino (e o desfecho da história) não era o mesmo da apresentação original da novela.

O Viva também anunciou a apresentação do seriado Delegacia de Mulheres (de 1990) e (novamente) da minissérie Chiquinha Gonzaga, de Lauro César Muniz (de 1999).

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Saiba mais sobre A Próxima Vítima no site Teledramaturgia.


Canal Viva reprisa a minissérie “Os Maias”
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Nilson Xavier

O canal Viva reprisa a partir de terça-feira, dia 06/03, Os Maias, às 23h15. A minissérie é uma adaptação de Maria Adelaide Amaral a partir de três romances do escritor português Eça de Queiroz: Os Maias (que dá nome à atração), A Relíquia e O Capital. João Emanuel Carneiro e Vincent Villari assinaram o roteiro com a autora. A direção foi de Emílio Di Biasi e Del Rangel, com direção geral de Luiz Fernando Carvalho.

Os Maias foi apresentada na Globo entre janeiro e março de 2001, em 42 capítulos. Em 2004, foi lançada em DVD, que contem apenas o núcleo principal, o do romance Os Maias. Os núcleos de A Relíquia e O Capital foram suprimidos na edição em DVD – lamentavelmente.

A minissérie foi uma coprodução da Globo com o canal de TV português SIC. A história se passa em Portugal, no século XIX. E, para lá, a Globo mandou uma equipe para gravar durante cinco semanas. O investimento foi alto: cada capítulo teve um custo de R$ 200 mil.

A aposta foi grande, mas a repercussão não esteve à altura. Dos 35 pontos no Ibope esperados (padrão da época), Os Maias fechou com uma média geral de 15 pontos. Um dos principais motivos que afugentou parte do público foi a linguagem usada na narrativa: erudita e lenta. A autora manteve os diálogos originais do livro, e o diretor levou, praticamente, duas semanas para apresentar os personagens da primeira fase da história.

Por outro lado, a qualidade da obra é inquestionável. Luiz Fernando Carvalho – mais uma vez – abusou da arte cênica para incrementar a produção: fotografia, cenários, figurinos e direção de arte impecáveis. A trilha sonora, com produção de André Sperling, contou com a gravação especial de uma peça sinfônica inédita, feita pelo maestro John Neschling, que regeu uma orquestra de 90 integrantes. E, ainda, músicas do grupo português Madredeus.

O elenco, de primeira linha, rendeu atuações marcantes, entre outros, de Walmor Chagas, Leonardo Vieira, Fábio Assunção, Ana Paula Arósio, Selton Mello, Matheus Nachtergaele, Myrian Muniz e Simone Spoladore, estreante em televisão (recém-saída do filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho). Raul Cortez teve uma participação especial, narrando a história em off, como se fosse o próprio Eça de Queiróz a contar a história.

Publicado em 1888, o romance Os Maias é um retrato da decadência da aristocracia portuguesa na segunda metade do século XIX. Os puristas da obra de Eça de Queiroz não gostaram do desfecho que Maria Adelaide Amaral deu à história. No livro, quem dá a notícia a Carlos Eduardo (Fábio Assunção) de que sua amante, Maria Eduarda (Ana Paula Arósio), é sua irmã – é Vilaça (Ewerton de Castro), velho amigo da família. Na minissérie, a autora fez ressurgir a mãe dos irmãos, Maria Monforte, já velha, para o desfecho da história – participação de Marília Pêra em uma das mais belas e fortes sequências da minissérie.

Os Maias foi uma minissérie grandiosa. Sua qualidade – e linguagem cinematográfica – é comparada às produções da BBC de Londres. Poderia ter passado no cinema, mas passou na televisão. Poderia ser uma produção da BBC, mas foi feita pela Globo. Poderia ter sido um campeão de audiência, mas não.

Saiba mais sobre a minissérie Os Maias no site Teledramaturgia.