Blog do Nilson Xavier

Arquivo : junho 2012

Nos 42 anos da estreia de “Irmãos Coragem”, relembre tramas e personagens da novela
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Nilson Xavier

Nesta semana a novela Irmãos Coragem completa 42 anos de sua estreia. Uma das mais marcantes obras de nossa Teledramaturgia, a trama – escrita por Janete Clair, com direção de Daniel Filho e Milton Gonçalves – foi importante por ter sido a divisora de águas no processo da hegemonia da audiência da TV Globo. Pela primeira vez, uma novela da emissora carioca conquistava a audiência nacional – o que nunca mais deixou de acontecer desde então, com exceção de alguns poucos casos isolados.

Irmãos Coragem é uma das mais longas novelas já produzidas pela Globo: com 328 capítulos, ficou no ar de 29 de junho de 1970 a 15 de julho de 1971. E também é lembrada por ter sido a primeira novela em que os homens assumiram que acompanhavam, por causa de sua trama masculina que misturava faroeste e futebol.

No ano passado, a Globo Marcas lançou no mercado o box da novela, com oito DVDs. Analisando o DVD, a impressão que se tem é que a TV do comecinho da década de 1970 – ainda em preto e branco – era muito, muito ingênua. E considerando a repercussão de Irmãos Coragem na época, seu público só podia ser muito ingênuo também, para embarcar naquela fantasia.

A fantasia que me refiro não é a história em si – muito boa, empolgante, bem conduzida, coerente na maioria das vezes, com tramas paralelas interessantes que se unificavam com a história central. Falo da realização da novela, sua produção e direção. Irmãos Coragem mistura cenas dignas de imagens conceituais de cinema com algumas das sequencias mais toscas já vistas na televisão.

O cinema fazia sucesso com filmes de bang-bang. Os italianos haviam criado seu estilo próprio neste segmento, o “western spaguetti”. A inspiração para Irmãos Coragem veio destes filmes, americanos e italianos. Proscritos, justiceiros a cavalo, muito tiroteio e o tempero brasileiro fizeram da novela o que se convencionou chamar de “faroeste caboclo”.

A história é bem brasileira, mas os arquétipos do faroeste estão todos lá. O justiceiro honesto, puro de coração e ingênuo, na figura do mocinho João Coragem (Tarcísio Meira), que desacreditado com o sistema, resolve fazer valer sua própria justiça, com a melhor das boas intenções. O vilão Pedro Barros (Gilberto Martinho), no estilo dos “coronéis” do sertão brasileiro, poderoso, arrogante, se julgando o dono da região e, portanto, fazendo valer a sua própria lei. A mocinha sofredora – que no caso sofre porque é doente: Lara (Glória Menezes) tem outras duas personalidades e enlouquece João Coragem de amor e dúvida.

E é no faroeste que Irmãos Coragem peca, com cenas de luta e tiroteio mal feitas, mal dirigidas, toscas no sentido exato da palavra. E não são assim por precariedade de recursos técnicos ou da época. A TV brasileira já apresentara produções do requinte do cinema na TV Excelsior, nos anos 60 – com novelas históricas como O Tempo e o VentoAs Minas de Prata e A Muralha. A impressão que passa é que as cenas foram gravadas assim de propósito, como se para imprimir um estilo próprio na novela, um faroeste caboclo, brasileiro e tosco.

Mas isso em nada diminui a obra. Pelo contrário, a deixa divertida. E chega a ser um contraponto muito grande, pois a novela tem outras cenas muito bem dirigidas, com atores em grandes interpretações e tomadas cinematográficas. Percebe-se o uso excessivo de closes fechados, recurso para disfarçar cenários pequenos, prática comum na época. E a trilha sonora incidental é toda “chupada” de filmes de faroeste.

O que salta aos olhos na novela é a direção de atores e a interpretação de seu elenco. Até atores menos conhecidos, ou que nos acostumamos a ver em papeis menores, tem em Irmãos Coragem grandes momentos. Pode-se dizer que Carlos Eduardo Dolabella (Delegado Falcão), Ênio Santos (Dr. Maciel), Ana Ariel (Domingas), José Augusto Branco (Rodrigo César) e Dary Reis (Lázaro) tiveram nesta novela os seus melhores papeis na televisão.

Também um grande momento para Tarcísio Meira (João Coragem), Glória Menezes (Lara/Diana/Márcia), Cláudio Cavalcanti (Jerônimo Coragem), Lúcia Alves (Potira), Regina Duarte (Ritinha), Emiliano Queiroz (Juca Cipó), Neuza Amaral (Branca) e Suzana Faini (Cema). Até Sônia Braga, novinha, em sua estreia em novelas, transmitiu segurança em cenas fortes de sua personagem Lídia.

Mas de todo o elenco, as melhores performances são de Gilberto Martinho e Zilka Salaberry. Martinho mostra uma interpretação visceral de seu vilão Pedro Barros. O personagem é um homem rude e odioso, quase selvagem, mas, ao mesmo tempo, humano, capaz de demonstrar afeto pelo filho bastardo (Juca Cipó), provando a dualidade do ser humano. A Sinhana de Zilka Salaberry é, por sua vez, a personificação da “mãe coragem”, capaz de tudo para proteger sua prole. A atriz se entregou totalmente à personagem. Com o olhar, revelava toda a ternura de uma mulher rude, batalhadora e sofrida.

Cenas marcantes:

 - João encontrando seu diamante – cena já repetida várias vezes na TV -, em uma tomada escura e claustrofóbica. Foi a primeira vez que a música tema da novela tocou na versão cantada, interpretada por Jair Rodrigues. Até então, o tema de abertura era uma versão instrumental da música.

- A primeira vez que ficou visível para o público que Lara era Diana – havia o mistério: eram a mesma pessoa ou mulheres distintas? Na sequência, a câmera faz um close fechado no rosto de Glória Menezes, que cobre a tela inteira, e a atriz passa de uma a outra personagem apenas mudando a expressão facial. A trilha sonora ajuda a dar o clima.

- Jerônimo Coragem é um dos melhores personagens da novela, talvez o mais rico de todos. Claudio Cavalcanti tem sequências memoráveis. Como o acerto de contas com Lídia, sua mulher, em que ela acaba baleada. Uma cena de discussão longa, tensa, marcada pela ótima interpretação dos atores.

- Em represália a João Coragem, os homens de Pedro Barros batem em Sinhana e a levam até a cidade puxada por um cavalo, amarrada a uma corda. Aos olhos de hoje, a sequência chega a ser cruel.

- O “sonho” de Ritinha. Na verdade ela é dopada enquanto Juca, disfarçado numa fantasia, rouba a chave do cofre da prefeitura. O que se vê na tela é a retratação de uma viagem de ácido. Não era para menos, aqueles eram tempos do LSD. A câmera é deformada num vai-e-vem constante e enjoativo, em que Ritinha é envolvida por uma criatura disforme, numa dança alucinógena. Podia beirar o tosco, mas não. Com um simples recurso de deformação da imagem, a sequência consegue passar para o público a dúvida da personagem: era real o que estava acontecendo ou um delírio de sua cabeça?

- O aborto de Potira. Assim como a viagem de ácido (ou o “sonho” de Ritinha) que fica subentendida para o público, também o aborto de Potira não é claro. Drogas e aborto eram temas por demais delicados para se tratar na televisão daqueles tempos. Para todos os efeitos, a índia Indaiá (Jurema Penna) prepara uma espécie de “ritual religioso” para que a criança que Potira espera “suma”. Mas é evidente que a índia velha deu à jovem algum chá abortivo.

- O casamento de Juca Cipó, numa referência a O Bem Amado, a peça de Dias Gomes, marido de Janete Clair. O Bem Amado ainda não havia sido adaptado para a televisão, e antes de Dirceu Borboleta ser obrigado a se casar com sua amada por ela estar grávida, Juca Cipó também se viu na mesma situação – com o agravante de que os personagens das duas novelas foram vividos pelo mesmo ator, Emiliano Queiroz.

- A sequência em que a câmera segue mostrando um rio e para na imagem de Gloria Menezes sentada em uma pedra. Por trás de uma árvore, é possível ver Tarcísio Meira parado, quando, do nada, ele sai e grita por Lara. A impressão que ficou é que o “gravando” começou antes do diretor dar a ordem. Ou a imagem de Tarcísio Meira vazou e ele foi focalizado antes do tempo.

- A cena da perseguição ao trem, em que os homens do bando de João Coragem tentam resgatá-lo. Chega a ser risível de tão tosco que é o efeito final que aparece na tela. Não dá para descrever, só vendo!

Enfim, o DVD de Irmãos Coragem é, acima de tudo, o registro de um tempo em que a telenovela ainda não havia entrado no esquema industrial. Por mais mal acabadas que algumas passagens possam parecer aos olhos de hoje, é nítida a garra de um grupo de profissionais que se valia do talento acima de qualquer recurso tecnológico. Indispensável para quem aprecia o gênero, diversão garantida para nostálgicos ou para os mais jovens que querem saber mais da história da nossa televisão.

Saiba mais sobre Irmãos Coragem no site Teledramaturgia.


“Selva de Pedra” completa 40 anos
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Nilson Xavier

Há exatos quarenta anos a Globo lançava uma das novelas de maior sucesso da TV brasileira: Selva de Pedra, escrita por Janete Clair, com direção de Daniel Filho – substituído depois por Reynaldo Boury e Walter Avancini, então estreando na Globo.

Selva de Pedra foi a quarta de uma série de novelas consecutivas que Janete escreveu para o horário das oito da Globo. Entre novembro de 1969 e janeiro de 1973, a autora escreveu, ininterruptamente: Véu de Noiva, Irmãos Coragem (sendo esta uma das mais longas novelas da emissora), O Homem que Deve Morrer e Selva de Pedra.

A novela foi baseada no romance “Uma Tragédia Americana”, de Theodore Dreiser, que já havia rendido dois filmes em Hollywood: o primeiro, em 1931, de Joseph Von Sternberg, com o mesmo título do romance original, com Sylvia Sidney, Philips Holmes e Frances Dee. E o segundo, o filme “Um Lugar ao Sol”, em 1951, de George Stevens, com Shelley Winters, Montgomery Clift e Elizabeth Taylor.

Na TV, o triângulo amoroso central foi vivido por Regina Duarte (Simone), Francisco Cuoco (Cristiano) e Dina Sfat (Fernanda), numa interpretação marcante. Outro ator que brilhou no elenco foi Carlos Vereza, que deu vida ao malandro Miro, um tipo de caráter duvidoso, mas extremamente carismático, que caiu no gosto do público.

O ponto de partida é o mesmo da história original: rapaz pobre (Cristiano) se casa com moça pobre (Simone), mas conhece moça rica (Fernanda) e fica dividido entre as duas, pensando na possibilidade de matar a jovem pobre para viabilizar seu casamento com a rica. Mas a censura do Regime Militar da época obrigou a autora a mudar seu roteiro: o mocinho não poderia se casar com a rica porque já era casado com a pobre – mesmo ele pensando que a pobre estivesse morta. Janete Clair teve que inutilizar 22 capítulos e várias cenas foram regravadas.

Na história, Miro convencia Cristiano de que, para ele se casar com Fernanda, era preciso se livrar de Simone. Miro se encarregou do serviço e, numa perseguição, o carro de Simone caiu num precipício – uma das sequências mais marcantes da novela. Cristiano, em crise de consciência, não conseguiu se casar com Fernanda, abandonando-a no altar.

Mas Simone sobreviveu. Ela preferiu que todos continuassem achando que estava morta e partiu para o exterior com outra identidade, Rosana. Em seu retorno ao Brasil, Cristiano não acreditou na farsa e tentou se reaproximar da ex-mulher, que se tornara uma artista plástica famosa. Enquanto isso, Fernanda, enlouquecida, fazia de tudo para destruir seus desafetos, Cristiano e Simone.

A mudança de rumos acabou gerando novos desfechos para Selva de Pedra, que fez com o público ficasse cada vez mais vidrado na trama. O capítulo 152, apresentado em 04/10/1972, registrou incríveis 100% de audiência no Ibope, pelo menos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.  Foi o capítulo em que Rosana, ou melhor, Simone, era desmascarada por Cristiano, na polícia.

Selva de Pedra foi ao ar originalmente entre abril de 1972 e janeiro de 1973, e reprisada em 1975, em forma compacta, também às oito da noite, cobrindo a censura de Roque Santeiro, que havia sido impedida de ir ao ar em sua estreia. Enquanto a Globo providenciava uma novela substituta (Pecado Capital), a emissora optou por reprisar Selva de Pedra, que, mesmo fresquinha na memória dos telespectadores, voltou a fazer sucesso. Em 1986 foi ao ar o remake da novela, com Fernanda Torres (Simone), Tony Ramos (Cristiano), Christiane Torloni (Fernanda) e Miguel Falabella (Miro).

Selva de Pedra é uma representante da era da inocência da televisão brasileira, em que o talento de seus profissionais se contrapunha aos parcos recursos técnicos da época e a um público muito diferente do de hoje em dia. Sob a vigilância do governo do Regime Militar, a TV evitava a dura realidade através de uma história extremamente sedutora e envolvente – como bem citou Ismael Fernandes em seu livro “Memória da Telenovela Brasileira”:

“O país vivia a fase do “milagre brasileiro” e com prazer se reunia à frente da televisão para assistir a vitória do bem sobre o mal, como mostrou o último capítulo. Acontecia um milagre na vida de Cristiano e Simone. Eles voltavam a se entender como nos duros tempos, mas não eram mais os mesmos. Agora eles se amavam envolvidos pelo dinheiro ao sabor do sucesso pessoal. Era o milagre brasileiro mesmo!”

Para finalizar, a música Rock and Roll Lullaby, gravada por B. J. Thomas, embalou o romance do casal protagonista e virou um fenômeno nas rádios, tornando-se um dos temas musicais mais marcantes de nossa TV.

Saiba mais sobre Selva de Pedra no site Teledramaturgia.


Nomes esdrúxulos de personagens invadem as novelas
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Nilson Xavier

Parece que as novelas atuais estão apostando em nomes esquisitos de personagens para chamar a atenção do público. A nova estreia da Globo, Avenida Brasil, já se destaca por isso: Muricy (Eliane Giardini), Begônia (Carol Abras), Olenka (Fabíula Nascimento), Tessália (Débora Nascimento), Bervely (Luana Martau),  Darkson (José Loreto).

Miguel Falabella, no ar com Aquele Beijo, não deixa por menos: Maruschka (Marília Pêra), Locanda (Stella Miranda), Belezinha (Bruna Marquezine), Íntima (Elizângela), Grace Kelly (Leilah Moreno), Eveva (Maria Gladys), Ana Girafa (Luís Salém), Brites (Maria Vieira), Mirta (Jacqueline Laurence), Taluda (Priscila Marinho).

Em Fina Estampa, Aguinaldo Sillva também usou do expediente, a começar com a protagonista, Griselda (Lília Cabral). Também Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado), Zambeze (Totia Meirelles), Wallace Mu (Dudu Azevedo).

Aguinaldo e Falabella são os autores que mais frequentemente batizam personagens assim, usando toda sorte de nomes e apelidos estranhos, ou que “soam diferente” aos nossos ouvidos.

Aguinaldo Silva

Índia do Brasil (Yoná Magalhães em O Outro, 1987)
Glorinha da Abolição (Malu Mader em O Outro, 1987)
Rubra Rosa (Susana Vieira em Fera Ferida, 1993-1994)
Ipiranga Pitiguari (Paulo Betti em A Indomada, 1998)
Uálber Cañedo (Diogo Vilela em Suave Veneno, 1999)
Crescilda (Gottsha em Senhora do Destino, 2004-2005)
os irmãos Leidi Daiani e Maikel Jecson das Neves (Jéssica Sodré e Agles Steib em Senhora do Destino, 2004-2005)
Juvenal Antena (Antônio Fagundes em Duas Caras, 2007-2008)
Evilásio Caó (Lázaro Ramos em Duas Caras, 2007-2008)
Benoliel (Armando Babaiaoff em Duas Caras, 2007-2008).

Miguel Falabella

Sexta-Feira (Mara Manzan em Salsa e Merengue, 1996-1997)
Zé Bisonho (Luís Guilherme em A Lua Me Disse, 2005)
Sulanca (Diva Pacheco em A Lua Me Disse, 2005)
Zelândia (Maria Zilda em A Lua Me Disse, 2005)
Dona Roma (Miguel Magno em A Lua Me Disse, 2005)
Adail (Bia Nunnes em A Lua Me Disse, 2005)
Talarico (Luís Salém em A Lua Me Disse, 2005)
Morcega (Sylvia Massari em A Lua Me Disse, 2005)
Samovar de Santa Luzia (Cássio Scapim em A Lua Me Disse, 2005)
Dona Gôndola (Thelma Reston em A Lua Me Disse, 2005)
Bozena (Alessandra Maestrinni em Toma Lá Dá Cá, 2007-2009)
Dona Álvara (Stella Miranda em Toma Lá Dá Cá, 2007-2009)
Seu Ladir (Ítalo Rossi em Toma Lá Dá Cá, 2007-2009)
Zé Boneco (Frederico Reuter em Negócio da China, 2008-2009)
Flor-de-Liz (Bruna Marquezine em Negócio da China, 2008-2009)
Tozé (Dudu Pelizzari em Negócio da China, 2008-2009)
Lucivone, Aldira e Lausane (Maria Galdys, Débora Olivieri e Josie Antello em Negócio da China, 2008-2009).

Mas essa prática é antiga. O casal de novelistas Dias Gomes e Janete Clair eram peritos em inventar nomes “sonoros” para os personagens de suas tramas.

Dias Gomes

Jovelino Sabonete (Felipe Carone em Bandeira Dois, 1971-1972)
Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo em O Bem Amado, 1973)
Zeca Diabo (Lima Duarte em O Bem Amado, 1973)
Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz em O Bem Amado, 1973)
as irmãs Cajazeiras (Ida Gomes, Dorinha Duval e Dirce Migliaccio em O Bem Amado, 1973)
Lazinha Chave-de-Cadeia (Betty Faria em O Espigão, 1974)
Professor Aristóbulo (Ary Fontoura em Saramandaia, 1976)
Dona Redonda (Wilza Carla em Saramandaia, 1976)
Rudi Caravagglia (Jardel Filho em Sinal de Alerta, 1978-1979)
Viúva Porcina (Regina Duarte em Roque Santeiro, 1985-1986)
Florindo e Pombinha Abelha (Ary Fontoura e Eloisa Mafalda em Roque Santeiro, 1985-1986)
Tony Carrado (Nuno Leal Maia em Mandala, 1987-1988)
Aristênio Catanduva, o Araponga (Tarcísio Meira em Araponga, 1990-1991)
Tião Socó (José Wilker em O Fim do Mundo, 1996).

Janete Clair

Pedro Azulão (Juca de Oliveira em Fogo Sobre Terra, 1974)
Herculano Quintanilha (Francisco Cuoco em O Astro, 1977-1978)
Salomão Hayalla (Dionísio Azevedo em O Astro, 1977-1978)
Ana Preta (Gloria Menezes em Pai Herói, 1979)
André Cajarana (Tony Ramos em Pai Herói, 1979)
Juca Pitanga (Tarcísio Meira em Coração Alado, 1980-1981)
Maria Faz-Favor (Aracy Balabanian em Coração Alado, 1980-1981)
Luana Camará (Regina Duarte em Sétimo Sentido, 1982)
Rudi Rivoredo (Carlos Alberto Riccelli em Sétimo Sentido, 1982)
Lucas Cantomaia (Francisco Cuoco em Eu Prometo, 1983-1984)
Horácio Ragner (Walmor Chagas em Eu Prometo, 1983-1984).

Você lembra de outros nomes esquisitos de personagens de novelas?