Blog do Nilson Xavier

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No Dia dos Pais, relembre pais inesquecíveis das novelas
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Nilson Xavier

André Cajarana (Tony Ramos) com o avô (Lima Duarte) – Pai Herói (1979)

Carinhosos ou severos, modernos ou antiquados, legítimos ou adotivos, a teledramaturgia brasileira já nos apresentou pais de todos os tipos. Relembre alguns que marcaram a nossa TV.

A novela Pai Herói (1979) foi um grande sucesso de Janete Clair, e contava a história de André Cajarana (Tony Ramos), um jovem que luta para limpar o nome de seu falecido pai, conhecido como um contraventor.

Papai Coração (1976) era uma trama importada de Abel Santa Cruz que contava a história da doce relação do paizão Mário (Paulo Goulart) com a filha pequena Titina (Narjara Turetta), que conversava com o espírito de sua falecida mãe. A mesma história foi apresentada no SBT em 2001, Carinha de Anjo, numa produção mexicana.

Carlos Lombardi foi um dos autores que melhor retratou a relação pai e filhos em novelas, sempre famílias problemáticas, com pais separados, mas filhos muito amorosos. Como o Seu Tico (Sebastião Vasconcelos), pai de Tonhão, Rei e Rico (José de Abreu, Guilherme Leme e Guilherme Fontes) em Bebê a Bordo (1988-1989); Lupércio (Claudio Marzo), pai de Lenin, Fidel e Mussolini (Humberto Martins, Marcello Novaes e Luciano Vianna) em Vira-lata (1996); e Giácomo (Elias Gleizer), pai de Lance e Tadeu (Marcos Pasquim e Rodrigo Lombardi) em Pé na Jaca (2007).

Era Uma Vez… (1998) – claramente inspirada no filme A Noviça Rebelde – apresentou o viúvo Álvaro que se apaixonava pela nova governanta Madalena (Drica Moraes) e tinha o total apoio dos filhos pequenos Glorinha, Zé Maria, Marizé e Fafá (Luiza Curvo, Alexandre Lemos, Alessandra Aguiar e Pedro Agum).

Salviano Lisboa (Lima Duarte) – Pecado Capital (1975-1976)

Salviano Lisboa, personagem inesquecível de Lima Duarte na novela Pecado Capital (1975-1976), de Janete Clair, era um pai viúvo e solitário que sonhava com a união de sua prole: Vitória, Vicente, Vilma, Vinícius, Válter e Virgílio (Theresa Amayo, Luiz Armando Queiroz, Débora Duarte, Marco Nanini, João Carlos Barroso e Lauro Góes).

O melhor de Coração de Estudante (2002) era a relação afetuosa entre o professor Edu e seu filho pequeno, Lipe (Pedro Malta), que ele criou praticamente sozinho.

Hipertensão (1986-1987) tinha como mote central a história da bela Carina (Maria Zilda) que desconhecia a identidade de seu pai, até conhecer três velhinhos, que passaram a disputar sua atenção: Candinho, Napoleão e Romeu (Paulo Gracindo, Cláudio Corrêa e Castro e Ary Fontoura). Um deles era seu pai, e o mistério foi desvendado no último capítulo, quando Carina descobriu, teve uma conversa em particular com cada um e ficou claro que sua emoção era maior com Romeu.

Gaspar (Nuno Leal Maia) e os filhos – Top Model (1989-1990)

Um dos destaques da trama de Top Model (1989-1990) era a relação do surfista quarentão Gaspar com seus cinco filhos, de mães diferentes: Elvis Presley, Olivia Newton-John, Jane Fonda, Ringo Starr e John Lennon (Marcelo Faria, Gabriela Duarte, Carol Machado, Henrique Farias e Ígor Lage).

Entre 1991 e 1992, o SBT apresentou a série Grande Pai que mostrava as dificuldades do estressado viúvo Arthur (Flávio Galvão) em educar suas três filhas, de idades diferentes: Jô, Ana e Flor (Patrícia Lucchesi, Paloma Duarte e Vanessa Rubi).

Na novela Bambolê (1987-1988), Álvaro (Cláudio Marzo) era um pai relapso nas coisas práticas da vida, quase irresponsável, um mulherengo inveterado, mas amoroso na relação com suas três jovens filhas: Ana, Yolanda e Cristina (Myrian Rios, Thaís de Campos e Carla Marins).

A prole do Capitão Jonas Rocha (Reginaldo Faria) – Vamp (1991-1992)

Em Vamp (1991-1992), o capitão reformado Jonas Rocha (Reginaldo Faria) era um viúvo com seis filhos – Lipe, João, Jade, Nando, Isa e Tico (Fábio Assunção, Pedro Vasconcelos, Luciana Vendraminni, Henrique Farias, Fernanda Rodrigues e José Paulo Jr.) – que viu a família aumentar quando se casou com Carmem Maura (Joana Fomm), também viúva  e mãe de seis filhos  – Lena, Scarleth, Rubinho, Dorothy, Leon e Sig (Daniela Camargo, Bel Kutner, Aleph Del Moral, Carol Machado, Rodrigo Penna e João Rebello).

Benedito Ruy Barbosa é outro autor que já retratou muito bem dramas familiares envolvendo pai e filhos. Em Pantanal (1990), José Leôncio (Cláudio Marzo) era um pecuarista do Mato Grosso às voltas com o filho criado na cidade grande, Jove (Marcos Winter) e que, ao longo da história, se descobriu pai de dois outros filhos, Tadeu (Marcos Palmeira), que sempre esteve de seu lado, e o misterioso Zé Lucas de Nada (Paulo Gorgulho).

Em Renascer (1993), Zé Inocêncio (Antônio Fagundes) tinha uma difícil relação com seu filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), a quem ele culpava -  veladamente – da morte de sua mulher, Maria Santa – morta no parto de João Pedro. A situação se complicou quando Zé Inocêncio passou a disputar com o filho o amor da jovem Mariana (Adriana Esteves). O Painho, como era conhecido Zé Inocêncio, tinha outros três filhos, José Augusto, José Bento e José Venâncio (Marco Ricca, Tarcísio Filho e Taumaturgo Ferreira).

Totó (Tony Ramos) com dois de seus filhos – Passione (2010)

Em Passione (2010), a vida de Totó (Tony Ramos), que morava na Itália com seus quatro filhos – Adamo, Agnelo, Agostina e Alfredo (Germano Pereira, Daniel de Oliveira, Leandra Leal e Miguel Roncato) – mudava drasticamente quando foi procurado pela sua mãe, que ele não conhecia, Bete Gouveia (Fernanda Montenegro).

Na novela Cavalo Amarelo (1980), o saudoso ator Rofolfo Mayer viveu o severo empresário Salvador Maldonado, que trazia sua prole em rédeas curtas: os filhos Joana, Téo, Wálter e Lalucha (Márcia de Windsor, Fúlvio Stefanini, Wálter Prado e Marta Volpiani), que o chamavam carinhosamente de Paizão. Com a morte de Maldonado, descobriu-se que ele tinha um filho bastardo, Zeca (Kito Junqueira), seu braço direito nos negócios.

Em Páginas da Vida (2006-2007), Tide (Tarcísio Meira) perdia a mulher, Lalinha (Glória Menezes), mas fazia questão de manter sua prole unida, os seis filhos e os filhos destes, seus netos. Os filhos de Tide eram Carmem, Leandro, Elisa, Márcia, Jorge e Olívia (Natália do Valle, Tato Gabus Mendes, Ana Botafogo, Helena Ranaldi, Thiago Lacerda e Ana Paula Arósio).

Sidney, o Papito (Daniel Dantas) – Cheias de Charme (2012)

Para finalizar, Seu Sidney, carinhosamente chamado de Papito pela filha adotiva, Rosário (Leandra Leal). Cheias de Charme mostra bem a afetuosa relação do homem que tirou uma menina de um orfanato e a criou com carinho, cumprindo as funções e pai e mãe e confirmando a máxima “pai é quem cria e dá amor“.

Cite outros pais marcantes de nossas novelas!


Relembre a carreira de Marly Bueno
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Nilson Xavier

Na minissérie "Rei Davi", da Record

A atriz Marly Bueno faleceu na madrugada de quinta-feira, 12/04, no Rio de Janeiro, após ter sido hospitalizada para uma cirurgia no intestino. Ela tinha 78 anos e estava no ar, na minissérie Rei Davi, da Record, onde vivia a vilã Ainoã, mulher do Rei Saul (Gracindo Jr.).

Marly Bueno nasceu Amália Angelina Marly D´Angelo, em São Paulo, em 11 de junho de 1933. Ela foi pioneira da TV no Brasil, tendo participado de vários programas ainda no início de década de 1950. Garota propaganda, começou a receber convites para apresentar programas no rádio e na televisão, e para atuar em teleteatros e no cinema – em filmes como “A Família Lero-Lero” (1953) e “Na Senda do Crime” (1954), e, mais tarde, “Entre Mulheres e Espiões” (1961), comédia de Carlos Manga onde atuou com Oscarito.

Ao casar-se com o jornalista Hilton Marques, Marly Bueno abandonou a TV… temporariamente. Um convite de Helena Rubinstein a fez voltar à telinha, como apresentadora do concurso Miss Brasil, entre 1965 e 1979. Mas Marly Bueno só voltaria a atuar mesmo nos anos 90.

Na novela "Mulheres Apaixonadas", de Manoel Carlos

Foi através do amigo novelista Manoel Carlos que Marly Bueno ficou conhecida pela nova geração, tendo atuado em quase todos os trabalhos dele desde então. Em Felicidade (1991-1992) viveu Leonor, secretária da prefeitura da cidadezinha de Vila Feliz. Em História de Amor (1995-1996), ganhou um papel de destaque, sua primeira megera, Rafaela Moretti, que não aprovava o namoro do filho Bruno (Cláudio Lins) com a espevitada Joice (Carla Marins).

Em Por Amor (1997-1998), fez uma pequena participação. Em Laços de Família (2000-2001) foi Olívia, mãe de Cíntia (Helena Ranaldi). Em Mulheres Apaixonadas (2003), viveu Marta, outra megera, que não via com bons olhos o envolvimento do filho Cláudio (Erik marmo) com Gracinha (Carol Castro), a filha da empregada. E em Páginas da Vida (2006-2007), Marly Bueno interpretou a severa freira Maria, apelidada de Irmã Má – novamente uma megera -, que fiscalizava tudo e todos no hospital onde trabalhava.

Na novela "Páginas da Vida", de Manoel Carlos

Marly Bueno atuou também nas novelas Quatro por Quatro (1994-1995), Estrela de Fogo (Iolanda, 1998-1999), Coração de Estudante (Zuzu, 2002), América (Srª Matos, 2005) e Poder Paralelo (Sônia, 2009-2010), e nas minisséries O Portador (1991) e Um Só Coração (Lúcia, 2004). E voltou a fazer cinema: “Sombras de Julho” (1995), “Oriundi” (2000), “Fica Comigo Esta Noite” (2006), “Inesquecível” (2007) e “A Mulher Invisível” (2009).

Marly Bueno será lembrada pelos seus papeis de mulher fina e arrogante das novelas de Manoel Carlos. Mas sempre elegante e altiva, como se mostrava na TV desde os tempos do concurso de Miss Brasil.


Re-reprise de “Chocolate com Pimenta” é precoce
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Nilson Xavier

A partir de segunda-feira (12/03), a Globo reprisa na faixa Vale a Pena Ver de Novo – novamente – a novela Chocolate com Pimenta, escrita por Walcyr Carrasco e Thelma Guedes, dirigida por Jorge Fernando, Fabrício Mamberti e Fred Mayrink. A trama foi apresentada originalmente entre setembro de 2003 e maio de 2004, às 18 horas. Menos de três anos depois, ela retornou à tarde, no Vale a Pena Ver de Novo, entre julho de 2006 e janeiro de 2007. E agora está de volta.

Chocolate com Pimenta é a quarta novela re-reprisada na história do Vale a Pena Ver de Novo. As anteriores foram três novelas de Ivani Ribeiro: A Gata Comeu, A Viagem e Mulheres de Areia – cuja última reprise terminou agora, na sexta-feira (09/03). O que espanta nesta re-reprise de Chocolate com Pimenta é que é a sua terceira apresentação num espaço de menos de dez anos. As re-reprises anteriores foram apresentadas num espaço de tempo bem maior, o que até justificava uma nova apresentação.

Chocolate com Pimenta foi a escolha da Globo depois da negativa pela reprise inédita da novela Páginas da Vida – de Manoel Carlos, trama das nove apresentada entre 2006 e 2007. Parece que está cada vez mais complicado para a Globo reprisar suas novelas das nove horas. Dos últimos dez anos para cá, do horário das nove, foram reprisadas apenas O Clone (de 2001-2002), Mulheres Apaixonadas (de 2003) e Senhora do Destino (de 2004-2005). A Globo bem que tenta, mas o Ministério da Justiça impõe tantos cortes para adequar a trama para uma reprise vespertina, que a novela iria ao ar completamente mutilada. Então é preferível não apresentar, e restam as novelas dos demais horários.

As opções das seis e das sete horas também não são muitas – considerando a repercussão que as novelas tiveram em suas apresentações originais. Se levarmos em conta o espaço de tempo entre 2002 e 2008, são poucas as novelas das seis e sete, ainda não reprisadas, que despertariam interesse da audiência à tarde. Talvez apenas O Beijo do Vampiro, Cobras e Lagartos e O Profeta. Existem outras opções interessantes, de 2009 para cá, mas creio serem ainda muito recentes para uma reapresentação: Paraíso, Caras e Bocas, Cama de Gato, Escrito nas Estrelas e Ti-Ti-Ti.

Abrindo mão de uma novela mais antiga (com mais de dez anos, anterior a 2002, portanto – como foi o caso deste último repeteco de Mulheres de Areia), a Globo, parece, preferiu optar pelo que já funcionou anteriormente. Chocolate com Pimenta foi um dos maiores sucessos da história do horário das seis e foi muito bem em sua primeira reprise. Apenas lamenta-se um retorno tão precoce em detrimento a outras tramas inéditas à tarde. Ou a novelas mais antigas.

Saiba mais sobre Chocolate com Pimenta no site Teledramaturgia.

Quais novelas você gostaria de ver reprisadas no Vale a Pena Ver de Novo? Opine! ;)


50 anos de carreira de Regina Duarte: relembre seus trabalhos na TV – Anos 2000 em diante
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Nilson Xavier

Com José de Abreu em “Desejos de Mulher”

Em 2002, Regina Duarte voltava à TV na pele da estilista Andréa Vargas de Desejos de Mulher, novela de Euclydes Marinho, com direção geral de Denis Carvalho e José Luiz Villamarim. Regina contracenou novamente com Glória Pires. Desta vez, elas eram irmãs, que, a princípio, se odiavam, o que prometia novamente um bom embate entre as atrizes. Mas a esperada dobradinha Regina-Glória não repetiu o sucesso de Vale Tudo, em que elas viveram mãe e filha. Desejos de Mulher capengou na audiência, e a relação de amor e ódio entre Júlia e Andréa acabou não acontecendo porque as irmãs tomaram rumos opostos. De antagonista, Júlia se tornou a mocinha da história. Regina Duarte, por sua vez, viveu uma Andréa Vargas muito sofrida. Além das diferenças com Júlia, descobria que não era filha legítima, foi traída pelo marido (José de Abreu) e por sua amiga Selma (Alessandra Negrini), descobriu o paradeiro da verdadeira mãe e que Selma era sua irmã e queria destruí-la. Por fim perdeu a memória e viu-se novamente com o ex-marido mau-caráter querendo aproveitar-se dela. Uma pena.

Em “Kubanacan”

Em 2003, Regina fez uma participação em Kubanacan, trama de Carlos Lombardi que teve a direção geral de Wolf Maya e Roberto Talma. A novela tinha uma estrutura episódica que permitiu a rápida participação de vários atores ao longo de sua história. Regina entrou para ser a mafiosa Maria Félix, uma mulher perigosa, suspeita de ser a mãe do protagonista Esteban (Marcos Pasquim), já que ela fora amante do pai dele (Werner Schünemann).

Com a menina Joana Mocarzel em “Páginas da Vida”

Depois das Helenas de História de Amor e Por Amor, Regina Duarte viveu sua terceira Helena de Manoel Carlos, em Páginas da Vida (2006-2007), novela com direção geral de Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti. A médica Helena faz o parto da jovem Nanda (Fernanda Vasconcellos), que dá a luz a um casal de gêmeos. A moça não resiste e morre, mas Helena consegue salvar os bebês. No entanto, uma das crianças, portadora de Síndrome de Down, é rejeitada pela avó da moça, Marta (Lília Cabral). A médica decide adotar a criança, Clara (Joana Mocarzel) e faz da menina a razão de sua existência. O dilema de Helena no decorrer da trama era revelar ou não ao pai da criança – Léo (Thiago Rodrigues) – que a filha dele estava viva e era criada por ela. Enquanto isso, Helena era disputada por dois homens que brigavam pelo seu amor: Diogo (Marcos Paulo), uma paixão do passado, e Greg (José Mayer), o ex-marido. Vale destacar as ótimas cenas de Regina com a menina Joana Mocarzel, sua filha com Síndrome de Down na novela.

Com Ana Rosa em “Três Irmãs”

Sabe aquela personagem que não é a protagonista mas sabe o segredo da novela? Assim era “Waldete com W”, vivida por Regina em Três Irmãs (2008-2009), trama de Antônio Calmon com direção geral de Denis Carvalho e José Luiz Villamarim. Regina ia viver Virgínia, a mãe das três irmãs do título, mas a atriz preferiu interpretar a governanta Waldete, alegando ser esta a primeira personagem do tipo em sua carreira (Virgínia ficou a cargo de Ana Rosa). Waldete tinha um quê de Mary Poppins, inclusive no figurino. O guarda-chuva de Waldete, foi sugestão de Regina. Apesar de a personagem da novela ser alto-astral, divertida e amiga de todos, Três Irmãs não fez sucesso.

Em “Araguaia”

Envelhecida e com uma peruca grisalha – foi assim que Regina Duarte apareceu em sua rápida participação no início da novela Araguaia (2010-2011), de Wálter Negrão, com direção geral de Marcos Schechtmann e Marcelo Travesso. Amada no passado pelo vilão Max Martinez (Lima Duarte) – a quem sempre rejeitou -, Antoninha era uma mulher de fibra, mas solitária. Tinha por volta de 70 anos e estava gravemente doente. A chegada de seu único filho, Fernando (Edson Celulari), e a sua morte, com a revelação de um segredo, deram início à trama da novela.

Com Sônia Braga no episódio “A Adúltera da Urca” da série “As Cariocas”

Na série As Cariocas, Regina fez uma participação especial no episódio A Adúltera da Urca, exibido em 23/11/2010, contracenando com Sônia Braga, Antônio Fagundes e Dalton Vigh. A série, baseada na obra de Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta -, tinha texto final de Euclydes Marinho e direção geral de Daniel Filho. A personagem de Regina no programa se chamava Malu, numa homenagem à emblemática atuação da atriz em Malu Mulher (1979-1980), seriado de Daniel Filho. Já o casal vivido por Sônia Braga e Antônio Fagundes em As Cariocas era Júlia e Cacá, numa alusão aos personagens deles na novela Dancin´s Days (1978), dirigida por Daniel. Malu, uma mulher liberada, era a melhor amiga de Júlia, uma mulher atraente, mas muito séria, que confiava cegamente na fidelidade do marido Cacá. Malu influencia Júlia para que ela seja mais livre e moderna.

Como Clô Hayalla em “O Astro”

Concluindo a obra televisiva de Regina Duarte, sua atuação na novela O Astro (2011), remake da famosa trama de Janete Clair, assinada por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro (com a colaboração de Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira), dirigida por Mauro Mendonça Filho, Fred Mayrink, Allan Fiterman e Noa Bressane, com direção de núcleo de Roberto Talma. A interpretação que Regina deu à sua Clô Hayalla – vários tons acima, condizente com a proposta kitsch da novela -, fez o sucesso da personagem, marcada pelas caretas, olhares profundos, atitudes e gestos melodramáticos, figurino exagerado e penteado extravagante. Clô era uma mulher infeliz no casamento com o rico e prepotente Salomão Hayalla (Daniel Filho). Ela procurou carinho nos braços do jovem Felipe (Henri Castelli), um playboy de caráter duvidoso. O assassinato de Salomão mudou os rumos da história. Ao final, o ápice da trama policial com a revelação de que Clô era a principal assassina de Salomão.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 60.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 70.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 80.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 90.

Finalizo essa retrospectiva da carreira televisiva de Regina Duarte com a imagem abaixo (captada na Internet, autor desconhecido) que reproduz uma foto de Clô Hayalla imitando a capa do último álbum de Madonna. Sim, Regina também é diva pop!