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Balanço 2012: Séries e Minisséries que marcaram a TV
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Nilson Xavier

Fafy Siqueira e Heloísa Périssé em “Dercy de Verdade” (Foto: TV Globo)

A TV Globo tem configurado desde o ano passado a sua estruturação para séries e minisséries. Acabaram-se as minisséries longas da década de 2000, aquelas em torno dos 50 capítulos, apresentadas a partir de janeiro. As minisséries hoje são mais curtas, uma ou duas semanas, as “microsséries”. Foi assim ano passado e este ano e será assim no ano que vem. Em contrapartida, as novelas das onze – mais curtas (“mininovelas”?) – 60, 70 capítulos, exibidas no meio do ano – vieram para substituir as minisséries longas.

Na segunda semana deste ano, foi exibida a microssérie “Dercy de Verdade” – uma excelente produção biográfica, mas que pecou pela sua duração. Os cento e três anos de vida de Dercy Gonçalves foram comprimidos em apenas quatro capítulos. Tudo pareceu corrido demais. A vida da artista, tão rica e intensa, merecia, no mínimo, mais uma semana. Ficou aquela sensação de “quero mais” e de que o apresentado foi pouco para conhecer a “Dercy de verdade”.

A microssérie “O Brado Retumbante” foi exibida na sequência e mereceu uma atenção maior da Globo, pelo menos na duração: duas semanas. Narrada em tom de fábula, a estética cinematográfica conferiu um tom de documentário a uma história fictícia, onde o país era de mentirinha – mas no qual todos reconheceram o Brasil.

Entre as séries exibidas em 2012, apenas duas estiveram na grade da Globo durante o ano todo, e continuarão em 2013. Depois de onze anos no ar, “A Grande Família” – que enfrentou problemas de bastidores esse ano, como o desentendimento entre os atores Pedro Cardoso e Guta Stresser, já superado – continua dando mostras de fôlego para, pelo menos, mais um ano – apesar de, a cada nova temporada, se cogitar o seu cancelamento. Apenas lamenta-se o desperdício do talento de atores como Marieta Severo e Marco Nanini, há tanto tempo presos aos mesmos personagens.

Tapas e Beijos” – na mesma linha humorística e popular de “A Grande Família” – segue firme e forte. Inserindo novos personagens e tramas, a série se reinventa – um ótimo recurso para a manutenção e reciclagem do próprio programa, o que garante a sua sobrevida.

A série “As Brasileiras” não conseguiu dar continuidade ao bom desempenho e à qualidade de sua irmã “As Cariocas” (exibida em 2010), da qual se originou. Talvez, os 21 episódios (apresentados ao longo de todo o primeiro semestre de 2012) tenham cansado o público e desgastado a grife, já que oscilavam entre textos e histórias muito boas com outras nem tanto. Uma curiosidade: os episódios de maior repercussão nas redes sociais foram os protagonizados por Ivete Sangalo, Sandy e Xuxa.

Seguindo uma boa proposta de sitcom, com texto ágil e inspirado, uma direção que abusa de clipagens e câmera nervosa, a solar e colorida série “Louco Por Elas” trouxe um diferencial. A boa repercussão garantiu não só a segunda temporada dentro de 2012, como uma terceira, para 2013.

O já conhecido mundo da dupla Alexandre Machado e Fernanda Young voltou à tona em “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Mas, desta vez, sem muita “ins-piração”, a não ser o já visto em trabalhos anteriores, como “Os Normais”, “Os Aspones”, “O Sistema” e “Separação?!”. Até algumas piadas eram as mesmas, já usadas anteriormente. Mudou-se apenas a ambientação, uma fábula sobre o fim dos tempos (temática já explorada na novela “O Fim do Mundo”, de Dias Gomes, em 1996).

Suburbia” trouxe novamente o universo do diretor Luiz Fernando Carvalho, sempre apresentado como “biscoito fino”, mas nem sempre facilmente digerível pelo telespectador médio. A série, que começou agitada na estreia, foi perdendo o gás ao longo de seus oito episódios. Um subúrbio carioca que misturou realismo e lirismo, com referências no filme “Cidade de Deus, no cinema blaxploitation americano da década de 1970 e na minissérie “Hoje É Dia de Maria”. O elenco, formado na maioria por atores desconhecidos, revelou o carisma de Érika Janusa, a Suburbia do título.

O ano de 2012 foi difícil para a dramaturgia da Record, que enfrentou sua pior crise desde 2004 (quando o setor foi renovado). A emissora viu suas duas novelas (“Máscaras” e Balacobaco”) naufragarem no Ibope. Em contrapartida, o sucesso de sua minissérie bíblica “Rei Davi” mostrou que a emissora está no caminho certo ao explorar esse filão. Com uma produção mais apurada que as minisséries anteriores (“A História de Ester” e “Sansão e Dalila”), o retorno foi proporcionalmente maior. “Rei Davi” chegou a liderar o horário no qual era exibida em mais de vinte ocasiões. Em janeiro de 2013 estreia uma nova produção: “José do Egito”.

Nesta última semana de 2012, a Globo apresenta ainda “Xingu”, a versão televisiva para o filme de Cao Hamburger, exibida como microssérie (4 capítulos).

Comente: quais dessas séries e minisséries você mais gostou?


Novelas passam por um período de crise na audiência
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Nilson Xavier

Carolina Dieckmann em “Salve Jorge” (Foto: TV Globo)

Praticamente todas as novelas no ar atualmente vêm sofrendo com números de Ibope abaixo do esperado. Sem dúvida, o Horário Político contribuiu para isso, bem como o horário de verão, que – por exemplo – põe a novela das seis da Globo a ser exibida no meio da tarde.

Existem outros fatores também. A Globo estreou suas três novelas inéditas em um espaço menor que um mês e meio, com Horário Político e Horário de Verão iniciando. Sempre que uma trama começa, a audiência é menor, e demora um pouco para a novela engrenar. Se não tem uma trama no ar há algum tempo, falta um estímulo – uma escada – para as novas que estão iniciando.

Veja os números de cada novela.

Vale a Pena Ver de Novo Da Cor do Pecado:
A “re-reprise” da novela de João Emanuel Carneiro vem registrando a menor média de audiência do Vale a Pena Ver de Novo dos últimos anos: 11 pontos – quando a meta é 18. Perde até para a reprise de Sete Pecados (em 2010), que, até o capítulo 30, registrou 11,2 pontos.

O capítulo de De Cor do Pecado com maior audiência até agora foi o da última segunda-feira (05/11): 13 pontos. A menor audiência foi 9, em quatro ocasiões. Realmente não foi uma boa ideia trazer de volta uma novela com menos de dez anos (sua exibição original foi em 2004) que já havia sido reprisada em tão pouco tempo – há cinco anos (em 2007).

Malhação
A “novela teen” está bem abaixo do esperado. A meta é 20 pontos e Malhação tem até o momento uma média de 13. O capítulo de maior audiência até agora foi o da estreia, em 13/08: 21 pontos. O menor foi 10, em dois dias. No mesmo período, a temporada anterior marcava 16 pontos.

Camila Pitanga e Lázaro Ramos em “Lado a Lado” (Foto: TV Globo)

Lado a Lado
A novela das seis da Globo vem registrando a pior média da história para o horário: 18 pontos – quando a meta é 25. Comparando com as tramas anteriores (até o capítulo 48), nunca uma novela das seis chegou a números tão baixos. A Vida da Gente, a novela que estava no ar neste período há um ano, tinha uma média de quase 22 pontos.

A maior audiência de Lado a Lado foi 23 pontos, no dia 13/10 (um sábado). A menor foi 14, nos dias 25 e 27/10. A novela é excelente, produção de época caprichadíssima, direção e elenco afiados e uma trama folhetinesca. Mas a combinação horário político + horário de verão derrubou a sua audiência.

Guerra dos Sexos
Até o capítulo 32, a novela das sete tem uma média de 23 pontos – quando a meta é 30. É a menor média de audiência desde Tempos Modernos, em 2010, que tinha 22 pontos (até o capítulo 32). O capítulo de maior audiência de Guerra dos Sexos foi o da estreia, em 01/10: 28 pontos. O menor registrou 16, no dia 27/10, um sábado.

A novela ainda não cativou o telespectador. O que pretende ser uma comédia soa sem graça.

Salve Jorge
Até o capítulo 14, a novela de Glória Perez registra 31 pontos – quando a meta é 40. É a pior média desde a novela Passione, em 2010, que tinha até o capítulo 14 uma média de 31,17. O capítulo de maior ibope de Salve Jorge, até agora, foi o segundo, 37 pontos, em 23/10. O menor foi o sexto capítulo, em 27/10 (sábado): 25 pontos.

A trama chama atenção por um dos temas centrais: tráfico de mulheres. Porém, núcleos na Turquia já não despertam tanto o interesse como na época de O Clone (e seu universo árabe). Mas o inimigo maior de Salve Jorge é a novela anterior, Avenida Brasil, que acostumou mal o telespectador com uma trama ágil, deixou muitos “viúvos apaixonados” e tem uma diferença abissal com Salve Jorge: estética e folhetinescamente falando, Salve Jorge segue uma linha mais tradicional que Avenida Brasil. Vale lembrar que a novela anterior de Glória Perez, Caminho das Índias, quando estreou, também demorou um pouco para cativar os telespectadores.

Rei Davi
A reprise da minissérie bíblica da Record aproveita a baixa de Salve Jorge (concorre diretamente com a novela da Globo) e registra até bons números: em torno de 7 pontos – principalmente se considerarmos que ela foi apresentada recentemente.

Bárbara Borges e Roberta Gualda em “Balacobaco” (Foto: TV Record)

Balacobaco
A novela da Record está em seu 24º capítulo e tem até o momento uma média de 6 pontos, quando o esperado é em torno de 12. É o pior número entre as novelas da emissora. Perde até para Máscaras, que no mesmo período registrou 8 pontos. O capítulo de maior audiência foi o da estreia, em 04/10: 8 pontos. A menor audiência é 3, registrado em duas sextas-feiras: 12 e 19/10.

A novela tem uma pegada de comédia, é colorida, repleta de personagens caricatos e tem uma trilha sonora popularíssima. Une elementos de novelas das sete horas da Globo com trilha semelhante à de Avenida Brasil. Mas falta a Balacobaco personagens e histórias cativantes.

Carrossel
A novela do SBT segue firme e forte como um fenômeno: tem até o momento uma média de 13 pontos. Direcionada ao público infantil, Carrossel tem sua audiência cativa e fiel. Nem mesmo a estreia da Fazenda de Verão pela Record abalou a novelinha do SBT. A maior audiência foi 15 pontos, registrada diversas vezes. A menor foi 9, em duas ocasiões. É a única novela em paz com o Ibope até o momento.

Observação: cada ponto no Ibope equivale a 60 mil domicílios na Grande Sao Paulo.

Colaboração @FABIODIASR


“Rei Davi” foi a melhor das minisséries épicas da Record
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Nilson Xavier

A Record comemora a repercussão de sua minissérie Rei Davi – cujo último capítulo foi exibido na quinta-feira, 03/05. Apresentada desde 24/01, às terças e quintas-feiras, em 30 capítulos, Rei Davi bateu de frente com a programação noturna da Globo e chegou a liderar a audiência no horário no qual era exibida em mais de vinte ocasiões, concorrendo diretamente com atrações como o BBB, a minissérie O Brado Retumbante e a séries As Brasileiras e Amor e Sexo.

E tem explicação para sua audiência cativa: a identificação direta do público alvo – o que aprecia histórias bíblicas – concorrendo com uma minissérie difícil de ser digerida (O Brado Retumbante), uma edição “apagada” do BBB e a safra irregular de As Brasileiras e Amor e Sexo, que não tinha linearidade da audiência (alguns episódios ruins faziam o público trocar de canal). Rei Davi se garantiu em seu público alvo e chamou a atenção daquele que fugiu de alternativas pouco animadoras dos outros canais.

Mas é injusto justificar a repercussão de Rei Davi na falta de opção da concorrência. A Record apresentou uma superprodução épica, um trabalho de mais de trezentas pessoas e investimento de mais de R$ 25 milhões de reais, primeira obra neste formato com cenas gravadas fora do país (no Canadá e Chile). Remeteu a produções americanas – guardadas as devidas proporções, claro! – como o filme 300 e as séries Spartacus e Game of Thrones.

Rei Davi representou um avanço nas minisséries bíblicas da Record – que a emissora prefere chamar de “minisséries épicas” – quando comparada com as produções anteriores: A História de Ester (2010) e Sansão e Dalila (2011). Alguns acidentes de percurso chamaram a atenção: Leonardo Brício, o Rei Davi, caiu do cavalo e, em outra ocasião, teve a mão machucada. Já a atriz Cibele Larrama teve uma parte de seus cabelos queimados durante uma gravação – chegou a fazer uma cirurgia plástica para amenizar as marcas de queimaduras nas costas.

Ainda uma nota triste: o falecimento da atriz Marly Bueno – que vivia a vilã Ainoã, mulher do Rei Saul (Gracindo Jr.) – no dia 12/04/2012, no Rio de Janeiro, após ter sido hospitalizada para uma cirurgia no intestino. Ela tinha 78 anos, estava no ar em Rei Davi, mas já havia concluído suas gravações na minissérie.

A produção de uma nova minissérie épica para 2013 está garantida. E que seja superior a Rei Davi – saem ganhando o público, a emissora e todos os profissionais envolvidos. E que seja também uma oportunidade para corrigir os erros cometidos nesta, como os de caracterização (maquiagem e perucas e barbas postiças fakes demais).

Rei Davi: minissérie de Vivian de Oliveira, livre adaptação dos livros I Samuel e II Samuel, da  Bíblia, escrita com Camilo Pellegrine, Emílio Boechat, Maria Cláudia Oliveira e Altenir Silva. Direção de Edson Spinello, Leonardo Miranda e Rogério Passos, com direção geral de Edson Spinello.

Saiba mais sobre Rei Davi no site Teledramaturgia.

Leia AQUI sobre o falecimento da atriz Marly Bueno.


Relembre a carreira de Marly Bueno
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Nilson Xavier

Na minissérie "Rei Davi", da Record

A atriz Marly Bueno faleceu na madrugada de quinta-feira, 12/04, no Rio de Janeiro, após ter sido hospitalizada para uma cirurgia no intestino. Ela tinha 78 anos e estava no ar, na minissérie Rei Davi, da Record, onde vivia a vilã Ainoã, mulher do Rei Saul (Gracindo Jr.).

Marly Bueno nasceu Amália Angelina Marly D´Angelo, em São Paulo, em 11 de junho de 1933. Ela foi pioneira da TV no Brasil, tendo participado de vários programas ainda no início de década de 1950. Garota propaganda, começou a receber convites para apresentar programas no rádio e na televisão, e para atuar em teleteatros e no cinema – em filmes como “A Família Lero-Lero” (1953) e “Na Senda do Crime” (1954), e, mais tarde, “Entre Mulheres e Espiões” (1961), comédia de Carlos Manga onde atuou com Oscarito.

Ao casar-se com o jornalista Hilton Marques, Marly Bueno abandonou a TV… temporariamente. Um convite de Helena Rubinstein a fez voltar à telinha, como apresentadora do concurso Miss Brasil, entre 1965 e 1979. Mas Marly Bueno só voltaria a atuar mesmo nos anos 90.

Na novela "Mulheres Apaixonadas", de Manoel Carlos

Foi através do amigo novelista Manoel Carlos que Marly Bueno ficou conhecida pela nova geração, tendo atuado em quase todos os trabalhos dele desde então. Em Felicidade (1991-1992) viveu Leonor, secretária da prefeitura da cidadezinha de Vila Feliz. Em História de Amor (1995-1996), ganhou um papel de destaque, sua primeira megera, Rafaela Moretti, que não aprovava o namoro do filho Bruno (Cláudio Lins) com a espevitada Joice (Carla Marins).

Em Por Amor (1997-1998), fez uma pequena participação. Em Laços de Família (2000-2001) foi Olívia, mãe de Cíntia (Helena Ranaldi). Em Mulheres Apaixonadas (2003), viveu Marta, outra megera, que não via com bons olhos o envolvimento do filho Cláudio (Erik marmo) com Gracinha (Carol Castro), a filha da empregada. E em Páginas da Vida (2006-2007), Marly Bueno interpretou a severa freira Maria, apelidada de Irmã Má – novamente uma megera -, que fiscalizava tudo e todos no hospital onde trabalhava.

Na novela "Páginas da Vida", de Manoel Carlos

Marly Bueno atuou também nas novelas Quatro por Quatro (1994-1995), Estrela de Fogo (Iolanda, 1998-1999), Coração de Estudante (Zuzu, 2002), América (Srª Matos, 2005) e Poder Paralelo (Sônia, 2009-2010), e nas minisséries O Portador (1991) e Um Só Coração (Lúcia, 2004). E voltou a fazer cinema: “Sombras de Julho” (1995), “Oriundi” (2000), “Fica Comigo Esta Noite” (2006), “Inesquecível” (2007) e “A Mulher Invisível” (2009).

Marly Bueno será lembrada pelos seus papeis de mulher fina e arrogante das novelas de Manoel Carlos. Mas sempre elegante e altiva, como se mostrava na TV desde os tempos do concurso de Miss Brasil.


Minissérie “Rei Davi” tenta impressionar visualmente mas deixa a desejar
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Nilson Xavier

Faltou verdade nas falas de Rei Davi, a nova minissérie bíblica da Record que estreou nesta terça-feira (24/01/2012). Na boca dos atores, elas soaram declamadas, tal qual um jogral de igreja. Gracindo Júnior foi um dos únicos atores do elenco que transmitiu alguma verdade com seu personagem, o Rei Saul.

A caracterização da minissérie impressiona, para o bem e para o mal. A fotografia é interessante e os cenários são ótimos. Mas os figurinos femininos pecaram pelo colorido, que fez parecer um carnaval e destoou da unidade estética da atração. Já as perucas e apliques dos atores lembraram mesmo o Carnaval.

As cenas que exigiram efeitos especiais deixaram a desejar, o que ficou visível na sequência em que Davi luta contra um urso, e na que Samuel decapita um homem. O chroma-key só é bem usado quando não percebemos. Bem como os efeitos de computação gráfica que preenchem a tela. E eles foram fartamente utilizados neste primeiro capítulo. A Record já apresentou efeitos especiais melhores em Os Mutantes, em 2007.

A direção de Rei Davi preocupou-se mais em apresentar uma obra grandiosa de se ver na TV do que com a direção de seu elenco. Deveria ser o contrário, justamente por se tratar de uma obra bíblica, em que impressionar pelo texto bem interpretado é mais importante do que apenas pelo visual.