Blog do Nilson Xavier

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TOP 10 DE NOVELAS: Pais e filhos apaixonados pela mesma mulher
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Nilson Xavier

Um novo triângulo amoroso promete agitar ainda mais a trama de Avenida Brasil: Tufão que ama Nina que ama Jorginho. Será que pai e filho disputarão o amor da mesma mulher?

Relembramos aqui outros casos de pai e filho que lutaram pela mesma paixão.

10º lugar: O JULGAMENTO (Tupi, 1976)
O estopim do ódio velado entre Lourenço Paixão (Cláudio Corrêa e Castro) e seu filho mais velho Dimas (Carlos Zara) foi a paixão repentina do velho pela bela Sônia (Eva Wilma), a amada do rapaz. Lourenço acabou assassinado. Teria sido seu filho o assassino? Este era o mote central dessa novela da Tupi da década de 1970.

9º lugar: UM HOMEM MUITO ESPECIAL (Band, 1980)
O Conde Drácula (Rúbens de Falco) deixa a Transilvânia e vem para o Brasil à procura de seu filho Rafael (Carlos Alberto Riccelli). Reencontra o filho, mas se apaixona pela mulher dele, Mariana (Bruna Lombardi), que acredita ser a reencarnação de seu único amor no passado.

“O Julgamento”, “Um Homem Muito Especial”, “O Astro”

8º lugar: O ASTRO (Globo, 2011)
Salomão Hayalla (Daniel Filho) era um homem duro, que vivia um casamento infeliz com a mulher infiel, Clô (Regina Duarte), até que se apaixonou por uma funcionária, Lili (Alinne Moraes), sem desconfiar que ela era namorada de seu filho Márcio (Thiago Fragoso). Também acabou assassinado. Não pelo filho, mas pela mulher.

7º lugar: XICA DA SILVA (Manchete, 1996-1997)
Dona Micaela (Teresa Sequerra) vivia os horrores de um casamento infeliz com Thomaz Cabral (Carlos Alberto), um homem rude e violento. Mas não resistiu à paixão pelo filho dele, Luís Felipe (Fernando Eiras). Para a felicidade do casal, o velho morreu. E para a infelicidade, a filha mais velha do morto, a pérfida Violante (Drica Moraes), descobriu tudo e passou a torturar Dona Micaela.

6º lugar: AMOR COM AMOR SE PAGA (Globo, 1984)
O sovina Nonô Correia (Ary Fontoura) aceita a mão da bela e jovem Mariana (Cláudia Ohana) para saldar uma dívida do pai da moça. Mas quando ela conhece o filho dele, Tomaz (Edson Celulari), o triângulo está formado.

“Xica da Silva”, “Amor com Amor se Paga”, “Direito de Amar”

5º lugar: DIREITO DE AMAR (Globo, 1987)
Da mesma forma que o caso acima, o poderoso banqueiro Sr. de Montserrat (Carlos Vereza) propõe a um devedor que se case com a filha dele em perdão da dívida. Mas mesmo antes de conhecer seu futuro marido, a jovem Rosália apaixonou-se por Adriano (Lauro Corona), sem imaginar que ele era filho do Sr. de Montserrat.

4º lugar: ESCRITO NAS ESTRELAS (Globo, 2010)
A morte prematura de Daniel (Jayme Matarazzo) acaba por aproximar o pai dele, Dr. Ricardo Aguillar (Humberto Martins), da jovem Viviane (Nathalia Dill), sem que o médico saiba que ela fora a amada de seu filho. Apaixonado por Viviane, Ricardo nem desconfia que o espírito do filho esteja a rodeá-lo, formando um triângulo amoroso que transcende a vida.

3º lugar: FORÇA DE UM DESEJO (Globo, 1999-2000)
O Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) se casa com a bela cortesã Ester Dellamare (Malu Mader) e a leva para viver em sua fazenda. Mas ela não imaginava que ele fosse pai de Inácio (Fábio Assunção), por quem fora apaixonada. O convívio faz reascender a antiga paixão. Mas o barão acaba assassinado na mesma noite em que Inácio e Ester fogem para viver juntos.

“Renascer”, “Força de um Desejo”, “Escrito nas Estrelas”

2º lugar: RENASCER (Globo, 1993)
As desavenças entre o Coronel Zé Inocêncio (Antônio Fagundes) e seu filho caçula João Pedro (Marcos Palmeira) só aumentam quando o pai conquista e se casa com a namorada do filho, a bela Mariana (Adriana Esteves). Mas estaria ela verdadeiramente apaixonada pelo velho coronel, ou seria parte de um plano de vingança?

1º lugar: AVENIDA BRASIL (Globo, 2012)
Tufão (Murilo Benício) se declarou para Nina (Débora Falabella). O ex-jogador está completamente apaixonado pela empregada. Nina e Jorginho (Cauã Reymond) ficaram em uma situação conflitante. A família de Tufão o apoiará? E Carminha (Adriana Esteves) deixará isso barato? Nina usará Tufão como mais uma arma para seu plano de vingança? Avenida Brasil volta a esquentar em sua reta final.


Canal Viva troca a estreia da novela “A Próxima Vítima” por “Renascer”
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Nilson Xavier

Em evento realizado em maio – em comemoração ao seu segundo aniversário -, o Canal Viva divulgou algumas estreias para o segundo semestre de 2012, entre elas, as novelas da tarde, Felicidade e A Próxima Vítima (em substituição às reprises de Top Model e Barriga de Aluguel).

Leia AQUI o texto que escrevi sobre este assunto.

Felicidade já está com chamadas no ar – estreia em 24/09, às 15h30, com reprise à 1h15. A dois meses do término de Barriga de Aluguel, o Viva decidiu mudar: não exibirá mais A Próxima Vítima – apesar de já ter divulgado sua estreia no site do canal. Em seu lugar, entra a novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. O canal nega, ainda, os planos de abrir um quarto horário de novelas em sua grade.

De acordo com o Viva, a mudança ocorreu porque Renascer está entre as novelas mais pedidas pelos assinantes do canal. Por esse motivo, o Viva decidiu antecipar a exibição de Renascer assim que conseguiu a liberação de seus direitos. Mas A Próxima Vítima continua em seus planos: entra no ano que vem, após a exibição de Renascer. Ou, quem sabe ainda, após Que Rei Sou Eu?, que é apresentada à 0h15 (com reprise ao meio-dia do dia seguinte).

Renascer foi originalmente exibida entre março e novembro de 1993 – com uma reprise no Vale a Pena Ver de Novo, entre 1995 e 1996. Com a direção cinematográfica de Luiz Fernando Carvalho, a novela foi a estreia de Benedito Ruy Barbosa no horário nobre da Globo e tornou-se um de seus maiores sucessos. Representou o retorno do autor à emissora após seu êxito com Pantanal, na TV Manchete (em 1990).

Benedito Ruy Barbosa ousou falar sobre hermafroditismo, através da personagem Buba (Maria Luísa Mendonça). Também discutiu o celibato religioso e a questão dos meninos de rua – tema sugerido num congresso da Unicef para autores latino-americanos de telenovelas.

Outro bom motivo para acompanhar a trama é a presença no elenco de Adriana Esteves, que hoje brilha como a vilã Carminha de Avenida Brasil. Sua personagem em Renascer (Mariana) foi o seu primeiro papel de destaque em uma novela, e a atriz foi muito criticada na época por essa atuação.

Renascer narra a saga de José Inocêncio (Leonardo Vieira/Antônio Fagundes), um fazendeiro da zona cacaueira de Ilhéus, Bahia. Ao chegar à região onde vai fazer sua vida, finca um facão aos pés de um frondoso jequitibá. Este gesto passa a ser o símbolo de sua coragem e do sonho de se tornar eterno. Apaixona-se e casa-se com Maria Santa (Patrícia França) e torna-se pai de quatro filhos: José Augusto (Marco Ricca), José Bento (Tarcísio Filho), José Venâncio (Taumaturgo Ferreira) e João Pedro (Marcos Palmeira), o caçula, que perde a mãe no parto.

O fato faz com que Zé Inocêncio desenvolva um relacionamento de ódio com o filho mais novo, com quem vive entrando em conflito. As desavenças aumentam quando Inocêncio, já cinquentão, conquista e casa-se com a namorada de João Pedro, a jovem Mariana (Adriana Esteves). Esta é neta do seu maior desafeto no passado, Belarmino (José Wilker), assassinado de forma misteriosa, onde as suspeitas recaem sobre o próprio Inocêncio.

No elenco, também Patrícia Pillar, Maria Luísa Mendonça, Herson Capri, Eliane Giardini, Luciana Braga, Jackson Antunes, Leila Lopes, Kadu Moliterno, Osmar Prado, Roberto Bomfim, Regina Dourado, Chica Xavier, Luís Carlos Arutim, Paloma Duarte e Fernanda Montenegro (participação na primeira fase), entre outros.

Renascer estreia no Canal Viva em novembro, exibida de segunda a sexta-feira, às 16h30, com reprise às 2h15 da manhã.

Saiba mais sobre Renascer no site Teledramaturgia.

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No Dia dos Pais, relembre pais inesquecíveis das novelas
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Nilson Xavier

André Cajarana (Tony Ramos) com o avô (Lima Duarte) – Pai Herói (1979)

Carinhosos ou severos, modernos ou antiquados, legítimos ou adotivos, a teledramaturgia brasileira já nos apresentou pais de todos os tipos. Relembre alguns que marcaram a nossa TV.

A novela Pai Herói (1979) foi um grande sucesso de Janete Clair, e contava a história de André Cajarana (Tony Ramos), um jovem que luta para limpar o nome de seu falecido pai, conhecido como um contraventor.

Papai Coração (1976) era uma trama importada de Abel Santa Cruz que contava a história da doce relação do paizão Mário (Paulo Goulart) com a filha pequena Titina (Narjara Turetta), que conversava com o espírito de sua falecida mãe. A mesma história foi apresentada no SBT em 2001, Carinha de Anjo, numa produção mexicana.

Carlos Lombardi foi um dos autores que melhor retratou a relação pai e filhos em novelas, sempre famílias problemáticas, com pais separados, mas filhos muito amorosos. Como o Seu Tico (Sebastião Vasconcelos), pai de Tonhão, Rei e Rico (José de Abreu, Guilherme Leme e Guilherme Fontes) em Bebê a Bordo (1988-1989); Lupércio (Claudio Marzo), pai de Lenin, Fidel e Mussolini (Humberto Martins, Marcello Novaes e Luciano Vianna) em Vira-lata (1996); e Giácomo (Elias Gleizer), pai de Lance e Tadeu (Marcos Pasquim e Rodrigo Lombardi) em Pé na Jaca (2007).

Era Uma Vez… (1998) – claramente inspirada no filme A Noviça Rebelde – apresentou o viúvo Álvaro que se apaixonava pela nova governanta Madalena (Drica Moraes) e tinha o total apoio dos filhos pequenos Glorinha, Zé Maria, Marizé e Fafá (Luiza Curvo, Alexandre Lemos, Alessandra Aguiar e Pedro Agum).

Salviano Lisboa (Lima Duarte) – Pecado Capital (1975-1976)

Salviano Lisboa, personagem inesquecível de Lima Duarte na novela Pecado Capital (1975-1976), de Janete Clair, era um pai viúvo e solitário que sonhava com a união de sua prole: Vitória, Vicente, Vilma, Vinícius, Válter e Virgílio (Theresa Amayo, Luiz Armando Queiroz, Débora Duarte, Marco Nanini, João Carlos Barroso e Lauro Góes).

O melhor de Coração de Estudante (2002) era a relação afetuosa entre o professor Edu e seu filho pequeno, Lipe (Pedro Malta), que ele criou praticamente sozinho.

Hipertensão (1986-1987) tinha como mote central a história da bela Carina (Maria Zilda) que desconhecia a identidade de seu pai, até conhecer três velhinhos, que passaram a disputar sua atenção: Candinho, Napoleão e Romeu (Paulo Gracindo, Cláudio Corrêa e Castro e Ary Fontoura). Um deles era seu pai, e o mistério foi desvendado no último capítulo, quando Carina descobriu, teve uma conversa em particular com cada um e ficou claro que sua emoção era maior com Romeu.

Gaspar (Nuno Leal Maia) e os filhos – Top Model (1989-1990)

Um dos destaques da trama de Top Model (1989-1990) era a relação do surfista quarentão Gaspar com seus cinco filhos, de mães diferentes: Elvis Presley, Olivia Newton-John, Jane Fonda, Ringo Starr e John Lennon (Marcelo Faria, Gabriela Duarte, Carol Machado, Henrique Farias e Ígor Lage).

Entre 1991 e 1992, o SBT apresentou a série Grande Pai que mostrava as dificuldades do estressado viúvo Arthur (Flávio Galvão) em educar suas três filhas, de idades diferentes: Jô, Ana e Flor (Patrícia Lucchesi, Paloma Duarte e Vanessa Rubi).

Na novela Bambolê (1987-1988), Álvaro (Cláudio Marzo) era um pai relapso nas coisas práticas da vida, quase irresponsável, um mulherengo inveterado, mas amoroso na relação com suas três jovens filhas: Ana, Yolanda e Cristina (Myrian Rios, Thaís de Campos e Carla Marins).

A prole do Capitão Jonas Rocha (Reginaldo Faria) – Vamp (1991-1992)

Em Vamp (1991-1992), o capitão reformado Jonas Rocha (Reginaldo Faria) era um viúvo com seis filhos – Lipe, João, Jade, Nando, Isa e Tico (Fábio Assunção, Pedro Vasconcelos, Luciana Vendraminni, Henrique Farias, Fernanda Rodrigues e José Paulo Jr.) – que viu a família aumentar quando se casou com Carmem Maura (Joana Fomm), também viúva  e mãe de seis filhos  – Lena, Scarleth, Rubinho, Dorothy, Leon e Sig (Daniela Camargo, Bel Kutner, Aleph Del Moral, Carol Machado, Rodrigo Penna e João Rebello).

Benedito Ruy Barbosa é outro autor que já retratou muito bem dramas familiares envolvendo pai e filhos. Em Pantanal (1990), José Leôncio (Cláudio Marzo) era um pecuarista do Mato Grosso às voltas com o filho criado na cidade grande, Jove (Marcos Winter) e que, ao longo da história, se descobriu pai de dois outros filhos, Tadeu (Marcos Palmeira), que sempre esteve de seu lado, e o misterioso Zé Lucas de Nada (Paulo Gorgulho).

Em Renascer (1993), Zé Inocêncio (Antônio Fagundes) tinha uma difícil relação com seu filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), a quem ele culpava -  veladamente – da morte de sua mulher, Maria Santa – morta no parto de João Pedro. A situação se complicou quando Zé Inocêncio passou a disputar com o filho o amor da jovem Mariana (Adriana Esteves). O Painho, como era conhecido Zé Inocêncio, tinha outros três filhos, José Augusto, José Bento e José Venâncio (Marco Ricca, Tarcísio Filho e Taumaturgo Ferreira).

Totó (Tony Ramos) com dois de seus filhos – Passione (2010)

Em Passione (2010), a vida de Totó (Tony Ramos), que morava na Itália com seus quatro filhos – Adamo, Agnelo, Agostina e Alfredo (Germano Pereira, Daniel de Oliveira, Leandra Leal e Miguel Roncato) – mudava drasticamente quando foi procurado pela sua mãe, que ele não conhecia, Bete Gouveia (Fernanda Montenegro).

Na novela Cavalo Amarelo (1980), o saudoso ator Rofolfo Mayer viveu o severo empresário Salvador Maldonado, que trazia sua prole em rédeas curtas: os filhos Joana, Téo, Wálter e Lalucha (Márcia de Windsor, Fúlvio Stefanini, Wálter Prado e Marta Volpiani), que o chamavam carinhosamente de Paizão. Com a morte de Maldonado, descobriu-se que ele tinha um filho bastardo, Zeca (Kito Junqueira), seu braço direito nos negócios.

Em Páginas da Vida (2006-2007), Tide (Tarcísio Meira) perdia a mulher, Lalinha (Glória Menezes), mas fazia questão de manter sua prole unida, os seis filhos e os filhos destes, seus netos. Os filhos de Tide eram Carmem, Leandro, Elisa, Márcia, Jorge e Olívia (Natália do Valle, Tato Gabus Mendes, Ana Botafogo, Helena Ranaldi, Thiago Lacerda e Ana Paula Arósio).

Sidney, o Papito (Daniel Dantas) – Cheias de Charme (2012)

Para finalizar, Seu Sidney, carinhosamente chamado de Papito pela filha adotiva, Rosário (Leandra Leal). Cheias de Charme mostra bem a afetuosa relação do homem que tirou uma menina de um orfanato e a criou com carinho, cumprindo as funções e pai e mãe e confirmando a máxima “pai é quem cria e dá amor“.

Cite outros pais marcantes de nossas novelas!