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“Avenida Brasil” peca ao exibir capítulo emblemático num sábado, dia de menor audiência
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Nilson Xavier

Finalmente chegou o capítulo 100 de Avenida Brasil! Com dois dias de atraso. E num sábado! Explico. O autor, João Emanuel Carneiro, há tempos anunciou que haveria a grande virada da novela em seu centésimo capítulo. Criou-se uma grande expectativa nele, já que Carminha (Adriana Esteves) iria descobrir que sua empregada Nina (Débora Falabella) era na verdade Rita, que ela abandonara no lixão quando criança.

O capítulo 100 foi exibido na quinta-feira e a sequência tão aguardada foi deixada para o final. As redes sociais se mobilizaram durante todo o dia 19, comentando o tão esperado momento. Mas foi nos capítulos seguintes que a coisa realmente pegou fogo. No sábado (capítulo 102), o grande ápice: Carminha se vinga de Nina/Rita jogando-a numa cova, para ser enterrada viva. Uma sequência das mais tensas já apresentadas na televisão brasileira – com referências no cinema, diga-se de passagem, em filmes como Kill Bill, de Tarantino.

JEC – como costumamos chamar João Emanuel – já apresentara momentos de grande tensão em sua novela anterior, A Favorita, de 2008. Mas as cenas vistas em Avenida Brasil beiraram o terror. Tanto na sequência em que Nina está enterrada, com Carminha humilhando-a psicologicamente, até quando Nina deixa a cova cambaleante, feito um zumbi. A fotografia e a trilha sonora – ótimas – ajudaram a construir o clima de horror que a cena pedia.

Há de se destacar a grande interpretação de Adriana Esteves com sua Carmem Lúcia, que já entrou para a galeria das personagens inesquecíveis de nossa TV. E Débora Falabella – outra grande atriz -, que segura firme todas as cenas com a companheira. Repercussão pouca é bobagem, haja vista a enorme quantidade de charges envolvendo as duas personagens que proliferaram na Internet nos últimos dias.

O curioso foi deixar um capítulo tão emblemático para ser apresentado em um sábado, dia em que, tradicionalmente, a audiência é menor. A prévia no Ibope ficou na média dos 35 pontos – ótima para um sábado, acostumado a registrar 31, 32. Mas talvez renderia uns 45 pontos se fosse exibido numa segunda-feira (dia em que, geralmente, o Ibope é maior). De qualquer forma, reservar um momento tão importante dentro da trama para um sábado pode indicar bala na agulha para mais fortes emoções na próxima semana. É aguardar.

Avenida Brasil segue como uma das melhores novelas dos últimos anos, o que pode ser constatado através do Ibope – alto para os padrões atuais -; através de sua produção de primeira, com direção impecável, elenco afiadíssimo, trama envolvente e personagens cativantes; e através da repercussão positiva nas mídias sociais, repletas de fãs fervorosos da trama.

De fato, a novela é tão boa que seus pontos fracos são passíveis de perdão. Que tal seguir o conselhos dos tuiteiros: reservar os momentos das tramas paralelas que caíram no desinteresse, dos personagens coadjuvantes chatos, com a trilha sonora nacional indigesta, para tomar água, ler um email ou fazer xixi!

Nota: as duas imagens maiores são screenshots de cenas extraídos no site da novela.
A imagem animada de Carminha vermelha (acima) foi criada por Marcus Vinícius (@MV_Oficial).
Não encontrei o autor da outra imagem animada de Carminha. Mas darei o crédito se ele se manifestar.


Cena de “Avenida Brasil” pega telespectador de surpresa
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Nilson Xavier

Pela primeira vez em Avenida Brasil, vimos Nina (Débora Falabella) reagir ao destempero de Carminha (Adriana Esteves). A sequência exibida no capítulo de sábado (07/07) pegou o telespectador de surpresa, acostumado a ver uma Nina submissa, que engole passivamente todos os desaforos da patroa.

A gota d´agua para Nina foi quando Carminha relatou a morte de Dodi, o cachorro de Rita – a falsa, Betânia na verdade (Bianca Comparato). Carminha descreveu com requintes de crueldade como o cachorrinho morreu envenenado, e Nina lembrou-se da infância, quando era maltratada pela madrasta.

A empregada não se conteve: ao servir Carminha, derramou todo o suco em cima dela. A interpretação das atrizes segurou a cena, tensa e bem dirigida, provando mais uma vez que a escolha delas para interpretar as personagens não poderia ter sido mais acertada. Débora era só ódio no olhar. E Adriana arfava – dava para sentir as veias saltando!

O telespectador, atônito, esperava o momento em que as duas fossem partir para a violência física. Mas não. Cada personagem segurou a raiva ao seu modo, afinal, uma precisa da outra. Para Nina, uma reação poria a perder todo seu plano de vingança. Ela precisava continuar aguentando calada as humilhações da outra. Para Carminha, Nina ainda era uma aliada, além de uma excelente serviçal.

Esta sequência é mais uma que entra para a galeria das cenas marcantes de Avenida Brasil. E o prenúncio de que não tardará para Carminha descobrir quem é a verdadeira Nina e, aí sim, uma se voltar contra a outra.

Assista AQUI (vídeo no Youtube) a cena em que Nina derruba suco em Carminha.