Blog do Nilson Xavier

Arquivo : Roque Santeiro

Sucesso prolongado de “Avenida Brasil” contribui para repercussão negativa de “Salve Jorge”
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Nilson Xavier

Totia Meirelles e Nanda Costa em cena de “Salve Jorge” (Foto: TV Globo)

Não sei se Glória Perez já usou o argumento de que existe uma campanha negativa da mídia contra Salve Jorge. Todo dia me deparo com alguma notícia espinafrando a novela ou, ao menos, chamando a atenção para a sua repercussão negativa, a baixa audiência, o número volumoso de atores no elenco, as repetições de temas, etc. Não vou me estender nos exemplos senão vai parecer que eu mesmo estou desqualificando a obra. O fato é que as audiências de todas as novelas no ar estão abaixo do esperado (com exceção de Carrossel, do SBT, que tem seu público cativo).

Continuo achando que Carminha é a grande vilã nessa má vontade toda do público com a trama de Glória. Avenida Brasil abriu um precedente: o público está cansado de mais do mesmo. É claro que Avenida também tinha mais do mesmo, como deve ter todo folhetim (a base da telenovela). Mas houve ali uma quebra de paradigma – pelo menos no formato (estética cinematográfica, linguagem de seriado com ganchos surpreendentes, elenco enxuto, etc.)… Também não vou me estender em enaltecer Avenida para não resvalar a novela da Glória na comparação com a trama de João Emanuel Carneiro.

O período de luto de Avenida Brasil se estende na medida em que a novela continua colhendo louros de seu sucesso. Na noite de terça-feira (27/11), Avenida foi a principal vencedora do Prêmio Extra de Televisão. Ganhou seis das nove categorias em que concorreu: Novela, Atriz (Adriana Esteves), Ator Coadjuvante (José de Abreu), Atriz Coadjuvante (Ísis Valverde), Revelação (Cacau Protásio) e Revelação Infantil (Mel Maia) – Marcelo Serrado, de Fina Estampa, levou o prêmio de Melhor Ator.

Os internautas comemoram na Internet. Assim como comemoram os capítulos de Avenida Brasil transmitidos atualmente pelo canal SIC, em Portugal, que podem ser vistos aqui pela Internet. E justamente na hora que está passando Salve Jorge. Que azar, hein!

“Roque Santeiro” – “Selva de Pedra” – “Vale Tudo” – “O Salvador da Pátria”

Assim como Avenida Brasil, outras duas novelas, do passado também causaram frisson e viraram coqueluche: Roque Santeiro (1985-1986) e Vale Tudo (1988-1989). A novela que teve a difícil tarefa de substituir Roque Santeiro foi o remake de Selva de Pedra (com Fernanda Torres, Tony Ramos e Christiane Torloni como protagonistas). Apesar do sucesso da novela original em 1972 (aquela dos 100% de audiência), o remake não agradou a maioria. A trama custou para pegar – se é que de fato “pegou” – e foi muito criticada na época. A história se repete mais ou menos assim agora, em 2012…

Em contrapartida, o caso de Vale Tudo foi diferente. Depois do enorme sucesso da novela, de todos saberem que foi Leila quem matou Odete Roitman, a trama substituta – O Salvador da Pátria – não fez feio. Aqui cabem algumas comparações. Selva de Pedra tinha a estrutura do mais clássico dos folhetins. Era uma história relativamente nova e conhecida em 1986 – havia sido reprisada em 1975, onze anos antes. Ou seja, foi escolhido um melodrama sem novidade para substituir um fenômeno de repercussão. Selva de Pedra, naquele momento, revelou-se uma escolha equivocada para entrar no lugar de Roque Santeiro.

Diferentemente, a trama que substituiu o fenômeno Vale TudoO Salvador da Pátria – trazia o mais apurado texto de Lauro César Muniz, na história do boia-fria matuto (Sassá Mutema de Lima Duarte) que serviu de bode expiatório para as falcatruas dos poderosos de uma cidadezinha. Apesar de ser uma releitura de um antigo conto de Lauro César (O Crime do Zé Bigorna, exibido nos anos 1970 como Caso Especial), O Salvador da Pátria apresentou uma história e tanto que cativou o público de cara, logo nos primeiros meses. Não por acaso, a novela registrou altos índices de audiência na época (apesar dos problemas que teve da metade para o final).

Roque Santeiro-Selva de Pedra e Vale Tudo-O Salvador da Pátria são exemplos para se refletir no atual caso Avenida Brasil-Salve Jorge. Acredito que o público deixa o luto pela novela anterior mais cedo quando o casamento seguinte traz novidade. E convenhamos que Salve Jorge carece de novidade. A única está no núcleo do tráfico de mulheres.

Como se não bastasse Salve Jorge ser uma novela tradicional demais para ocupar a vaga de Avenida Brasil, o sucesso prolongado da trama de João Emanuel Carneiro ecoa e intensifica a sensação do quanto as duas novelas são diferentes. Para melhor e para pior.


Relembre as beatas que marcaram as novelas, como Doroteia em “Gabriela”
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Nilson Xavier

Em Gabriela, Dona Doroteia (Laura Cardoso) é a líder das beatas de Ilhéus, e quer impedir a todo custo que as prostitutas do Bataclan participem da procissão na cidade.

Beatas, carolas, papa-hóstias, ratazanas de sacristia. Guardiãs da moral e dos bons costumes, elas geralmente são futriqueiras, adoram cuidar da vida alheia, julgam os demais e se julgam intocáveis. E por perder tanto tempos com os outros, não percebem o que acontece dentro de suas próprias casas. Frequentam todas as missas e cultos e se acham porta-vozes de Deus. Relembre as beatas que marcaram as novelas.

A irmãs Cajazeiras – Doroteia (Ida Gomes), Dulcineia (Dorinha Duval) e Judiceia (Dirce Migliaccio) – O Bem Amado (1973)

Vigilantes da moral de Sucupira, as irmãs Cajazeiras eram os cabos eleitorais oficiais do prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo). Mas todas tinham um xodó pelo prefeito, que se aproveitava do romantismo de cada uma, sem que as outras percebessem.

Mariana (Eloísa Mafalda em 1982-1983, Cássia Kis Magro em 2009) – Paraíso

Mãe da Santinha, a beata havia prometido a filha à vida religiosa, mas não se conformou quando ela trocou Jesus pelo Filho do Diabo.

Dona Pombinha (Eloísa Mafalda) – Roque Santeiro (1985-1986)

Devota de Roque Santeiro, lutou como pôde contra Matilde (Yoná Magalhães) e suas “meninas”, que levaram a boate Sexu´s a Asa Branca.

Perpétua, Amorzinho e Cinira (Joana Fomm, Lília Cabral e Rosane Gofman) – Tieta (1989-1990)

Perpétua fazia gato e sapato de suas pupilas Amorzinho e Cinira, duas carolas reprimidas sexualmente que acatavam a todas as ordens da “tribifu”.

Gioconda (Eloísa Mafalda) – Pedra Sobre Pedra (1992)

As beatas eram mesmo a especialidade da atriz Eloísa Mafalda. Gioconda implicou até com o novo padre de Resplendor, por ele ser negro.

Rosa, Brásia e Zefa (Míriam Mehler, Cláudia Mello e Ana Lúcia Torre) – As Pupilas do Senhor Reitor (1995)

As guardãs da moral e da vida alheia na aldeia portuguesa de Póvoa do Varzim.

Violante (Drica Moraes) – Xica da Silva (1996-1997)

A grande inimiga de Xica (Taís Araújo), tinha até a igreja ao seu lado na luta pessoal contra a Rainha do Tijuco.

Altiva (Eva Wilma) – A Indomada (1998)

Se dizia a dona de Greenville. Invocava Deus até em seu bordão: “Ó xente mai Gódi!”. Sua loucura acabou por consumi-la.

Imaculada (Elizabeth Savalla) – A Padroeira (2001)

Beata que tentava expiar os pecados da juventude através de sua filha, Isabel (Mariana Ximenes), que queria obrigar a abraçar a vida religiosa.

Eva (Eliane Gardini) – Cobras e Lagartos (2006).

Carola que fora casada com um ladrão de joias, tentava educar os três filhos com muita rigidez e religião. Em um determinado momento, passou a assumir outra identidade: a fogosa cigana Esmeralda.

Carminha (Adriana Esteves) – Avenida Brasil (2012)

Por fora, ela é uma mulher religiosa, devota que faz suas orações, preocupada com a comunidade e obras assistenciais. Mas por dentro… oi oi oi!

Cite outras beatas de novelas!


No Dia dos Namorados, relembre casais românticos que marcaram as novelas
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Nilson Xavier

Amanda e Herculano em "O Astro" (Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi)

Viúva Porcina e Sinhozinho Malta em "Roque Santeiro" (Regina Duarte e Lima Duarte)

Matteo e Giuliana em "Terra Nostra" (Thiago Lacerda e Ana Paula Arósio)

Lara e João em "Irmãos Coragem" (Glória Menezes e Tarcísio Meira)

João Fernandes e Xica em "Xica da Silva" (Victor Wagner e Taís Araújo)

Cacá e Júlia em "Dancin´ Days" (Antônio Fagundes e Sônia Braga)

Daniel e Clarisse em "Prova de Amor" (Marcelo Serrado e Lavínia Vlasak)

Marcos e Ruth em "Mulheres de Areia" (Guilherme Fontes e Glória Pires)

Afonso e Solange em "Vale Tudo" (Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi)

Beto e Renata em "Beto Rockfeller" (Luiz Gustavo e Bete Mendes)

Babalu e Raí em "Quatro por Quatro" (Letícia Spiller e Marcello Novaes)

Cristiano e Simone em "Selva de Pedra" (Francisco Cuoco e Regina Duarte)

Nando e Milena em "Por Amor" (Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz)

Professor Fábio e Jô Penteado em "A Barba Azul" (Carlos Zara e Eva Wilma)

Jade e Lucas em "O Clone" (Giovanna Antonelli e Murilo Benício)

Márcio e Lili em "O Astro" (Tony Ramos e Elizabeth Savalla)

Cite outros casais românticos de novelas!


No aniversário de Aguinaldo Silva, relembre sua obra na televisão
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Nilson Xavier

Aguinaldo Silva no programa Roda Viva em março de 2012

O novelista Aguinaldo Silva completa 69 anos nesta quinta-feira, 7 de junho. Ele se autodenomina uma das cinco últimas ararinhas azuis do horário nobre da Globo, ou seja, um dos novelistas veteranos remanescentes do prime-time global (os demais são Gilberto Braga, Glória Perez, Manoel Carlos e Silvio de Abreu).

Natural de Carpina, interior de Pernambuco, de família humilde, Aguinaldo frequentou ótimos colégios no Recife até se tornar jornalista, publicar livros e se mudar para o Rio de Janeiro, aonde chegou a atuar no jornal O Globo, como repórter policial. Foi por causa de sua experiência nas páginas policiais que foi convidado a integrar a equipe de roteiristas do seriado Plantão de Polícia, em 1979 – seu primeiro trabalho na TV.

Em 1982, foi ao ar a primeira minissérie brasileira, Lampião e Maria Bonita, que Aguinaldo assinou com Doc Comparato. Dirigida por Paulo Afonso Grisolli e Luís Antônio Piá, a minissérie tinha Nelson Xavier e Tânia Alves como protagonistas e narrava a vida do rei do cangaço.

Em 1983, o submundo do crime foi retratado na minissérie Bandidos da Falange, nova parceria com Doc Comparato, direção de Luís Antônio Piá e Jardel Mello. A minissérie trouxe o problema da criminalidade urbana, os envolvimentos da polícia e a organização secreta de bandos dentro das penitenciárias em conexão com o crime organizado fora delas. Essa minissérie deveria ter estreado em agosto de 1982, mas teve problemas com a censura e só foi liberada cinco meses depois, picotada.

Novamente com Doc Comparato, Aguinaldo abordou a vida do Padre Cícero nesta minissérie, apresentada em 1984, tendo Stênio Garcia no papel-título, dirigida por Paulo Afonso Grisolli e José Carlos Piéri.

A estreia de Aguinaldo em telenovelas aconteceu em 1984, quando a Globo decidiu unir dois então novos roteiristas da casa para uma novela do horário nobre. Com Glória Perez, Aguinaldo começou a escrever Partido Alto, com direção geral de Roberto Talma. A falta de sintonia entre Aguinaldo e Glória fez com que a dupla fosse desfeita. Aguinaldo abandonou a novela e Glória a concluiu. No elenco, Cláudio Marzo, Elizabeth Savalla, Raul Cortez, Betty Faria, Glória Pires e outros.

Aguinaldo deixou Partido Alto para se dedicar a uma nova minissérie, uma adaptação do romance Tenda dos Milagres, de Jorge Amado, apresentada no segundo semestre de 1985. Com direção geral de Paulo Afonso Grisolli, tinha novamente Nelson Xavier e Tânia Alves como protagonistas.

Entre 1985 e 1986, foi ao ar Roque Santeiro. Aguinaldo foi chamado para escrever a novela com Dias Gomes, o autor da sinopse. Dos 209 capítulos da trama, Dias escreveu 99: os 51 iniciais e os 48 finais. Aguinaldo escreveu os 110 do miolo. Roque Santeiro tornou-se um marco da teledramaturgia nacional. Marcílio Moraes e Joaquim Assis colaboraram no texto e a direção ficou a cargo de Gonzaga Blota, Marco Paulo, Jayme Monjardim e Paulo Ubiratan. No elenco grandioso, José Wilker, Regina Duarte e Lima Duarte viveram os protagonistas Roque, Viúva Porcina e Sinhozinho Malta.

Em 1987, Aguinaldo apresentou uma trama urbana: O Outro, com Francisco Cuoco vivendo os sósias Denizard de Mattos e Paulo Della Santa na história em que um – desmemoriado – assumia a identidade do outro, dado como desaparecido. Direção geral de Gonzaga Blota, Ricardo Waddington e Antônio Rangel. No elenco, também Yoná Magalhães, Natália do Valle, Malu Mader e outros.

No ano seguinte, Aguinaldo uniu-se a Gilberto Braga e Leonor Bassères para juntos escreverem outro grande sucesso de nossa teledramaturgia: Vale Tudo – direção de Denis Carvalho e Ricardo Waddington. Com uma galeria de personagens memoráveis – Odete Roitman (Beatriz Segall), Fátima (Glória Pires), Heleninha (Renata Sorrah), Solange (Lídia Brondi), Marco Aurélio (Reginaldo Faria), César (Carlos Alberto Riccelli), Raquel  (Regina Duarte), e outros – Vale Tudo fez o país parar no último capítulo para o desfecho de um dos “quem matou?” mais notórios de nossa TV: quem matou Odete Roitman?
Leia AQUI o post especial que escrevi sobre Vale Tudo.

Tieta (1989-1990) foi outro grande êxito de nossa TV, considerada pelo próprio Aguinaldo como sua melhor novela. Adaptação do romance Tieta do Agreste de Jorge Amado, escrita com Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, com direção geral de Paulo Ubiratan. O grandioso elenco escalado foi um dos fatores para o sucesso, com personagens na maioria caricatos e inesquecíveis. Destaque para a brilhante atuação de Joana Fomm como a vilã Perpétua. Dois mistérios aguçaram a curiosidade do público: o conteúdo de uma caixa que Perpétua escondia, e a identidade da “Mulher de Branco”, uma figura sinistra que atacava – sexualmente – homens nas noites de lua cheia. No elenco, também Betty Faria, José Mayer, Reginaldo Faria, Lídia Brondi, Yoná Magalhães, Arlete Salles e outros.

Em 1990 foi ao ar a minissérie Riacho Doce que Aguinaldo escreveu com Ana Maria Moretzsohn, adaptada do romance homônimo de José Lins do Rêgo. Com direção geral de Paulo Ubiratan, a minissérie apresentou belas paisagens de Fernando de Noronha. Os protagonistas foram vividos por Fernanda Montenegro, Vera Fischer e Carlos Alberto Riccelli.

Aguinaldo, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares se uniriam novamente para mais um novela com direção geral de Paulo Ubiratan: Pedra Sobre Pedra, sucesso do ano de 1992, com Lima Duarte, Renata Sorrah e Armando Bógus nos papeis centrais. O realismo fantástico, que o autor usara discretamente em Roque Santeiro e Tieta, teve aqui o seu ápice com uma série de personagens surreais: o morto que voltava para as mulheres que ele seduziu em vida, quando elas comiam uma flor; o homem atraído pela lua cheia; e a mulher com mais de cem anos e com uma memória prodigiosa. No elenco, ainda Eva Wilma, Maurício Mattar, Adriana Esteves, Eloísa Mafalda, Fábio Jr. e outros.

A trama seguinte, Fera Ferida (1993-1994) apresentou mais um leque de personagens curiosos e tramas por vezes absurdas de Aguinaldo Silva. Desta vez ele usou como ponto de partida os personagens e histórias de Lima Barreto. O realismo fantástico também esteve presente, no homem que prometia transformar ossos humanos em ouro; na personagem que entrou em sono profundo e dormiu anos a fio; no coveiro que falava com os mortos e sabia os segredos das famílias da cidade (Tubiacanga); e nas cenas de sexo dos amantes Demóstenes e Rubra Rosa (José Wilker e Susana Vieira), que pegavam fogo, literalmente. Novamente escrita com a coautoria de Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Direção geral de Denis Carvalho e Marcos Paulo. No elenco, também Edson Celulari, Giulia Gam, Lima Duarte, Hugo Carvana, Joana Fomm, Juca de Oliveira, Arlete Salles, Cassia Kiss e outros.

A Indomada - de 1997, escrita com a parceria de Ricardo Linhares e direção geral de Marcos Paulo – foi outro sucesso onde transitaram os personagens fantásticos de Aguinaldo Silva. A história se passava na fictícia cidade de Greenville, onde os moradores davam grande valor às tradições britânicas. O destaque foi o português com sotaque nordestino falado pelos personagens, misturado a expressões da língua inglesa. Frases como “oh chente, mai gódi” se popularizaram. Grande momento de Eva Wilma e Ary Fontoura, que viveram a ardilosa dupla de vilões Altiva e Pitágoras. Como ingrediente do realismo fantástico, havia o Delegado Motinha (José de Abreu) – que caiu num buraco e foi parar no Japão -, e Altiva – que no final virou fumaça jurando voltar para se vingar. Isso sem falar no mistério do Cadeirudo, a figura que atacava as mulheres de Greenville em noites de lua cheia (o que lembrava a “Mulher de Branco” de Tieta). No elenco, ainda Adriana Esteves, José Mayer, Claudio Marzo, Renata Sorrah, Betty Faria, Paulo Betti, Luiza Tomé e outros.

Em 1998, Aguinaldo foi supervisor de Ricardo Linhares na primeira novela solo dele na Globo: Meu Bem Querer (direção geral de Marcos Paulo e Roberto Naar). Lá estava todo o universo ficcional de Aguinaldo com o qual Linhares estava acostumado a lidar: cidadezinha do interior nordestino com personagens caricatos e de apelo popular, e doses de realismo fantástico. Unindo o universo dos dois autores, os endereços da cidadezinha da novela foram batizados com nomes de personagens criados pela dupla em outras novelas: Travessa Professor Praxedes de Menezes (de Fera Ferida), Ladeira Altiva de Mendonça e Albuquerque (de A Indomada), Beco da Cinira (de Tieta), Rua Gioconda Pontes e Largo Dona Francisquinha Queiróz (de Pedra Sobre Pedra). No elenco, Marília Pêra, José Mayer, Ângela Vieira, Murilo Benício, Alessandra Negrini, Leonardo Brício, Flávia Alessandra e outros.

A novela seguinte talvez tenha sido a mais problemática da carreira de Aguinaldo Silva: Suave Veneno (de 1999, direção geral de Marcos Schechtmann, Ricardo Waddington e Daniel Filho). Desta vez o autor voltou a ambientar sua trama no urbano. A história confundiu o telespectador que se afastou, e pouco restava a ser feito para reconquistá-lo. Durante a novela, o ator José Wilker teria circulado nos estúdios com uma camiseta em que se lia: “Suave Veneno: Eu sobrevivi!”. Destaque para o guru Uálber Cañedo (Diogo Vilela) e para a vilã Maria Regina (Letícia Spiller com os cabelos à la Isabella Rosselinni). O elenco também tinha Glória Pires, Irene Ravache, Betty Faria, Patrícia França, Ângelo Antônio e outros.

Porto dos Milagres – de 2001, escrita com Ricardo Linhares, direção geral de Marcos Paulo e Roberto Naar – pareceu uma salada de todas as tramas regionalistas que Aguinaldo fizera anteriormente. Foi, inclusive, seu último trabalho nesses moldes. Mas, graças ao ótimo elenco, a novela conseguiu escapar da simples cópia, garantindo boa audiência. Entre os destaques estava a vilã Adma Guerreiro (Cássia Kiss), a “perua” Amapola (Zezé Polessa), e Augusta Eugênia (Arlete Salles, que não se deixou abalar pelas críticas acerca da semelhança entre a personagem e Altiva que Eva Wilma viveu em A Indomada, e aos poucos deu um jeito diferente à personagem). O elenco também contou com Antônio Fagundes, Marcos Palmeira, Flávia Alessandra, Luiza Tomé, Leonardo Brício, Camila Pitanga, Fúlvio Stefanini e outros.

Em 2004, Aguinaldo abandonou o realismo fantástico e retomou definitivamente os dramas urbanos com Senhora do Destino, um de seus maiores sucessos (direção geral de Wolf Maya). O autor tirou o mote central da novela das manchetes de jornais: o seqüestro do garoto Pedrinho por Vilma Martins Costa – ela levou o bebê de uma maternidade de Brasília, em 1986, e o criou como se fosse seu filho até ser desmascarada, em 2003. Grande destaque para Renata Sorrah, que viveu a inesquecível vilã Nazaré Tedesco. José Wilker também conseguiu construir um personagem marcante: Giovanni Improta, um bicheiro bonachão com a dose exata de histrionismo. No elenco, também os atores Susana Vieira, Carolina Dieckamnn, José Mayer, Eduardo Moscovis, Letícia Spiller e outros.

A trama seguinte de Aguinaldo, Duas Caras – de 2007-2008, direção geral de Wolf Maya – abordou educação, racismo, luta de classes, drogas, homossexualidade, especulação imobiliária e invasão de terras improdutivas. Com Dalton Vigh, Marjorie Estiano, Antônio Fagundes, Susana Vieira, José Wilker, Renata Sorrah, e outros.

Em 2009, Aguinaldo Silva escreveu com Maria Elisa Berredo a minissérie Cinquentinha (direção geral de Wolf Maya), com Susana Vieira, Marília Gabriela, Betty Lago e Maria Padilha. A minissérie gerou um spin-off em 2011: o seriado Lara com Z, protagonizado por Lara Romero, a personagem de Susana Vieira em Cinquentinha (também escrita com Maria Elisa Berredo e dirigida por Wolf Maya).

Numa parceria com a emissora portuguesa SIC, a Globo produziu a novela Laços de Sangue em 2010, gravada em Portugal, com profissionais de lá, tendo Aguinaldo Silva como supervisor de texto do autor da novela, Pedro Lopes.

Entre 2011 e 2012, Aguinaldo escreveu outro sucesso popular, a novela Fina Estampa – (direção geral de Wolf Maya), que alavancou a audiência do horário nobre da Globo. O autor uniu tramas sem compromisso algum com a realidade com elementos populares em voga no momento – como UFC e o funk -, personagens caricatos – como a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni) e o gay Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado) -, e uma heroína maniqueísta – Griselda (Lília Cabral), mulher batalhadora, boa e justa, concebida especialmente para criar empatia com o público que se identifica com essa figura idealizada: a “nova classe C” (responsável pela audiência do horário no momento). No elenco, também Dalton Vigh, José Mayer, Carolina Dieckmann, Eva Wilma e outros.
Leia AQUI meu post sobre o balanço final de Fina Estampa.

Leia AQUI meu post sobre os mistérios nas novelas de Aguinaldo Silva.

Leia AQUI meu post sobre a entrevista de Aguinaldo Silva ao programa Roda Viva da TV Cultura em março desse ano.

Comente os trabalhos de Aguinaldo Silva que você mais gostou!


Canal Viva reprisa “Que Rei Sou Eu?” em maio
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Nilson Xavier

O canal Viva já tem uma novela substituta para Roque Santeiro (de segunda a sexta-feira à meia-noite e quinze): é Que Rei Sou Eu?, já com teasers no ar (as primeiras chamadas curtas que aguçam a curiosidade do telespectador). A estreia é em 7 de maio.

Que Rei Sou Eu? é um dos maiores sucessos da teledramaturgia da Globo. A novela foi ao ar originalmente entre fevereiro e setembro de 1989, e reprisou uma única vez, logo após sua apresentação, entre outubro e dezembro de 1989, em forma compacta. Escrita por Cassiano Gabus Mendes, com a colaboração de Luís Carlos Fusco, a novela foi dirigida por Jorge Fernando, Mário Márcio Bandarra, Lucas Bueno e Fábio Sabag.

No fictício reino de Avilan, três anos antes da Revolução Francesa, o Bruxo Ravengar (Antônio Abujamra), de conluio com a Rainha Valentine (Tereza Rachel), põe no trono um mendigo, Pichot (Tato Gabus Mendes), o que vem atender aos interesses dos nobres, para evitar que os rebeldes – os representantes do povo – assumam o poder, mais especificamente Jean-Pierre (Edson Celulari), filho bastardo do falecido rei e legítimo herdeiro do trono de Avilan.

A trama de capa e espada propunha uma paródia bem humorada do Brasil do final da década de 1980. O reino de Avilan era um micro cosmo do país, onde os conselheiros reais representavam os políticos corruptos. A novela retratou a instabilidade financeira do Brasil, com sucessivos planos econômicos, moeda desvalorizada que mudava de nome, elevada carga de impostos, entre outros acontecimentos comuns ao brasileiro daqueles tempos.

Que Rei Sou Eu?, estreia 07/05/2012, 0h15 com reprise às 12h no dia seguinte.

Saiba mais sobre Que Rei Sou Eu? no site Teledramaturiga.


50 anos de carreira de Regina Duarte: relembre seus trabalhos na TV – Anos 80
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Nilson Xavier

Com Francisco Cuoco em “Sétimo Sentido”

Em 1982, Regina Duarte voltava à TV, em uma novela de Janete Clair. Em Sétimo Sentido (direção de Roberto Talma, Jorge Fernando e Guel Arraes), a atriz viveu a paranormal Luana Camará, que retornava ao Brasil para reaver a fortuna deixada pelo seu falecido pai, que estava sob o poder da família Rivoredo. Algum tempo depois, cansada de lutar em vão contra os ambiciosos Rivoredo, Luana retorna ao Marrocos, onde vivia, deixando para trás o seu amor pelo jovem Rudi Rivoredo (Carlos Alberto Riccelli). Mas de repente, todos se veem à volta com uma mulher idêntica a Luana, mas de temperamento completamente diferente. Ela é a esfuziante atriz italiana Priscila Capricce, que enlouquece de paixão Tião Bento (Francisco Cuoco), o principal opositor de Luana.  Na verdade, Luana havia incorporado o espírito da falecida atriz. Regina Duarte voltava a contracenar com Francisco Cuoco, com quem atuara em Legião dos Esquecidos (1968-1969), na Exlcesior, e em Selva de Pedra (1972), na Globo.

Anúncio do seriado “Joana”

Em 1984, afastada da Globo, Regina protagonizou uma produção independente do diretor Guga de Oliveira (irmão do Boni): o seriado Joana, apresentado na Manchete e, no ano seguinte, no SBT. A proposta era muito parecida com a de Malu Mulher, da Globo: as protagonistas eram mulheres feministas e destemidas, com conflitos com as seus respectivos filhos e ex-maridos. A jornalista Joana Martins está em seu segundo casamento e tem de conciliar sua vida em família com seu trabalho na revista, onde segue uma linha de jornalismo investigativo, envolvendo-se em questões sociais, políticas e criminais.

Com Lima Duarte em “Roque Santeiro”

De volta a Globo, Regina foi chamada para viver a Viúva Porcina, na regravação de Roque Santeiro. A novela havia sido censurada em 1975, na noite de sua estreia, e, dez anos depois, pôde finalmente ser gravada. Betty Faria não aceitou fazer o papel de Porcina, como há dez anos, e coube a Regina substituí-la. A novela – um grande sucesso, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, dirigida por Paulo Ubiratan, Gonzaga Blota, Marcos Paulo e Jayme Monjardim – marcou a história de nossa TV e a carreira de Regina Duarte, que brilhou na pele da espalhafatosa e fogosa viúva. De “Namoradinha do Brasil” a atriz tornou-se “Amante Nacional” – como se dizia na época. Porcina era o pivô de uma farsa institucionalizada por Sinhozinho Malta (Lima Duarte) para tirar proveito em cima da imagem de Roque Santeiro (José Wilker), a quem julgava morto. Para a amante, Sinhozinho criou a imagem da viúva de Roque, considerado santo pela população local. Mas Roque estava vivo e disposto a desfazer o seu mito, para o desespero de Sinhozinho. A situação se complica quando o “ex-morto” e sua “viúva” – a que era sem nunca ter sido – passam a ter um envolvimento amoroso. No final, ela tem que decidir se fica com Sinhozinho ou se embarca com Roque no avião – numa sequência rodada à la Casablanca, o filme – uma das mais marcantes da novela.

Com Glória Pires em “Vale Tudo”

Depois do grande sucesso de Roque Santeiro, Regina Duarte voltaria a TV em 1988, numa novela escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères: Vale Tudo, outro marco de nossa teledramaturgia. Ela era a simplória Raquel, uma mulher batalhadora que é enganada pela própria filha, Maria de Fátima (Glória Pires), que vendeu a casa em que viviam e fugiu com o dinheiro para o Rio de Janeiro. Raquel vai ao encalço da filha, mas só encontra seu desprezo. Disposta a esquecer Fátima, Raquel arregaça as mangas e recomeça do zero, vendendo sanduíches na praia. Seu negócio prospera até tornar-se proprietária de uma cadeia de restaurantes. Enquanto isso, Fátima usa dos métodos mais sórdidos para subir na vida. Casa-se com o ricaço Afonso (Cássio Gabus Mendes), filho da pérfida Odete Roitman (Beatriz Segall). Raquel, por sua vez, amava Ivan (Antônio Fagundes), mas eles acabaram se separando quando Ivan uniu-se à carente filha de Odete, Heleninha (Renata Sorrah), uma alcoólatra. Nesta novela – dirigida por Denis Carvalho e Ricardo Waddington – Regina dividiu os louros com outras grandes atrizes, como Glória Pires, Beatriz Segall e Renata Sorrah.

Vale destacar também duas participações marcantes de Regina em novelas dos anos 80. Em Guerra dos Sexos (1983), ela apareceu em alguns capítulos como Alma, uma das mulheres “do Bigode Preto”, enviada de Otávio (Paulo Autran) para irritar e amedrontar Charlô (Fernanda Montenegro), enquanto ele estava desaparecido. Em Top Model (1989-1990), Regina apareceu como Florinda, mãe de um dos filhos de Gaspar (Nuno Leal Maia). No caso, Florinda era mãe de Olívia, vivida na novela por Gabriela Duarte, filha de Regina.

 

Relembre a trajetória da atriz nos anos 60.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 70.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 90.

Relembre a trajetória da atriz nos anos 2000 em diante.


Retrospectiva 2011 Reprises: O ano em que a novela reverenciou a sua história
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Nilson Xavier

No ano em que a telenovela completou 60 anos, as emissoras abriram seus arquivos e reapresentaram vários sucessos do passado que fizeram a alegria dos mais saudosistas e que mataram a curiosidade dos mais jovens. Pode até soar como uma homenagem, mas, na verdade, essa onda nostálgica que invadiu a TV, se deve exclusivamente ao sucesso do Viva (canal a cabo pertencente à Rede Globo).

Logo na estreia do Viva, em 2010, foram reprisadas, à tarde, as novelas Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi (de 1994), e Por Amor, de Manoel Carlos (de 1997/1998) – dois dos maiores sucessos destes autores. A reapresentação de ambas avançaram 2011: Quatro por Quatro terminou em abril, e Por Amor, em fevereiro.

Mas, o grande boom mesmo se deu com o sucesso da reprise de Vale Tudo, originalmente apresentada em 1988, e reapresentada no Viva de outubro de 2010 a julho de 2011. O êxito desta reprise não era nem mesmo esperado pelo canal. Foi líder de audiência entre os canais a cabo num horário ingrato: da 0h45 à 1h45. Vale Tudo causou uma verdadeira comoção, refletida nas redes sociais, como o Twitter, onde os internautas comentavam a novela enquanto assistiam aos capítulos. Por diversas vezes, tags relacionadas à Vale Tudo lideraram os Trending Topics do Twitter.

A Globo, entendendo o poder de seu arquivo, reprisou na faixa Vale a Pena Ver de Novo a novela O Clone, de 2001, um sucesso que há muito tempo o público esperava ver novamente. E para substituir O Clone, outra grata surpresa: a segunda reprise de Mulheres de Areia, originalmente apresentada em 1993 e que já tivera uma reprise no Vale a Pena entre 1996 e 1997. A reprise de O Clone foi bem de audiência, assim como Mulheres de Areia, que faz bonito às tardes. Uma curiosidade: a Globo providenciou uma alteração na abertura de Mulheres de Areia para minimizar a nudez da modelo, com a desculpa de que a abertura não é compatível com os padrões morais atuais do país.

Aproveitando a onda de reprises vespertinas, o SBT não deixou por menos. Em 2011, a emissora paulista reprisou Uma Rosa com Amor (de 2010, portanto precocemente), Pérola Negra (de 1998/1999), Maria Esperança (de 2007), Cristal (de 2006), Amigas e Rivais (de 2007/2008) e Fascinação (de 1998). A reprise de Amigas e Rivais é jocosamente chamada de “reprise inédita”, uma vez que estão sendo apresentados capítulos que não foram ao ar na apresentação original, totalizando para a reprise um número de capítulos maior do que em 2007/2008: 186 contra 140. Pérola Negra – como acontecera em sua reexibição anterior, entre 2004 e 2005 – também totalizou mais capítulos que a apresentação original (entre 1998 e 1999). Outro dado importante sobre essas reprises do SBT é que a audiência das novelas reapresentadas é maior do que a audiência da novela inédita da casa, Amor e Revolução, que vai ao ar à noite, em horário nobre.

E o SBT ainda tirou da cartola uma nova reprise da importada Marimar, estrelada por Thalia. A novela mexicana foi originalmente gravada em 1994 e apresentada no SBT pela primeira vez entre 1996 e 1997. Esta é a terceira reprise: fora reapresentada em 2004, pelo SBT, e em 2009, pela CNT. E como não é de se espantar, por várias vezes a reprise de Marimar liderou a audiência, batendo os filmes da Sessão da Tarde da Globo. Vale destacar também a reexibição na grade do SBT da novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de junho de 2010 e abril de 2011. A novela fora produzida pela Manchete e apresentada originalmente em 1991. Agora só falta o SBT reprisar sua melhor novela, Éramos Seis, apresentada em 1994 e que teve apenas uma reapresentação, há mais de dez anos.

O Viva continuou surpreendendo os mais saudosistas em 2011. Para substituir Quatro por Quatro e Por Amor, entraram Vamp (de 1991/1992) e O Rei do Gado (de 1996/1997). Vamp, que alimentou a memória afetiva de muita gente que assistiu à novela quando era criança, chegou a decepcionar alguns, que reclamaram que ela “envelheceu mal”. Já O Rei do Gado, uma das mais elogiadas tramas de Benedito Ruy Barbosa, é um daqueles casos em que uma edição seria bem vinda, pois a novela tem fases lentas e arrastadas. Detalhe: todas as reprises do Viva são apresentadas na íntegra, sem edição, cortes ou tesouradas, como acontece em reprises dos outros canais.

Duas ótimas novelas antigas são as novas atrações vespertinas do Viva: Top Model (de 1989/1990), considerada a melhor novela de Antônio Calmon (escrita com Wálter Negrão), e Barriga de Aluguel (de 1990/1991), um sucesso de Glória de Perez. O Viva ainda abriu um novo horário para reprisar os capítulos da tarde: da 1h15 às 3h15. Por fim, Vale Tudo foi substituída em julho por Roque Santeiro, uma escolha que não causou entre o público o mesmo frisson causado pela trama anterior. E já se cogita Que Rei Sou Eu? para substituir Roque Santeiro, em maio de 2012.

Das minisséries reprisadas pelo Viva em 2011, algumas foram ótimas escolhas, como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998), A Muralha (2000), Anos Dourados (1986), Anos Rebeldes (1992) e Agosto (1993). Outras, nem tanto: Sex Appeal (1993), A, E, I, O… Urca (1990), Contos de Verão (1993). Foram ao ar ainda as reapresentações de Desejo (1990) – segunda reprise no Viva -,  O Quinto dos Infernos (2002) e Labirinto (1998). E para janeiro de 2012, o Viva anuncia a volta da clássica O Tempo e o Vento (1985).

E para alegrar ainda mais os saudosistas, em 2011 chegaram ao mercado os boxes de dvds de dois dos maiores clássicos de nossas telenovelas: Irmãos Coragem (1970/1971) e Dancin´Days (1978).

E você, quais reprises gostaria de ver em 2012?


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