Blog do Nilson Xavier

Arquivo : agosto 2012

Por que um remake de “Saramandaia”?
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Nilson Xavier

A Globo já bateu o martelo: a próxima atração da faixa das onze da noite, a estrear ano que vem, será o remake de Saramandaia, novela que Dias Gomes escreveu em 1976. Outra trama que estava no páreo era um remake de Dancin´ Days, mas a Globo preferiu deixar esta para 2014, para que Gilberto Braga, o autor, pudesse se recuperar por completo de seu problema de saúde (no ano passado, ele sofreu um AVC durante uma cirurgia no coração). A adaptação de Saramandaia ficará a cargo de Ricardo Linhares.

“Tranquila, agitada, festiva, absurda… Saramandaia! Realidade fantástica de Dias Gomes!”
(chamada de estreia, em 1976).

A novela original foi ao ar entre maio e dezembro de 1976, no horário das dez da noite da Globo, e tornou-se um clássico de nossa teledramaturgia. Sua maior contribuição foi ter incorporado o realismo fantástico às novelas brasileiras, com alusões ao romance “Cem Anos de Solidão” (1967), de Gabriel García Márquez, e ao filme “Amarcord” (1973), de Fellini.

Saramandaia ficou famosa por sua galeria de personagens bizarros em situações inusitadas:  João Gibão (Juca de Oliveira) possuía asas; Zico Rosado (Castro Gonzaga) soltava formigas pelo nariz; Dona Redonda (Wilza Carla) explodiu de tanto comer; Seu Cazuza (Rafael de Carvalho) cuspia o coração toda vez que se emocionava; Marcina (Sônia Braga), quando excitada, ficava em brasa, queimando tudo ao redor; e o Professor Aristóbulo (Ary Fontoura), além de virar lobisomem, há anos que não dormia, tendo em suas andanças noturnas se encontrado com vultos históricos.

Mas o próprio Dias Gomes rejeitava o rótulo de fantástico para seus estranhos personagens. Certa vez, em entrevista ao Jornal do Brasil, declarou:
Não vejo nada de fantástico nisso. Há gente que não dorme há muito mais tempo. Outros nunca acordaram. O meu chamado realismo fantástico não tem nada de sofisticado. O próprio ponto de partida popular elimina essa hipótese, pois me baseei na literatura de cordel nordestina.”

Dias já usara personagens pitorescos anteriormente: tal qual João Gibão de Saramandaia, o Zelão das Asas, vivido por Milton Gonçalves em O Bem Amado (1973), também voava no último capítulo da novela. Mais tarde, em Roque Santeiro (1985-1986), também houve um lobisomem – Professor Astromar, interpretado por Rui Rezende.

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Mas foi Aguinaldo Silva quem levou a fórmula adiante – ele mesmo um dos roteiristas de Roque Santeiro. Em Tieta (1989-1990), havia a figura da misteriosa Mulher de Branco, que abusava sexualmente de homens desprevenidos em noites de lua cheia. Outro personagem semelhante foi o Cadeirudo, de A Indomada (1997), que atacava mulheres indefesas. Na mesma novela, havia o delegado que caiu num buraco e foi parar no Japão. Em Pedra Sobre Pedra (1992), a flor de Jorge Tadeu (Fábio Jr.) enlouquecia as mulheres que a comiam, enquanto Sérgio Cabeleira (Osmar Prado) se sentia atraído pela lua cheia. Em Fera Ferida (1993-1994) havia a moça que dormia há anos; e o casal de amantes que inflamava a cama quando fazia amor – o que lembra o casal João Gibão e Marcina de Saramandaia.

Independente de Aguinaldo Silva ter esgotado a fórmula, a nova Saramandaia deve gerar curiosidade por conta de suas esquisitices, mesmo porque, já há mais de uma década Aguinaldo não abusa do realismo fantástico em suas novelas. E também porque hoje em dia os recursos tecnológicos para criar cenas incríveis estão avançados, quando comparados com os recursos da década de 1970 – cogita-se inclusive a utilização de 3D para este remake. Em vídeos de Saramandaia, percebe-se que a cena da explosão de Dona Redonda é simplória, mas sem deixar de ser impactante. O chromakey (recurso de sobreposição de imagens) usado numa sequência em que Seu Cazuza vomita o próprio coração é primário, tosco, mas hoje em dia, pode ficar bastante interessante. Por causa de seu apelo surreal, Saramandaia deve despertar a curiosidade do público, pelo que já se conhece dela.

Aferir o sucesso da Saramandaia original unicamente ao realismo fantástico chega a ser leviano. A novela tem a assinatura de Dias Gomes, um mestre na crítica social – que, naqueles anos de ditadura do Regime Militar, era velada. Afora isso, a direção sempre inovadora e perfeccionista de Wálter Avancini e um elenco de primeira. Além dos já citados: Antônio Fagundes (em sua estreia na Globo), Dina Sfat, Yoná Magalhães, Milton Moraes, Sebastião Vasconcelos, Eloísa Mafalda, José Augusto Branco, e outros. Também as participações de Elza Gomes, Carlos Eduardo Dolabella e os dois maiores galãs de novelas da época, Tarcísio Meira e Francisco Cuoco – que viveram D. Pedro I e Tiradentes, personagens históricos que se encontraram com o Professor Aristóbulo (Ary Fontoura) em suas andanças noturnas.

O cantor cearense Ednardo gravou a música Pavão Mysteriozo no início dos anos 1970, e desde então permanecia no ostracismo. Mas a música foi escolhida para a abertura de Saramandaia, tornando-se um grande sucesso popular e fazendo Ednardo conhecido do norte ao sul do país. Impossível não associar a música à novela.

Apesar de sua aura mítica, Saramandaia não chegou a ser um “grande sucesso arrebatador”, tal qual outras novelas das 22 horas anteriores, como Gabriela, um ano antes, ou a própria O Bem Amado, de Dias Gomes. Passada a novidade e a curiosidade sobre os personagens e situações surreais, lá pela metade a novela se arrastou até seu término. Talvez por isso nunca tenha sido reprisada.  Mas é inegável a sua importância dentro da história da TV brasileira.

Agora vamos aguardar as notícias de escalação de elenco. Já existe uma expectativa: quem viverá Dona Redonda? Veja a enquete acima.

Saiba mais sobre Saramandaia no site Teledramaturgia.


“Gabriela”: cena do telhado ficou sem o mesmo impacto da primeira versão
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Nilson Xavier

Só mesmo a paixão do brasileiro pelas novelas para explicar que cenas de nossa Teledramaturgia tenham ficado para sempre na memória afetiva do povo, verdadeiros patrimônios do inconsciente coletivo do país. João Coragem encontrando seu diamante. Carlão baleado nas obras do metrô. Julia Mattos dançando triunfalmente na discoteca. Charlô e Otávio jogando o café da manhã um no outro. Porcina indecisa entre ficar com Sinhozinho Malta ou partir com Roque. Odete Roitman sendo assassinada. Laurinha Figueroa se jogando do prédio da Sucata.

Por isso, quando acontece uma releitura, gera-se expectativa em torno da regravação de tal momento marcante. Pense numa cena de Gabriela – a novela que consagrou Sônia Braga em 1975. Gabriela, moleca e inocente, sobe no telhado, pega a pipa que lá caiu e a levanta sorridente para a multidão lá embaixo, que está eufórica com a visão da bela mulher que expõe suas partes pudendas sem se dar conta. A cena é bonita, no melhor dos sentidos. Causa um misto de diversão – porque chega a ser engraçada – com emoção, por conta da pureza da protagonista. Marcou a TV e de lá para cá foi repetida inúmeras vezes pelos vídeo-shows da vida.

Veja abaixo a sequência (vídeo do Youtube).

Como não poderia ser diferente, com o atual remake da novela criou-se expectativa para a tal cena do telhado. A sequência ficou igualmente divertida. Mas, como a Gabriela Juliana Paes se sairia nesse momento frente a uma Gabriela Sônia Braga icônica? A disputa, por si só, já é infiel quando a Gabriela de axila depilada a laser concorre com uma Gabriela naturalmente brejeira e potencialmente mais jorgeamadiana.

Os recursos tecnológicos estão aí para facilitar a vida de técnicos, diretores e atores. Mas chroma-key bom (o recurso que sobrepõe imagens) é aquele que não deixa transparecer que foi usado. E o chroma-key pingou numa das tomadas que mostra Juliana Paes no telhado com a multidão lá embaixo (imagem acima). Também vários closes na calçola larga de Gabriela explicitaram algo que funcionaria melhor se fosse sugerido – o que, aliás, funcionou muito bem na primeira versão (assista ao vídeo acima). A atual banalização das bundas faz com que uma cena como a de Sônia Braga pareça casta aos olhos de hoje em dia.

Por fim – e principalmente -, a produção da novela optou pelo anticlímax: dividiu a sequência toda em duas partes, apresentadas em dois dias, o que diminui consideravelmente qualquer impacto. E com o agravante de que a primeira parte foi exibida depois da meia-noite do capítulo de quarta-feira (15/07), que já começou tarde (após o futebol) – e que acabou por registrar uma das menores médias de audiência que a novela já teve num capítulo: 17,5 pontos na Grande São Paulo.


Conheça os personagens e compare os elencos das duas versões de “Gabriela”
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Nilson Xavier

A Globo estreia nesta segunda-feira (18/06) a sua nova “novela das 11”, Gabriela, adaptação de Walcyr Carrasco do romance Gabriela Cravo e Canela de Jorge Amado, com direção geral de Mauro Mendonça Filho. O primeiro capítulo (nesta segunda) vai ao ar – excepcionalmente – logo depois de Avenida Brasil.

Este não é um remake da novela homônima apresentada pela Globo em 1975, mas uma nova adaptação do livro de Jorge Amado. A produção dos anos 70 tornou-se um marco em nossa teledramaturgia – uma adaptação de Walter George Durst com direção geral de Walter Avancini, que comemorava à época os dez anos de existência da TV Globo e que lançou Sônia Braga ao estrelato.

Conheça os personagens e seus intérpretes em ambas as versões.

A história começa no sertão da Bahia em 1925, ano em que ocorreu uma grande seca no Nordeste brasileiro, o que obrigou populações famintas a migrarem para o sul do estado em busca de melhores condições de vida. É neste cenário que a jovem Gabriela parte para Ilhéus, próspera cidade no litoral, reduto de ricos fazendeiros de cacau.

Gabriela – Sônia Braga / Juliana Paes
Retirante que chega a Ilhéus fugindo da seca. Moça bela, sem maldade e de espírito livre. Vai trabalhar na casa do “turco” Nacib, com quem inicia um romance.

Nacib – Armando Bógus / Humberto Martins
Dono do Bar Vesúvio, ponto de encontro dos moradores de Ilhéus. Figura simpática e conhecida de todos. Apaixona-se pela beleza e ingenuidade de Gabriela, sua cozinheira.

Coronel Ramiro Bastos – Paulo Gracindo / Antônio Fagundes
Velho fazendeiro de cacau, líder político da região. É um homem temido por todos, que dita as leis de acordo com seus interesses.

Mundinho Falcão – José Wilker / Matheus Solano
Jovem de ideias progressistas que chega a Ilhéus e entra em choque com o Coronel Ramiro Bastos ao envolver-se nos movimentos de renovação política na região. Para enfrentá-lo, aproxima-se da neta do coronel, Jerusa, por quem acaba se apaixonado.

Tonico Bastos – Fúlvio Stefanini / Marcelo Serrado
Filho mais novo do Coronel Ramiro. Frequentador assíduo do Vesúvio e do Bataclan, famoso cabaré de Ilhéus. Mulherengo inveterado, apesar de casado. Vai tentar seduzir Gabriela.

Olga – Ângela Leal / Fabiana Karla
Mulher de Tonico, esposa ciumenta e que acredita na fidelidade do marido.

Alfredo Bastos – Hemílcio Fróes / Bertrand Duarte
Médico, filho mais velho do Coronel Ramiro. Assim como o irmão Tonico, não tem tino político para dar continuidade à supremacia da família Bastos na região, o que preocupa Ramiro, que quer deixar um herdeiro no comando.

Silvia – Sônia Oiticica / Conceição – Vera Zimermann
Mulher de Alfredo. Respeita o sogro Ramiro, a quem admira mais que o marido.

Jerusa – Nívea Maria / Luiza Valdetaro
A neta preferida do Coronel Ramiro. Filha de Alfredo por quem Mundinho se apaixona. Moça romântica, retribui o amor de Mundinho, apesar da oposição da família.

Malvina – Elizabeth Savalla / Vanessa Giácomo
Amiga e confidente de Jerusa. Moça de ideias liberais, não aceita as imposições à mulher na sociedade de seu tempo. Vive batendo de frente com o pai autoritário. Entra em choque com a família quando se apaixona pelo forasteiro Rômulo Vieira.

Coronel Melk Tavares – Gilberto Martinho / Chico Diaz
Braço direito do Coronel Ramiro Bastos. Pai de Malvina, homem rígido e de personalidade forte, impõe mil proibições à filha rebelde.

Idalina – Ana Ariel / Marialva – Bel Kutner
A submissa mulher do Coronel Melk. Sofre ao tentar acalmar os ânimos entre o marido e a filha Malvina.

Rômulo Vieira – Marcos Paulo / Henri Castelli
Engenheiro, amigo de Mundinho. Vem a Ilhéus a trabalho e seduz Malvina, que se apaixona por ele.

Coronel Jesuíno Guedes Mendonça – Francisco Dantas / José Wilker
Velho coronel de ideias retrógradas. Homem violento e rude, amigo do Coronel Ramiro Bastos.

Sinhazinha – Maria Fernanda / Maitê Proença
Esposa do Coronel Jesuíno, que sofre nas mãos do marido, um homem bruto. Mulher elegante e charmosa, é inconformada com a vida que leva, apesar da submissão ao marido.

Dr. Osmundo Pimentel – João Paulo Adour / Erik Marmo
Jovem dentista da capital que vem montar um consultório em Ilhéus. Tem um romance com Sinhazinha Guedes Mendonça, mas o casal de amantes é descoberto pelo marido dela.

Coronel Coriolano Ribeiro – Rafael de Carvalho / Ary Fontoura
Coronel que vive em sua fazenda mas mantem uma casa em Ilhéus para sua “teúda e manteúda”. Desconfiado e ciumento, sempre acha que está sendo traído, pois já fora várias vezes, o que o faz trocar constantemente de amante.

Glória – Ana Maria Magalhães / Suzana Pires
A atual “teúda e manteúda” do Coronel Coriolano. Ele a proíbe a sair de casa, o que faz com que ela passe o dia na janela a olhar o movimento da rua para se distrair.

Professor Josué – Marco Nanini / Anderson Di Rizzi
Professor de Jerusa e Malvina. Jovem tímido e romântico. Vai viver um tórrido romance com Glória, longe dos olhos do Coronel Coriolano.

Dr. Maurício Caires – Paulo Gonçalves / Cláudio Mendes
Diretor do principal colégio de Ilhéus, onde estudam Jerusa e Malvina. Puxa-saco e pau mandado do Coronel Ramiro Bastos.

Coronel Amâncio Leal – Castro Gonzaga / Genézio de Barros
Coronel aliado de Ramiro Bastos e, portanto, opositor de Mundinho Falcão.

Berto – Mário Gomes / Rodrigo Andrade
Filho do Coronel Amâncio. Jovem boa pinta e boa vida. O pai quer que ele se envolva com Jerusa, para que sua família se una com a família Bastos.

Maria Machadão – Eloísa Mafalda / Ivete Sangalo
Cafetina do Bataclan. Autoritária no trato com suas meninas, conhece a fundo os poderosos de Ilhéus.

Zarolha – Dina Sfat / Leona Cavalli
Prostituta do Bataclan, amiga de Maria Machadão. É a preferida de Nacib, até a chegada de Gabriela.

Dr. Pelópidas – Ary Fontoura / Ilya São Paulo
Conhecido apenas como “Doutor”, apoia as ideias de Mundinho Falcão.

João Fulgêncio – Luís Orioni / Paschoal da Conceição
Outro aliado de Mundinho Falcão, amigo do Doutor. Dono de uma papelaria que é o centro intelectual de Ilhéus.

Dr. Ezequiel Prado – Jaime Barcellos / José Rúbens Chachá
Jurista de ideias liberais, amigo de Nacib.

Padre Basílio – Jorge Cherques / Padre Cecílio – Frank Menezes
O pároco de Ilhéus. Sacerdote submisso que sofre com a pressão das beatas contra as prostitutas do Bataclan.

Príncipe Sandra – Paulo César Pereio / Emílio Orciollo
Ilusionista vigarista que chega a Ilhéus com Mundinho Falcão, acompanhado de sua parceira, Anabela.

Anabela – Neila Tavares / Bruna Linzmeyer
Comparsa de Príncipe em seus golpes. Usa a beleza para enganar os homens.

Dona Arminda – Thelma Reston / Neusa Maria Faro
Arrumadeira na casa de Nacib. Ensina o serviço a Gabriela e torna-se sua melhor amiga.

Tuísca – Cosme dos Santos / Max Lima
Engraxate e garoto de recados de Ilhéus. Torna-se amigo de Gabriela.

Chico Moleza – Tonico Pereira / Renan Ribeiro
Filho de Dona Arminda, trabalha como atendente no Vesúvio.

Negro Fagundes – Clementino Kelé / Jhe Oliveira
Atravessou a caatinga com Gabriela, de quem é amigo. Ao chegar a Ilhéus, torna-se jagunço na fazenda do Coronel Melk Tavares.

Clemente – Adhemar Rodrigues / Daniel Ribeiro
Amigo do Negro Fagundes, apaixonado por Gabriela, com quem vive um romance na travessia da caatinga. Também se torna jagunço na fazenda do Coronel Melk Tavares.

Existem personagens da versão de 1975 que não estão na nova novela. Assim como personagens novos que Walcyr Carrasco criou especialmente para sua adaptação: Doroteia (Laura Cardoso), Juvenal (Marco Pigossi), Coronel Manoel das Onças (Mauro Mendonça), Coronel Eustáquio (Lúcio Mauro), Coronel Altino (Nelson Xavier), Coronel Ribeirinho (Harildo Deda), Douglas (Jackson Costa), Nhô Galo (Edmilson Barros), Lindinalva (Giovanna Lancelotti), Florzinha (Bete Mendes), Quinquina (Ângela Rebello), Natasha (Nathália Rodrigues), Theodora (Emanuelle Araújo), Miss Pirangi (Gero Camilo), Mara (Suyane Moreira), e outros.

Uma curiosidade: José Wilker e Ary Fontoura aparecem nos elencos das duas versões de Gabriela. Em 1975, Wilker foi Mundinho Falcão (personagem hoje de Matheus Solano). Agora, Wilker é o Coronel Jesuíno (que foi Francisco Dantas em 1975). Ary Fontoura, por sua vez, foi o Doutor Pelópidas em 1975 (hoje, Ilya São Paulo), e na versão atual é o Coronel Coriolano (personagem de Rafael de Carvalho na década de 70).