Topo
Blog do Nilson Xavier

Blog do Nilson Xavier

Canal Viva vai reprisar a novela "Pai Herói", de Janete Clair

Nilson Xavier

21/05/2016 12h31

Glória Menezes (Ana Preta) e Tony Ramos (André Cajarana) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Glória Menezes (Ana Preta) e Tony Ramos (André Cajarana) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Agora é oficial! O canal Viva vai exibir a novela "Pai Herói", produzida no longínquo ano de 1979 e nunca reprisada – um dos maiores sucessos da dramaturgia da Globo. Estreia em outubro, substituindo "Laços de Família" na faixa da meia-noite. Com ela, o canal engrossa o número de produções mais antigas, juntamente com "Dancin´ Days" e "Água Viva" (apresentadas entre 2013 e 2014). A primeira novela de Janete Clair no Viva, foi uma das maiores audiências da autora em sua época. Para escrevê-la, Janete tomou como ponto de partida uma antiga radionovela sua, "Um Estranho na Terra de Ninguém", transmitida pela Rádio Nacional em 1958.

"Pai Herói" não traz novidade alguma em seu enredo, a não ser uma trama das mais folhetinescas, mas irresistível, ancorada principalmente em um elenco primoroso. Era a história do simplório rapaz André Cajarana (Tony Ramos, aqui elevado à categoria de galã jovem da Globo) que chega ao Rio de Janeiro com o intuito de passar a limpo a memória do falecido pai, envolvido em uma calúnia. Para isso, procura a mãe que não via há anos, Gilda (Maria Fernanda), que a essa altura estava casada com o mafioso Bruno Baldaracci (Paulo Autran em uma interpretação memorável), o principal responsável por denegrir a imagem de seu pai. Enquanto tenta provar a inocência dele, André se envolve com duas mulheres completamente diferentes: Ana Preta (Glória Menezes), figura sofrida do subúrbio, mulher batalhadora, proprietária de uma casa de gafieira, e Carina Brandão (Elizabeth Savalla), jovem problemática, bailarina clássica de família tradicional e rica, que abandona a profissão para se dedicar à filha pequena, que estava sob a guarda do ex-marido, César Reis (Carlos Zara), um homem violento e inescrupuloso.

paiheroi2A trama teve núcleos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, em Ipanema e várias cenas gravadas em Bariloche, na Argentina. A novela popularizou a música "Pai", de Fábio Jr., o tema de abertura ("Pai, você foi meu herói, meu bandido…"), e a francesa "Allouette", da trilha internacional, gravada por Denise Emmer, filha de Janete Clair, o tema de Carina. O casal romântico André e Carina repetia a dobradinha de sucesso que Tony Ramos e Elizabeth Savalla haviam formado no folhetim anterior de Janete, "O Astro". Diga-se de passagem, várias crianças que nasceram em 1979 foram batizadas de André ou Carina por conta do sucesso dos personagens. Foi a primeira novela de Paulo Autran (antes ele havia atuado apenas em novelas não diárias) e de Jorge Fernando (como ator). E a estreia de Carlos Zara e Regina Dourado na Globo.

"Pai Herói" volta em outubro, à meia-noite (horário alternativo 13h30). No elenco, também Cláudio Cavalcanti, Rosamaria Murtinho, Lélia Abramo, Beatriz Segall, Jonas Bloch, Flávio Migliaccio, Fernando Eiras, Dionísio Azevedo, Emiliano Queiroz, Osmar Prado, Nádia Lippi, Suzana Faini, Yara Lins, Reynaldo Gonzaga, Thaís de Andrade e outros.

AQUI, a trama, o elenco completo, curiosidades e trilha sonora de "Pai de Herói".

Siga no TwitterFacebookInstagram

Carlos Zara (César Reis) e Paulo Autran (Bruno Baldaracci) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Carlos Zara (César Reis) e Paulo Autran (Bruno Baldaracci) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Sobre o autor

Nilson Xavier é catarinense e mora em São Paulo. Desde pequeno, um fã de televisão: aos 10 anos já catalogava de forma sistemática tudo o que assistia, inclusive as novelas. Pesquisar elencos e curiosidades sobre esse universo tornou-se um hobby. Com a Internet, seus registros novelísticos migraram para a rede: em 2000 lançou o site Teledramaturgia (http://www.teledramaturgia.com.br/), cujo sucesso o levou a publicar o Almanaque da Telenovela Brasileira, em 2007.

Sobre o blog

Um espaço para análise e reflexão sobre a produção dramatúrgica em nossa TV. Seja com a seriedade que o tema exige, ou com uma pitada de humor e deboche, o que também leva à reflexão.