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Blog do Nilson Xavier

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De estrela mirim a capa da Playboy, relembre a carreira de Isabela Garcia

Nilson Xavier

02/01/2018 15h29

Bebê a Bordo | Labirinto

A imagem mais remota que tenho de Isabela Garcia é dela menininha na novela "Vejo a Lua no Céu" (de 1976), contracenando com outras crianças em um núcleo infantil. Cresci vendo Isabela na televisão – primeiro porque ela mesma cresceu na televisão, diante do público, e também porque regulamos a mesma idade. Uma das figuras mais carismáticas do elenco da Globo, Isabela Garcia foi dispensada pela emissora após 46 anos de serviços prestados (leia AQUI).

Filha do radioator Gilberto Garcia, sua irmã Rosana, mais velha, também foi atriz-mirim na Globo (foi a primeira Narizinho da versão antiga do "Sítio do Picapau Amarelo"). Isabela estreou na TV aos quatro anos, no Caso Especial "Medeia" (1971), contracenando com Fernanda Montenegro e Milton Moraes. Ainda criança, destacou-se nas novelas "Vejo a Lua no Céu" (como Dorinha), "Nina" (como Isadora, filha de José Lewgoy), "Pai Herói" (como Ângela, filha de Elizabeth Savalla) e "Água Viva" (como Maria Helena, filha de Reginaldo Faria) – trabalhos entre 1976 e 1980.

A interesseira adolescente Heloísa da novela "Corpo a Corpo" (1984), filha de Glória Menezes na trama, foi outro papel de destaque. Em seguida, um tipo completamente diferente: a meiga Fatinha, filha de Eva Wilma em "De Quina Pra Lua" (1985-1986). Em 1986, Isabela deu o pulo do gato em sua carreira, ao dar vida à "avançadinha" Rosemary na minissérie "Anos Dourados", outro de seus papeis marcantes. Com o sucesso da personagem, ganhou, na sequência, um papel de destaque na novela "Roda de Fogo": Ana Maria, contracenando com Felipe Camargo, repetindo um par de "Anos Dourados".

Com Reginaldo Faria em Água Viva

Isabela atingiu o status de protagonista na Globo e ganhou personagens mais relevantes. A rebelde Ana de "Bebê a Bordo" (1988-1989) fez tanto sucesso que valeu à atriz o convite para posar para a Playboy (ela tinha 21 anos à época). Em seguida, outra protagonista, novamente com Felipe Camargo: em "O Sexo dos Anjos" (1989-1990), em que viveu a boazinha Isabela, sua xará. Em 1990, foi Mercedes, a filha ambiciosa e interesseira de Marília Pêra na novela "Lua Cheia de Amor" (uma versão de "Dona Xepa").

A partir da década de 1990, Isabela Garcia foi vista nos mais variados papeis, de mocinha a vilã, cômicos ou dramáticos: Lúcia em "Sonho Meu", Lídia no remake de "Irmãos Coragem", Flora em "O Amor Está no Ar", Yoyô na minissérie "Labirinto", Oneide em "Andando nas Nuvens", Luciana em "Estrela-Guia", Eliete em "Celebridade", Déa Pinheiro na minissérie "JK", Dinorá em "Paraíso Tropical", Mari em "Cama de Gato", Dayse em "Insensato Coração", Celinha em "Lado a Lado" e Vera em "Malhação Casa Cheia".

Isabela fez participações em outras novelas, além de seriados e programas da Globo – chegou a ser apresentadora do "Globo de Ouro". Sua última aparição na telinha foi em alguns capítulos de "Êta Mundo Bom!", há quase dois anos. Atualmente, ela é vista em uma de suas personagens mais famosas: a sacoleira Eliete de "Celebridade", reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. Ainda este mês, o público do canal Viva irá revê-la como a Ana de "Bebê a Bordo".

Com Rodolfo Bottino em Lua Cheia de Amor | Com Felipe Camargo em O Sexo dos Anjos

Isabela cativou o público desde criança, com sua meiguice, e construiu ao longo dos anos, com simpatia, carisma, talento e dedicação, uma carreira notável na TV, tornando-se uma das atrizes mais queridas do público. Boa sorte a Isabela em seus novos projetos daqui adiante!

Mais de Isabela Garcia:
Nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de junho de 1967;
Também atuou em peças de teatro e em 7 filmes;
Além da irmã Rosana Garcia, tem mais dois irmãos: Gilberto e Ricardo;
Foi casada com o o ex-baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá, e com o fotógrafo André Wanderley. Atualmente é casada com o ator Carlos Arthur Thiré;
É mãe de quatro filhos e avó de uma menina (de 6 anos).

Fotos: Acervo Globo.
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Sobre o autor

Nilson Xavier é catarinense e mora em São Paulo. Desde pequeno, um fã de televisão: aos 10 anos já catalogava de forma sistemática tudo o que assistia, inclusive as novelas. Pesquisar elencos e curiosidades sobre esse universo tornou-se um hobby. Com a Internet, seus registros novelísticos migraram para a rede: em 2000 lançou o site Teledramaturgia (http://www.teledramaturgia.com.br/), cujo sucesso o levou a publicar o Almanaque da Telenovela Brasileira, em 2007.

Sobre o blog

Um espaço para análise e reflexão sobre a produção dramatúrgica em nossa TV. Seja com a seriedade que o tema exige, ou com uma pitada de humor e deboche, o que também leva à reflexão.