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Blog do Nilson Xavier

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Roberto Bonfim se destaca como vilão em Segundo Sol; relembre sua carreira

Nilson Xavier

24/08/2018 07h00

Roberto Bonfim como Agenor em "Segundo Sol" e como Amintas em "Tieta"

Com mais de 30 novelas em seu currículo, nos acostumamos a ver o ator Roberto Bonfim na pele de tipos simpáticos e bonachões, de gargalhada fácil e sonora. O desprezível Agenor da novela "Segundo Sol" é uma exceção em sua carreira televisiva. Claro que com tanta experiência, Bonfim já deu vida a maus-caracteres. Mas um tipo grosseiro, troglodita e repugnante como Agenor, não lembro.

Com as atrizes Kelzy Ecard (a mulher Nice), Letícia Colin e Nanda Costa (as filhas Rosa e Maura) e Fabíula Nascimento (a patroa Cacau), Roberto Bonfim dividiu algumas das cenas mais marcantes de "Segundo Sol", dando mais uma vez mostras de sua versatilidade e talento. Grande ator o Bonfim, com trabalhos na TV e cinema desde a década de 1970.

O ator especializou-se em tipos de grande apelo popular. Marcado como o comerciante Amintas da cidadezinha de Santana do Agreste, na novela "Tieta" (1989-1990), destacou-se também como o barbeiro Salvador em "Celebridade" (2003-2004), o sambista Antoninho em "Império" (2014), o extrovertido Jota Abdala em "América" (2005), o aposentado Raimundo no remake de "Pecado Capital" (1998), o ex-jagunço Natário da Fonseca em "Tocaia Grande" (1995-1996), o detetive Hércules em "Chega Mais" (1980) e o violeiro Pingo D´Água em "Maria Maria" (1978).

Terêncio em "Paraíso" | Wanderley em "Cambalacho" | Diocleciano em "Renascer"

Também foi muito requisitado em novelas de Benedito Ruy Barbosa, quase sempre como o sujeito boa-praça e melhor amigo do mocinho: Gomes em "O Feijão e o Sonho" (1976), Terêncio em "Paraíso" (1982-1983) e Diocleciano em "Renascer" (1993). Em "Cabocla" (1979), Tobias não era amigo do mocinho, e sim o antagonista, um tipo passional, mas gente boa.

E foram muitos malandros, alguns bem divertidos: Edivaldo em "O Clone" (2001-2002), o pajé em "Uga Uga" (2000-2001) e Wanderley em "Cambalacho". Malandros nada divertidos: Sebastião em "Vida Nova" e Genilson em "Partido Alto". Ainda uma participação marcante: o jagunço sedutor Chico Chicão em "Gabriela" (1975), por quem a prostituta Aurora (Natália do Valle) era apaixonada.

Ainda com uma expressiva carreira no cinema (45 filmes), com os mais variados papeis, Roberto Bonfim protagonizou uma das mais icônicas sequências do filmografia nacional: o banho de cachoeira do motorista de ônibus com Sônia Braga em "A Dama do Lotação" (1978).

Fotos: Acervo Globo.
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Salvador em "Celebridade" | Pajé em "Uga Uga" | Antoninho em "Império"

Sobre o autor

Nilson Xavier é catarinense e mora em São Paulo. Desde pequeno, um fã de televisão: aos 10 anos já catalogava de forma sistemática tudo o que assistia, inclusive as novelas. Pesquisar elencos e curiosidades sobre esse universo tornou-se um hobby. Com a Internet, seus registros novelísticos migraram para a rede: em 2000 lançou o site Teledramaturgia (http://www.teledramaturgia.com.br/), cujo sucesso o levou a publicar o Almanaque da Telenovela Brasileira, em 2007.

Sobre o blog

Um espaço para análise e reflexão sobre a produção dramatúrgica em nossa TV. Seja com a seriedade que o tema exige, ou com uma pitada de humor e deboche, o que também leva à reflexão.