Blog do Nilson Xavier

Arquivo : Dias Gomes

“As Noivas de Copacabana” é a próxima minissérie a estrear no canal Viva
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Nilson Xavier

Patrícia Pillar e Miguel Falabella em “As Noivas de Copacabana” (Foto: TV Globo)

O canal Viva já tem a minissérie substituta de “Um Só Coração” na faixa das 23h15. É “As Noivas de Copacabana”, originalmente exibida em junho de 1992 (em 16 capítulos).

Uma das minisséries de maior repercussão na década de 1990, “As Noivas de Copacabana” é um thriller policial escrito por Dias Gomes, Ferreira Gullar e Marcílio Moraes, com direção geral de Roberto Farias. Dias baseou-se em uma história real, sobre um assassino que matava suas vítimas vestidas de noiva.

A História

Donato Menezes (Miguel Falabella), um conceituado restaurador de arte, acima de qualquer suspeita, que leva uma vida pacata ao lado da noiva Cinara (Patrícia Pillar), é na realidade um serial killer que usa um método bastante peculiar com suas vítimas: ele as seduz, leva para a praia, pede para colocarem um vestido de noiva, e as estrangula durante o sexo. Donato caça as mulheres pelos classificados de jornal: ele as procura através de anúncios de vestido de noiva. Uma de suas vítimas era conhecida do detetive França (Reginaldo Faria), que fica obcecado em descobrir a identidade do assassino.

No elenco, também Christiane Torloni, Raul Cortez, Hugo Carvana, Yara Lins, Zezé Polessa, Branca de Camargo, Tássia Camargo, Ana Beatriz Nogueira, Ricardo Petráglia, Nelson Dantas, Chica Xavier, Patrícia Perrone, Marcelo Faria e outros.

As Noivas de Copacabana” estreia no Viva em 21 de março, às 23h15.

Saiba mais sobre “As Noivas de Copacabanano site Teledramaturgia.


Há 16 anos, a novela “O Fim do Mundo” já abordava o Apocalipse
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Nilson Xavier

José Wilker e Bruna Lombardi em “O Fim do Mundo” (Foto: TV Globo)

Se a morte assombra o Homem, a ideia da finitude do Universo sempre perseguiu a Humanidade. Haja vista a enorme produção do cinema sobre o tema, em filmes como “Independence Day“, “Armageddon“, “Impacto Profundo“, “O Dia Depois de Amanhã“, “Guerra dos Mundos“, “2012“, “Melancholia“, e outros. Aproveitando todo o burburinho em cima do dia 21 de dezembro (data do fim do mundo, de acordo com uma profecia maia), a Globo levou ao ar a série “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, de Fernanda Young e Alexandre Machado.

No ano de 1996, o Apocalipse não era um assunto comentado. A virada do milênio só aconteceria em cinco anos. Mas Dias Gomes já criara uma história que explorava esse filão: “O Fim do Mundo“, exibida como “mininovela” (35 capítulos). Com o questionamento “o que você faria se só te restasse um dia” (da letra da música da abertura, cantada por Paulinho Moska), o autor brincou com a fantasia do apocalipse, do que o homem seria capaz de fazer ante a iminência de um fim coletivo.

Naquele ano, a novela ”O Rei do Gado“ (de Benedito Ruy Barbosa) seria a substituta de “Explode Coração” (de Glória Perez), mas a Globo não conseguiu produzi-la no tempo planejado para a estreia. A solução foi pegar o texto que Dias havia escrito para ser uma minissérie. A hipótese de espichar a trama de Glória chegou a ser cogitada, mas a emissora a descartou, pois tinha assumido o compromisso de liberar a novelista para o julgamento dos acusados do assassinato de sua filha (Daniela Perez).

Lançada como um “tapa-buraco”, “O Fim do Mundo” foi exibida como “mininovela”. A nomenclatura se justifica não só pela quantidade reduzida de capítulos, mas também pelo horário em que a atração foi ao ar: o tradicional horário das oito da noite. Se fosse apresentada mais tarde, certamente seria chamada de “minissérie”.

Os efeitos especiais foram um chamariz, mas, aos olhos de hoje, envelheceram, parecem “toscos”. A campanha de lançamento anunciava: “Uma super novela em 35 capítulos“. “O Fim do Mundo” manteve a audiência do horário, mas de “super” não trouxe nada, a não ser o universo tão característico de Dias Gomes.

Screenshots da abertura da novela

Para contar sua história, Dias criou uma cidadezinha perdida no interior da Bahia, repleta de tipos curiosos: Tabacópolis, famosa pelas plantações de fumo.  Lá vivia o paranormal Joãozinho de Dagmar (Paulo Betti), um místico conhecido pelos seus poderes de curandeiro e vidente. Acusado de charlatão por uns, Joãozinho atendia diariamente uma fila de romeiros em busca de conforto para seus males, da alma e do corpo. Mas se beneficiava da fé alheia.

Quando o vidente previu o fim do mundo, Tabacópolis entrou em polvorosa. Fenômenos começaram a assombrar o lugarejo: nasceu um bezerro com duas cabeças, barulho de sinos assustaram os moradores, que sabiam que a igreja não possuía um sino, a terra começou a tremer, e uma tempestade de excrementos emporcalhou a cidade.

Diante dos fatos, não restava dúvida para a população local. O fim dos tempos estava próximo. Era a oportunidade para cada um extravasar seus desejos e aproveitar os últimos momentos para ir à forra. Para tentar resolver seu problema de impotência, o fazendeiro Tião Socó (José Wilker) assediou sexualmente a cunhada, a bela Gardênia (Bruna Lombardi), por quem sempre fora apaixonado. Letícia (Paloma Duarte) desistiu de casar virgem com o insistente Josias (Guilherme Fontes) e se entregou ao peão Rosalvo (Maurício Mattar), que acabou capado pelo noivo ciumento dela.

O malandro Vadeco (Tato Gabus Mendes) começou a vender “terrenos no céu”. As pudicas e carolas irmãs Badaró (Lúcia Alves e Cininha de Paula) partiram para cima do doente mental Emiliano (Ricardo Blat), para satisfazerem seus desejos mais reprimidos. Chico Veloso (Tonico Pereira) pôde finalmente se vestir de mulher. Os malucos do hospício foram soltos. Também os presos da delegacia.

A autoritária prefeita Florisbela (Vera Holtz) tentou colocar ordem na população diante do caos generalizado que se estabeleceu em Tabacópolis. Mas o mundo não acabou. E todos tiveram que arcar com as consequências de seus atos impensados e de suas extravagâncias.

Saiba mais sobre “O Fim do Mundo no site Teledramaturgia.


Por que um remake de “Saramandaia”?
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Nilson Xavier

A Globo já bateu o martelo: a próxima atração da faixa das onze da noite, a estrear ano que vem, será o remake de Saramandaia, novela que Dias Gomes escreveu em 1976. Outra trama que estava no páreo era um remake de Dancin´ Days, mas a Globo preferiu deixar esta para 2014, para que Gilberto Braga, o autor, pudesse se recuperar por completo de seu problema de saúde (no ano passado, ele sofreu um AVC durante uma cirurgia no coração). A adaptação de Saramandaia ficará a cargo de Ricardo Linhares.

“Tranquila, agitada, festiva, absurda… Saramandaia! Realidade fantástica de Dias Gomes!”
(chamada de estreia, em 1976).

A novela original foi ao ar entre maio e dezembro de 1976, no horário das dez da noite da Globo, e tornou-se um clássico de nossa teledramaturgia. Sua maior contribuição foi ter incorporado o realismo fantástico às novelas brasileiras, com alusões ao romance “Cem Anos de Solidão” (1967), de Gabriel García Márquez, e ao filme “Amarcord” (1973), de Fellini.

Saramandaia ficou famosa por sua galeria de personagens bizarros em situações inusitadas:  João Gibão (Juca de Oliveira) possuía asas; Zico Rosado (Castro Gonzaga) soltava formigas pelo nariz; Dona Redonda (Wilza Carla) explodiu de tanto comer; Seu Cazuza (Rafael de Carvalho) cuspia o coração toda vez que se emocionava; Marcina (Sônia Braga), quando excitada, ficava em brasa, queimando tudo ao redor; e o Professor Aristóbulo (Ary Fontoura), além de virar lobisomem, há anos que não dormia, tendo em suas andanças noturnas se encontrado com vultos históricos.

Mas o próprio Dias Gomes rejeitava o rótulo de fantástico para seus estranhos personagens. Certa vez, em entrevista ao Jornal do Brasil, declarou:
Não vejo nada de fantástico nisso. Há gente que não dorme há muito mais tempo. Outros nunca acordaram. O meu chamado realismo fantástico não tem nada de sofisticado. O próprio ponto de partida popular elimina essa hipótese, pois me baseei na literatura de cordel nordestina.”

Dias já usara personagens pitorescos anteriormente: tal qual João Gibão de Saramandaia, o Zelão das Asas, vivido por Milton Gonçalves em O Bem Amado (1973), também voava no último capítulo da novela. Mais tarde, em Roque Santeiro (1985-1986), também houve um lobisomem – Professor Astromar, interpretado por Rui Rezende.

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Mas foi Aguinaldo Silva quem levou a fórmula adiante – ele mesmo um dos roteiristas de Roque Santeiro. Em Tieta (1989-1990), havia a figura da misteriosa Mulher de Branco, que abusava sexualmente de homens desprevenidos em noites de lua cheia. Outro personagem semelhante foi o Cadeirudo, de A Indomada (1997), que atacava mulheres indefesas. Na mesma novela, havia o delegado que caiu num buraco e foi parar no Japão. Em Pedra Sobre Pedra (1992), a flor de Jorge Tadeu (Fábio Jr.) enlouquecia as mulheres que a comiam, enquanto Sérgio Cabeleira (Osmar Prado) se sentia atraído pela lua cheia. Em Fera Ferida (1993-1994) havia a moça que dormia há anos; e o casal de amantes que inflamava a cama quando fazia amor – o que lembra o casal João Gibão e Marcina de Saramandaia.

Independente de Aguinaldo Silva ter esgotado a fórmula, a nova Saramandaia deve gerar curiosidade por conta de suas esquisitices, mesmo porque, já há mais de uma década Aguinaldo não abusa do realismo fantástico em suas novelas. E também porque hoje em dia os recursos tecnológicos para criar cenas incríveis estão avançados, quando comparados com os recursos da década de 1970 – cogita-se inclusive a utilização de 3D para este remake. Em vídeos de Saramandaia, percebe-se que a cena da explosão de Dona Redonda é simplória, mas sem deixar de ser impactante. O chromakey (recurso de sobreposição de imagens) usado numa sequência em que Seu Cazuza vomita o próprio coração é primário, tosco, mas hoje em dia, pode ficar bastante interessante. Por causa de seu apelo surreal, Saramandaia deve despertar a curiosidade do público, pelo que já se conhece dela.

Aferir o sucesso da Saramandaia original unicamente ao realismo fantástico chega a ser leviano. A novela tem a assinatura de Dias Gomes, um mestre na crítica social – que, naqueles anos de ditadura do Regime Militar, era velada. Afora isso, a direção sempre inovadora e perfeccionista de Wálter Avancini e um elenco de primeira. Além dos já citados: Antônio Fagundes (em sua estreia na Globo), Dina Sfat, Yoná Magalhães, Milton Moraes, Sebastião Vasconcelos, Eloísa Mafalda, José Augusto Branco, e outros. Também as participações de Elza Gomes, Carlos Eduardo Dolabella e os dois maiores galãs de novelas da época, Tarcísio Meira e Francisco Cuoco – que viveram D. Pedro I e Tiradentes, personagens históricos que se encontraram com o Professor Aristóbulo (Ary Fontoura) em suas andanças noturnas.

O cantor cearense Ednardo gravou a música Pavão Mysteriozo no início dos anos 1970, e desde então permanecia no ostracismo. Mas a música foi escolhida para a abertura de Saramandaia, tornando-se um grande sucesso popular e fazendo Ednardo conhecido do norte ao sul do país. Impossível não associar a música à novela.

Apesar de sua aura mítica, Saramandaia não chegou a ser um “grande sucesso arrebatador”, tal qual outras novelas das 22 horas anteriores, como Gabriela, um ano antes, ou a própria O Bem Amado, de Dias Gomes. Passada a novidade e a curiosidade sobre os personagens e situações surreais, lá pela metade a novela se arrastou até seu término. Talvez por isso nunca tenha sido reprisada.  Mas é inegável a sua importância dentro da história da TV brasileira.

Agora vamos aguardar as notícias de escalação de elenco. Já existe uma expectativa: quem viverá Dona Redonda? Veja a enquete acima.

Saiba mais sobre Saramandaia no site Teledramaturgia.


Nomes esdrúxulos de personagens invadem as novelas
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Nilson Xavier

Parece que as novelas atuais estão apostando em nomes esquisitos de personagens para chamar a atenção do público. A nova estreia da Globo, Avenida Brasil, já se destaca por isso: Muricy (Eliane Giardini), Begônia (Carol Abras), Olenka (Fabíula Nascimento), Tessália (Débora Nascimento), Bervely (Luana Martau),  Darkson (José Loreto).

Miguel Falabella, no ar com Aquele Beijo, não deixa por menos: Maruschka (Marília Pêra), Locanda (Stella Miranda), Belezinha (Bruna Marquezine), Íntima (Elizângela), Grace Kelly (Leilah Moreno), Eveva (Maria Gladys), Ana Girafa (Luís Salém), Brites (Maria Vieira), Mirta (Jacqueline Laurence), Taluda (Priscila Marinho).

Em Fina Estampa, Aguinaldo Sillva também usou do expediente, a começar com a protagonista, Griselda (Lília Cabral). Também Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado), Zambeze (Totia Meirelles), Wallace Mu (Dudu Azevedo).

Aguinaldo e Falabella são os autores que mais frequentemente batizam personagens assim, usando toda sorte de nomes e apelidos estranhos, ou que “soam diferente” aos nossos ouvidos.

Aguinaldo Silva

Índia do Brasil (Yoná Magalhães em O Outro, 1987)
Glorinha da Abolição (Malu Mader em O Outro, 1987)
Rubra Rosa (Susana Vieira em Fera Ferida, 1993-1994)
Ipiranga Pitiguari (Paulo Betti em A Indomada, 1998)
Uálber Cañedo (Diogo Vilela em Suave Veneno, 1999)
Crescilda (Gottsha em Senhora do Destino, 2004-2005)
os irmãos Leidi Daiani e Maikel Jecson das Neves (Jéssica Sodré e Agles Steib em Senhora do Destino, 2004-2005)
Juvenal Antena (Antônio Fagundes em Duas Caras, 2007-2008)
Evilásio Caó (Lázaro Ramos em Duas Caras, 2007-2008)
Benoliel (Armando Babaiaoff em Duas Caras, 2007-2008).

Miguel Falabella

Sexta-Feira (Mara Manzan em Salsa e Merengue, 1996-1997)
Zé Bisonho (Luís Guilherme em A Lua Me Disse, 2005)
Sulanca (Diva Pacheco em A Lua Me Disse, 2005)
Zelândia (Maria Zilda em A Lua Me Disse, 2005)
Dona Roma (Miguel Magno em A Lua Me Disse, 2005)
Adail (Bia Nunnes em A Lua Me Disse, 2005)
Talarico (Luís Salém em A Lua Me Disse, 2005)
Morcega (Sylvia Massari em A Lua Me Disse, 2005)
Samovar de Santa Luzia (Cássio Scapim em A Lua Me Disse, 2005)
Dona Gôndola (Thelma Reston em A Lua Me Disse, 2005)
Bozena (Alessandra Maestrinni em Toma Lá Dá Cá, 2007-2009)
Dona Álvara (Stella Miranda em Toma Lá Dá Cá, 2007-2009)
Seu Ladir (Ítalo Rossi em Toma Lá Dá Cá, 2007-2009)
Zé Boneco (Frederico Reuter em Negócio da China, 2008-2009)
Flor-de-Liz (Bruna Marquezine em Negócio da China, 2008-2009)
Tozé (Dudu Pelizzari em Negócio da China, 2008-2009)
Lucivone, Aldira e Lausane (Maria Galdys, Débora Olivieri e Josie Antello em Negócio da China, 2008-2009).

Mas essa prática é antiga. O casal de novelistas Dias Gomes e Janete Clair eram peritos em inventar nomes “sonoros” para os personagens de suas tramas.

Dias Gomes

Jovelino Sabonete (Felipe Carone em Bandeira Dois, 1971-1972)
Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo em O Bem Amado, 1973)
Zeca Diabo (Lima Duarte em O Bem Amado, 1973)
Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz em O Bem Amado, 1973)
as irmãs Cajazeiras (Ida Gomes, Dorinha Duval e Dirce Migliaccio em O Bem Amado, 1973)
Lazinha Chave-de-Cadeia (Betty Faria em O Espigão, 1974)
Professor Aristóbulo (Ary Fontoura em Saramandaia, 1976)
Dona Redonda (Wilza Carla em Saramandaia, 1976)
Rudi Caravagglia (Jardel Filho em Sinal de Alerta, 1978-1979)
Viúva Porcina (Regina Duarte em Roque Santeiro, 1985-1986)
Florindo e Pombinha Abelha (Ary Fontoura e Eloisa Mafalda em Roque Santeiro, 1985-1986)
Tony Carrado (Nuno Leal Maia em Mandala, 1987-1988)
Aristênio Catanduva, o Araponga (Tarcísio Meira em Araponga, 1990-1991)
Tião Socó (José Wilker em O Fim do Mundo, 1996).

Janete Clair

Pedro Azulão (Juca de Oliveira em Fogo Sobre Terra, 1974)
Herculano Quintanilha (Francisco Cuoco em O Astro, 1977-1978)
Salomão Hayalla (Dionísio Azevedo em O Astro, 1977-1978)
Ana Preta (Gloria Menezes em Pai Herói, 1979)
André Cajarana (Tony Ramos em Pai Herói, 1979)
Juca Pitanga (Tarcísio Meira em Coração Alado, 1980-1981)
Maria Faz-Favor (Aracy Balabanian em Coração Alado, 1980-1981)
Luana Camará (Regina Duarte em Sétimo Sentido, 1982)
Rudi Rivoredo (Carlos Alberto Riccelli em Sétimo Sentido, 1982)
Lucas Cantomaia (Francisco Cuoco em Eu Prometo, 1983-1984)
Horácio Ragner (Walmor Chagas em Eu Prometo, 1983-1984).

Você lembra de outros nomes esquisitos de personagens de novelas?