Blog do Nilson Xavier

Arquivo : Marcello Novaes

“Quem matou” pode finalmente revelar o vilão de “Avenida Brasil”
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Nilson Xavier

O “quem matou” é um recurso existente na telenovela desde a década de 1960. Alguns ficaram clássicos, como o “quem matou Salomão Hayalla”, de O Astro (1977-1978), e o “quem matou Odete Roitman”, de Vale Tudo (1988-1989).

De um tempo para cá, o “quem matou” tornou-se um estratagema recorrente para autores que querem dar um “up” na trama em sua reta final e assim despertar a audiência adormecida para a sua novela. Gilberto Braga fez uso do recurso em todos seus trabalhos desde a minissérie Labirinto, de 1998 (nas novelas Força de um Desejo, Celebridade, Paraíso Tropical e Insensato Coração).

Hoje, o público geralmente associa o “quem matou” à falta de criatividade do autor ou para chamar a atenção da audiência. O telespectador mais acostumado às artimanhas rocambolescas de nossos folhetins já vê o “quem matou” com certa resistência: lá vem mais um!

Em sua reta final, Avenida Brasil fez uso de um “quem matou” que já vinha sendo anunciado há algum tempo. A bola da vez é o mau caráter Maxwell (Marcello Novaes), morto no capítulo de quinta-feira (11/10). A trama de João Emanuel Carneiro precisava de tal recurso?

Um fenômeno de repercussão e audiência, Avenida Brasil, desde o início, angariou uma legião de fãs que se acostumaram a uma novela ágil, cheia de reviravoltas e ganchos surpreendentes a cada capítulo. Logo, não acho que o “quem matou Max” foi para alavancar audiência, muito menos falta de criatividade dos roteiristas.

Faltando uma semana para acabar, Avenida Brasil não tinha mais história para contar. Nina estava vingada e Carminha, desmascarada, caiu em desgraça. Quais nós restam ser desatados neste novelo? Talvez os que envolvam os personagens do lixão: o passado que une Max a Carminha (Adriana Esteves), a Mãe Lucinda (Vera Holtz), a Nilo (José de Abreu) e a Santiago (Juca de Oliveira).

O assassinato de Max vem para elucidar e justificar o comportamento destes personagens. Existe uma história em Avenida Brasil que ainda é mistério para o telespectador – que conhece apenas a trama que começou lá atrás, com a pequena Rita (Mell Maia), e avançou para o envolvimento de Carminha com a família de Tufão (Murilo Benício) até a atualidade.

Agora o público sabe que o começo desta história toda vem de muito antes. O desfecho do crime pode finalmente revelar quem é o vilão e quem é o mocinho deste folhetim.


“Avenida Brasil” bate recorde de audiência semanal
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Nilson Xavier

Avenida Brasil bateu seu recorde de audiência para um capítulo de sábado: prévia de 42 pontos no Ibope (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo), em 06/10. A semana que passou registrou ainda a maior audiência semanal que a novela teve. Veja os números:

Seg 45 – Ter 42 – Qua 43 – Qui 46 – Sex 43 – Sab 42 = 43,5

Faltando apenas duas semanas para o seu término, apesar de toda a repercussão, Avenida Brasil ainda não bateu a audiência da trama antecessora no horário, Fina Estampa (que fechou com uma média geral de 39 pontos). Mas, ao que tudo indica, Avenida Brasil pode chegar lá. Até o momento sua média geral é 38 pontos.

No capítulo deste sábado, Carminha (Adriana Esteves) descobriu que Max (Marcello Novaes) está vivo. Para se vingar da megera, ele a amarrou no canil, entregou uma caixa para Ivana (Letícia Isnard) e saiu da mansão do Divino mandando uma banana para a família de Tufão (Murilo Benício), enquanto Ivana descobria as fotos de Carminha e Max.

O capítulo de segunda-feira promete!


Relembre os flagrantes de adultério mais marcantes das novelas
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Nilson Xavier

Nesta terça-feira, 07/08, foi ao ar a cena de Gabriela em que o Coronel Jesuíno Guedes Mendonça (José Wilker) flagra a mulher, Sinhazinha (Maitê Proença), na cama com o amante, o dentista Osmundo (Érik Marmo). Alertado pelas beatas da cidade, o coronel invadiu a casa do rapaz e não pensou duas vezes: lavou a honra com sangue.

Na própria Gabriela, mais para frente, será a protagonista (Juliana Paes) – que vai cair na lábia do sedutor Tonico Bastos (Marcelo Serrado) – a ser flagrada por Nacib (Humberto Martins) – tal qual acontecera na versão original da novela, com personagens vividos por Sônia Braga, Fúlvio Stefanini e Armando Bógus, respectivamente.

Ontem também, na trama das nove, Avenida Brasil, Carminha (Adriana Esteves) – ela mesma traidora do marido – deu um flagra no amante, Maxwell (Marcelo Novaes), aos amassos com sua arqui-inimiga, Nina/Rita (Débora Falabella), garantindo assim a congelada da dupla (aquele efeito de final de capítulo).

“Eu posso explicar!” / “Não é nada disso que você está pensando!”

Flagrantes de adultério são até corriqueiros em novelas. Gilberto Braga é um dos autores que mais se apropria do recurso. Um dos melhores flagras da história de nossas novelas aconteceu em Vale Tudo (1988), quando Afonso (Cássio Gabus Mendes) adentrou o apartamento do mau caráter César (Carlos Alberto Riccelli) e encontrou sua mulher, Fátima (Glória Pires), na cama dele (vídeo abaixo, a partir dos 8 minutos).

Outros flagrantes em novelas de Gilbeto Braga:

Dono do Mundo (1991): Aqui, Glória Pires esteve do outro lado: foi sua personagem, Stella, quem flagrou o marido sacana, Felipe Barreto (Antônio Fagundes), na cama com outra mulher (Letícia Sabatella).

Pátria Minha (1994-1995): o vilão Raul Pelegrine (Tarcísio Meira) pegou a mulher, Tereza (Eva Wilma), deitada com Rafael (Fúlvio Stefanini).

Celebridade (2003-2004): dois flagrantes que merecem citação: Beatriz (Débora Evelyn) em Fernando (Marcos Palmeira), na cama com Maria Clara Diniz (Malu Mader); e Renato Mendes (Fábio Assunção) na mulher, Laura (Cláudia Abreu), deitada com Bruno (Sérgio Menezes).

Paraíso Tropical (2007): Ana Luísa (Renée de Vielmond) pega o marido, Antenor (Tony Ramos), na cama com a amante, Fabiana (Maria Fernanda Cândido).

Insensato Coração (2011): Raul (Antônio Fagundes) dá um flagrante na mulher, Wanda (Natália do Valle), nos braços do irmão dele, Humberto (José Wilker).

Outros flagras notáveis:

Tieta (1989-1990): Perpétua (Joana Fomm) pega o filho, Ricardo (Cássio Gabus Mendes), na cama com a própria irmã, Tieta (Betty Faria) – portanto tia do rapaz. Perpétua fica cega com a cena (vídeo abaixo).


O Cravo e a Rosa (2000-2001): O submisso Cornélio (Ney Latorraca) cansou de ser feito de gato e sapato pela mulher, Dinorá (Maria Padilha), e deu um flagra nela nos braços do amante, Celso (Murilo Rosa).

Quatro por Quatro (1994-1995): O mecânico Raí (Marcelo Novaes) nem teve o que explicar quando a noiva, Babalu (Letícia Spiller), o flagrou com outra mulher (vídeo abaixo).


Belíssima (2005-2006): O caso de Júlia Assumpção (Glória Pires) foi grave: flagrou o marido, André (Marcelo Antony), deitado com a filha dela, Érica (Letícia Birkheuer).

A Próxima Vítima (1995): No dia de seu casamento, Diego (Marcos Frota) pega a noiva, Isabella (Cláudia Ohana), na cama com o tio dela, Marcelo (José Wilker), e lhe dá uma surra que entrou para a história (vídeo abaixo, a partir dos 5 minutos).


A Favorita (2008): Dois flagrantes se destacaram: nos flashbacks que explicam a história, Marcelo (Flávio Tolezani) pegou a mulher, Flora (Patrícia Pillar), com o amante, Dodi (Murilo Benício); e – mais adiante – Elias (Leonardo Medeiros) deu um flagrante na  mulher, Dedina (Helena Ranaldi), com seu amigo, Damião (Malvino Salvador).

Cite outros casos que você lembra! ;)


Sequestro de Carminha empolga e movimenta a trama de “Avenida Brasil”
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Nilson Xavier

Que Avenida Brasil é uma novela bastante movimentada, todos já perceberam. O autor, João Emanuel Carneiro, brinda seu público com um arsenal inesgotável de novidades a cada capítulo. Há mais de um mês no ar, a trama tem prendido a atenção do público e surpreendido pelos ótimos ganchos – aquele suspense ao final do capítulo que desperta a curiosidade no público em acompanhar a trama no dia seguinte. E novela se faz disso mesmo, afinal são os ganchos que mantem o telespectador preso à história por meses a fio.

Mas, o que se viu na última semana vai além de ótimos ganchos. Toda a trama do sequestro de Carminha (Adriana Esteves) tem rendido elogios nas redes sociais a João Emanuel, ao elenco e à direção da novela. Não por acaso, várias hashtags (palavras-chave) com nomes dos personagens envolvidos nessa trama sempre figuram entre os Trending Topics do Twitter (os itens mais comentados) no momento da exibição da novela.

O falso sequestro – que acabou virando um sequestro real na história – já dura uma semana, desde que Max (Marcello Novaes) sugeriu a Carminha forjar o sequestro dela para conseguir dinheiro de Tufão (Murilo Benício). De lá para cá, a novela empolgou com sequências eletrizantes, reviravoltas surpreendentes e atuações irrepreensíveis do elenco.

O texto afiadíssimo do autor na boca de Adriana Esteves faz a alegria do público, que se diverte com as tiradas impagáveis da vilã Carminha. Adriana e Marcello Novaes conseguem, nas cenas mais fortes, transmitir toda a tensão pela qual passam seus personagens. A direção – segura, competente – ajuda muito. E os atores coadjuvantes que participam do sequestro também se destacam.

Rodrigo Rangel vive Moreira, o violento agiota para quem Max deve dinheiro, chefe dos sequestradores. O ator teve cenas fortes e emocionantes com Adriana Esteves e liderou os TT´s do Twitter algumas vezes. Seus comparsas no sequestro são Tubarão (Breno de Filippo), um tipo “devagar”, e Serjão (Vicentini Gomez), o medroso. Tem ainda a figura propositalmente inóspita do detetive Zenon (Mário Hemetto), um policial aposentado que Leleco (Marcos Caruso) levou à família de Tufão para investigar o caso sem a presença da polícia.

Toda essa trama do sequestro movimenta a história de Avenida Brasil e mostra que, com apenas um mês no ar, o autor dá provas do fôlego que sua trama tem para os próximos cinco, seis meses. Que continue com muitos ganchos empolgantes, desses que nos fazem correr para frente da TV na hora da novela – sonho dourado de todo novelista e de toda emissora de televisão. E de todo noveleiro.