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Blog do Nilson Xavier

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Trama de "O Tempo Não Para" roda, roda e não sai do lugar

Nilson Xavier

02/01/2019 11h02

Rosi Campos e Christiane Torloni (foto: reprodução)

As novelas passaram por um período de estagnação nessas festas de fim de ano, com tramas em marcha-ré por causa da baixa audiência. Os autores preferiram não queimar cartucho e deixar para as histórias voltarem a andar após o réveillon.

Mas "O Tempo Não Para", convenhamos, está parada há uns três meses. As falsas gravidezes de Dona Agustina (Rosi Campos) e Carmem (Christiane Torloni) foram apenas um subterfúgio para encher linguiça entre Natal e Ano Novo. Porém, a história dos congelados acabou bem antes da metade da novela.

O que se vê agora é um vai e volta sem sentido para preencher cronograma (a novela acaba em janeiro). A trama dá voltas em torno de si mesma. O tempo parou.

João Baldasserini como Lúcio (foto: reprodução)

Primeiro o vilão Emílio (João Baldasserini) tirou a empresa SamVita do protagonista Samuel (Nicolas Prattes). Depois Emílio morreu e apareceu um igual a ele para substituí-lo, o gêmeo Lúcio (para quê mesmo?). E agora, Lúcio, por meio de Maria Carla (Regiane Alves), faz o mesmo que Emílio fizera: tira a SamVita de Samuel! Quer dizer, voltou ao começo.

Esperamos que o autor Mário Teixeira tenha guardado um bom trunfo para explicar a repetição de trama e a troca sem sentido de um vilão por outro.

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Sobre o autor

Nilson Xavier é catarinense e mora em São Paulo. Desde pequeno, um fã de televisão: aos 10 anos já catalogava de forma sistemática tudo o que assistia, inclusive as novelas. Pesquisar elencos e curiosidades sobre esse universo tornou-se um hobby. Com a Internet, seus registros novelísticos migraram para a rede: em 2000 lançou o site Teledramaturgia (http://www.teledramaturgia.com.br/), cujo sucesso o levou a publicar o Almanaque da Telenovela Brasileira, em 2007.

Sobre o blog

Um espaço para análise e reflexão sobre a produção dramatúrgica em nossa TV. Seja com a seriedade que o tema exige, ou com uma pitada de humor e deboche, o que também leva à reflexão.